Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Captura de ecrã 2020-10-30, às 18.52.26.png

Como acontece anualmente em todo o mundo, ao longo do mês de outubro, as bibliotecas escolares desafiaram as suas comunidades a celebrarem a biblioteca escolar, este ano, em função do tema Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar, chamando a atenção para Objetivo do Desenvolvimento Sustentável número 3 da Agenda 2030 da ONU: Saúde de qualidade.
Essas iniciativas foram sendo divulgadas nos canais de comunicação das diferentes bibliotecas. Encontrando-nos no final do mês, cumpre agora à Rede de Bibliotecas Escolares dar a conhecer a ação das bibliotecas, tendo para isso organizado uma coleção que se disponibiliza abaixo.
O mapa interativo, que não esgota toda a atividade desenvolvida, permite a consulta de iniciativas das bibliotecas escolares que se empenharam em corresponder ao desafio, envolvendo os seus alunos em atividades tão diversas como a escrita criativa, a fotografia de património, a ligação à rádio local ou a criação de um livro digital coletivo e muitas outras. 

Captura de ecrã 2020-10-30, às 10.47.22.png

Está a ser desenvolvido, desde o corrente ano de 2020 e prolongando-se até 2022, o estudo ‘Educação Literária no Ensino Básico e no Ensino Secundário’, da responsabilidade de uma equipa que integra elementos da RBE, do IAVE, do PNL2027, do PNPSE, da DGE e da DGEEC.
Tem como objetivo apresentar propostas fundamentadas para a melhoria da Educação Literária no quadro do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, das Aprendizagens Essenciais e da missão do Plano Nacional de Leitura 2027, partindo da análise do desempenho dos alunos portugueses em Provas Internacionais e Nacionais.
Em 2020, está a ser realizado o retrato da educação literária do ponto de vista dos estudos internacionais e dos resultados da avaliação externa nacional (provas de aferição e provas finais do ensino básico); em 2021, avançar-se-á para um trabalho de campo junto de um conjunto de escolas e professores com vista ao levantamento e caracterização das práticas escolares no âmbito da educação literária e em 2022, far-se-á a análise dos resultados e produção de recomendações e boas práticas.

Ler mais: Educação Literária - Estudo

Etiquetas:

top_weiwerbe.jpg

Está em marcha o segundo ano do projeto piloto WEIWE(R)BE que, em 2020-21, abrange mais seis escolas que no ano passado.
Coordenada pela Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a Universidade Aberta, esta iniciativa tem por objetivo promover estratégias de desenvolvimento das competências de literacia da informação, enquadrando-as nas práticas curriculares a partir das bibliotecas escolares.
Neste projeto são envolvidas turmas de 10.º ano de escolas do ensino secundário. O lançamento é no dia 3 de novembro de 2020, numa sessão aberta a todos.

Artigo completo: WEIWE(R)BE . Ano 2

gmw_2020_banner-1.jpg

Com o propósito de sensibilizar a comunidade internacional para a importância de capacitar os cidadãos para serem leitores e agentes críticos de informação e comunicação social, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em colaboração com a Aliança Global para Parcerias em Literacia dos Média e da Informação (GAPMIL) promovem, entre 24 e 31 de outubro, um encontro - inteiramente em linha - intitulado “Resisting Disinfodemic: Media and Information Literacy for everyone and by everyone”.

Neste encontro participa a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) através da sua Presidente, Christine Mackenzie e Representante de Política e Estudos, Claire McGuire, para sublinhar o papel das bibliotecas na promoção das Literacias dos Media e da Informação (Media and Information Literacy – MIL).

Todos podem celebrar esta Semana participando nas seguintes propostas de ação global:

1. Organizar um Dia de Literacia dos Média e da Informação;
2. Organizar eventos ou atividades relevantes na sua cidade;
3. Discutir Literacia dos Média e da Informação na sua universidade;
4. Usar as redes sociais para aumentar a conscientização sobre Literacia dos Média e da Informação;
5. Enviar uma carta;
6. Dar voz à juventude;
7. Juntar-se à Aliança Global para Parcerias em Literacia dos Média e da Informação (GAPMIL);
8. Promover as publicações e ações da UNESCO;
9. Promover ou inscrever-se no curso em linha de Literacia dos Média e da Informação;
10. Participar nos debates globais em linha.
 

Para quem quer participar de um modo diferente, é possível partilhar a sua atividade usando a hashtag #GlobalMILWeek 2020!

A Semana MIL 2020 elege a inclusão e a desinformação como temas centrais porque a Pandemia expõe e agrava as desigualdades já existentes a pandemia acentuou desigualdades sociais (Público, 25. 05. 2020), faz crescer o medo, a censura e o autoritarismo (Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2020 ) e diminui a crítica, a liberdade de expressão - Observador. (21. 10. 2020). Fake News. Liberdade de expressão global está em "declínio" - e, em geral, todos os direitos humanos.

