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Prefácio

(...) O presente manual procura servir como exemplo de currículo internacionalmente relevante, aberto à adesão ou adaptação, como resposta ao problema decorrente da desinformação global que confronta as sociedades em geral, e o jornalismo em particular.

Evita-se admitir que o termo fake news (“notícias falsas”) possua um significado direto ou comummente compreendido. Isso ocorre porque “notícias” significam informações verificáveis de interesse público, e as informações que não atendem a esses padrões não merecem o rótulo de notícias. Nesse sentido, então, a expressão “notícias falsas” é um oxímoro que se presta a danificar a credibilidade da informação que de facto atende ao limiar de verificabilidade e interesse público – isto é, notícias reais.

Para entender melhor os casos que envolvem manipulação exploratória do idioma e convenções de géneros de notícia, esta publicação trata esses atos de fraude pelo que são – como uma categoria particular de informação falsa em formas cada vez mais diversas de desinformação, inclusive em formatos de entretenimento como memes visuais.

Nesta publicação, o termo desinformação é comummente usado para se referir a tentativas deliberadas (frequentemente orquestradas) para confundir ou manipular pessoas por meio de transmissão de informações desonestas. Isso geralmente é combinado com estratégias de comunicação paralelas e cruzadas e um conjunto de outras táticas, como hackear ou comprometer pessoas. O termo “informação incorreta” frequentemente refere-se a informações enganosas criadas ou disseminadas sem intenção manipuladora ou maliciosa. Ambos são problemas para a sociedade, porém a desinformação é particularmente perigosa pois é frequentemente elaborada, com bons recursos, e acentuada pela tecnologia automatizada. (...)

 

Referência: Manual de Combate à Fake News. (2020). Retrieved 2 July 2020, from http://portaldobibliotecario.com/e-book/manual-de-combate-a-fake-news/

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Elton Alisson | Agência FAPESP – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou a versão em português do kit pedagógico “Cultura oceânica para todos”.

Elaborado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) do órgão, o material on-line apresenta uma série de recursos e atividades para que públicos, de todas as idades, possam entender os complexos processos e funções do oceano. Além disso, fornece informações científicas sobre a relação de causa e efeito entre o comportamento individual e coletivo e seus impactos no mar.

O kit pode ser acessado gratuitamente e adaptado para diferentes contextos geográficos e culturais.

“A ideia é que o material possa ser usado por educadores, de disciplinas que não só de ciências ou biologia, para trabalhar conteúdos e desenvolver atividades voltadas à conscientização sobre conservação, restauração e uso sustentável do oceano e de seus recursos”, disse Francesca Santoro, coordenadora do programa “Ocean Literacy” da Unesco e uma das autoras da publicação, durante um evento de anúncio do lançamento do material, em Santos, em setembro do ano passado.

A tradução para a língua portuguesa do material – também disponível em inglês, francês e espanhol – é iniciativa de um projeto apoiado pela FAPESP na modalidade Pesquisa em Políticas Públicas, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Baixada Santista, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santos.

Um dos objetivos do projeto é desenvolver metodologias e ações para integrar a ciência oceânica e a sociedade, por meio da capacitação de cidadãos e de professores das redes pública e privada, e promover políticas públicas voltadas à conservação marinha embasadas cientificamente.

 


 

 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Leitura em papel versus leitura em ecrã

Investigação sobre a evolução da leitura na era da digitalização

25.05.20

A evolução da leitura na era da digitalização (E-READ) é uma iniciativa de pesquisa financiada pela União Europeia, envolvendo quase duzentos académicos e cientistas de toda a Europa, estudiosos da leitura , publicação e alfabetização. 

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Abril 2020 | Publicado pelo Centro Regional para el Fomento del Libro en America Latina y el Caribe, Cerlalc -Unesco

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Este dossiê reúne artigos escritos por investigadores que estudam os efeitos que a introdução de tecnologias digitais podem ter na leitura. 

Algumas das questões abordadas nos artigos são:

  • As tendências para ler de maneira fragmentada e abrangente, promovidas pelos media digital, podem estar a afetar a nossa capacidade de ler profunda e concentradamente? 
  • Os materiais impressos têm vantagens para entender e lembrar o que lemos em comparação com os materiais digitais? 
  • Os chamados "nativos digitais" são mais competentes para a leitura de materiais digitais? 
  • Que efeitos teria o abandono da caligrafia?

