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Entrevista de Maria João Costa | Revista Ler

 

Vive perto da Costa da Caparica, mas a quatro quilómetros do mar. É a ele que recorre quando quer resolver «problemas técnicos de escrita». Luísa Costa Gomes escreveu para a Fundação Francisco Manuel dos Santos um retrato sobre a Costa da Caparica, o território onde foi descobrir histórias de escritores que ali procuraram refúgio. No livro Da Costa a escritora começa por dizer que se pôs a escrever sobre coisas de que nada sabia – e descobriu histórias de exclusão que confirmam «o estigma» da margem sul do Rio Tejo. Olha para retrato que escreveu como uma «deambulação». «É uma fatia de tempo.» Quase em simultâneo lançou também um romance, Florinhas de Soror NadaA Vida de Uma Não-Santa (Dom Quixote). 

(...)

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Entrevista de Isabel Lucas | Fotografias de Pedro Loureiro | LER - verão 2018

Até que ponto o desejo é político? Na literatura, o desejado está do lado da verdade ou da mentira? Como é que se está a escrever sobre o desejo e de que forma ele parece estar apagado do discurso político. Este é o princípio de uma conversa com o escritor brasileiro Bernardo Carvalho, 57 anos, autor de teatro, contos e romance – a maior parte publicados em Portugal –, vencedor de alguns dos mais importantes prémios de língua portuguesa, voz dissonante que procura não replicar modelos e que em 2016 publicou um romance polémico, que dividiu a crítica. Simpatia pelo Demónio, conta a história de um homem que tem a missão de combater a violência global mas incapaz de se proteger a violência causada pelo seu próprio desejo. O livro ainda não chegou a Portugal, mas o escritor transforma essa escrita numa discussão abrangente sobre o tempo presente que pede a normalização de comportamentos e de que resulta uma literatura que funciona sobretudo como um espelho dessa norma. É o momento em que se foge aos caos através de convenções limitadoras da criatividade, diz Bernardo Carvalho numa conversa que quer fazer frente a uma literatura impostora. (...)

 

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AdolesCiência é uma publicação electrónica de caráter multidisciplinar, com arbitragem científica independente e disponível em acesso aberto.

 

O primeiro número foi publicado, como previsto a 30 de abril de 2012. O segundo número foi publicado a 24 de dezembro de 2013. O terceiro número de 2014 em dezembro de 2014. O quarto número em março de 2017 e o quinto número encontra-se já disponí­vel. Não podemos, por isso, deixar de dirigir umas palavras aos que se envolveram neste projeto, que aceitaram este desafio e que tornaram esta primeira fase possível.

 

Agradecemos a todos os que, disponibilizando o seu tempo pessoal, aceitaram a tarefa de revisão dos trabalhos, sem a qual a edição em curso não existiria.

 

Felicitamos os professores que acreditaram neste projeto e confiaram nos jovens, incentivando-os a participar.

 

Felicitamos todos os jovens que aceitaram o desafio colocado pelos professores, se atreveram a percorrer este caminho e não desistiram quando essa era a vontade maior e a decisão mais fácil. São os primeiros jovens a desenvolver trabalhos deste género para uma revista também pioneira e isso deve ser motivo de orgulho para todos vós.

(...)

 

Ver Publicação atual: Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018.

Descarregar revista completa: adolesCiência - Vol. 5 n.º 1 - novembro de 2018

 

Referência: adolesCiência . (2015). Adolesciencia.ipb.pt. Retrieved 8 November 2018, from https://www.adolesciencia.ipb.pt/index.php/adolesciencia

 

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A Hereditariedade, o Sexo & Género,  os Computadores Quânticos,  o Scratch e Beleza e Ciência são alguns dos temas tratados neste número. 

 

 

Editorial

O poder das comunidades

 

A World Wide Web é uma coisa assustadora, com partes verdadeiramente tenebrosas. O crime cibernético é uma das maiores ameaças, não apenas à nossa segurança pessoal, mas até à segurança das Nações.

 

Os serviços de segurança e contraespionagem conseguem sabotar fisicamente fábricas noutros países usando vírus informáticos (stuxnet); as eleições do país mais poderoso do mundo podem ter sido manipuladas; contas bancárias podem ser esvaziadas; cartões de crédito que nunca saíram das nossas mãos são usados maliciosamente; a nossa identidade digital pode ser roubada e de repente estamos a cometer crimes sem o saber em locais onde nunca estivemos; organizações terroristas executam barbaramente os seus prisioneiros em direto.

 

As crianças e os jovens estão particularmente vulneráveis; o bullying atinge requintes absurdos, com consequências trágicas para algumas das suas vítimas. A exploração sexual online de crianças tem um dimensão horripilante (https://www.europol.europa.eu/iocta/2016/ online-child-exploit.html). A Dark Web (Web das trevas?) esconde atividades e perversões inimagináveis.

 

E, contudo, o que torna isto possível (para além da maldade e perversão que sempre existiu no seio da humanidade) é precisamente o que está por trás de todos os benefícios da internet e da Web. Ninguém a controla! Ninguém é seu dono, ninguém determina quem lá pode introduzir conteúdos, nem impõe quaisquer limites aos mesmos.

