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Blogue RBE

Qua | 28.12.22

“Não basta criar oportunidades iguais”

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Quando queremos educar para um modo de vida democrático, alicerçado no envolvimento e participação quotidiana dos cidadãos na vida pública e motivado por valores que visam o bem comum, Michael Sandel é referência incontornável.

Com base na série de pequenos vídeos da Fundação Francisco Manuel dos Santos [1] destacamos ideias fundamentais deste pensador político.

A desigualdade e a falta de coesão social

Sob um ponto de vista ético e político, o maior desafio que enfrentamos na atualidade é a desigualdade entre ricos e pobres. Este é um problema de justiça e equidade, para cuja resolução os cidadãos e o Estado devem contribuir, de modo a proporcionar a todas as pessoas uma vida digna.

Segundo Sandel, esta situação é preocupante porque “Quando as desigualdades são muito elevadas, ricos e pobres começam a viver vidas separadas e há menos espaços públicos/ em comum onde nos possamos todos encontrar” [2].

Nas sociedades cosmopolitas e multiculturais em que vivemos este segundo problema da falta de coesão/ fragmentação social é experienciado em elevada escala e só pode ser invertido quando ricos e pobres desenvolvem uma vida em comum e partilham reciprocamente problemas e responsabilidades.

Meritocracia

Para combater as desigualdades sociais, os governos procuram criar oportunidades iguais para todos os cidadãos [3].

Segundo Sandel esta medida é ineficaz porque, apesar da ideia de mérito ser aparentemente boa - se todos tiverem as mesmas oportunidades, os que trabalharem mais, merecem maior sucesso –, a premissa da igualdade de oportunidades é falsa, não corresponde à realidade, pois assenta num sistema invisível de privilégios e hierarquias – económicas, de educação, cidadania, género, identidade, idade – normalizadas e que se transmitem de pais para filhos, impedindo a mobilidade social.

Neste contexto, compreende-se porque é que os alunos das mais prestigiadas universidades americanas fazem quase todos parte do 1% das famílias com maior rendimento e porque a maioria dos empregados de limpeza são mulheres e de minorias étnicas.

Para Sandel o mérito não é um critério justo, que possa ser usado para redistribuição de riqueza porque leva a pensar que “aqueles que foram deixados para trás são responsáveis pela sua situação”, alargando a divisão e separação entre pobres e ricos. “A meritocracia cria arrogância entre os vencedores e humilhação para os que ficaram para trás” e indiferença e desresponsabilização dos mais ricos perante os mais vulneráveis. Estes reagem apoiando partidos políticos populistas, nacionalistas, autoritários e discriminatórios da população que, historicamente, tem sido esquecida, silenciada e marginalizada. America First de Donald Trump e Brexit da Grã-Bretanha são respostas dos mais pobres ao poder das elites.

O bem comum

Segundo a Ética a Nicómaco de Aristóteles, viver bem implica que o ser humano desenvolva, em pleno, as suas capacidades. Refletir criticamente sobre o que é certo/ justo e errado/ injusto e dedicar-se aos assuntos públicos, da cidade, são aspetos necessários para viver bem e ser virtuoso.

A virtude não pode ser alcançada vivendo isoladamente ou indiferente aos problemas políticos, da vida comum. Implica, na perspetiva aristotélica defendida por Sandel, reflexão e decisão com os outros cidadãos e “partilha de responsabilidades sobre o destino da comunidade como um todo. Só dedicando-nos a esta prática e deliberação política, sentindo o peso da responsabilidade sobre a comunidade como um todo, é que desenvolvemos em pleno as nossas capacidades humanas” [4].

A profissionalização da política - aparelhos partidários, politólogos, comentadores, influenciadores… - tem vindo a quebrar o propósito original da atividade política: cultivar o caráter, refletir sobre o significado de viver bem em comunidade e de deliberar sobre as coisas que têm valor na vida pública. Sucedem-se casos de corrupção, superficialidade da vida política, reduzida a fonte de entretenimento e espetáculo, divisão/ fragmentação partidária baseada em decisões a curto prazo, eleitoralistas e pouco sustentáveis.

Segundo as 10 principais descobertas do Edelman Trust Barometer 2022, a desconfiança é o padrão e as pessoas confiam mais nos negócios (61%) do que nas ONG (59%), nos governos (52%) ou meios de comunicação social (50%). Governo e media/ jornalistas são os líderes sociais menos confiáveis: respetivamente, 48% e 46% dos inquiridos encaram governo e meios de comunicação social como “forças que dividem a sociedade”. A quebra de confiança nas democracias conduz a um deslocamento do poder para a extrema-direita populista.

Educação para a cidadania democrática

A educação para a cidadania democrática é a estrutura universal e global que permite inverter o descrédito no sistema democrático.

