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Fonte: https://www.publico.pt/2020/11/24/sociedade/noticia/publico-premeia-jornais-escolares-lanca-segunda-serie-psuperior-1940509

Chegou o grande dia!
Hoje, o PÚBLICO vai entregar os prémios dos melhores jornais escolares nacionais no âmbito do PÚBLICO na Escola e lançar a segunda série do PSuperior no “Dia P da Literacia Mediática” num evento com transmissão em direto.
Às 11h, terá lugar a entrega dos prémios do Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido no âmbito do PÚBLICO da Escola, a nove instituições de ensino, oito situadas em território nacional e uma na Suíça. Este projeto pioneiro, que suscitou grande interesse e adesão desde o primeiro momento, foi retomado no ano letivo de 2019-20, numa parceria com o Ministério da Educação e a Fundação Belmiro de Azevedo. 
Às 17h, será lançada a segunda série do PSuperior, uma iniciativa destinada a promover a literacia mediática nos estudantes universitários, que tem por missão promover valores de cidadania.
Ambos os momentos, às 11h e às 17h, terão transmissão em direto no site do PÚBLICO, na página onde se divulga o evento [https://cutt.ly/Ehd5CXc], no Facebook e no YouTube do jornal.
 

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Fonte: https://www.oecd.org/education/back-to-the-future-s-of-education-178ef527-en.htm

Porque “o futuro gosta de nos surpreender” a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) propõe, através do relatório Back to the Future of Education - Four OECD Scenarios for Schooling/ De volta ao Futuro da Educação - Quatro Cenários da OCDE para a escolaridade (15/09/2020), quatro cenários para o futuro da educação tendo por horizonte 2040. A saber:

Cenário 1. Escolarização alargada (“Schooling extended”) - “As escolas são agentes centrais na socialização, qualificação, bem-estar e certificação.”
A aprendizagem ocorre fora da sala de aula, ao longo da vida. Trata-se de uma intensificação do atual modelo assente no currículo e certificação formal e que conta com a colaboração internacional público-privada para impulsionar a aprendizagem baseada em tecnologias digitais e apoiar as necessidades emocionais e sociais dos alunos.
Cenário 2. Educação subcontratada (“Education outsourced”) – “Fragmentação da oferta com clientes autoconfiantes em busca de serviços flexíveis.”
A aprendizagem ocorre ao longo da vida a partir de iniciativas privadas e comunitárias que surgem como alternativas à escola (educação em casa, tutoria, aprendizagem em linha, aprendizagem baseada na comunidade…). Esta tendência ocorre em contextos com elevada escolarização, permite a experimentação e individualização, um maior envolvimento dos empregadores e, no geral, menor burocracia e responsabilidade.
Cenário 3. Escolas como centros de aprendizagem (“Schools as learning hubs”) - “A flexibilidade da escolarização permite uma maior personalização e envolvimento da comunidade.”
A escola auto-organiza-se com ligação a parceiros, profissionais não docentes que também podem contribuir para o ensino e professores que fazem parte de redes de competência amplas e diversas.
Cenário 4. Aprender à medida das necessidades (“Learn-as-you-go”): “Os objetivos e funções tradicionais da escolaridade são substituídos pela tecnologia”.
Baseado nos rápidos progressos da inteligência artificial, realidade virtual e aumentada e Internet das Coisas, a aprendizagem ocorre em qualquer momento e lugar, mediada por tecnologia digital. É o fim da aprendizagem baseada na escola e no professor e da distinção entre educação formal/ informal, trabalho/ educação/ lazer. (“4. The OECD Scenarios for the Future of Schooling”).

Cenários são histórias/ narrativas que descrevem experiências plausíveis acerca de uma tendência futura para a qual há sinais no presente. Permitem, em contexto, abrir e estimular a discussão e refletir a plausibilidade e o impacto de uma realidade alternativa e, deste modo, antecipar e prevenir ameaças. Permitem ainda agir no presente (políticas e práticas) de forma segura/ resiliente.

Esta discussão é urgente por três razões:

A. A desigualdade entre países e pessoas atinge o nível mais elevado dos últimos 30 anos (“1. Back to the future of education: Four OECD scenarios for schooling - Education for a changing world”), não obstante a educação constituir um poderoso meio para a equidade e se ter atingido o nível mais elevado de participação e tempo gasto em educação formal (“Tables and Graphs - Figure 3.1. An educated future”). É importante ultrapassar obstáculos no acesso à educação, por exemplo:
- Falta de transmissão intergeracional das vantagens da educação, dirigida a alunos de origens socioeconómicas desfavorecidas que habitualmente apresentam níveis mais baixos de escolaridade;
- Dificuldades de acesso a ambientes educacionais regulares verificada sobretudo em alunos com deficiências;
- “Barreiras linguísticas e culturais, mudanças nos programas e métodos de ensino entre países e escolas”, observadas sobretudo em alunos migrantes e refugiados.
É importante ainda adaptar e melhorar os conteúdos e ambientes de aprendizagem atuais, não só formais (aprendizagem baseada em projetos ou jogos/ brincadeiras, discussões centradas nas crianças e jovens…), como informais (digitalização de conteúdos; recursos educativos abertos; cursos em linha abertos e massivos – MOOC…).

