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Fonte da imagem: https://blimunda.josesaramago.org/

A revista mensal digital gratuita da Fundação José Saramago comemorou em dezembro o seu centenário. Tem nome de mulher, Blimunda, a protagonista do livro Memorial do Convento (1982) de José Saramago que sabe ver o interior das pessoas e colecionar vontades.

O lançamento do seu primeiro número, em junho de 2012, coincidiu com a abertura ao público da nova sede na Casa dos Bicos e, seguindo os princípios da Fundação, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e Carta Universal dos Deveres e Obrigações dos Seres Humanos 1, tem sabido conjugar questões literárias e da vida cultural portuguesa com temas ambientais e sociais que exigem pensamento e ação coletiva.

A 12 de fevereiro 2021 é publicada a 101ª edição 2 da revista num novo formato que facilita a leitura, partilha e permanente atualização que conta com novas secções, entre as quais “Cadernos do Centenário - José Saramago: os primeiros cem anos (1922-2022)”, dedicado aos cem anos do nascimento cidadão e escritor que se assinala a 16 de novembro de 2022.

Carlos Reis, Comissário para o Centenário, inaugura esta secção com um texto sobre a preparação da efeméride, no qual afirma que a Fundação José Saramago tem um papel central na sua conceção e implementação, mas outros atores e entidades desempenharão um papel complementar, gozando de autonomia na reinterpretação da intervenção cívica e literária de Saramago. Esperam-se abordagens a partir de diferentes artes e linguagens (cinema, teatro, dança, banda desenhada, pintura) e perspetivas (literatura, história, ética, democracia, meio ambiente, Deus), à luz das quais se compreende a projeção nacional e internacional do autor e atribuição do Prémio Nobel em dezembro de 1998.

O centenário tem um logotipo 3 criado pelo designer espanhol Manuel Estrada, autor do logo da Fundação.

O seu programa está a ser preparado e incide em quatro eixos:

1. Biografia, formação e ação cívica na comunidade;

2. Leitura e debate em escolas, bibliotecas, reuniões académicas que tem na Carta Universal de Deveres o seu documento de referência;

3. Publicações a partir de reedições da obra e de trabalhos de investigação publicados em quase 60 países e mais de 40 idiomas;

4. Reuniões científicas de natureza académica realizadas no mundo.

A RBE partilha da responsabilidade e privilégio coletivos desta comemoração e, por isso, a 11 de dezembro de 2020, dia seguinte ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, publicou no seu Portal e Blogue propostas de educação centradas na reflexão e ação dos jovens e que têm por base a Carta Universal de Deveres e outros textos de Saramago. Elas estão reunidas em O dever dos nossos deveres e serão alargadas e aprofundadas ao longo dos dois anos de comemoração. Para a RBE é fundamental a criação de oportunidades em que todos exerçam os seus direitos e o cultivo de uma responsabilidade ética e cívica pelos outros e comunidade, capaz de despertar da indiferença e apatia e incentivar à prática da bondade que deve prevalecer e orientar a construção do conhecimento e uso de tecnologia digital. Nas palavras de Saramago:

“Alguém não anda a cumprir o seu dever. Não andam a cumpri-lo os governos, porque não sabem, porque não podem, ou porque não querem. Ou porque não lho permitem aquelas que efetivamente governam o mundo, as empresas multinacionais e pluricontinentais cujo poder, absolutamente não democrático, reduziu a quase nada o que ainda restava do ideal da democracia. Mas também não estão a cumprir o seu dever os cidadãos que somos. Pensamos que nenhuns direitos humanos poderão subsistir sem a simetria dos deveres que lhes correspondem e que não é de esperar que os governos façam nos próximos 50 anos o que não fizeram nestes que comemoramos. Tomemos então, nós, cidadãos comuns, a palavra. Com a mesma veemência com que reivindicamos direitos, reivindiquemos também o dever dos nossos deveres. Talvez o mundo possa tornar-se um pouco melhor.”4

Para alimentar ideias e palavras do autor, as bibliotecas escolares dispõem ainda do caderno de atividades da Fundação para o ano letivo 2020/ 2021, Cá dentro, lá fora e série documental Herdeiros de Saramago 6, estreada a 16 de novembro, data de aniversário do escritor e que liga a ficção à vida de 11 jovens escritores de língua portuguesa a quem foi entregue o Prémio Literário José Saramago.