Para as crianças e jovens, pensar estas questões em termos globais é difícil - o global é uma ideia abstrata, da imaginação -, mas podem fazê-lo a partir de exemplos do seu dia a dia, da sua experiência direta. 

No contexto da biblioteca escolar o professor bibliotecário pode proporcionar às crianças e jovens oportunidades para:

- se conhecerem e criarem laços de amizade, trabalho, cooperação e solidariedade; se informarem;

- discutirem valores, direitos e responsabilidades, individuais e coletivos e criarem, localmente, uma visão para o bem comum que abranja os mais desfavorecidos;

- conhecerem o que o governo local, nacional e internacional faz por elas e de que modo podem participar nas decisões que as afetam;

- compreenderem as razões e consequências do crescimento do populismo e dos movimentos inorgânicos, bem como de conflitos armados.

Identificação e discussão de notícias, concurso de argumentação, entrevistas a governantes locais, levantamento de dados e inquéritos na comunidade, mapa de ideias, diário gráfico, teatro-fórum são estratégias informais que podem ser usadas para trabalhar estas questões.

Michael Sandel

Professor de filosofia política da Universidade de Harvard, Michael Sandel parte de problemas concretos da atualidade e relaciona-os com os temas fundamentais do pensamento político e ético.

O seu curso sobre Justiça [5] foi o primeiro de Harvard a estar disponível gratuitamente na internet e na televisão, sendo visto por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo e a sua série de programas com a BBC Radio 4 transformaram The Public Philosopher em The Public Philosopher [6].

 

Propostas de leitura sobre este tema:

Que papel têm os jovens na governação?

A informação objetiva é uma impossibilidade

“Uivemos, disse o cão – Livro das Vozes”

 

Referências

1. Fundação Francisco Manuel dos Santos. (2022). Michael Sandel. Portugal: FFMS. https://www.fronteiras.com/descubra/pensadores/exibir/michael-sandel

2. Fundação Francisco Manuel dos Santos. (2017, jul.). Democracia para pensar as desigualdades. Portugal: FFMS. https://www.fronteiras.com/assista/exibir/democracia-para-pensar-desigualdades

3. Sandel, Michael. (2022). Sem tributar especulação, oportunidades iguais não bastam contra desigualdades. https://www.fronteiras.com/leia/exibir/sem-tributar-especulacao-oportunidades-iguais-nao-bastam-contra-desigualdades

4. Fundação Francisco Manuel dos Santos. (2017, jul.). Democracia, justiça e bem-viver [vídeo]. Portugal: FFMS. https://www.fronteiras.com/leia/exibir/a-arrogancia-meritocratica-por-michael-sandel

5. Sandel, Michael. (2022). Justice: An introduction to moral and political philosophy. Massachusetts, EUA: Harvard Kennedy School. https://www.harvardonline.harvard.edu/course/justice

6. Sandel, Michael. (2022). The Public Philosopher. USA: BBC Radio 4  https://www.bbc.co.uk/programmes/b01nmlh2/episodes/player

Ter | 27.12.22

As Bibliotecas Escolares - órgão vital do Agrupamento

por Flora Monteiro, Diretora do AE de Amares

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Falar das Bibliotecas do Agrupamento é abordar um dos órgãos vitais das Escolas e do aprender, crescer, educar, saber, ser… que é alimentado em cada criança e jovem que preparamos.

As Bibliotecas por si só, já são um espaço de referência e de reverência do contexto educativo. Costumo dizer que deveriam ser a sala de receção ou o gabinete nobre de cada escola devido à sua beleza, ao encanto das estantes forradas a livros, aos espaços com tecnologias, ao pulsar dos alunos que por lá moram, às atividades que lá se realizam, às conversas que neste espaço se promovem, à importância que têm na construção da “pessoa” do aluno e nas suas diversas aprendizagens.

E, neste mundo em transformação, e com todo o avanço tecnológico e digital, o paradigma das Bibliotecas Escolares foi seguindo os novos tempos e os novos formatos de leitura, onde o livro-papel já não está solteiro e se faz acompanhar dos e-books, audiolivros, dos aparelhos onde os alunos descobrem e conquistam o mundo. As competências ao nível da literacia terão de ser mais abrangentes, mais complexas e mais ousadas. E as nossas Bibliotecas são esse lugar privilegiado onde tudo se entrecruza e acabam por desempenhar um papel fundamental nas aprendizagens e nos diversos sucessos dos alunos. Da leitura à escrita, da motivação que provocam, da intenção que fazem chegar aos alunos, estes espaços ajudam a criar as raízes e os alicerces para os alunos aprenderem cada vez mais e melhor.

No AE Amares são diversos os projetos de bibliotecas em que nos envolvemos: Somos Agrupamento a Ler+, uma espécie de selo/reconhecimento pela valorização da leitura.

