Ao longo de 19 anos, a Biblioteca Escolar (BE) do Agrupamento de Escolas de Vidigueira tem desenvolvido um processo em contínuo crescendo tornando-se, hoje em dia, um núcleo ativo no cumprimento das metas e na difusão dos valores do Projeto (...)
por Maria da Graça Moura, Diretora do AE André Soares, Braga
11.11.22
As paredes de uma escola servem para dar conforto, segurança e proteção do frio e do calor, da chuva e do sol, possibilitar a organização de grupos, as condições para o desenvolvimento de atividades, …, garantir o trabalho do dia a (...)
por Laureano Valente, Diretor do AE Infanta Dona Mafalda, Rio Tinto, Gondomar
29.11.22
À palavra biblioteca está associada a ideia de espaço, “habitado” por muitos livros versando temas e áreas diversificadas, onde aprendemos, nos divertimos, refletimos, nos interrogamos e temos a forte convicção de que saímos mais (...)
Falar das Bibliotecas do Agrupamento é abordar um dos órgãos vitais das Escolas e do aprender, crescer, educar, saber, ser… que é alimentado em cada criança e jovem que preparamos. As Bibliotecas por si só, já são um espaço de (...)
Ao longo de 2022-2023, algumas personalidades honraram a Rede de Bibliotecas Escolares com algumas palavras sobre as bibliotecas e o seu trabalho. Republicamos aqui esses artigos.
Nas escolas portuguesas, já há muito que a biblioteca deixou de ser apenas um espaço ou um serviço prestado aos alunos. Graças ao trabalho dos Professores Bibliotecários e da Rede de Bibliotecas Escolares, as bibliotecas são hoje uma (...)
É com gosto que festejo e saúdo o Dia das Bibliotecas Escolares! Conhecem a minha dedicação à causa das bibliotecas - pequenas , grandes, imponentes ou modestas, universitárias, municipais e escolares. O importante é que sejam bons e (...)
“Venha ver a nossa biblioteca” Vou com frequência a escolas de todo o país e mal transponho a porta, é frequente alguém sugerir: “Venha ver a nossa biblioteca”. A Biblioteca Escolar é geralmente o primeiro lugar da escola para (...)
por Cristina Gonçalves, professora bibliotecária do AE Carlos Amarante, Braga
Republicação da crónica de Seg |10.10.22
Leio recorrentemente um conto do escritor americano Herman Melville, intituladoBartleby. Bartleby é o personagem principal da história, um homem com um carácter muito peculiar que, a uma ordem do patrão, responde, repetida e insolitamente, a expressão “Preferia não o fazer”.
Como professora bibliotecária com um percurso de apenas quatro anos, tenho de admitir que, por vezes, não raras vezes, me sinto tentada a proferir a mesma expressão… Aposto que alguns dos meus colegas, neste momento, começam a acenar com a cabeça e a concordar comigo… Mas longe de mim querer incutir ideias desviantes ou subversivas! Acreditem, “Preferia não o fazer!”.
Tal pensamento toma conta de mim quando, após uma reunião concelhia RBE/SABE com a minha CIBE – que jamais pensaria “prefiro não o fazer” –, me vejo confrontada com tarefas, prazos, informações, reflexões, atividades, prioridades, deveres, análises … Na última reunião, os meus ouvidos registaram a expressão “Novo, pá!” e, pensando que se tratava de uma novidade, questionei a colega do lado sobre a mesma. A colega não só me dirigiu um olhar em que o sobrolho quase tapava o olho – uma coisa assustadora! – como vociferou de forma autoritária e impaciente: “Novo PAA!” Ah!!!!
Nesse mesmo dia, depois da reunião, regressei à biblioteca da minha escola. À minha espera estava um grupo de alunos e alunas do terceiro ano, para quem as histórias são uma parte do dia e para quem um bom livro é aquele que ganha vida quando é lido, em voz alta ou em voz baixa, não interessa… o que interessa é que crie um arrepio de espanto, de medo, de estranheza, de ilusão… Tinha prometido ler-lhes, mais uma vez, a história doTio Lobo- não resistem à malandrice da Carmela e à vingança do tio Lobo...
Assim que acabei de ler a história, uma aluna levantou a mão e informou o resto do grupo: “Agora é a minha vez!” e repetiu mais alto para chamar a atenção dos colegas: “Agora é a minha vez de contar uma história!”. Todos os colegas consentiram. Ouvir uma história não se recusa, e esta que a Francisca escolheu tratava de uma manta e do seu destino ao longo de gerações… Eu também ouvi e lamentei ter começado o dia a pensar: “Preferia não o fazer”.
Cristina Gonçalves (professora bibliotecária)
AE Carlos Amarante, EB1 de Gualtar
1. *Qualquer semelhança entre o título desta rubrica e a obraRetalhos da vida de um médico, não é pura coincidência; é uma vénia a Fernando Namora.
2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotecários, sem qualquer preocupação cronológica, científica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de vivências.
3. Se é professor bibliotecário e gostaria de partilhar um “retalho”, poderá fazê-lo, submetendoeste formulário.