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O projeto Navegar com a Biblioteca Escolar é o contributo da RBE para o programa das Comemorações dos 500 anos da Viagem de Circum-navegação comandada por Fernão de Magalhães, que se celebram entre 2019 e 2022.

O foco deste projeto é dar voz e protagonismo aos alunos, desafiando-os a explorar e produzir recursos. Está desenhado em torno de seis grandes desafios: 1) Desbravar caminhos 2) Viajar para conhecer 3) Quem somos nós? 4) Descobrir o outro 5) Descobrir o descobridor 6) Navegar nos textos. O principal objetivo destes desafios é proporcionar, aos alunos, ocasiões de desenvolvimento das suas competências de criatividade, pesquisa, exploração, colaboratividade e espírito crítico.

Muitas bibliotecas escolares têm respondido a estes desafios, mostrando o seu dinamismo e vitalidade, mesmo em tempos difíceis. Com o objetivo de dar reconhecimento e visibilidade ao trabalho desenvolvido, está disponível, no SI, até 31 de março, um formulário para recolher informação sobre as atividades e recursos produzidos no âmbito deste projeto.

Mais informações no portal da RBE (https://www.rbe.mec.pt/np4/2697.html).

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Divulga-se a lista das escolas apoiadas no âmbito do programa aLeR+2027 | candidatura 2021.

Ver artigo completo no portal RBE.

 

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“Porque eu sou do tamanho do que vejo/E não do tamanho da minha altura…”.
Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos – Poema VII”

O Agrupamento de Escolas Carlos Amarante conta com o serviço de três bibliotecas escolares, uma com sede na escola secundária, outra situada na escola básica de 2.º e 3.º ciclos de Gualtar e uma terceira na escola básica de 1º ciclo, também em Gualtar. Esta última biblioteca, inaugurada em 2018, destina-se a um público infantil, que inicia a sua atividade escolar com a curiosidade própria da idade e a avidez de conhecer e explorar tudo o que a escola e o mundo têm para oferecer.
 
Como lembra Alberto Manguel: “O amor às bibliotecas, como a maioria dos amores, tem de ser aprendido. Ninguém que entre pela primeira vez numa sala feita de livros pode saber instintivamente que comportamento ter, o que o espera, o que se promete e o que é permitido.” É este trabalho que se tem vindo a fazer na biblioteca da escola básica de 1º ciclo de Gualtar, o trabalho de mostrar este espaço como um lugar onde os livros e a leitura estimulam a imaginação, a criatividade, a descoberta, o pensamento crítico, a aprendizagem e o conhecimento.
 
Conhecendo as idiossincrasias da sociedade da informação e do conhecimento do século XXI, altamente marcada pela (r)evolução digital e pelas redes sociais, compreendemos que a biblioteca deixou de ser apenas uma “sala feita de livros”, utilizando as palavras de Manguel, para se tornar num espaço conceptual onde há lugar para o desenvolvimento de literacias várias, nomeadamente a literacia dos média, da informação e, claro, da leitura, que agora não se cinge ao livro e pode ser realizada com recurso a diferentes meios tecnológicos.
 
Consciente desta realidade, a Rede de Bibliotecas Escolares promove várias candidaturas que não apenas promovem e potenciam a leitura, como também impulsionam e exponenciam o trabalho colaborativo entre a biblioteca e a sala de aula. Uma das candidaturas que a RBE abre anualmente intitula-se “Leituras… com a Biblioteca” e foi no âmbito desta iniciativa que a biblioteca da escola de 1º ciclo de Gualtar se candidatou com o projeto “Jornal Digit@l_Mente”, que foi selecionado e apoiado por aquela entidade.
 
O “Jornal Digit@l_Mente” alicerça-se na confluência de dois eixos. O primeiro visa desenvolver as competências de leitura e escrita, maioritariamente de textos não literários e multimodais, cujas temáticas estão interligadas com os domínios da estratégia da educação para a cidadania do Agrupamento - a interculturalidade e o desenvolvimento sustentável. O segundo eixo pretende formar para os media desenvolvendo, ao mesmo tempo, competências digitais e tecnológicas. Neste caso, o enfoque é colocado em sessões formativas sobre ferramentas digitais vocacionadas para a redação e edição de texto. Pretende-se que a leitura orientada e a escrita associada a meios digitais catapultem o interesse dos alunos em produzirem um trabalho de equipa que se consubstancie na redação de um jornal online, que evidencie as suas leituras, pesquisas e descobertas.
 