 

Uma das consequências da universalidade do acesso, é que, para trabalhar num projeto, os membros de uma equipa já não precisam de estar na mesma instituição, ou na mesma cidade, nem sequer no mesmo país ou continente. Isso permitiu a formação de comunidades muito diversificadas que desenvolvem projetos que podem ser de enorme impacto e utilidade, ou... absolutamente tenebrosos.

 

(...)

 

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La dimensión digital se expande hasta atravesar todos los puntos neurálgicos de la vida en sociedad.

La actualidad es un híbrido entre una organización comunitaria establecida a lo largo de siglos y las nuevas costumbres, procedimientos, productos, vínculos y cadenas de valor desarrolladas en la última década.

Una serie de nuevos temas son abordados por instituciones académicas y educativas, sociedades civiles e individuos que identifican categorías y problemáticas propias de una ciudadanía en transformación. A la vez, las habilidades que las nuevas generaciones necesitan para sus competencias hacia el futuro se vuelven centrales para la educación.

Mientras los docentes incorporan nuevas prácticas y roles, la tecnología abre posibilidades de enriquecer el diagnóstico, el trabajo en el aula y las formas de evaluación.

 

Fundación Ceibal (2018, julio). Ciudadanía digital y habilidades para el siglo XXI. + Aprendizajes. 1(1)

 

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 por Isabel Lucas | Revista LERDownload | Primavera de 2018

 

Uma entrevista com Camille Paglia corre o risco de não passar da primeira pergunta. Ela fala, expõe ideias, cruza temas, deriva, faz o seu próprio contraditório, gere cadências, ri, indigna-se, imita vozes e atitudes. A sensação é a de que podia falar ininterruptamente. E tudo com uma voragem que explica a razão pela qual é tão temida quanto admirada. Professora de arte na University of Arts de Filadélfia, formou-se em Yale e especializou-se em cultura moderna.

 

Autora de uma vasta obra de ensaio, protagonizou algumas das mais acesas discussões acerca do feminismo e fundou uma corrente a que chamou de «Amazon Feminism». De si própria, afirma, com uma gargalhada, ser uma mulher perigosa. E provocadora, sempre, sem que esse seja o seu objetivo primordial. Democrata crítica dos democratas, académica pouco respeitada na academia, feminista olhada de lado por muitas feministas, aos 71 anos esta pessoa que se diz sem género sexual continua a assumir posições polémicas e a colecionar opositores. Como quando declara que estamos mergulhados num caos ético onde a intolerância aparece mascarada de tolerância, começa por dizer Camille Paglia no seu mais recente livro Free Women, Free Men, uma coletânea de ensaios sobre feminismo, sexo e questões de género publicada originalmente em 2017 e agora com versão portuguesa pela Quetzal, com o título Mulheres Livres, Homens Livres.

 

É uma análise ao presente no mundo ocidental, com foco nos Estados Unidos, textos onde a pensadora, crítica de arte e ensaísta, conhecida sobretudo pelas suas posições controversas sobre o feminismo na década de 80, retoma e transpõe para a atualidade os seus estudos sobre sexo, alertando para o forte policiamento sobre os comportamentos e a perda da noção de individualidade.

(...)

 

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Este mês dá conta de dois projectos de criação com jovens, um pela Tate, um dos principais conjuntos de museus de arte do mundo, outro pela Fundação Moleskine. Ouvir dois dos seus protagonistas foi uma lufada de ar fresco.

 

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Resumo

Depois de anos de alguma incerteza e muita controvérsia quanto às possíveis causas da evolução climática que arrasa o nosso tempo, sucedem-se cimeiras atrás de cimeiras, quase à velocidade de crescimento dos gases de efeito de estufa na atmosfera, para discutir o que se convencionou chamar de “alterações climáticas”! Onde, a par de cientistas, ambientalistas, sociólogos e homens da finança, emergem as figuras políticas de muitos dos países que traçam o mapa mundo atual. Tentam firmar acordos e produzir medidas que contrariem o excesso e desmesurado crescimento de CO2 antrópico na atmosfera, bem patente nas curvas de variação deste gás, monitorizadas em vários laboratórios disseminados pelo planeta, desde Mauna Loa e de Samoa, à Antártida e ao Alasca.

 

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Referência Duarte, L.V., (2018) Da última Cimeira do Clima à história evolutiva da Terra, Rev. Ciência Elem., V6(1):001

DOI http://doi.org/10.24927/rce2018.001

 

Conteúdo relacionado:

Outros números da Revista:

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Neste número destaca-se a conversa de Sara Figueiredo Costa com Sandro William Junqueira a propósito de Quando as Girafas Baixam o Pescoço, o seu mais recente romance. Andreia Brites conversou com a ilustradora espanhola Ana Pez, autora de O meu irmão invisível. Na secção Saramaguiana recupera-se um texto escrito pelo crítico literário César António Molina em 1985, ano de publicação da edição espanhola de O Ano da Morte de Ricardo Reis.


Numa tradução de Carla Fernandes, a revista dá a conhecer aos leitores a voz do escritor britânico Peter Kalu num dos capítulos de Little Jack Horner. No seu espaço habitual, Andréa Zamorano reflete sobre o sal da escrita. E, assinalando a edição dos Dias do Desassossego’17 – programa que a Fundação José Saramago organiza em conjunto com a Casa Fernando Pessoa – a Blimunda inclui uma galeria de imagens para recordar como o mês de novembro em Lisboa foi repleto de livros, leituras e extraordinários encontros. Boas leituras!

 

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