 

Esta é a área de investigação que mais se tem debruçado sobre as diferenças na cognição e na compreensão que a leitura digital introduz por comparação à leitura em papel.

Referência: Dosier Lectura en papel vs. lectura en pantalla - Cerlalc. (2020). Cerlalc. Retrieved 25 May 2020, from https://cerlalc.org/publicaciones/dosier-lectura-en-papel-vs-lectura-en-pantalla/

Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular | UNESCO

Experiência Chinesa na Manutenção da Aprendizagem durante o Surto de COVID-19

24.04.20

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O Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular relata a experiência  chinesa na Manutenção da Aprendizagem durante o Surto de COVID-19.

A versão portuguesa foi produzida com o apoio da UNESCO numa ação colaborativa coletiva e voluntária de um grupo de portugueses ligados ao meio académico.

A coordenação foi de Etelberto Costa (Lifelong Learning Platform) e do Laboratório de Inovação Pedagógica e Educação a Distância do Instituto Politécnico de Tomar. De salientar o apoio da Unidade de I&D Techn&Art do Instituto Politécnico de Tomar, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação e da APDSI (Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação).

Apesar de relatar a experiência chinesa, as respostas encontradas poderão ser replicadas e / ou reajustadas ao contexto português. 

Este manual está organizado em seis dimensões:

  1. Infraestrutura de rede
  2. Ferramentas de aprendizagem amigáveis
  3. Recursos digitais de aprendizagem adequados  
  4. Métodos de ensino e de aprendizagem
  5. Serviços de apoio para professores e alunos
  6. Cooperação entre empresas, governos e escolas

 

Uma nota para o papel que as bibliotecas poderão ter neste caminho, nomeadamente na criação e disseminação de recursos de aprendizagem (págª. 5 do manual). 

 

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Prefácio

Incluir todos os estudantes e garantir que cada indivíduo tenha uma oportunidade igual e personalizada para o progresso da educação ainda é um desafio em quase todos os países.

Apesar do louvável progresso alcançado nas duas últimas décadas para expandir o acesso à educação básica, esforços adicionais são necessários para minimizar barreiras à aprendizagem e garantir que todos os estudantes em escolas e outros setores da educação possam usufruir genuinamente de um ambiente inclusivo.

A agenda de 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, cujo objetivo é não deixar ninguém para trás, fornece uma oportunidade única de construir sociedades mais inclusivas e equitativas.

Isso deveria começar com sistemas de educação inclusivos. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) sobre educação clama por educação inclusiva e equitativa de qualidade e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos até 2030.

Enfatiza inclusão e equidade como alicerces para educação e aprendizagem de qualidade. O ODS 4 também pede pela construção e atualização de instalações educacionais que sejam sensíveis às crianças, às deficiências e às questões de gênero, de forma a proporcionar um ambiente de aprendizagem seguro, não violento, inclusivo e eficaz para todos.

Para alcançar esse objetivo ambicioso, os países devem garantir inclusão e a equidade dentro e por meio de seus sistemas educacionais e programas. Isso inclui tomar medidas de prevenção e lidar com todas as formas de exclusão e marginalização, disparidade, vulnerabilidade e desigualdade no acesso à educação, participação e conclusão, bem como nos processos de aprendizagem e resultados.

Também requer a compreensão das diversidades dos estudantes como oportunidades para melhorar e democratizar a aprendizagem para todos eles.

A UNESCO apoia os formuladores de políticas governamentais de educação, os profissionais e as principais partes interessadas em seus esforços para desenvolver e implementar políticas, programas e práticas inclusivas que atendam às necessidades de todos os estudantes.

Nós estamos confiantes que este Manual para Garantir Inclusão e Equidade na Educação servirá como recurso para os países e contribuirá para acelerar os esforços para educação inclusiva em âmbito global.

Qian Tang,

Ph.D.Ex-diretor-geral adjunto de Educação

 

ISBN: 978-85-7652-245-4
Collation: 47 pages : illustrations
Language: Portuguese
Also available in: Français, Español, 汉语, English
Year of publication: 2019
Licence type: CC BY-SA 3.0 IGO [6753]
Type of document: book
 

Referência: (2019). Unesdoc.unesco.org. Retrieved 23 December 2019, from https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000370508

 

 


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