Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



gmw_2020_banner-1.jpg

Com o propósito de sensibilizar a comunidade internacional para a importância de capacitar os cidadãos para serem leitores e agentes críticos de informação e comunicação social, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em colaboração com a Aliança Global para Parcerias em Literacia dos Média e da Informação (GAPMIL) promovem, entre 24 e 31 de outubro, um encontro - inteiramente em linha - intitulado “Resisting Disinfodemic: Media and Information Literacy for everyone and by everyone”.

Neste encontro participa a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) através da sua Presidente, Christine Mackenzie e Representante de Política e Estudos, Claire McGuire, para sublinhar o papel das bibliotecas na promoção das Literacias dos Media e da Informação (Media and Information Literacy – MIL).

Todos podem celebrar esta Semana participando nas seguintes propostas de ação global:

1. Organizar um Dia de Literacia dos Média e da Informação;
2. Organizar eventos ou atividades relevantes na sua cidade;
3. Discutir Literacia dos Média e da Informação na sua universidade;
4. Usar as redes sociais para aumentar a conscientização sobre Literacia dos Média e da Informação;
5. Enviar uma carta;
6. Dar voz à juventude;
7. Juntar-se à Aliança Global para Parcerias em Literacia dos Média e da Informação (GAPMIL);
8. Promover as publicações e ações da UNESCO;
9. Promover ou inscrever-se no curso em linha de Literacia dos Média e da Informação;
10. Participar nos debates globais em linha.
 

Para quem quer participar de um modo diferente, é possível partilhar a sua atividade usando a hashtag #GlobalMILWeek 2020!

A Semana MIL 2020 elege a inclusão e a desinformação como temas centrais porque a Pandemia expõe e agrava as desigualdades já existentes a pandemia acentuou desigualdades sociais (Público, 25. 05. 2020), faz crescer o medo, a censura e o autoritarismo (Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2020 ) e diminui a crítica, a liberdade de expressão - Observador. (21. 10. 2020). Fake News. Liberdade de expressão global está em "declínio" - e, em geral, todos os direitos humanos.

A literacia dos media e da informação, a educação para o desenvolvimento sustentável e o acesso universal à internet (International Telecommunication Union), sobretudo para meninas e mulheres, mais sujeitas à discriminação e com menos acesso sobretudo nos países em desenvolvimento – ONU News. (20.10. 2020). Novo estudo de gênero da ONU: Mulheres 'longe de ter uma voz igual à dos homens' , pode constituir um caminho consistente para combater a desinformação, construir a confiança nas instituições democráticas e alcançar maior equidade na saúde e bem-estar e desenvolvimento sustentável.

O que é a literacia dos media e da informação?
 
De acordo com a UNESCO, é o conjunto de competências que permitem ao cidadão ler, criar e partilhar informação a partir da “avaliação dos meios de comunicação e das fontes de informação e com base na forma como são produzidas, nas mensagens que são transmitidas e no público visado” (Media and Information Literacy Curriculum for Teachers , 2011, p. 2 | Obra integral). Aplica-se, de forma holística, a todos os tipos de meios e fontes, independentemente das tecnologias usadas (livros, periódicos, televisão, rádio, bibliotecas, arquivos, museus, Internet…).
 
Porque é que a literacia dos media e da informação é importante para a biblioteca escolar?
 
Porque promove a liberdade de expressão das crianças e jovens que, de acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (ONU. 1989, Art.º 13.º), “compreende a liberdade de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sem consideração de fronteiras, sob forma oral, escrita, impressa ou artística ou por qualquer outro meio à escolha da criança”. 
 
Porque a literacia dos media e da informação responde ao desejo de participar e empoderar para a ação na sociedade, incentivando a criança a “exprimir livremente a sua opinião” (ONU. 1989, Art.º 12.º), interagir nos meios de comunicação e, desta forma, conquistar o seu lugar no espaço público. 
 
Porque contribui “para assumir as responsabilidades da vida numa sociedade livre” (ONU. 1989, Art.º 29.º) fomentando a discussão de uma pluralidade de pontos de vista e o diálogo intercultural, bem como a consciencialização sobre a importância de media livres, independentes e plurais para viver em democracia.
 
Como é que a biblioteca pode trabalhar a literacia dos media e da informação?
 
Assegurando “o acesso da criança à informação e a documentos provenientes de fontes nacionais e internacionais diversas, nomeadamente aqueles que visem promover o seu bem-estar” e reconhecendo a “importância da função exercida pelos órgãos de comunicação social” (ONU. 1989, Art.º 17.º) na vida pessoal, no trabalho, na aprendizagem ao longo da vida e na construção de sociedades democráticas.
 
Advertindo que a informação ou mensagem é sempre uma construção ou representação da realidade - e não a própria realidade - e que a acessibilidade das tecnologias de comunicação torna todos os utilizadores potencialmente criadores e que, por isso, pode ser prudente cultivar-se um certo ceticismo.
 
Construindo ambientes de aprendizagem práticos, isto é, centrados nas crianças ou jovens, de modo a que estes possam trabalhar conteúdos significativos que respondam às necessidades da sua vida. À maneira socrática, pondo-as a pensar, umas com as outras, a partir de questões desejavelmente levantadas por elas. 
 
Há vários anos que a Rede de Bibliotecas Escolares instituiu o trabalho no âmbito da literacia dos media e da informação como prioridade para a ação das bibliotecas escolares:
 
Publicou em 2012 o documento Aprender com a biblioteca escolar: Referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares na Educação Pré‑escolar e no Ensino Básico, atualizado em 2017, que apresenta descritores de conhecimentos/ capacidades, atitudes/ valores a desenvolver, bem como um conjunto de estratégias de operacionalização.
 