Mais recentemente - Escola a ler, com diferentes linhas de intervenção (Leitura orientada -1º e 2º ciclo; Projeto pessoal de leitura; Tempo para ler e pensar; Vou levar-te comigo!; Livr’à mão; 10 minutos a ler - leitura diária em todas as turmas do 2º, 3º ciclos e Ensino Secundário; Leitura em Família - na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo com as medidas Leitura em Vai e Vem e Já Sei Ler; Ler e escrever com a Biblioteca -Projeto Palavra lida/Palavra escrita no 3º ciclo e secundário; Participação todos os anos no Concurso Nacional de Leitura com vários alunos a irem até à final nacional. A biblioteca da ESA já teve duas vezes projetos reconhecidos na candidatura Ideias com mérito (RBE).

Para além destes projetos, temos tido, ao longo dos anos, diversos outros projetos no âmbito da leitura e das diferentes literacias.

Portanto, sou uma Diretora orgulhosa das suas Bibliotecas, para além de ser uma amante de livros e leituras e considero que a palavra/ação LER é um tesouro que passamos aos nossos alunos.

E atrevo-me a dizer que o LER dá tanto e tanto…

L– Liberdade - com tudo o que esta palavra significa, desde a liberdade de conhecer novos mundos, novas ideias, novas questões. A liberdade de viajar em cada aventura e de ser a personagem principal que seguimos, à liberdade crítica e esclarecida que faz de cada aluno um melhor e mais capaz cidadão.

E– Esperança - de poder ser mais e melhor, de descobrir não só os problemas, mas vislumbrar soluções, de saber que estamos a aprender e podemos voar ainda mais. A esperança de novos mundos e novas leituras.

R– Resistência - perante tantas adversidades. O LER ajuda a enfrentar dificuldades, a superar limitações a tornar-nos mais invencíveis.

As Bibliotecas Escolares são a nossa autoestrada no caminho para o futuro!

Flora Monteiro
Diretora do AE de Amares

Qua | 21.12.22

Bibliotecas Escolares em prol do exercício efetivo de uma cidadania ativa e humanista

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É importante começar por dar a voz aos alunos que participam ativamente em projetos de cidadania, desenvolvidos articuladamente pelas e nas Bibliotecas Escolares:

 

Diferença

A diferença entre uma menina que vive em Portugal e uma que vive no Paquistão é percetível.

A diferença entre um menino que vive na Coreia do Sul e um que vive em Portugal é percetível.

A diferença entre um pai que tem cinco filhos e um que tem um é percetível.

A diferença entre uma mãe solteira e uma que tem um cônjuge é percetível.

A diferença não existe só com a raça, a cor e o estatuto social.

Há diferença sim, em quem tem coração e quem tem compaixão!

Às vezes, vemos uma pessoa desfavorecida na rua. Quem nunca pensou em ajudá-la? Mas, há diferença entre quem pensa e quem pensa e faz.

“Não julgar os outros”, dizem por aí. Porém, quem não julga, quem não olha e quem não fala, essa é a diferença.  

Valquíria Antunes, 8º Ano do Agrupamento de Escolas da Bobadela

 

Em Portugal há mais de 100 Escolas Associadas da UNESCO. Estas escolas têm um objetivo comum: levantar as defesas da paz no espírito das crianças e dos jovens.

No passado dia, 6 de dezembro, na Biblioteca Escolar da escola sede do Agrupamento da Bobadela, foi apresentada sumariamente a avaliação da ação-piloto “Mentoria para uma melhor integração”, do projeto “New ABC - Networking the Educacional World: Across Boundaries for Community-Building”, financiado pela União Europeia (https://newabc.eu) e organizado pela  Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, em parceira com a União de Refugiados em Portugal e o Agrupamento de Escolas da Bobadela.

Neste dia, foram apresentados os resultados finais, os testemunhos e os caminhos para o futuro da integração de crianças e jovens migrantes, em contexto escolar. 

Este projeto, em particular, teve a participação ativa de alunos mentores em regime de voluntariado. Os alunos referiram que as principais caraterísticas de um mentor são a empatia, o respeito pelo outro e a solidariedade. Acrescentaram ainda que o importante é acreditar que as pessoas que chegam são seres humanos que são portadores de competências e há que ter a sensibilidade de promovê-las através de ações concretas e produtivas.

Sublinhamos, neste breve artigo, o que os alunos envolvidos, no projeto de mentoria, identificaram como ações importantes e que fazem a diferença na integração dos jovens com passado migrante:

1. Ajudar a Saber navegar na escola: ajudar a interpretar o horário escolar; colocar letras de outros alfabetos na identificação dos pavilhões da escola, como comprar uma senha para o almoço; criar um glossário das disciplinas.

