Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




FARPAS

Tanta farpa cravei por acidente
no meu próprio flanco.

As farpas oscilam a cada passo meu,
lacerando sempre um pouco mais
os rasgões que já trago na carne.

Toma para ti - ò touro divino,
verdadeiro destinatário delas! -
algumas dessas farpas.

Que todas sobre mim são muito peso,
muita dor,
muito sangue empastando sobre a pele,
muita mosca cevando-se no sangue.

A.M.Pires Cabral, As têmporas da cinza
Ler mais poemas >>

Etiquetas:



RBE


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Twitter



Perfil SAPO

foto do autor