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Da infância, apesar de nascido na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, guarda memórias fortes do Alentejo, como o poço que escondeu os livros do pai, preso pela PIDE. Optou por escrever os dele, contra e a favor do que quis, com sátira e ironia fina.

 

Talvez por força do choque duro da prisão de seu pai pela PIDE, onde sofreu um espancamento de que teve notícia mais tarde, Mário de Carvalho cresce, a par do seu percurso académico, numa resistência e oposição ao regime da época, deixando a política apenas depois do regresso a Portugal, passados os anos de clandestinidade e exílio. Dedica-se à advocacia de causas, nomeadamente as sindicais e acumula, durante alguns anos, esta atividade com a produção literária.

 

No final dos anos setenta liga-se ao grupo «Quatro Elementos Editores», animado por Fernando Guerreiro. Em 1981 publica «Contos da Sétima Esfera», «Casos do Beco das Sardinheiras» e em 1982, «O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana». «Os Alferes» apresenta de uma forma crua e desapiedada, não isenta de ironia, os dilemas dos jovens oficiais milicianos no teatro de uma guerra em que não acreditavam. Em 1995 surge o romance satírico «Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto», inaugurando o género a que o autor chamou «cronovelema» e que associa o humor à crítica aguda do quotidiano. O livro obteve um bom acolhimento na Alemanha e em França.

 

Em 1997, é-lhe atribuído o prémio Pégaso por «Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde», o seu livro mais reeditado, traduzido e premiado. Foi traduzido para inglês, francês, alemão, italiano e outras línguas, em capa dura e edições de bolso, com excelentes recensões.

 

Tem mais de duas dezenas de títulos publicados. A sua escrita é versátil e é difícil incluí-lo numa escola ou corrente literária. Desde a ironia usada na crónica do quotidiano à escrita mais sombria, pratica uma diversidade de géneros, percorrendo várias épocas e repercutindo alguns clássicos da literatura portuguesa e universal.

 

ReferênciaMário de Carvalho- da ironia das vidas à literatura. (2019). Mário de Carvalho- da ironia das vidas à literatura. Retrieved 4 March 2019, from http://ensina.rtp.pt/artigo/mario-de-carvalho/

 

 

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Ballesteros Guerra, JC e L. Picazo Sánchez (2019). [e-Book] TIC e sua influência na socialização de adolescentes. Madri, Centro da Rainha Sofia sobre Adolescência e Juventude, 2018.

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A pesquisa analisa o uso que adolescentes espanhóis entre os 14 e 16 anos fazem da rede e das redes sociais, as dificuldades que encontram, como as resolvem, os dispositivos que manipulam e desde quando, entre outras questões. Os resultados da pesquisa foram obtidos por meio de 1.624 entrevistas a adolescentes de 14 a 16 anos em centros educacionais, 4 grupos foco e 8 entrevistas individuais.

 

O objetivo dos processos de socialização é o indivíduo adquirir todos os elementos e conhecimentos que lhes permitam interagir na sociedade em que vive (Barahona et al., 2002). Nesse sentido, as TIC (tecnologias da informação e comunicação) envolvem mudanças nos ritos e padrões de comunicação e interação social, incorporando uma série de vantagens e possibilidades a esses processos de socialização, mas também desafios e riscos. 

 

Em relação à utilizaçâo das TIC, a população enfrenta uma infinidade de elementos que devem ser aprendidos para os integrar na sua vida quotidiana: a gestão do self online, a facilidade de comunicação, bem como o surgimento de novos códigos de relacionamento mediada pela tecnologia, a necessidade de conhecer e aprender os requisitos formais de gerenciamento de dispositivos, essa experiência uma constante renovação, ou as relações entre o mundo online e offline. 

 

Sempre foi sugerido que os jovens "têm mais facilidade", em relação à sua adaptação a mudanças e novas habilidades tecnológicas, e foram mesmo rotulados como "nativos digitais" para exemplificar a aparente facilidade com que assumem e incorporam os novos desafios tecnológicos nas suas diretrizes de vida. Facilidade que não nega o requisito de mediações de aprendizagem ou orientação em relação à sua adaptação às mudanças e às novas habilidades tecnológicas.

 

Traduzido do espanhol com adaptações.