O trabalho colaborativo em sala de aula entre os professores titulares e a professora bibliotecária já está em curso. Até ao momento, os alunos dos 3º e 4º anos refletiram sobre a evolução e a importância dos media na nossa sociedade, redigiram uma notícia, elaboraram um guião de entrevista e tomaram conhecimento dos seus direitos enquanto utilizadores da internet. Em todas as sessões realizadas enfatiza-se a participação, o empenho e o interesse dos alunos por conhecerem mais sobre assuntos tão atuais e pertinentes que fazem parte do seu quotidiano. As primeiras impressões dos alunos quanto ao trabalho já desenvolvido foram registadas num mural digital (padlet) e são muito positivas.
 
Quando há um ano se elaborava o projeto “Jornal Digit@l_Mente” estávamos longe de adivinhar o que o futuro próximo nos reservava e, portanto, não podíamos prever que o digital iria dominar tão rápida e intensamente a nossa vida pessoal, social e profissional. Hoje, com mais certeza e convicção, podemos afirmar que o projeto em curso pode ser um contributo muito pertinente na formação destes alunos e um passo muito importante para compreenderem e fazerem jus às palavras de Alberto Caeiro: “(…) eu sou do tamanho do que vejo / E não do tamanho da minha altura…”. E assim se trabalha nas nossas bibliotecas escolares!
 

Texto de opinião da Diretora do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, Braga, Hortense Lopes dos Santos com a colaboração da professora bibliotecária da EB1 de Gualtar, Cristina Gonçalves.

Este texto foi publicado originalmente no Jornal Correio do Minho .

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Este ano, a VISÃO Júnior, através da sua parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, acrescenta uma vertente ao projeto ‘Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?’: a literacia mediática.

«Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?» é um projeto de promoção simultânea de cidadania e de leitura. Estarmos informados é condição essencial de uma cidadania de pleno direito. Com a pandemia, a desinformação e as fake news aumentaram exponencialmente, tornando mais urgente aprendermos todos a consumir (e produzir) boa informação.

Formas de participação

Os alunos podem participar em «Miúdos a Votos» das seguintes formas:
– Ajudar a organizar o processo eleitoral na escola
– Fazer campanha eleitoral por um livro
– Votar
– e, a partir deste ano, reportar aos outros o que se passa

Os alunos terão a oportunidade de perceber:

• Como funciona o mundo da informação?
• Como trabalham os jornalistas?
• O que é que os jornalistas têm de diferente?
• Como se faz uma notícia?
• Qual a diferença entre uma notícia e uma opinião?
• Como se faz uma reportagem?
• Uma imagem também informa?

Um projeto ‘mãos na massa’

Este é um projeto ‘mãos na massa’: os alunos serão não só os seus protagonistas, como os seus próprios agentes. Terão por isso oportunidade de escrever uma notícia, fazer uma reportagem, escrever uma coluna de opinião – e vê-la publicada no sítio de um órgão de comunicação social nacional.

Os alunos serão os repórteres da VISÃO Júnior na sua escola. Serão eles a contar aos nossos leitores o que se está lá a passar. Serão também eles a informarem os seus colegas.

Prémios para as bibliotecas

Para estimular a participação nesta nova vertente do projeto, a Visão Júnior criou duas distinções, com prémios associados.

• As escolas que mais ativamente fizerem a cobertura das atividades (notícias, entrevistas, podcasts, vídeos, crónicas) de ‘Miúdos a Votos’ na sua escola receberão livros para a biblioteca. Serão distinguidas três escolas por cada ciclo de ensino.
• As escolas cujos alunos realizarem a melhor reportagem para imprensa (ou seja, texto e fotos) sobre ‘Miúdos a Votos’ receberão livros para a biblioteca. Serão distinguidas três escolas por cada ciclo de ensino.
• Os trabalhos distinguidos serão escolhidos por uma equipa da VISÃO Júnior, da VISÃO e da RBE.
• Mas o melhor prémio será, provavelmente, verem o seu trabalho reconhecido ao ser publicado no sítio da VISÃO Júnior na internet. Todos os trabalhos com qualidade serão publicados.

Nota: o calendário e o regulamento serão posteriormente divulgados

Sessões online para as escolas

A equipa da VISÃO Júnior organiza uma série de sessões online, através de uma plataforma eletrónica, para alunos e professores.

Em janeiro, realizar-se-ão sessões em que se falará da diferença entre uma notícia e uma reportagem, as regras que os jornalistas têm de seguir, como estruturar a reportagem, ângulos de abordagem, etc.

