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A necessidade de um Plano de Preservação Digital (PPD)

As tecnologias de informação são, atualmente, o principal suporte para a produção e armazenamento de informação.

As atividades organizacionais são, com menor ou maior intensidade, dependentes de tecnologia. Informação de diversos tipos, seja ela de apoio à decisão, operacional, ou de qualquer outro tipo, é produzida e mantida digitalmente estando portanto dependente de um sistema intermediário composto pelo software e hardware que contribuíu para a sua criação e que se torna indispensável para recuperar e utilizar essa informação.

A rápida taxa de obsolescência tecnológica, inerente à indústria informática, levanta problemas críticos de preservação de informação operacionalmente necessária à organização. No entanto, a preservação de informação digital está longe de ser simples ou isenta de custos.

A experiência constatada no terreno identificou cenários em que a informação é produzida com carácter de utilização imediata sem serem consideradas necessidades operacionais sobre essa mesma informação a médio ou longo prazo.

O resultado desta atitude resulta na perda de informação com consequências mais ou menos dramáticas para a instituição que a perdeu.

A produção do presente documento visa dar uma linha de orientação para as organizações que produzam e dependam, em maior ou menor percentagem, de informação criada e mantida digitalmente procederem às ações de preservação adequadas à sua realidade.

 

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Resumo:
Os impactos da revolução digital têm afetado as mais diversas áreas e práticas sociais. Não só as formas como trabalhamos e comunicamos, mas também as formas como aprendemos e ensinamos têm vindo a ser confrontadas com a importância de se modernizarem e de usufruírem do potencial dos meios de comunicação. Principalmente daqueles que se encontram mais acessíveis no quotidiano. A crescente familiaridade com os media e a liberalização do seu acesso poderão, assim, ser compreendidas como oportunidades para a escola gozar das aprendizagens e práticas informais de professores e alunos para tornar o ensino mais próximo e para promover a aquisição e desenvolvimento de novas competências.
 
Foi adotada uma metodologia de análise mista que contemplou a aplicação de questionários a professores e alunos e a realização de entrevistas com professores. Partindo da análise dos hábitos e práticas criativas com os media de professores e alunos, decorridos no quotidiano e em contexto educativo, procurou-se refletir sobre as condições e predisposições para a introdução dos media em sala de aula, como ferramentas de trabalho que preparam os jovens para participar na sociedade e nas suas comunidades. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar da existência de uma correlação positiva entre aqueles que usam os media mais frequentemente no quotidiano e aqueles que os utilizam mais frequentemente em contexto educativo, os usos nos dois contextos são ainda muito díspares. A par disso, professores e alunos reportam hábitos de criação, produção e participação reduzidos, percebendo-se que estes não são os principais intuitos da utilização dos meios no dia-a-dia.

 

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EL RETO
 
Las tecnologías de la información y de la comunicación (TIC) son la palanca principal de transformaciones sin precedentes en el mundo contemporáneo.
 
En efecto, ninguna otra tecnología originó tan grandes mutaciones en la sociedad, en la cultura y en la economía. La humanidad viene alterando significativamente los modos de comunicar, de entretener, de trabajar, de negociar, de gobernar y de socializar, sobre la base de la difusión y uso de las TIC a escala global. Es universalmente reconocido también que las TIC son responsables de aumentos en productividad, anteriormente inimaginables, en los más variados sectores de a actividad empresarial, y de manera destacada en las economías del conocimiento y de la inno vación. Respecto a los comportamientos personales, las nuevas tecnologías vienen revolucionando además las percepciones del tiempo y del espacio; a su vez, Internet se revela intensamente social, desencadenando ondas de choque en el modo como las personas interactúan entre sí a una escala planetaria. (...)
 
 
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com Cristóbal Cobo Romani.

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Ballesteros Guerra, JC e L. Picazo Sánchez (2019). [e-Book] TIC e sua influência na socialização de adolescentes. Madri, Centro da Rainha Sofia sobre Adolescência e Juventude, 2018.

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A pesquisa analisa o uso que adolescentes espanhóis entre os 14 e 16 anos fazem da rede e das redes sociais, as dificuldades que encontram, como as resolvem, os dispositivos que manipulam e desde quando, entre outras questões. Os resultados da pesquisa foram obtidos por meio de 1.624 entrevistas a adolescentes de 14 a 16 anos em centros educacionais, 4 grupos foco e 8 entrevistas individuais.

 

O objetivo dos processos de socialização é o indivíduo adquirir todos os elementos e conhecimentos que lhes permitam interagir na sociedade em que vive (Barahona et al., 2002). Nesse sentido, as TIC (tecnologias da informação e comunicação) envolvem mudanças nos ritos e padrões de comunicação e interação social, incorporando uma série de vantagens e possibilidades a esses processos de socialização, mas também desafios e riscos. 

 

Em relação à utilizaçâo das TIC, a população enfrenta uma infinidade de elementos que devem ser aprendidos para os integrar na sua vida quotidiana: a gestão do self online, a facilidade de comunicação, bem como o surgimento de novos códigos de relacionamento mediada pela tecnologia, a necessidade de conhecer e aprender os requisitos formais de gerenciamento de dispositivos, essa experiência uma constante renovação, ou as relações entre o mundo online e offline. 