2. Criar um folheto de Boas-Vindas em diversas línguas; em particular ter atenção às línguas dos locais de origem dos alunos migrantes.

3. Criar uma base de dados com os nomes dos alunos tutores.

4. Criar um «Cantinho», na Biblioteca Escolar, como ponto de encontro com alunos mentores e assim ser mais fácil a identificação dos mesmos.

5. Dotar a coleção da Biblioteca Escolar para que seja representativa da diversidade cultural e facilitadora para trabalhar essa mesma diversidade cultural.

6. Organizar a Semana Cultural tendo em conta a diversidade cultural dos países de origem dos alunos – dando preferência aos jogos tradicionais e criação de uma banca com expressões (saudações) nas línguas existentes na escola.

7. Promover «workshops» sobre os recursos digitais (Apps) que podem ser facilitadores da integração – exs. tradutores simultâneos.

Quando questionados sobre o porquê de privilegiar o espaço da Biblioteca Escolar como ponto de encontro, os alunos mentorados responderam que se trata de um espaço muito acolhedor, seguro e porque tem professores bibliotecários que são uns professores especiais, sempre prontos a ajudar e apoiar.

Nas palavras da Diretora do Agrupamento, Dra. Fernanda Almeida, e da professora coordenadora deste projeto, Dra. Cristina Duarte, o sucesso deste tipo de projetos só é possível porque toda a comunidade escolar e educativa está comprometida e participa ativamente.

Fonte da imagem: https://newabc.eu/acao-piloto-mentoria-para-uma-melhor-integracao/

Ter | 20.12.22

10 anos de histórias com o programa de rádio “LEITURAS E COMPANHIA”

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O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca celebrou no dia 10 de dezembro a emissão 500 do programa semanal de rádio “Leituras e Companhia”, da responsabilidade da Biblioteca Escolar, que vai para o ar todos os sábados, entre as 12 e as 13 horas, na “Barca FM”  (Ideia com Mérito RBE, 2015).

O auditório municipal foi o local escolhido para juntar muitos dos colaboradores - alunos e professores - deste projeto com 10 anos, mas também a Direção do Agrupamento de Escolas, responsáveis da “Barca FM”, o Presidente da Câmara Municipal e os Vereadores.

Uma festa de reconhecimento e aplauso aos muitos alunos e docentes que, ao longo da última década, se envolveram nesta dinâmica de grande impacto na formação dos mais novos, pois desde a primeira emissão do “Leituras e Companhia” (3 de novembro de 2012) muitas foram as histórias que semana a semana, mesmo nos períodos de interrupção das atividades letivas, nas férias escolares e nos confinamentos, o programa foi emitido.

Este programa de rádio semanal implica um trabalho colaborativo de alunos e professores num trabalho contínuo não só em prol do desenvolvimento de competências da literacia digital e dos media, num exercício permanente dos domínios da leitura, da expressão escrita e da oralidade, em que a competência da comunicação e o respeito pelos direitos autorais são uma marca, mas também na formação de cidadãos habilitados para encarar com autonomia e pensamento crítico os desafios do século XXI.

Este excelente exemplo de cidadania ativa, nesta comunidade do Alto Minho, sob a tutela das bibliotecas escolares tem sido reconhecido por várias entidades e organismos como “Observatório sobre Media, Informação e Literacia” da UM , o “Ouvido Crítico”  (27/04/2021)  e ainda Congresso do Ano Iberoamericano das Bibliotecas (10/10/2021), além da Rede de Bibliotecas Escolares que apoiou financeiramente o projeto – Ideias com mérito, 2015 e EmBarca na Escrita, 2020.

Não podendo estar presente, o Ministro da Educação fez questão de se associar, enviando a sua palavra de felicitação pelo trabalho de promoção das literacias e de formação de cidadãos autónomos, críticos e livres.

 

A leitura é um passaporte para a liberdade, para a cidadania, para não nos deixarmos manipular”. E a “liberdade é uma condição para sermos humanos.”

João Costa

O titular da pasta da Educação deixou ainda uma palavra de incentivo para que este “trabalho extraordinário continue em direção ao programa mil ou mil e quinhentos, porque é bom haver projetos como este, que estão ao serviço da missão da Escola, que é transformar vidas”.

A energia e carinho sentidos nesta cerimónia, confirmam que o “Leituras e Companhia” vai continuar semanalmente a ser ouvido pela Rádio Barca FM fortalecendo a ligação entre a comunidade escolar e o meio em que está inserida, sempre com muitas leituras & companhias.

