tempo para ler

O tempo de verão chegou… 

O tempo de verão chegou e com ele chegaram aqueles dias em que o despertador deixa de ser o nosso principal inimigo e em que o horário escolar deixa de ditar o ritmo das semanas. As aulas terminaram e os corredores das escolas encontram menos movimento e alegria.  

Tempo de praia, de sombra, de livros lidos sem pressa, de passeios, de conversas demoradas e, quem sabe, até de não fazer absolutamente nada durante alguns dias. Afinal, o ócio também tem os seus méritos: permite-nos recuperar energias, alimentar a criatividade e regressar com ideias renovadas e esboçar novos projetos, para desenvolver ou uma estratégia para experimentar no próximo ano letivo, e abraçar novos desafios.  

É neste período mais tranquilo que começamos a olhar para o futuro e, com ele, chegam novas oportunidades, novos desafios e muitas novidades editoriais. Há livros a ser descobertos para leitores curiosos e atentos. Deixamos algumas sugestões para alunos, professores bibliotecários, docentes e auxiliares encontrarem em setembro na biblioteca escolar:  


“Tama adorava livros. Dentro daquelas páginas havia mundos de luz e cor, amor e justiça, tão diferentes da realidade que vivia fora delas. Tama estava no campo de detenção de Minidoka há um ano e não sabia quando de lá sairia. Durante a guerra entre o Japão e os Estados Unidos da América (1941-1945), cerca de 120 mil cidadãos americanos de ascendência japonesa puseram a vida em pausa, deixaram casas, escolas, empregos e bens, e ficaram injustamente presos em campos insalubres e desumanos. Apesar de toda a injustiça, as pessoas fizeram das suas vidas o melhor que conseguiram, e foi em Minidoka que Tama e George se conheceram, apaixonaram e se tornaram pais.” [sinopse da responsabilidade da editora.]


Em ESTES SÃO OS DIAS acompanha‑se o olhar de uma criança que fotografa e regista sensivelmente o mundo à sua volta: os pés, o céu, os lugares de afeto e os dias que quer guardar. É uma narrativa focada no quotidiano e na beleza das pequenas ‑ grandes ‑ coisas, que se escolhem documentar para a posterioridade, para memória futura. O ponto de partida é a coleção de fotografias tiradas pela filha do autor e sobre a qual se escolhe criar uma segunda camada de leitura: neste caso, o olhar do adulto sobre o olhar da criança. O autor é assim curador e criador de uma nova dramaturgia das imagens e da voz da criança, pintando e desenhando este olhar inaugural sobre o mundo. “ [sinopse da responsabilidade da editora.] 


“No nosso planeta conhecemos uma variedade extraordinária de maneiras de ser pai. Existem pais que acompanham os filhos toda a vida, e espécies em que pai e mãe se complementam nos cuidados. Mas também existem espécies em que os filhos crescem sozinhos. Este é um álbum dedicado à experiência única, e tão diversa, de ser pai e filho. Cada dupla página retrata uma relação diferente: a do gorila, da coruja, do leão, do pinguim e também a dos pais humanos. Vemos pais que ensinam, alimentam e protegem, pais que cometem erros e não são perfeitos. Pais cujo maior sonho é verem os seus pequenotes crescerem e crescerem e crescerem!” [sinopse da responsabilidade da editora.] 


“É outono na floresta. Hansel e Gretel, atraídos pelo brilho de uma casa de doces, veem-se prisioneiros de uma bruxa astuta. Mas nesta versão, o perigo e o encanto revelam-se através de um prisma diferente. 

Livremente adaptada do conto dos Irmãos Grimm, esta narrativa equilibra o realismo da floresta com uma dimensão fantástica e imaginária. Destaca-se o trabalho minucioso sobre a luz e a caracterização das personagens — um universo criativo onde o rigor da edição para os pais se funde, uma vez mais, com a magia da história para os mais novos.” [sinopse da responsabilidade da editora.]



“Algures, há uma pedra à tua espera. Uma pedra especial, que te atrai pela sua cor, pela sua forma, sem saberes porquê. As pessoas podem não saber muito sobre as pedras que compõem uma montanha, mas por vezes há algo de intrigante que lhes chama a atenção. Por vezes ao descobrir mais sobre elas, podem descobrir mais sobre si e ligação com mundo natural. A poetisa Mary L.Ray dá conselhos sobre a vida através de um texto que tem por base a observação e o cuidado com as pedras. Não explora aspetos científicos, mas sim os aspetos emocionais que nos ligam a elas. Felicita Sala usa uma técnica mista com aguarela para ilustrar maravilhosamente este livro. Livro com apelo emocional e simbólico, perfeito para desenvolvimento de atenção plena, estética atrativa, desenvolvimento de empatia e autoconhecimento, uso pedagógico com atividades de sensibilização ambiental.” [sinopse da responsabilidade da editora.] 