• 14 de janeiro, 11h – 1.º ciclo
• 20 de janeiro, 11h – 2º e 3º ciclos
• 29 de janeiro, 11h – secundário

Em fevereiro, as sessões serão realizadas por um repórter fotográfico, que abordará questões relacionadas com a imagem:

• 3 de fevereiro, 11h – 1º ciclo
• 9 de fevereiro, 11h – 2º e 3º ciclos
• 10 de fevereiro, 11h – secundário

Em março, com a campanha eleitoral já a decorrer, o objetivo das sessões será ajudar a resolver questões práticas relacionadas com a produção dos textos. Serão também abordadas questões relacionadas com a cobertura jornalística durante as campanhas eleitorais:

• 4 de março – 1º ciclo
• 9 de março – 2º e 3º ciclos
• 15 de março – secundário

Nota: poder-se-ão combinar sessões adicionais ou noutros horários. Caso seja possível, poder-se-á também equacionar a deslocação de um jornalista à escola

Material de apoio

A VISÃO Júnior terá material de apoio disponível no seu site sobre como se escreve uma notícia, como se grava um podcast, como se planeia uma reportagem ou uma entrevista.
Será também fornecido às escolas o modelo de um cartão de jornalista para que os alunos se identifiquem como repórteres junto das suas fontes. Tentaremos que seja enviado em papel, mas, neste momento, podemos apenas garanti-lo em formato eletrónico.

Pode descarregar o power point de apresentação do projeto de literacia mediática

 

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Fonte: http://listiac.org

O projeto LISTiac (Erasmus+) visa garantir a todos os alunos na Europa condições iguais para alcançar o sucesso educativo e bem-estar, através da integração de pedagogias multilingues. Este projeto, que começou em fevereiro de 2020 e terminará em fevereiro de 2022, tem como foco a formação e a educação continuada. Apoia os professores a serem mais linguisticamente sensíveis em contextos educativos com diversidade linguística variável e tem como fito o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências empíricas.

O projeto conta com a participação de 7 países e 10 universidades, entre elas a Universidade do Algarve, cujos contributos passam por recolher, tratar e analisar dados sobre diversidade linguística em contextos educativos, através da realização de trabalhos de campo, de reflexão sistemática e de partilha de práticas.

Sob a orientação científica do Professor Doutor Manuel Célio Conceição (UALG) o Agrupamento de Escolas de Vila do Bispo foi convidado a participar nesta viagem que começou em Vaasa, Finlândia, seguiu para o sul até ao Algarve, Portugal, antes de terminar em Jyväskylä, na Finlândia.

Como esta temática transnacional implica necessariamente o contacto com a produção cultural/intelectual local, realizou-se o Webinar Listiac, que teve lugar nos dias 11 e 12 de novembro de 2020, destinado à partilha de práticas de referência das escolas/parceiros envolvidos neste projeto.

Nesse contexto a professora bibliotecária, em representação do Agrupamento de Escolas de Vila de Bispo, apresentou práticas desenvolvidas no âmbito do multilinguismo e respeito pela diversidade, particularmente no trabalho com as famílias e alunos do pré-escolar e 1.º ciclo do agrupamento.

O objetivo da apresentação centrou-se na forma como o processo multilíngue (e multicultural) tem permeado o ambiente de aprendizagem nas escolas do agrupamento e no papel e contributo da biblioteca escolar para a criação de um ambiente inclusivo e de integração dos 144 alunos, de 16 nacionalidades, que frequentam as escolas do agrupamento, desde o pré-escolar ao 3º ciclo.

A apresentação dá visibilidade à pluralidade de contactos (envolvimento das famílias) e convivência entre línguas (integração do multilinguismo na dinamização de atividades de leitura/literacias e na promoção de eventos culturais diversos). Dando nota, ainda, de como tais atividades têm vindo a contrariar práticas educativas exclusivamente monolingues e têm contribuído para a criação de um ambiente inclusivo e de cidadania, garantindo, também, o ensino efetivo da língua portuguesa.

Os alunos deste agrupamento que têm uma língua materna diferente do Português representam um grande desafio para os professores, na medida em que a língua de instrução constitui uma segunda língua. Contudo, atendendo aos resultados obtidos no âmbito das práticas realizadas, constatamos a mais valia que representa a diversidade cultural e linguística que existe neste agrupamento, já que os alunos estrangeiros acabam por incentivar os seus colegas a aprenderem línguas diferentes e a aprofundarem os seus conhecimentos sobre diferentes culturas.

Regista-se, com agrado, que a partilha destas práticas causou um impacto bastante positivo em todos os participantes no evento.

Os parceiros, em particular a Direção Geral de Educação, na pessoa da Dr.ª Eulália Alexandre e a Universidade do Algarve, na pessoa do Dr.º Manuel Célio Conceição, agradeceram a participação da equipa de Vila do Bispo no grupo de discussão e na partilha de ideias.

De acordo com os testemunhos, foi reconhecido o papel-chave dos professores e da biblioteca escolar no desenho de estratégias promotoras do multilinguismo e do diálogo intercultural, bem como o potencial das práticas apresentadas que se mostraram relevantes para o desenvolvimento do projeto LISTiac.


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