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Literacia mediática: compreender, questionar, participar

Num ecossistema informativo marcado pela abundância de conteúdos, pela intervenção dos algoritmos e da inteligência artificial e pela rápida circulação de discursos destinados a captar a atenção e a provocar reações, saber ler já não significa apenas compreender palavras e textos. Implica reconhecer intenções, avaliar fontes, interpretar diferentes linguagens, identificar estratégias de manipulação e tomar decisões informadas.

A literacia mediática constitui, por isso, uma dimensão essencial da formação de cidadãos críticos, autónomos e responsáveis. As bibliotecas escolares têm um papel central neste trabalho: promovem o contacto com informação credível, criam oportunidades de leitura, análise e produção mediática e ajudam os alunos a compreender como a informação é criada, selecionada, distribuída e recebida.

Neste dossier, recuperamos seis textos publicados no Blogue RBE entre outubro de 2025 e julho de 2026. Diferentes nos seus pontos de partida, convergem numa mesma ideia: perante a complexidade do ambiente informativo contemporâneo, a educação deve capacitar cada pessoa para compreender, questionar e participar.


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Ler, escrever e desenvolver a literacia mediática com a biblioteca escolar
09.10.2025

Explore o contributo dos concursos Isto também é comigo! e Jornalistas em Rede para a articulação entre leitura, escrita e literacia mediática. Ao desafiarem os alunos a escrever textos de opinião, reportagens e entrevistas dirigidos a públicos reais, estas iniciativas promovem a análise da atualidade, a argumentação, a seleção rigorosa de fontes e a participação informada no espaço público. O texto destaca ainda o papel da biblioteca escolar na coordenação de práticas interdisciplinares de leitura e produção mediática.


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Sem revistas para jovens: um desafio para a literacia mediática
27.11.2025

Leia uma reflexão sobre a progressiva escassez de publicações periódicas de atualidade dirigidas especificamente a crianças e jovens. Num momento em que se reconhece a necessidade de desenvolver hábitos de leitura crítica da informação, a ausência de revistas juvenis regulares, acessíveis e pedagogicamente adequadas limita o contacto dos mais novos com o jornalismo de qualidade e dificulta o trabalho realizado pelas escolas e pelas bibliotecas.


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“Rage Bait” e os desafios da literacia mediática
15.01.2026

Conheça o significado de rage bait, expressão escolhida pela Oxford University Press como Palavra do Ano de 2025 para designar conteúdos deliberadamente concebidos para provocar indignação e aumentar o envolvimento nas plataformas digitais. O artigo analisa as estratégias de manipulação emocional associadas a este fenómeno e reforça a importância de preparar os alunos para compreenderem a economia da atenção, o funcionamento dos algoritmos e os mecanismos que favorecem a polarização e a disseminação de conteúdos enganosos.


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Literacia – perspetivas globais (1.ª Parte)
19.01.2026

Aprofunde o conceito de literacia digital a partir da obra Libraries Empowering Society through Digital Literacy, publicada pela IFLA. Muito para além de dominar dispositivos e ferramentas, ser digitalmente competente significa assumir o controlo da tecnologia, avaliar criticamente a informação que esta produz e utilizá-la para o desenvolvimento pessoal, a participação social e a tomada de decisões informadas. O pensamento crítico surge como denominador comum dos diferentes quadros internacionais analisados.


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Literacia – perspetivas globais (2.ª Parte)
20.01.2026

Continue a exploração das principais perspetivas internacionais sobre literacia digital, desenvolvidas pela IFLA, pela Comissão Europeia, pela UNESCO e pela UNICEF. Apesar das suas diferentes prioridades, estes referenciais convergem na necessidade de formar cidadãos confiantes, críticos, responsáveis, éticos e resilientes e de promover sociedades mais democráticas, inclusivas e sustentáveis. As bibliotecas são apresentadas como estruturas fundamentais de inclusão, mediação e capacitação das comunidades.


Direitos Humanos e Desinformação: A educação como resposta à manipulação
02.07.2026

Revisite as principais reflexões da conferência dedicada aos desafios que a inteligência artificial, a desinformação e a manipulação digital colocam aos direitos humanos, à democracia e à cidadania. O texto aborda a influência dos sistemas digitais sobre aquilo que vemos, lemos e acreditamos e sublinha a necessidade de uma inteligência artificial responsável, transparente e centrada no humano. A educação e as bibliotecas escolares emergem como espaços essenciais para desenvolver pensamento crítico, proteger o acesso a informação credível e fortalecer a agência dos cidadãos.

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