Seg | 19.12.22

A Rede de Bibliotecas de Ílhavo

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Inaugurada em 11 de setembro de 2005, a Biblioteca Municipal de Ílhavo é um equipamento cultural de referência e excelência no Município, e no contexto da Rede de Bibliotecas da Região de Aveiro. Por decisão da Autarquia, as ruínas que restavam de um elegante Solar do Século XVII, deram lugar a um edifício moderno, atrativo e acolhedor, nascendo uma bela biblioteca pública, com um design arquitetónico reconhecido a nível internacional com o Prémio Internacional de Arquitetura do Museu de Design de Chicago – Chicago Athenaeum e integrando o roteiro “Portugal Contemporâneo” do Turismo de Portugal IP.

O sonho de ter uma Biblioteca em Ílhavo tornou-se realidade e, desde então, abriram-se as portas à população e, ao longo dos seus 17 anos de vida, tem disponibilizado, de forma regular, múltiplos projetos e atividades com o objetivo de proporcionar aprendizagem contínua, de se afirmar enquanto uma biblioteca atual, do século XXI, com uma intervenção ativa na comunidade e contribuindo, acima de tudo, para uma sociedade mais consciente e mais informada. Crianças, jovens, adultos, todos são bem-vindos e acolhidos com alegria nesta casa que abre portas a um número infindável de propostas e a um riquíssimo acervo documental que esmeramos em manter sempre atualizado.

No âmbito dos principais serviços que a Biblioteca Municipal de Ílhavo oferece, destacamos desta vez o Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares e a coordenação de Rede de Biblioteca de Ílhavo Municipal de Ílhavo. Este foi um “namoro” que iniciou em dezembro de 2007 e se materializou com a assinatura do Protocolo a 30 de abril de 2009.  A partir de então, por proposta da Rede de Bibliotecas Escolares, os três Agrupamentos de Escolas, o Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro e a Biblioteca Municipal arregaçaram mangas e deram início a uma história em rede, a RBI que se sucede num trabalho profícuo, reunindo mensalmente e do qual nasceu um projeto comum o PPLL, Programa de Promoção do Livro e da Leitura. Este é o documento que sob o lema «Tudo é de… e para todos!!» integra diferentes atividades desenvolvidas num trabalho colaborativo, com partilha de recursos indiferenciados e com um impacto muito positivo para a Comunidade Educativa que, todos os anos, é revisto e aprovado por todos os membros da RBI, em sede de Assembleia Geral de Cooperantes que conta com alguns professores bibliotecários a equipa da Biblioteca Municipal, o Centro de Formação e o representante da Rede de Bibliotecas Escolares.

Assim e enunciando as mais pertinentes, para protagonistas do pré-escolar ao 1.º CEB são servidos «Menus de Histórias» no «Vamos à BMI», numa visita à Casa dos Livros, que revela o cenário e os atores desta narração, num momento mágico de descoberta de histórias relacionadas com o tema, diferente a cada ano que passa. Com esta atividade, as turmas que visitam a Biblioteca ficam a conhecer o seu espaço, incluindo a Sala de Restauro, o «Hospital dos Livros», e, ainda, desenvolvem a sua criatividade num atelier de expressões, sempre associado à história contada.

Do pré-escolar ao Ensino Secundário, os protagonistas são desafiados anualmente a serem criativos e a expressarem a sua leitura de «À Descoberta de...», um autor que muda a cada ano e que, posteriormente, pode ser visitada na BMI, palco principal de histórias, no mês março, na Semana da Leitura. Nesta atividade, são exploradas as obras do autor escolhido, e é pesquisada e conhecida a sua vida, em sala de aula com os professores e educadores. Depois, partindo de uma ou mais obras, a turma desenvolve um trabalho plástico e/ou literário, para integrar a exposição que decorre na BMI, onde juntam as obras artísticas de todos os criadores.

Mas os desafios não têm fim e a RBI continua a estimular a criatividade convidando todos os protagonistas do pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico, a deixarem-se levar «Nas Asas do Dragão», no «A Biblioteca Municipal vai à Biblioteca Escolar…» e aí se manifestarem criativamente através de materiais reutilizáveis. Em todas as BE é contada uma história, de acordo com o tema, uma história por cada ano escolar, do pré-escolar ao 4.º ano e os alunos são desafiados a inspirarem-se na história ouvida e no tema para desenvolverem uma criação, em grupo ou individualmente, em sala de aula ou em família, para integrar na exposição que se exibe mais tarde na Biblioteca Municipal. No final o vencedor do desafio, o mais votado durante a exposição, recebe um prémio para enriquecer o fundo da sua BE.

E a magia continua na RBI:

- com todos os protagonistas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, com ciência e muita imaginação associando as histórias a atividades experimentais no «Newton Gostava de Ler», em contexto escolar ou na Biblioteca Municipal;

- com os «Workshops Maker na Escrita», que estimulam a criação de histórias, recorrendo à utilização de objetos 3D, para os heróis do 3.º ciclo e Ensino Secundário, na Biblioteca Municipal, aliando-se a escrita à criatividade no nosso espaço Maker (o 1.º em Portugal, em bibliotecas públicas).