Referência: Arévalo, J. (2019). Las TIC y su influencia en la socialización de adolescentes.Universo Abierto. Retrieved 4 March 2019, from https://universoabierto.org/2019/03/04/las-tic-y-su-influencia-en-la-socializacion-de-adolescentes/

 

 

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Teolinda Gersão

02.03.19

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in Diário de Notícias |

 

«A morte não me assusta nada»

Começou a publicar regularmente só aos 41 anos, quando a vida familiar e a profissional lhe deram as tréguas e a concentração de que precisava para escrever. A cada livro novo foram juntando-se prémios. Agora, aos 77 anos, recebe o Prémio Vergílio Ferreira 2017. Entre as qualidades de Teolinda Gersão destaca-se, diz o júri, «a independência relativamente a todas as modas ou tendências que, de alguma forma, condicionam os caminhos da literatura contemporânea». Uma independência que se revela também nesta conversa, que começa com livros mas avança rapidamente para outros temas. Sem tabus, dá-nos a sua visão sobre o país e o mundo, as questões éticas e quotidianas, o envelhecimento, a morte e a vida.

 

Nasceu em Coimbra, em 1940, mas escolheu Lisboa, em 1965, quando começou a dar aulas na Faculdade de Letras. À capital, casa desde então, dedicou o livro Cidade de Ulisses, um entre os muitos que tem publicados e premiados. O romance mais recente, Passagens, valeu-lhe o Prémio Fernando Namora 2015 e, o conjunto da obra, o Prémio Vergílio Ferreira, que será entregue a 1 de março. As relações humanas, por um lado, e a individualidade de cada ser humano, por outro, alimentam uma obra construída na ficção e na escrita – sempre à luz da antiga grafia, anterior ao Acordo Ortográfico. Formada em Germanística, Romanística e Anglística, defende que a perda da etimologia latina das palavras em português «não faz sentido». Assim como não o fazem a posição de Portugal em relação a Almaraz ou outras coisas que se passam atualmente no mundo e que vê com apreensão e realismo redobrado. Não costuma olhar para trás, viveu tudo o que podia e intensamente. Parte dessa vida está nos seus livros.

 

Que livros começou por ler?
O meu percurso foi, mais ou menos, os de todas as crianças e adolescentes. Contos tradicionais, em criança, depois a Condessa de Ségur de que gostava imenso, sobretudo dos livros que tinham que ver com a Rússia. Havia o General Dourakine, que era o meu preferido, bondoso, mas irascível e desequilibrado. Uma figura extraordinária que me parecia impossível que existisse na realidade, mas que se enquadrava naquele ambiente, porque era um mundo completamente diferente.

 

 
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As alterações climáticas não são uma prioridade para os cidadãos europeus e, ainda menos, para os portugueses (Eurobarómetro 2018). Exercendo a sua responsabilidade pelo sistema terrestre, os jovens decidiram fazer, em conjunto, greve às aulas pelo clima como estratégia para influenciar a mudança de mentalidades e de comportamentos, exercer pressão sobre os decisores políticos e passar a palavra.

Ler mais:

 

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Ser popular nas redes sociais e, sobretudo no Instagram, não é só uma questão de auto-influência por via da imagem, é também a demonstração de uma certa visão e atitude a respeito da política, da economia, do ambiente e dos mais vulneráveis. É por isso que decidimos colocar a questão e intervir a partir das redes sociais:

 

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A biblioteca tem o poder de usar instrumentos familiares e acessíveis que

- Ultrapassam todas as barreiras e são agregadores;

- Tornam visíveis os pormenores, para além da complexidade dos problemas.

A biblioteca tem ainda o poder de combinar expressões, acrescentar significado e dar lugar à criação estética, geradora de partilha e disseminação.

O PhotoVoice e, já agora, o VideoVoice, são modos de aprofundar estas possibilidades em prol da melhoria do bem-estar de nós próprios, dos nossos vizinhos e dos ambientes naturais e construídos, pelo que sugerimos a leitura de:

 

Gostaríamos que partilhassem connosco o que fazem na área da cidadania colaborando em Notas das EscolasCidadania e Biblioteca Escolar | Pensar e Intervir.

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Conferência discutiu os ambientes digitais de crianças e jovens portugueses

 

 

Quatro em cada cinco internautas portugueses entre os 9 e os 17 anos usa a internet todos os dias para ouvir música e ver vídeos e três em cada quatro usa-a diariamente para se comunicar com amigos e familiares. Neste ambiente de oportunidades, o reverso também existe: 23 por cento assinalam terem vivido no último ano situações na internet que incomodaram e perturbaram.

 

Estes e outros resultados do mais recente inquérito EU Kids Online foram apresentados e discutidos na conferência Crianças e Jovens Portugueses no Contexto Digital, que se realizou no dia 28 de fevereiro, no Auditório B da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, no Campus de Campolide.

 

 

Referência: Conferência: Crianças e Jovens Portugueses no Contexto Digital — NOVA FCSH. (2019). Fcsh.unl.pt. Retrieved 1 March 2019, from http://www.fcsh.unl.pt/media/eventos/conferencia-criancas-e-jovens-portugueses-no-contexto-digital

 

Entrevista a Catarina Oliveira – Membro do grupo Líderes Digitais

 

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RBE


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