A literacia dos media e da informação, a educação para o desenvolvimento sustentável e o acesso universal à internet (International Telecommunication Union), sobretudo para meninas e mulheres, mais sujeitas à discriminação e com menos acesso sobretudo nos países em desenvolvimento – ONU News. (20.10. 2020). Novo estudo de gênero da ONU: Mulheres 'longe de ter uma voz igual à dos homens' , pode constituir um caminho consistente para combater a desinformação, construir a confiança nas instituições democráticas e alcançar maior equidade na saúde e bem-estar e desenvolvimento sustentável.

O que é a literacia dos media e da informação?
 
De acordo com a UNESCO, é o conjunto de competências que permitem ao cidadão ler, criar e partilhar informação a partir da “avaliação dos meios de comunicação e das fontes de informação e com base na forma como são produzidas, nas mensagens que são transmitidas e no público visado” (Media and Information Literacy Curriculum for Teachers , 2011, p. 2 | Obra integral). Aplica-se, de forma holística, a todos os tipos de meios e fontes, independentemente das tecnologias usadas (livros, periódicos, televisão, rádio, bibliotecas, arquivos, museus, Internet…).
 
Porque é que a literacia dos media e da informação é importante para a biblioteca escolar?
 
Porque promove a liberdade de expressão das crianças e jovens que, de acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (ONU. 1989, Art.º 13.º), “compreende a liberdade de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sem consideração de fronteiras, sob forma oral, escrita, impressa ou artística ou por qualquer outro meio à escolha da criança”. 
 
Porque a literacia dos media e da informação responde ao desejo de participar e empoderar para a ação na sociedade, incentivando a criança a “exprimir livremente a sua opinião” (ONU. 1989, Art.º 12.º), interagir nos meios de comunicação e, desta forma, conquistar o seu lugar no espaço público. 
 
Porque contribui “para assumir as responsabilidades da vida numa sociedade livre” (ONU. 1989, Art.º 29.º) fomentando a discussão de uma pluralidade de pontos de vista e o diálogo intercultural, bem como a consciencialização sobre a importância de media livres, independentes e plurais para viver em democracia.
 
Como é que a biblioteca pode trabalhar a literacia dos media e da informação?
 
Assegurando “o acesso da criança à informação e a documentos provenientes de fontes nacionais e internacionais diversas, nomeadamente aqueles que visem promover o seu bem-estar” e reconhecendo a “importância da função exercida pelos órgãos de comunicação social” (ONU. 1989, Art.º 17.º) na vida pessoal, no trabalho, na aprendizagem ao longo da vida e na construção de sociedades democráticas.
 
Advertindo que a informação ou mensagem é sempre uma construção ou representação da realidade - e não a própria realidade - e que a acessibilidade das tecnologias de comunicação torna todos os utilizadores potencialmente criadores e que, por isso, pode ser prudente cultivar-se um certo ceticismo.
 
Construindo ambientes de aprendizagem práticos, isto é, centrados nas crianças ou jovens, de modo a que estes possam trabalhar conteúdos significativos que respondam às necessidades da sua vida. À maneira socrática, pondo-as a pensar, umas com as outras, a partir de questões desejavelmente levantadas por elas. 
 
Há vários anos que a Rede de Bibliotecas Escolares instituiu o trabalho no âmbito da literacia dos media e da informação como prioridade para a ação das bibliotecas escolares:
 
Publicou em 2012 o documento Aprender com a biblioteca escolar: Referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares na Educação Pré‑escolar e no Ensino Básico, atualizado em 2017, que apresenta descritores de conhecimentos/ capacidades, atitudes/ valores a desenvolver, bem como um conjunto de estratégias de operacionalização.
 
Tem monitorizado a aplicação pelas bibliotecas escolares deste instrumento de trabalho, apresentando relatórios anuais que evidenciam o uso cada vez mais alargado do mesmo.
 
Partilha na sua Biblioteca escolar digital um conjunto de tutoriais que têm vindo a ser elaborados pelas bibliotecas escolares.
 
Lançou em setembro de 2020 o sítio Aprender com a biblioteca escolar: atividades e recursos que agrega propostas de atividades para o desenvolvimento da literacia dos media e da informação a serem implementadas em articulação entre as bibliotecas escolares e os docentes curriculares.

 

Até dia 30 de outubro, estão a decorrer as ‘Jornadas Iberoamericanas de Bibliotecas Escolares e Públicas’, organizado pelo CERLALC - Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe, pela Fundação Biblioteca e pela Comfandi.
O encontro tem por tema ‘Transformações e desafios 2030 para as bibliotecas na Iberoamérica’ e realiza-se, portanto, por referência à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, procurando equacionar o papel fundamental das bibliotecas escolares e públicas para o seu cumprimento.
 
A RBE está representada neste evento por João Afonso, que integrou o painel subordinado ao tema ‘Bibliotecas Escolares para o século XXI’, o qual pode ser revisitado aqui.
 

Júlia Martins, do Plano Nacional de Leitura e Susana Silvestre, da Rede de Bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa, são as outras presenças portuguesas no evento. No dia 30, a conferência de encerramento estará a cargo de Silvia Castrillón, especialista em bibliotecas e políticas públicas de leitura da Colômbia.

 

Pág. 1/5



RBE


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Blogue RBE em revista

Clique aqui para subscrever


Twitter



Perfil SAPO

foto do autor