- com os concursos municipais, porque somos todos vencedores e, quando nos envolvemos em duelos, entre a escrita e a leitura, promovem-se talentos escondidos, através do «Concurso Literário Jovem»  que se destina a todos os alunos das escolas do Município de Ílhavo e tem como principal objetivo criar e consolidar hábitos de escrita e do concurso de leitura concelhio, «Ílhavo a Ler+» que integra as duas fases do Concurso Nacional de Leitura, a fase escola e a municipal. Os finalistas do Ílhavo a Ler+ passam à fase Intermunicipal da Região de Aveiro e, depois desta, à fase Nacional.

- com o programa semanal «Ao Som das Histórias» a partir do qual se gravam leituras desde o dia 5 de outubro de 2011, programa já Premiado em 2016 com o Prémio de Boas Práticas em Bibliotecas Públicas Municipais, que consiste na gravação de leituras por alunos dos 4.º anos e muitos convidados ilustres que se transformam em verdadeiros locutores das ondas da rádio local, Rádio Terranova, contribuindo para a construção de memórias que eternizam este mundo mágico das histórias, numa parceria feita entre a BMI e a Rádio TN, a rádio local. Este é um programa que se destina a todos os interessados pelo mundo das histórias, ficando depois disponível o podcast associado ao respetivo registo bibliográfico, bem como no nosso catálogo as 582 histórias já lidas.

- com as Leituras Orientadas… porque todas as viagens devem ser orientadas pela leitura e, por conseguinte, a Biblioteca e os três AE levam o PNL à escola aproximadamente 100 títulos, recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, cada um com 12 exemplares, desafiando os aprendizes do 1.º Ciclo do ensino básico e respetivos docentes a trabalhar em sala de aula com a sua turma.

- com o projeto Baú de Histórias, peças valiosas do saber e da imaginação, a Biblioteca organiza baús que  recheia com pequenos tesouros e viaja com eles até às escolas com pré-escolar e 1.º CEB, sem BE, colocando à sua disposição pérolas do mundo encantado, realizando uma hora do conto em cada turma, individualmente, fazendo saltar de cada baú um desafio diferente, quer na entrega, quer na recolha do mesmo. Durante a estadia do baú na escola, todas as crianças podem disfrutar do empréstimo domiciliário, sob orientação do docente, para que em família e no aconchego do seu lar, possam vivenciar o prazer de ler, desenvolvendo a leitura e o imaginário.

E com pozinhos de perlimpimpim, esta história nunca chega ao fim! Para além destes projetos, a RBI ainda desafia a sua comunidade para visitas às exposições patentes quer na BMI, quer nas Bibliotecas Escolares, promove oficinas de ilustração, oficinas de escrita criativa, feiras do livro, conferências, colóquios, sessões de poesia, encontros com escritores e ilustradores e várias Ações de Formação e Sensibilização que têm sobretudo como mote a promoção do livro.

E porque somos um lugar de estímulos constantes à comunidade, potenciamos outros momentos de criatividade e conhecimento, fazendo o desfecho de cada ano letivo com um desafio especial, as Bibliotecas em Rede ou com as Jornadas RBI, promovendo desta forma partilhas de experiências mais ricas e diferenciadas, em ambiente de festa e magia contagiante. Esta metodologia de trabalho colaborativo conta com a presença e participação regular e decisiva da Rede de Bibliotecas Escolares.

Todo este trabalho só é possível porque trabalhamos em equipa, num trabalho colaborativo e numa verdadeira rede de partilhas e porque continuamos a acreditar que o caminho se faz com todos e que querer fazer faz toda a diferença!

Sintam-se todos convidados a conhecer o nosso caminho e/ou a participar nos nossos projetos!

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Lisete Cipriano
Técnica Superior de Biblioteca e Documentação
Chefe de Divisão da Cultura
Biblioteca Municipal de Ílhavo

Sex | 16.12.22

Concurso Escrever é Viver | 3.ª edição

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O Concurso Escrever é Viver vai já na sua 3.ª edição; é promovido pelo Instituto Multimédia e conta com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares que integra o seu júri, este ano presidido por João Pedro Mésseder.

Trata-se de um concurso direcionado para o 3.º ciclo do ensino básico das regiões Norte e Centro do país e que pretende mobilizar os jovens para a produção de textos poéticos ou em prosa, este ano subordinados ao tema CRISE CLIMÁTICA.