 

Referências

1. Fundação José Saramago. (31 de julho de 2017). Carta Universal de Deveres e Obrigações dos Seres Humanos. Lisboa: Autor. Disponível em: https://www.josesaramago.org/carta-universal-dos-deveres-e-obrigacoes-dos-seres-humanos/

2. Fundação José Saramago. (12 de fevereiro de 2021). Blimunda 101. Lisboa: Autor. Disponível em: http://blimunda.josesaramago.org/

3. Fundação José Saramago. (9 de fevereiro de 2021). Palavras do designer Manuel Estrada, autor do logo do centenário. Lisboa: Autor. Disponível em: https://www.josesaramago.org/palavras-do-designer-manuel-estrada-autor-do-logo-do-centenario/

4. Fundação José Saramago. (10 de dezembro de 2014). Discurso pronunciado por José Saramago no dia 10 de dezembro de 1998 no banquete do Prémio Nobel. Lisboa: Autor. Disponível em: https://www.josesaramago.org/wp-content/uploads/2014/12/discursos_estocolmo_portugues.pdf

5. Fundação José Saramago. (28 de janeiro de 2021). Cá dentro, lá fora 2020/2021. Lisboa: Autor. Disponível em: https://www.josesaramago.org/ca-dentro-la-fora-2020-2021/

6. Marques, C.; Castanheira, G. (Dir.). (2020). Herdeiros de Saramago. S.l.: Midas Filmes. Disponível em: https://www.rtp.pt/programa/tv/p39692

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O Plano Nacional de Formação Financeira, parceiro da RBE, associa-se, mais uma vez, à Global Money Week, que este ano decorre entre 22 e 28 de março.

Take care of yourself, take care of your Money (Cuida de ti, cuida do teu dinheiro) é o tema de 2021, associando a literacia financeira à resiliência e ao cuidado consigo próprio/a, tão importante nos tempos que vivemos.

As Bibliotecas Escolares são desafiadas a participar nesta iniciativa, através da dinamização de ações de educação e sensibilização financeira junto do/as aluno/as. Recursos e sugestões, com exemplos concretos, podem ser encontrados no site da Global Money Week.

As iniciativas a realizar serão divulgadas no portal Todos Contam (www.todoscontam.pt) através do preenchimento de um formulário disponível até ao dia 10 de março.
As atividades nele descritas serão comunicadas à OCDE que, enquanto coordenadora mundial, fará um levantamento das iniciativas desenvolvidas em todos os países participantes.

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O Oeiras Internet Challenge (OIC) é uma iniciativa promovida pelo Município de Oeiras, através das suas Bibliotecas Municipais, que consiste na realização de um torneio de pesquisa, seleção e avaliação de fontes de informação em linha. Dirigido à comunidade escolar do ensino secundário, visa o desenvolvimento de competências digitais e de literacia da informação. 
 
Nesta edição, realizada em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), o torneio em forma de quiz, com recurso ao software pedagógico Kahoot, é alargado a nível nacional. São destinatárias todas as Bibliotecas Escolares integradas na RBE, através da participação de alunos do ensino secundário.
 
Os conteúdos aos quais os participantes devem responder incidem sobre cultura geral, literacia digital, língua portuguesa e capitais europeias de cultura, em linha com a candidatura de Oeiras para 2027. As inscrições decorrem até 19 de março de 2021 em formulário próprio. 
 
Mais informações no portal da RBE ( https://www.rbe.mec.pt/np4/2696.html). 

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Imagem: https://gulbenkian.pt/fundacao/apresentacao/

A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) estabeleceram parceria de forma a potenciar a articulação entre Bibliotecas Escolares e o Serviço Educativo Gulbenkian Descobrir.