 

Sempre foi sugerido que os jovens "têm mais facilidade", em relação à sua adaptação a mudanças e novas habilidades tecnológicas, e foram mesmo rotulados como "nativos digitais" para exemplificar a aparente facilidade com que assumem e incorporam os novos desafios tecnológicos nas suas diretrizes de vida. Facilidade que não nega o requisito de mediações de aprendizagem ou orientação em relação à sua adaptação às mudanças e às novas habilidades tecnológicas.

 

Traduzido do espanhol com adaptações.

Referência: Arévalo, J. (2019). Las TIC y su influencia en la socialización de adolescentes.Universo Abierto. Retrieved 4 March 2019, from https://universoabierto.org/2019/03/04/las-tic-y-su-influencia-en-la-socializacion-de-adolescentes/

 

 

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VIII Congreso Nacional: Siglo XXI, Educación y Ceibal.

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Aprender en la Era Digital. Madrid; Fundación Telefónica, 2018

 

O estudo convida à reflexão e foca os cenários educativos atravessados hoje ​​por uma mudança vertiginosa de época. Os fatores mais decisivos deste cenário são as transformações que estão a ocorrer com conhecimento e informação. Pode-se argumentar que a educação tem lugar hoje no âmbito de uma revolução cujo alcance não se limita unicamente ao âmbito tecnológico e produtivo, mas manifesta-se em aspetos económicos, sociais, culturais, políticos e educativos, estabelecendo-se, em suma, um novo contexto digital e uma nova cidadania.

 

A partir de uma perspetiva ampla de qualidade educativa, os autores analisam a forma como as tecnologias contribuem para democratizar o conhecimento, disponibilizando-o para amplos setores sociais. Ao mesmo tempo, e de forma complementar e enfática, assinala-se que as TIC representam uma oportunidade para melhorar a qualidade da educação. Para tanto, o trabalho contextualiza a situação das políticas de TIC na Argentina, no marco da proatividade refletida nas agendas educativas da região.

 

Referência: Arévalo, J. (2019). Aprender en la era digitalUniverso Abierto. Retrieved 9 January 2019, from https://universoabierto.org/2019/01/09/aprender-en-la-era-digital/

 

 

 

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 por Sergio C. FanjulEl País

 

É a palavra tecnológica da moda, embora seja usada com grande ignorância. Nós tentamos explicar o que isso significa ... e como se complica quando lhe adicionamos computação

 

Algoritmo é a palavra tecnológica da moda: algoritmos fazem isto e aquilo, eles conhecem as nossas paixões mais íntimas, eles vão assumir os nossos empregos, eles estão prontos para destruir a sociedade e o mundo ... Na linguagem quotidiana eles são referidos como se fossem génios do mal, demiurgos desobedientes ou a espinha dorsal de megacorporações sem escrúpulos. Na verdade, um algoritmo é algo mais simples, um mecanismo cego e sem vontade, mas que, como veremos, está a mudar o mundo de forma definitiva e merece a máxima atenção...

O que é um algoritmo? Simplesmente uma série de instruções simples que são realizadas para resolver um problema. A regra de multiplicação que aprendemos na escola e que permite obter o produto de dois números, com papel e lápis, é um algoritmo simples. Mas podemos dar uma definição um pouco mais rigorosa:

Na verdade, [...] o que é exatamente um algoritmo?
Getty Images
 

" Um conjunto de regras sistematicamente aplicadas a alguma entrada apropriada de dados, resolvem um problema num número finito de passos elementares", como afirma o professor da Faculdade de Informática da Universidade Complutense Ricardo Peña Marí, autor no momento do livro De Euclid para Java, a história dos algoritmos e linguagens de programação (Nívola). " É importante notar que o algoritmo tem que ser finito e executa as instruções de forma sistemática, ou seja, ele é cego ante o que está a fazer, e que os passos com que opera são elementares , " diz o professor.

 

 

 

 

Assim, um algoritmo poderia ser uma receita para cozinhar ou as instruções para fazer um avião de papel a partir de uma folha. Os algoritmos possuem uma entrada (input) e uma saída (output)) Entre ambas estão as instruções: a entrada poderia ser como carne moída, a folha de polpa de tomate e de saída a lasanha perfeitamente gratinada. "Ainda que nestas tarefas muitas vezes influa a capacidade das pessoas que as criam: não é o mesmo uma receita preparada por um grande chef, que pode até melhorá-la ou por um principiante," enfatiza Miguel Toro, professor do Departamento de Idiomas e Sistemas de Computação da Universidade de Sevilha. Na realidade, os algoritmos executam operações tão simples que podem ser realizadas com sucesso por qualquer pessoa. Até pelas máquinas. Aqui está o cerne da questão.