A CRISE CLIMÁTICA tem vindo a agravar-se em quase todo o mundo, de acordo com várias organizações nacionais e internacionais. Sabe-se que as causas são múltiplas, como tem sido noticiado. Há países e regiões mais poluidoras do que outras. As alterações climáticas agravam-se.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de oito milhões de pessoas morrem, por ano, no mundo (dados de 2021), por causa da má qualidade do ar. A poluição atmosférica também está diretamente relacionada com problemas ambientais, como a chuva ácida, a intensificação do efeito estufa, as mudanças climáticas e a pobreza.

O Planeta em degradação pode trazer milhões de mortes até 2050, alerta a ONU.

Qual o contributo dos cidadãos em geral, e dos jovens em particular, para evitar, ou alterar, este estado de Crise Climática? Em que medida podem os jovens contribuir para a alteração da situação? Importa refletir sobre estes pontos, numa perspetiva de cidadania juvenil ativa.

Assim, este concurso tem como objetivos fulcrais:

- Mobilizar para a produção de textos poéticos ou em prosa;

- Estimular o gosto pela escrita;

- Ativar o olhar analítico e o espírito crítico;

- Motivar para a expressão dos sentimentos dos alunos;

- Valorizar a criatividade.

Os alunos podem participar individualmente ou a pares, com acompanhamento por parte de cada biblioteca escolar participante.

Os trabalhos deverão ser enviados para concursos@imultimedia.pt até ao dia 10 de fevereiro de 2023 através de ficha de inscrição própria.

Estas e outras informações encontram-se no respetivo regulamento.

Poderá ler no blogue RBE informações relativas às edições anteriores do concurso, que já contaram com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares. Com os trabalhos selecionados nas duas edições anteriores, fizeram-se livros digitais que estão disponíveis em: http://www.imultimedia.org/escrevereviver/  (2021) e https://www.imultimedia.org/escrevereviver2022/ (2022).

Qui | 15.12.22

A RBE integra a rede de parceiros ‘Braga Voluntária’

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O projeto Voluntários de Leitura é coordenado, desde 2021, pela Rede de Bibliotecas Escolares.
Enquadrado no objetivo dos Voluntários de Leitura - potenciar o desenvolvimento de uma rede nacional de voluntariado na área da promoção da leitura - a Rede Bibliotecas Escolares integra agora a rede de parceiros da Braga Voluntária.

Decorreu no dia 6 de dezembro a assinatura do acordo de cooperação entre a “Braga Voluntária” e 23 entidades locais, tendo em vista o alargamento da rede de parcerias da Estrutura Municipal de Voluntariado, sendo a Rede de Bibliotecas Escolares um dos novos parceiros.

Na sessão, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Sameiro Araújo, explicou que a estrutura de voluntariado tem vindo a ser renovada e que a “Braga Voluntária” está já a ter um impacto positivo na sociedade.

Estas entidades que hoje se juntam a nós confirmam, assim, a sua vontade em assumir um compromisso de colaboração para o desenvolvimento do voluntariado na comunidade”, referiu a vice-presidente da Câmara Municipal. “Temos hoje mais um conjunto alargado de associações e organizações que pretendem contribuir para melhorar a sociedade. É precisamente este desejo que ficou evidenciado com a assinatura deste acordo”, acrescentou Sameiro Araújo.

Sabemos que as bibliotecas escolares são um lugar privilegiado para o desenvolvimento de iniciativas de voluntariado de leitura em parceria com as crianças e os jovens, de modo a ajudá-los a ler mais e melhor.

Acreditamos, pois, que estão reunidas as condições para angariar mais voluntários de leitura, de acordo com o perfil de função, para apoiar diferentes iniciativas relacionadas com livros, leitores, leitura, em mais bibliotecas/ escolas do concelho de Braga.

Fonte da imagem: CM Braga

Qua | 14.12.22

Concurso Nacional de Leitura em Voz Alta

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O Concurso Nacional de Leitura em Voz Alta tem como objetivo estimular o gosto pela leitura em voz alta e promover hábitos de leitura.

A sua 3ª edição acaba de ser lançada, dirigida às bibliotecas escolares portuguesas, do ensino público ou privado, regular ou profissional. A iniciativa, organizada pela Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, Sertã e pela empresa PALSER, conta com a colaboração da Rede de Bibliotecas Escolares.

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Os alunos com idade superior a 12 anos, podem representar a biblioteca da respetiva escola. Para o efeito são convidados a selecionar um trecho de uma obra literária do seu agrado e a gravar (ficheiro áudio) a sua leitura em voz alta.

Os trabalhos devem ser enviados, para a organização, até ao dia 28 de abril de 2023.

Consulte as normas de participação.