“A Guerra de Troia durava há dez anos, quando o guerreiro e herói Ulisses sugeriu que se construísse o famoso Cavalo de Troia que pôs fim à guerra. Depois da vitória, é tempo dos guerreiros gregos regressarem finalmente a casa. Ulisses mal pode esperar para rever Penélope, a sua mulher, e Telémaco, o seu filho. Mas, longe de ser tranquila, a viagem de regresso revela-se demorada e cheia de perigos: gigantes, sereias, feiticeiras, deuses vingativos e muitas desventuras. Felizmente, Ulisses tem sempre a sua astúcia e alguns deuses do seu lado. Depois de A Guerra de Troia, Nicolás Schuff, tantas vezes distinguido pelo seu talento, adapta mais uma história intemporal, a Odisseia, através de uma narrativa clara e emocionante, ilustrada mais uma vez com as cores vibrantes da premiada Mariana Ruiz Johnson. “ [sinopse da responsabilidade da editora.] 


“A Guerra de Troia narra um dos maiores conflitos bélicos da mitologia grega, causado pelo rapto de Helena, a esposa do rei de Esparta. Reis poderosos e guerreiros lendários, todos eles ajudados por deuses magníficos, defrontaram-se durante 10 anos. Nicolás Schuff, tantas vezes distinguido pelo seu talento, reconta-nos esta história inesquecível através de uma narrativa clara e emocionante. Mariana Ruiz Johnson, ilustradora premiada, é quem dá vida a este cenário inesquecível. Uma história intemporal que nos convida a refletir sobre as consequências e o peso das escolhas de cada um de nós. “ [sinopse da responsabilidade da editora.] 


“Ela tem lábios finos, olhos de águia e nariz adunco. Ele, lábios carnudos, olhos meigos e nariz pequeno. De fora, ninguém diria ser ele o agressor e ela, a vítima. Um olhar mais demorado, porém, uma atenção redobrada, e a hierarquia torna-se evidente: ele manda, ela obedece; ele põe e dispõe; ela come e cala. Mas também cozinha. Porque ela é a cozinheira do ditador. E, entre tachos e panelas, além de belos repastos para tentar satisfazer a sempre insaciável fome do ditador, ela cozinha a sua vingança, que, como as mais belas vinganças literárias, se serve fria e metaforicamente. 

A cozinheira do ditador, tratado de culinária e da arte de bem comer, é um romance divertido e mordaz sobre a perversidade que se esconde onde menos se espera e o muito que se cozinha na sombra, recheado de personagens ímpares e temperado com a reconhecida audácia de Afonso Cruz. “[sinopse da responsabilidade da editora.] 


“O que podem ter em comum uma baronesa quase centenária da Toscana, um antigo pescador da Póvoa de Varzim, um ex-ministro brasileiro, um gasolineiro dos Açores, um socioeconomista francês a viver em São Tomé, um condutor de camiões do lixo de Bogotá, uma poetisa italiana, um alfarrabista de Rabat, um antigo recluso nova-iorquino e um padre alemão? Uma profunda e incontrariável ligação aos livros, que os levou a dedicarem-lhes toda ou boa parte das suas vidas. São eles e o seu amor por um objeto milenar os protagonistas do novo livro de Rui Couceiro. Depois de publicar os romances Baiôa sem Data para Morrer e Morro da Pena Ventosa, o autor viajou pelo mundo para conhecer e contar histórias que apaixonarão todos os que, como ele e os protagonistas de A Mais Bela Maldição, adoram os livros e a leitura. (…)”[sinopse da responsabilidade da editora.] 


«Fui condenado a ouvir o eco permanente de um disparo que não pintei.» 

«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. A guerra à distância. O horror à distância. A morte à distância. O medo à distância. O desastre à distância. É tudo uma mera notícia.» 

Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.”  “[sinopse da responsabilidade da editora.] 



Desejamos a todos umas excelentes férias: que haja tempo para descansar, para sonhar, para rir e para recarregar baterias. E, se pelo meio aparecer um bom livro e houver tempo para ler, melhor ainda. Afinal, algumas das melhores viagens de verão começam simplesmente ao virar de uma página. 


* Júlia Martins

Acredita no poder da leitura. Dar a ler é um desafio que gosta de abraçar. É leitora e frequenta, de forma assídua, Clubes de Leitura. Saiba mais


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