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IFLA: Advoc8 de abril da IFLA – Áreas prioritárias das bibliotecas (parte 1)

Advoc8 é uma série mensal da IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions), que destaca as 8 principais áreas em que tem atuado – nas suas políticas públicas e ações de advocacy – e que podem inspirar e informar os profissionais de bibliotecas [1].  

As 8 prioridades destacadas em abril são, para a Rede de Bibliotecas Escolares, uma oportunidade para aprofundar ideias e documentos de referência que podem transformar o futuro das bibliotecas.   

1. Diversidade de expressões culturais e IA 

A IFLA está a participar na elaboração de um novo quadro estratégico da UNESCO para aplicar a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (UNESCO, 2005) à inteligência artificial, fornecendo contributos que reforçam o papel das bibliotecas na promoção de uma IA ética.  

Defende uma política de IA equilibrada, capaz de apoiar os criadores, sem restringir a liberdade de expressão nem os usos legítimos ao serviço do interesse público, como a preservação, a transparência, a investigação e a educação.  

Ao fazê-lo, apresenta-se como mediadora global entre o setor bibliotecário e a governação da cultura e da IA, defendendo um ecossistema de IA inclusivo, responsável e respeitador da diversidade cultural.  

2. Dia da Terra  

O Dia Internacional da Mãe Terra (ONU, Resolução 63/278), instituído em 2009 e celebrado a 22 de abril, visa responsabilizar todos os setores pelo seu papel na crise ambiental e exigir soluções ousadas e inovadoras.  

Em 2026 tem por tema O Nosso Poder, o Nosso Planeta, lembrando o poder de pequenas ações individuais e locais. Enquanto consumidor, eleitor e membro ativo de uma comunidade, todos as pessoas têm o poder de influenciar a mudança. 

Como é que as bibliotecas escolares se podem envolver em ações de defesa do Planeta?  

  • Disponibilizando livros de ficção e outra informação significativa sobre o tema;   
  • Lançando desafios de escrita e/ou de expressão artística multimédia que apelem à responsabilização e preservação ambiental; 
  • Gerando debates/discussões – por exemplo, sobre a dependência de combustíveis fósseis, a fast fashion ou as ementas sustentáveis na escola – que envolvam decisores (empresas e órgãos de poder locais) e estimulem o pensamento crítico e a mobilização; 
  • Proporcionando atividades ao ar livre que deixem a Mãe Terra, nossa casa comum, melhor do que encontrámos (oikos significa casa ou lar e é a raiz de ecologia) e que nos permitam restaurar o equilíbrio – a concentração nas grandes cidades e o foco nas tecnologias digitais provocam afastamento, desvalorização e destruição da natureza e prejudicam o bem-estar.  

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  • Na página oficial Earthday.org chama-se particular atenção para Notícias e Histórias que incluem Educação sobre o Clima, com informação e ideias que ajudam a concretizar estas ações – exemplos: Evitar o hábito de fazer scrollingComo posso usar a IA e proteger o meio ambiente O Diabo Veste Poliéster [2] e As propriedades transformadoras dos livros [3].  

3. Indicadores de adaptação climática 

No âmbito da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (10 a 21 de novembro de 2025, Brasil) foi elaborado um conjunto de indicadores da Meta Global de Adaptação do Acordo de Paris [4], que incluem indicadores de proteção do património cultural contra os impactos dos riscos climáticos, através de medidas de digitalização.  

Esta é uma oportunidade para as bibliotecas participarem na adaptação climática e nos respetivos relatórios de monitorização. 

A IFLA lidera, em colaboração com a UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change) e os Estados, a implementação deste indicador e apela à comunidade de bibliotecários para a partilha de ideias sobre como pode ser medido.  

4. Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 

Todos os anos, a  23 de abril e desde 1995, a UNESCO convida o mundo a celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direito de Autor [5], reconhecendo o poder dos livros e dos autores na vida cultural, bem como da leitura, da criatividade e dos direitos de propriedade intelectual para a formação de sociedades diversas, inclusivas e pacíficas. 

Em 2026, a cidade de Rabat, Marrocos, foi nomeada pela UNESCO Capital Mundial do Livro e a IFLA lembra a necessidade de um progresso na legislação ao nível do Direito de Empréstimo Público, que proteja o trabalho dos bibliotecários – em ações como digitalização de materiais – e que não sirva apenas as grandes editoras.  

Esta é uma questão que favorece a justiça social e que dá voz aos profissionais da educação, da investigação e inovação e da cultura.  

No âmbito do Dia da Terra, pode gostar de ler:  

UNESCO/IFLA: Educação Ecológica – Pilares e Documentos de Referência 

 Referências 

  1. IFLA. (2026, Apr. 29). Advoc8 – April 2026https://iflaglobal.substack.com/p/advoc8-april-2026?r=61lefv&utm_campaign=post&utm_medium=web&triedRedirect=true
  2. Earthday.org. (2026). News and storieshttps://www.earthday.org/news-and-stories/ 
  3. Yeung, K. (2025). The Life Changing Properties of Bookshttps://www.earthday.org/how-do-i-use-ai-and-protect-the-environment/ 
  4. UNFCCC. (2026). Global goal on adaptationhttps://unfccc.int/topics/adaptation-and-resilience/workstreams/gga 
  5. UNESCO. (2026, 23 abr.). Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autoraishttps://www.unesco.org/en/days/world-book-and-copyright 
  6. Fonte da imagem: Dostál; I. (2020). Pessoa segurando flor de dente-de-leão brancoUnsplash.  https://unsplash.com/pt-br/fotografias/pessoa-segurando-flor-de-dente-de-leao-branco-z6ZPLcDTKOY 

 

 

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