Mais informações 

Ter | 13.12.22

LI - Letras & Imagens

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O projeto LI - Letras & Imagens, desenvolvido na Biblioteca da Escola Básica Monsenhor Miguel de Oliveira, uma das escolas do AE Ovar Sul, é apoiado pela Rede de Bibliotecas Escolares e pela Direção do Agrupamento e resulta de uma candidatura ao projeto Biblioteca Digital, efetuada em novembro de 2020.

Este projeto, iniciado em 2021-22 com duas turmas do 5.º ano, tem como objetivos:

  • - centrar as aprendizagens na biblioteca, através do desenvolvimento de projetos inovadores que permitam formar os alunos;
  • - desenvolver as literacias da leitura e dos media e as literacias fílmica e audiovisual;
  • - estimular a imaginação, a criatividade e o espírito crítico, através da criação de universos virtuais a partir dos livros.

Na sequência da aquisição do equipamento e do software necessários para o desenvolvimento do projeto, foi realizada, a título experimental, com uma turma do 9.º ano, em 2020-21, uma curta-metragem de animação, a partir de uma adaptação, aos tempos atuais, do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.

O filme de animação foi feito com a colaboração do Cine Clube de Avanca e das escolas parceiras no projeto Erasmus+ Eco-Herit@ge Matters: Agrupamento de Escolas Manuel Gomes de Almeida, Espinho; I.C. F. P. Polizzano (Gangi – Itália); OŠ Retfala (Osijek – Croácia); 4o Gymnasio Prevezas (Preveza – Grécia) e Colegiul National Petru Rares (Beclean – Roménia).

A leitura da obra, a caracterização das personagens e a escrita do argumento foram feitas pelos alunos da EB Monsenhor Miguel de Oliveira, nas aulas de Português. Posteriormente, foram sendo feitas pequenas melhorias ao texto inicial, pela equipa de coordenação (professores Bruno Silva, João Católico e M.ª João Cartaxo), uma vez que foi necessário ter em conta o tempo de duração, a participação das escolas parceiras e a mensagem ecológica que se pretendia passar.

Ao longo do ano letivo 2020-21, alunos e professores, portugueses e dos países parceiros, participaram na elaboração do storyboard, desenharam as personagens e os cenários e animaram as várias sequências. A gravação das vozes foi feita a distância, pelas escolas parceiras, e presencialmente, no Aurastudio, em Paços de Brandão. A banda sonora do filme esteve a cargo dos The TreeHouse Experience, uma Banda de Rock Instrumental de Ovar.

Purgatory Airlines foi exibido publicamente, pela primeira vez, no Avanca Film Festival, a 30 de julho de 2022, no qual foi distinguido com uma menção honrosa. Neste momento, está em competição em vários festivais de cinema, nacionais e internacionais, tendo recebido, até à data, o prémio de melhor filme, realizado por estudantes entre os 13 e 18 anos, no Gimpo Internacional Youth Filme Festival, em Seoul, Coreia do Sul, e mais uma menção honrosa no Student World Impact Film Festival (SWIFF), New York.

 

Trailer do filme Purgatory Airlines

No presente ano letivo, estão a ser produzidas, com três turmas do 6.º ano, três curtas de animação, a partir dos livros " O Tesouro”, de Manuel António Pina, "A Árvore Generosa", de Shel Silverstein, e "Eu vou ser", de José Jorge Letria, que deverão estrear em abril de 2023.

O projeto Letras & Imagens contempla a criação, pelos alunos, de recursos digitais a partir da leitura e exploração de obras do Plano Nacional de Leitura, preferencialmente curtas, sempre com a orientação de um professor. Seguidamente, os alunos procedem ao desenho, pintura e recorte de personagens, de cenários e de outros elementos, à captação de imagens e à criação de sequências animadas com o objetivo de produzir curtas-metragens de animação, das obras lidas ou ouvidas.

A criação do projeto LI decorre da constatação de que vivemos numa sociedade marcada pelo digital, pelo que a Escola deverá ser a primeira a adaptar-se, através da implementação e do desenvolvimento de metodologias inovadoras que vão ao encontro das necessidades de aprendizagem dos alunos, articulando-as com o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.

Sendo a Biblioteca Escolar uma estrutura de orientação educativa determinante na comunidade escolar, deverá ser também ela a encontrar respostas adequadas a essa necessidade de inovação, assumindo um papel central na mudança das práticas pedagógicas, tão dominadas pela utilização das tecnologias e que requerem o conhecimento de novas literacias.

A planificação dos projetos tiveram por base os referenciais Aprender com a Biblioteca Escolar e de Educação para os Media e incidem no desenvolvimento das literacias da leitura e dos media, e também das literacias fílmica e audiovisual, em articulação com o Plano Nacional de Cinema.

Siga a hiperligação para ver algumas etapas do processo criativo.

 

A equipa de coordenação do LI – Letras & Imagens
Mª João Cartaxo, João Católico e Bruno Marques da Silva

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