B. Na ausência de factos ou evidências sobre o futuro da educação, o modo mais significativo e útil de compreendê-lo é por via do diálogo, crítica, criatividade e consciencialização que gera responsabilidade individual e coletiva.

C. A fragmentação das atuais formas de ação e poder, sobretudo a partir dos meios informais das redes sociais, gera, rápida e exponencialmente, tendências construídas à margem dos processos deliberativos das instituições democráticas que, por vezes, exigem mais tempo.

Advogar qualquer um dos 4 cenários só tem fundamento se considerarmos que a educação é a base de todas as oportunidades individuais e coletivas, que “A educação funciona como um bem comum que apoia direitos fundamentais como a participação cívica e política e níveis adequados de saúde e bem-estar” – UNESCO. (2015). Rethinking Education: Towards a Global Common Good?  - e faz crescer a economia do conhecimento, a empregabilidade e o rendimento – OECD. (2019). Education at a Glance 2019. https://dx.doi.org/10.1787/f8d7880d-en.
Quatro Cenários da OCDE para a escolaridade inspira-se no programa da OCDE, Schooling for Tomorrow/ Escolaridade para o Amanhã (2001). 

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Fonte: http://listiac.org

O projeto LISTiac (Erasmus+) visa garantir a todos os alunos na Europa condições iguais para alcançar o sucesso educativo e bem-estar, através da integração de pedagogias multilingues. Este projeto, que começou em fevereiro de 2020 e terminará em fevereiro de 2022, tem como foco a formação e a educação continuada. Apoia os professores a serem mais linguisticamente sensíveis em contextos educativos com diversidade linguística variável e tem como fito o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências empíricas.

O projeto conta com a participação de 7 países e 10 universidades, entre elas a Universidade do Algarve, cujos contributos passam por recolher, tratar e analisar dados sobre diversidade linguística em contextos educativos, através da realização de trabalhos de campo, de reflexão sistemática e de partilha de práticas.

Sob a orientação científica do Professor Doutor Manuel Célio Conceição (UALG) o Agrupamento de Escolas de Vila do Bispo foi convidado a participar nesta viagem que começou em Vaasa, Finlândia, seguiu para o sul até ao Algarve, Portugal, antes de terminar em Jyväskylä, na Finlândia.

Como esta temática transnacional implica necessariamente o contacto com a produção cultural/intelectual local, realizou-se o Webinar Listiac, que teve lugar nos dias 11 e 12 de novembro de 2020, destinado à partilha de práticas de referência das escolas/parceiros envolvidos neste projeto.

Nesse contexto a professora bibliotecária, em representação do Agrupamento de Escolas de Vila de Bispo, apresentou práticas desenvolvidas no âmbito do multilinguismo e respeito pela diversidade, particularmente no trabalho com as famílias e alunos do pré-escolar e 1.º ciclo do agrupamento.

O objetivo da apresentação centrou-se na forma como o processo multilíngue (e multicultural) tem permeado o ambiente de aprendizagem nas escolas do agrupamento e no papel e contributo da biblioteca escolar para a criação de um ambiente inclusivo e de integração dos 144 alunos, de 16 nacionalidades, que frequentam as escolas do agrupamento, desde o pré-escolar ao 3º ciclo.

A apresentação dá visibilidade à pluralidade de contactos (envolvimento das famílias) e convivência entre línguas (integração do multilinguismo na dinamização de atividades de leitura/literacias e na promoção de eventos culturais diversos). Dando nota, ainda, de como tais atividades têm vindo a contrariar práticas educativas exclusivamente monolingues e têm contribuído para a criação de um ambiente inclusivo e de cidadania, garantindo, também, o ensino efetivo da língua portuguesa.

Os alunos deste agrupamento que têm uma língua materna diferente do Português representam um grande desafio para os professores, na medida em que a língua de instrução constitui uma segunda língua. Contudo, atendendo aos resultados obtidos no âmbito das práticas realizadas, constatamos a mais valia que representa a diversidade cultural e linguística que existe neste agrupamento, já que os alunos estrangeiros acabam por incentivar os seus colegas a aprenderem línguas diferentes e a aprofundarem os seus conhecimentos sobre diferentes culturas.

