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Hoje, dia 21 de março, celebra-se o Dia Mundial da Poesia. Este dia foi criado, em 1999, na 30.ª Conferência Geral da UNESCO.
Aqui pode ler a Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO para este dia, este ano.
Para assinalar o Dia Mundial da Poesia a Rede de Bibliotecas Escolares partilha um conjunto de poema de diversos autores da poesia portuguesa, um artigo e alguns e-books.
E-books:
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Autores: Azevedo, Fernando José Fraga de |
Resumo: |
Este artigo apresenta um conjunto de estratégias para ler e apreciar a poesia em contexto escolar, particularmente nos primeiros anos da escolaridade.
A poesia é concebida como um tipo de texto onde a elevada concentração sígnica e a multivalência semântica, expandidas pela plurissignificação da conjugação dos elementos do conteúdo com os da expressão, possibilita, ao leitor, o contato emocional e afetivo com o estado de coisas do mundo empírico e histórico-factual, sugerindo percursos hermenêuticos plurais para o seu acesso, conhecimento e reflexão.
Assume-se, ao longo do texto, que a fruição do texto poético é relevante na criação de hábitos leitores, aspeto crucial para a formação de leitores capazes de ler voluntariamente em quantidade e em qualidade. |
Referência: Poesia na infância e formação de leitores. (2012). Perspectiva, 30(3), 925-946. Retrieved from http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/23761?mode=full
Oiça aqui alguns dos poemas lidos na noite do dia 20 de setembro nas Portas do Ródão (Vila Velha de Ródão), no Rio Tejo, no âmbito da iniciativa Sentir o rio e viver a terra.
Agradecemos a Pedro Gomes (coordenador interconcelhio) e à Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão o convite que nos permitiu marcar presença nesta magnifica iniciativa.
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por Margarida Carvalho.
As Palavras Interditas
Os navios existem, e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.
Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.
Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E entram pela janela
as primeiras luzes das colinas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
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O poema de David Mourão-Ferreira dito pela atriz Beatriz Batarda. Um encontro com a poesia para ver, ouvir e ler aqui.
“E por vezes”
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
***
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Quando as palavras tocam e podem fazer a diferença. O projecto A Poesia não tem grades está disponível para se deslocar às escolas e partilhar a experiência de 14 anos de inclusão pela arte nos estabelecimentos prisionais portugueses.
"A Poesia não tem grades é um modelo de inclusão social que utiliza a leitura, a escrita e a experimentação artística como instrumentos de trabalho privilegiados.
Iniciada em 2003, realiza-se em parceria com a Direcção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais, sendo o seu desenvolvimento e implementação da responsabilidade da Associação de Ideias, uma organização sem fins lucrativos direccionada para a promoção dos valores da cidadania." (...)
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Sítio Web: http://apoesianaotemgrades.pt/
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No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia, a Câmara Municipal de Braga e a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) promoveram um vasto programa com recitais, documentários, apresentações de livro, tertúlias, entre muitas outras atividades.
No dia 21 de março, destaque para o recital “Quando Vier a Primavera”, tributo a Fernando Pessoa, no Museu Nogueira da Silva. Às 18h30, na BLCS, decorreu a Conversa sob o mote “Confluências Poéticas: a poesia e o teatro” com José Miguel Braga e Fernando Pinheiro e moderação de Virgínia do Carmo. Nota ainda para a Oficina de Poesia “Sementes de Poesia, na Primavera com Alegria” dinamizada por Ermelinda Jesus, na BLCS.
No dia 22 de março, também na Biblioteca, aconteceu a conferência “António Ramos Rosa: Rostos da Escrita”, por Gisela Gracias Ramos Rosa e a apresentação do livro “Vasos Comunicantes”, de António Ramos Rosa e Gisela Gracias Ramos Rosa.
No dia seguinte, no mesmo local, realizou-se o recital “Entre Nós e as Palavras” com Pedro Lamares.
A 24 de março, a BLCS acolheu o Recital “Bob Dylan”, com leitura de poemas do cantautor por alunos das Escolas Alberto Sampaio e D. Maria II.
No dia 25 de março, destaque para o recital “Poesia em dia”, pelo Grupo de Poesia da Universidade do Minho, na Rua de S. Marcos.
A terminar, lugar para os Recitais de Poesia “Ondinhas de Poesia”, pelos alunos da educação Pré-Escolar e “Ondas de Poesia”, pelos alunos do 1º ciclo, a acontecer no dia 1 de abril, na BLCS.
Texto retirado do sítio escritores.online (com adaptações).
Pedro Lamares recita "Poema aos homens constipados", de António Lobo Antunes e "Uma pequenina luz bruxuleante" de Jorge de Sena.
Visto na página do Facebook de "Letras in.verso e re.verso".
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SIC Notícias | Clique na imagem para aceder ao conteúdo |
Rubrica de poesia, às quartas-feiras, no site da SIC Notícias.
Esta semana a jornalista Raquel Marinho lê Alberto Caeiro, o heterónimo de Fernando Pessoa que nasceu em Lisboa mas viveu quase toda a sua vida no campo.
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Documentário “Sophia de Mello Breyner Andresen – O Nome das Coisas” from Panavideo on Vimeo.
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