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A pandemia de saúde global lançou uma luz dura sobre as vulnerabilidades e desafios que a humanidade enfrenta e forneceu uma imagem clara das desigualdades existentes e das consequências do encerramento das escolas para mais de 1,5 bilhão de alunos.

O relatório Nove Ideias para a Ação Pública - Educação, Aprendizagem e Conhecimento num mundo pós-covid-19, da Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), é o resultado do trabalho coletivo da Comissão Internacional para o Futuro da Educação, criada pela UNESCO em 2019 e apresenta as nove ideias-chave para a educação no mundo pós-COVID-19:

1. Educação como bem comum na origem do qual são gerados todos os outros bens e oportunidades;
2. Alargamento do direito à educação que deve incluir o acesso à informação e ao conhecimento;
3. O valor da profissão docente e da colaboração entre professores engajados com as famílias e as comunidades;
4. A participação e os direitos das crianças e jovens na co-construção da mudança desejável;
5. A importância da escola – e não apenas da educação – nos seus múltiplos papéis (saúde, nutrição, segurança, bem-estar, aprendizagem académica…);
6. Recursos educativos e ferramentas digitais de acesso aberto para todos os professores, crianças e jovens;
7. Literacia científica no cerne do desenvolvimento do currículo;
8. Financiamento nacional e internacional do ensino público;
9. Solidariedade global, empatia e pragmatismo, sobretudo perante os que não têm voz e lugar na vida pública para que rapidamente possam ultrapassar essas circunstâncias.

A par destas ideias para a ação pública em educação, a UNESCO sublinha neste documento que as tecnologias digitais são uma ferramenta importante para a comunicação, colaboração e aprendizagem à distância, mas que a educação não pode prosperar e ser acessível a todos na base de conteúdos já prontos e pré-fabricados à margem da relação e interação pedagógica e humana professor-aluno. Esta relação é a base fundamental de toda a aprendizagem e bem-estar.

Estas ideias devem corresponder a ações concretas e urgentes na luta ativa contra:

- O crescente controlo da educação por empresas privadas de plataformas digitais;
- O fosso digital de alguns territórios – “apenas 11% dos alunos na África subsariana têm um computador doméstico e apenas 18% têm Internet doméstica, em comparação com os 50% dos alunos a nível mundial que têm computadores em casa e os 57% que têm acesso à Internet”, refere o Prefácio deste relatório;
- As violações à privacidade, à livre expressão e à autodeterminação das pessoas em nome da crescente digitalização do mundo e de uma vigilância abusiva;
- A negação do conhecimento científico e o aumento exponencial da desinformação;
- As formas de abuso, violência e falta generalizada de recursos, sobretudo das crianças e jovens no período de confinamento em suas casas.

Estas ideias reforçam uma visão humanista da educação e de desenvolvimento dos direitos humanos já expressa nos relatórios anteriores da UNESCO:

- 2015: Repensar a educação: rumo a um bem comum mundial?;
- 1996: Educação: um tesouro a descobrir;
- 1972: Aprender a ser – o mundo da educação hoje e amanhã.
Quando o futuro se avizinha imprevisível e avassalador, haverá força mais poderosa do que a educação para diminuir as desigualdades e enfrentar os desafios?

Fonte: Educação num mundo pós-covid: Nove ideias para a ação pública

 

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Estão abertas as inscrições para as ações de formação Pordata e Pordata Kids.
Estas ações podem ser:
• presenciais, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, sendo o n.º máximo de alunos por sessão definido pela Escola/ Agrupamento, de acordo com o estabelecido para as atividades letivas;
• a distância, via Zoom, Google Meet ou Microsoft Teams, nos Agrupamentos/ Escolas de outras regiões do país.
A formação Pordata é dirigida a alunos do ensino secundário e a formação Pordata Kids a alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino básico. As sessões são gratuitas e têm a duração de 50 a 90 minutos, apenas se exigindo uma sala com computador, projetor de vídeo e ligação à Internet.
Agrupamentos e Escolas não agrupadas podem inscrever o n.º de turmas que desejarem, numa e noutra formação. Solicita-se uma única inscrição por Agrupamento/ Escola de modo a racionalizar o agendamento das sessões.
O formulário de inscrição está disponível no portal da Rede de Bibliotecas Escolares, onde encontra mais informações sobre esta iniciativa.

Artigo completo: PORDATA e PORDATA KIDS

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A International Association of School Libraries (IASL) lançou o tema do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE) 2020: Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar.

Estão disponíveis materiais no portal da Rede de Bibliotecas Escolares.

Artigo completo: Mês Internacional das Bibliotecas Escolares • Outubro 2020

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Aplicações para Dispositivos Móveis e Estratégias Inovadoras na Educação é um ebook de livre acesso, organizado por Ana Amélia Carvalho, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, editado pela DGE há pouco mais de um mês.

O livro contém 10 capítulos, da responsabilidade de diferentes autores, a saber:
. Storyjumper: escrita colaborativa em forma de ebook;
. Stop Motion e storytelling: criar vídeos e animações num piscar de olhos;
. EdPuzzle: estimular a aprendizagem com recurso a vídeos e quizzes;
. A robótica no contexto da sala de aula;
. Tempoly: um jogo para aprender as quatro operações aritméticas;
. Gamificação para envolver, motivar e aprender;
. Escape Room educativo: reinventar ambientes de aprendizagem: Aprendizagem baseada em projetos;
. Como os jogos de tabuleiro modernos podem ensinar a colaboração;
. Mindfulness em contexto educativo: projeto de aprendizagem socioemocional Mindserena.

Cada um destes capítulos é escrito de forma rigorosa, mas muito prática, e sempre com bibliografia adicional para explorar mais. No texto introdutório, Ana Amélia Carvalho reflete sobre a cidadania digital e a importância de fazer um uso responsável, seguro e ético da tecnologia e da internet.

Aceder ao documento: Aplicações para Dispositivos Móveis e Estratégias Inovadoras na Educação 

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Retoma-se a distinção Fazer em Rede, que pretende reconhecer o trabalho que os professores bibliotecários realizam no quotidiano no sentido de fazerem das bibliotecas locais físicos e virtuais de referência nas suas escolas. Esta iniciativa subdivide-se em dois prémios: Prémio Boas Práticas e Prémio Atividades Top.
O regulamento da segunda edição pode ser consultado no Portal RBE.

Conclui-se também a primeira edição da iniciativa Fazer em Rede com a divulgação da Atividade TOP do mês do junho do ano letivo 2019/20.

A partir do mote, ANTES, DURANTE E DEPOIS DO COVID-19 Reflexões em tempo de confinamento, Paula Ribeiro, professora bibliotecária da Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, em Rio Maior, lançou um desafio aos alunos: escrever sobre o momento que estavam a viver. O vídeo agora divulgado vem mostrar que os professores bibliotecários têm a capacidade para se adaptarem a cenários de mudança e imprevisibilidade e chamam a si a missão de cuidar da comunidade escolar.


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