 

  • Algoritmos + computadores = revolução

Porque embora os algoritmos existam pelo menos desde os tempos dos babilónios, com a chegada dos computadores eles assumem muito mais destaque. A união de máquinas e algoritmos é o que está a mudar o mundo. O matemático britânico Alan Turing famoso por ter descoberto a máquina Enigma de mensagens cifradas nazis e por se ter matado mordendo uma maçã envenenada depois de sofrer uma severa perseguição por causa da sua homossexualidade, foi o primeiro que ligou algoritmo e computadores. Alan Turing na verdade foi um dos primeiros a imaginar um computador como o conhecemos. Ele até pensou que as máquinas poderiam pensar e até escrever poemas de amor.

 

 

A máquina de Turing não é uma máquina que exista no mundo físico, mas uma construção mental.Consiste numa fita infinita na qual são executadas operações repetitivas até que sejam dadas soluções, torna-se uma definição computacional do algoritmo e um computador, o primeiro conceptualizado: "Na essência, é o precursor dos computadores: tem uma memória, algumas instruções (um programa), algumas operações elementares, uma entrada e uma saída", explica o professor Peña. O mais interessante é que é uma máquina universal, que pode executar qualquer programa que seja ordenado. Dentro dos problemas do mundo existem dois tipos: aqueles que podem resolver uma máquina de Turing (chamada computável) e aqueles que não podem (não computáveis), como vemos nas tarefas do mundo real que as máquinas podem executar (cada vez mais) e outras que apenas humanos podem executar. Todos os computadores, tabletssmartphones, etc., que conhecemos são máquinas de Turing.

 

"Em definitivo, o trabalho dos programadores de computador é traduzir os problemas do mundo para uma linguagem que uma máquina possa entender", diz Peña. Isto é, em algoritmos que a máquina manipula: para isto é necessário partir a realidade em pequenos problemas em sucessão e pôr o computador executá-los. Um programa de computador é um algoritmo escrito numa linguagem de programação que no final acaba convertido em milhares de operações simples que são realizadas com correntes elétricas no processador, correntes representadas pelos célebres uns e zeros, os dígitos que caracterizam o digital. Quando jogamos um videojogo tridimensional, olhamos para o Facebook ou usamos um processador de texto, a máquina na verdade está realizando inúmeras operações com pequenas correntes elétricas, sem saber que de tudo isso sai Lara Croft com duas pistolas. A chave é que são muitas operações ao mesmo tempo: um computador de 4 GHz pode fazer 4.000 milhões de operações em apenas um segundo. Em essência, isso são algoritmos e isso é a informática.

 

  • Meus problemas com algoritmos

Apesar da longevidade dos algoritmos e da maturidade dos computadores, a palavra algoritmo tornou-se moda nos últimos anos. A que se deve? "Os computadores podem calcular muito mais rápido que um cérebro humano e, desde o surgimento da Internet, há um salto e coisas que pareciam impossíveis a serem alcançadas", diz Miguel Toro. Por exemplo, em disciplinas em plena ebulição, como o big data ou a inteligência artificial.

"Algoritmos são usados ​​para prever resultados eleitorais, conhecer os nossos gostos e o mundo do trabalho é algorítmico : as diferentes tarefas são convertidas em algoritmos e o trabalho é automatizado", explica o professor. As únicas tarefas não algorítmicas, no momento, são aqueles relacionados com a criatividade e as emoções humanas, essa é a nossa vantagem. Embora se defenda com frequência que a Revolução Tecnológica criará novos empregos, Toro acredita que nunca haverá tantos empregos destruídos e concentrados em pessoas e países com a adequada preparação. "É por isso que uma ideia que parecia típica da esquerda, como a renda básica universal, está sendo proposta por Bill Gates e experimentada em lugares como a Califórnia ou a Finlândia. É necessário que haja consumidores para que o sistema económico não desmorone."

 

 

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A Direção-Geral da Educação divulga as  Orientações Curriculares para as TIC no 1.º Ciclo, um documento que, desde a sua génese, teve o contributo dos Centros de Competência TIC, a saber, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, Softciências, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém,  Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, EDUCOM,  Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e Universidade de Évora.

 

Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, enquadra as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) como áreas de integração curricular transversal no 1.º Ciclo do Ensino Básico, potenciadas pela dimensão globalizante deste nível de ensino. Nesta medida, este documento curricular visa desenvolver um conjunto comum de competências de natureza multidisciplinar, criando contextos relevantes e significativos, articulados com as componentes do currículo, bem como com as capacidades e atitudes previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

 

Referência: Orientações Curriculares para as TIC no 1.º CEB | ERTE. (2018). Erte.dge.mec.pt. Retrieved 1 October 2018, from http://erte.dge.mec.pt/noticias/orientacoes-curriculares-para-tic-no-1o-ceb

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Muitas pessoas pensam que a transmissão de dados é via satélite. No entanto, 99% dos dados que consumimos viajam através de cabos submarinos que ligam o planeta inteiro. Mas nós realmente sabemos como esses gigantes subaquáticos funcionam?

Descubra mais sobre cabos submarinos aqui.

 

Referência: Viaje al interior de un cable submarino - Blogthinkbig.com. (2018). Blogthinkbig.com. Retrieved 19 August 2018, from https://blogthinkbig.com/onlife/viaje-al-interior-de-un-cable-submarino

 

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