Tem monitorizado a aplicação pelas bibliotecas escolares deste instrumento de trabalho, apresentando relatórios anuais que evidenciam o uso cada vez mais alargado do mesmo.
 
Partilha na sua Biblioteca escolar digital um conjunto de tutoriais que têm vindo a ser elaborados pelas bibliotecas escolares.
 
Lançou em setembro de 2020 o sítio Aprender com a biblioteca escolar: atividades e recursos que agrega propostas de atividades para o desenvolvimento da literacia dos media e da informação a serem implementadas em articulação entre as bibliotecas escolares e os docentes curriculares.

 

7P_top.png

O  concurso Media@ção está de volta com nova edição. O Regulamento e os tutoriais ‘A linguagem audiovisual’ estão disponíveis para consulta. 
A assinalar duas novidades:
- O tema, que este ano convida a abordar ‘A minha experiência com os media em tempos de pandemia’; 
- A integração de duas entidades promotoras: o Plano Nacional de Cinema e o Centro Nacional de Cibersegurança. 
Os trabalhos a apresentar seguem o formato das edições anteriores, isto é, podem ser vídeos ou podcast de 3 minutos. A participação no concurso não necessita de inscrição, bastando a entrega dos trabalhos até 7 de abril de 2021.
Podem ser apresentados vídeos ou podcast de 3 minutos, tal como nas edições anteriores. Os trabalhos devem ser entregues até dia 7 de abril de 2021, não sendo necessária uma inscrição prévia para participar no concurso. 
 

1.png

Download |

Prefácio

(...) O presente manual procura servir como exemplo de currículo internacionalmente relevante, aberto à adesão ou adaptação, como resposta ao problema decorrente da desinformação global que confronta as sociedades em geral, e o jornalismo em particular.

Evita-se admitir que o termo fake news (“notícias falsas”) possua um significado direto ou comummente compreendido. Isso ocorre porque “notícias” significam informações verificáveis de interesse público, e as informações que não atendem a esses padrões não merecem o rótulo de notícias. Nesse sentido, então, a expressão “notícias falsas” é um oxímoro que se presta a danificar a credibilidade da informação que de facto atende ao limiar de verificabilidade e interesse público – isto é, notícias reais.

Para entender melhor os casos que envolvem manipulação exploratória do idioma e convenções de géneros de notícia, esta publicação trata esses atos de fraude pelo que são – como uma categoria particular de informação falsa em formas cada vez mais diversas de desinformação, inclusive em formatos de entretenimento como memes visuais.

Nesta publicação, o termo desinformação é comummente usado para se referir a tentativas deliberadas (frequentemente orquestradas) para confundir ou manipular pessoas por meio de transmissão de informações desonestas. Isso geralmente é combinado com estratégias de comunicação paralelas e cruzadas e um conjunto de outras táticas, como hackear ou comprometer pessoas. O termo “informação incorreta” frequentemente refere-se a informações enganosas criadas ou disseminadas sem intenção manipuladora ou maliciosa. Ambos são problemas para a sociedade, porém a desinformação é particularmente perigosa pois é frequentemente elaborada, com bons recursos, e acentuada pela tecnologia automatizada. (...)

 

Referência: Manual de Combate à Fake News. (2020). Retrieved 2 July 2020, from http://portaldobibliotecario.com/e-book/manual-de-combate-a-fake-news/

Rádio Miúdos • Emissões online

Literacia mediática

25.06.20

radio.jpg

No âmbito da parceria com a Rádio Miúdos na promoção de ações que promovem o desenvolvimento de competências de literacia mediáticas, a RBE associa-se à iniciativa que convida crianças e jovens que falem português a participarem nas emissões online desta rádio.

Os destinatários principais desta iniciativa são todas as crianças, fundamentalmente as do ensino básico, para que estas tenham oportunidade de ter voz e de aprenderem e se divertirem a fazer rádio com os os seus pares de todo o país e até do estrangeiro. Os professores e pais, que queiram participar, são muito bem vindos. Será uma oportunidade de ter a escola ou a biblioteca escolar representada numa iniciativa que chega a várias partes do mundo.

Para participar basta enviar um email ou contactar o número 965 191 518 (telefone, WhatsApp ou sms) para combinar a hora e saber o ID do Zoom, plataforma através da qual podem entrar na emissão. Em alternativa poderão participar por telefone, caso não tenham acesso ao Zoom, ou enviar uma mensagem para o número de telefone ou ainda através de mensagem de voz no site da Rádio Miúdos na barra laranja onde diz "grava aqui a tua mensagem de voz".

As emissões decorrem de segunda a sexta-feira no horário das 15h às 18h,  menos 1h nos Açores e não serão interrompidas durante o período de férias escolares de verão.

 

Referência: Rádio Miúdos • Emissões online. (2020). Retrieved 25 June 2020, from https://rbe.mec.pt/np4/2576.html

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa | 2020

Um olhar sobre como foi e a importância que tem

03.05.20

bruno-martins-OhJmwB4XWLE-unsplash.jpg

Photo by Bruno Martins on Unsplash

 

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é celebrado no dia 3 de Maio. A data foi criada em 20 de Dezembro de 1993, com uma decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas[1],[2] e celebra o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos[3] e marca o dia da Declaração de Windhoek, uma afirmação feita com jornalistas africanos em 1991 afirmando os princípios da liberdade de imprensa junto com a UNESCO[4]

 

Referência: Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. (2020). Pt.wikipedia.org. Retrieved 6 May 2020, from https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_da_Liberdade_de_Imprensa

 

 

Conteúdo relacionado:


RBE


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Blogue RBE em revista

Clique aqui para subscrever


Twitter



Perfil SAPO

foto do autor