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) “alberga o museu com a coleção particular do Fundador e uma coleção de arte moderna e contemporânea; uma orquestra e um coro; uma biblioteca de arte e arquivo; um instituto de investigação científica; e um jardim, espaço central da cidade de Lisboa, onde decorrem atividades educativas”.

A RBE definiu como uma das prioridades para a ação das bibliotecas a valorização das artes e da cultura, sendo, portanto, natural esta parceria com a FCG, a qual se concretiza através da divulgação das iniciativas e novos materiais para download de apoio ao professor, criados pela FCG, especificamente para o presente ano letivo e que se complementam com ações dinamizadas pelo Serviço Educativo em diversas áreas, permitindo que as boas práticas em galeria passem a ambiente virtual no uso de recursos pedagógicos em sala de aula:

• Plataforma Descobrir, espaço de divulgação de todas as iniciativas educativas dos diferentes serviços educativos – Jardim, Museu e Música - com uma ampla oferta de actividades, mas também de estratégias e metodologias que podem ser uma mais-valia para a sala de aula no desenvolvimento de temas relacionados com a biodiversidade e sustentabilidade (kits do Jardim).

• Vídeos e videotutoriais para introduzir temáticas e estratégias pedagógicas na sala de aula, por exemplo:

• Visitas que apoiam a dinamização de aula à distância através de plataforma online de videoconferência, a saber:

Na oferta do Serviço Educativo FCG há, ainda, a preocupação em apresentar planos de ação para a cidadania e inclusão. Essa rubrica apresenta Olhos nos olhos, proposta de módulos para explorar a cidadania ao abordar temas ligados à interculturalidade, igualdade de género… a partir do frente a frente com uma obra de arte.

O plano para 2021 resulta de proposta de trabalho com professores e técnicos que trabalham questões de cidadania e da inclusão e a realização de fóruns de partilha - (Re)ligados - procura, em grupo alargado de participantes, discutir e dar resposta adequada à medida da necessidade específica do público-alvo.

Fábrica de Projetos surge com a finalidade de reunir com as pessoas, em especial com professores, para dar resposta a problemas concretos ou desenhar de raiz novos projetos.

O Serviço Educativo tem ainda disponível para consulta o e-book do projeto 10x10. Este projeto resulta da colaboração entre artistas e professores de diversas disciplinas do ensino secundário, com o objetivo de desenvolver estratégias de aprendizagem da concentração, motivação e envolvimento dos alunos na comunidade.

A biblioteca escolar e a Fundação, lugares de encontro e de disseminação do saber, da arte e da cultura na comunidade, são agentes na transformação para o desenvolvimento.

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Foi lançada a 12.º edição do concurso Conta-nos uma história! Os interessados em participar devem candidatar-se até ao dia 31 de janeiro de 2021 e a entrega dos trabalhos decorrerá até ao dia 6 de abril de 2021.

As histórias a admitir a concurso, em língua portuguesa e em língua inglesa (3.º e 4.º anos), podem ser originais ou consistir em recontos com base em fábulas, parábolas, contos, mitos ou lendas e outros textos já existentes, podendo ser humorísticas, educativas, tradicionais, etc. Nesta 12.ª edição, podem, ainda, ser abordados os domínios contemplados na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, nomeadamente o da Educação Ambiental e o do Risco, através da exploração de temas como proteção da floresta, dos mares e oceanos, dos animais, entre outros. Em todos os casos, deverão integrar diálogos, incluir um narrador e diferentes personagens.

O concurso é dinamizado pelo Ministério da Educação (ME), através da Direção-Geral da Educação (DGE), do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e do Plano Nacional de Leitura2027 (PNL), em parceria com a Microsoft, a Associação Portuguesa de Professores de Inglês (APPI) e com a Rádio ZigZag. Tem como principal objetivo fomentar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente tecnologias de gravação digital de áudio e vídeo, através da criação de projetos desenvolvidos pelas escolas de Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico.

Para aceder aos formulários de candidatura e submissão dos trabalhos, ou para obter mais esclarecimentos, consulte a página de apoio ao concurso no portal da RBE. (https://www.rbe.mec.pt/np4/2664.html)


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