Regista-se, com agrado, que a partilha destas práticas causou um impacto bastante positivo em todos os participantes no evento.

Os parceiros, em particular a Direção Geral de Educação, na pessoa da Dr.ª Eulália Alexandre e a Universidade do Algarve, na pessoa do Dr.º Manuel Célio Conceição, agradeceram a participação da equipa de Vila do Bispo no grupo de discussão e na partilha de ideias.

De acordo com os testemunhos, foi reconhecido o papel-chave dos professores e da biblioteca escolar no desenho de estratégias promotoras do multilinguismo e do diálogo intercultural, bem como o potencial das práticas apresentadas que se mostraram relevantes para o desenvolvimento do projeto LISTiac.

 

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Fonte: Photo by Greg Rakozy on Unsplash

Os tempos conturbados que vivemos não nos permitem criar respostas universais, mas, sim, prever cenários de atuação, que têm de ser adequados a cada contexto e a cada tempo. A pandemia mostrou-nos essa mutabilidade do mundo e ensinou-nos que a gestão da mudança implica o trabalho colaborativo, a partilha de recursos e a definição de planos de ação constantemente monitorizados.
Atualmente, as escolas vivem momentos de incerteza, sobretudo na gestão dos alunos, que podem estar a aprender presencialmente ou a distância. Esta hibridez de situações exige respostas rápidas e eficazes, para assegurar aprendizagens efetivas e de qualidade.

As bibliotecas escolares, cada vez mais híbridas, são centros de saber da escola que podem contribuir para a definição de estratégias e a criação de respostas nas diferentes modalidades - presencial, mista e não presencial-, disponibilizando, em articulação com as diferentes estruturas de gestão e coordenação, propostas de apoio ao currículo e serviços que favorecem o sucesso escolar e o aprofundamento da cultura literária, científica, tecnológica e artística.

Os professores bibliotecários têm vindo a especializar-se em três áreas consideradas fundamentais:
- Gestão de conteúdos e de recursos digitais;
- Apoio ao currículo e às diferentes literacias;
- Tecnologia e media. 

Nesse sentido, e tirando partido da experiência do final do ano letivo passado, importa rentabilizar esta expertise e os recursos e serviços que a biblioteca escolar já presta na sua comunidade, envolvendo-a na resposta a:
- Planos de promoção do sucesso escolar;
- Planos de recuperação e consolidação das aprendizagens;
- Planos de ação para a capacitação digital dos docentes;
- Planos de ação das Comunidades Intermunicipais que integram.

Tal como realça Jordi Adell, Director do Centro de Educação e Novas Tecnologias da Universidade Jaume I de Castelló, é fundamental alterar a forma de ensinar, apostando num modelo híbrido, presencial e em linha, em que a maior parte dos conteúdos devem ser estudados em casa. Este especialista reforça, ainda, a centralidade da competência digital, quer para os alunos, quer para os professores.

No imediato, para fazer face a cada decisão que é necessário tomar, perante a necessidade de confinar alunos, turmas ou professores, é fundamental que se planifique, atempadamente, as estratégias a usar, por exemplo:
- Como organizar a plataforma de LMS da escola?
- Como fomentar modalidades mistas de utilização da plataforma de LMS, para utilização em ensino presencial, para potenciar a sua utilização a distância?
- Como formar docentes e alunos para a utilização plena destas plataformas?

A biblioteca contribui para esta missão da escola - a de promover o sucesso escolar dos alunos, disponibilizando recursos e serviços adequados a novos tempos e a novas exigências.
Por essa razão, em julho de 2020, a RBE chamou a atenção para a necessidade de encarar diferentes cenários e de acautelar a flexibilização na transição entre trabalho presencial, misto e não presencial, devendo as bibliotecas adaptar as suas práticas a esses diferentes cenários e tipos de trabalho. Para isso, têm sido divulgadas orientações e recursos de apoio de diferentes tipos: https://www.rbe.mec.pt/np4/2590.html.

Fonte:

Corrall, S. (2008). The emergence of hybrid professionals: new skills, roles and career options for the information professional, Online Information 2008 Conference Proceedings, December 2-4, Olympia, London, pp. 67-76. http://d-scholarship.pitt.edu/25215/

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Divulga-se a lista atualizada de ações de formação contínua na área das bibliotecas escolares.
Estas ações de formação contínua poderão ser realizadas pela RBE ou pelos Centros de Formação de Associação de Escolas. São dirigidas a professores bibliotecários e assistentes operacionais, sendo acreditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, ou pela Direção-Geral da Educação.

Artigo completo: Plano de formação RBE 2020-21

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