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História

Por mais de cinco décadas, o conceito de literacia evoluiu de habilidades básicas de leitura, escrita e aritmética para noções mais amplas, como a alfabetização funcional e os fundamentos da aprendizagem ao longo da vida.

2015

  • A Declaração de Incheon adotada no Fórum Mundial de Educação de 2015, realizada em Incheon, República da Coréia, incorpora o compromisso com a Educação 2030 de fornecer ensino inclusivo e equitativo de qualidade e aprendizagem ao longo da vida para todos e reconhece o papel fundamental que ele joga na alfabetização.

2009-2010

  • A Sexta Conferência Internacional da UNESCO sobre Educação de Adultos, CONFINTEA VI, realizada no Brasil, aprovou o Marco de Ação de Belém.
  • O primeiro Relatório Global sobre Aprendizagem e Educação de Adultos, o GRALE I, foi apresentado pelo Instituto da UNESCO para Aprendizagem ao Longo da Vida (UIL) e forneceu uma visão geral da alfabetização em todas as regiões do mundo.

2003-2012

  • A UNESCO lidera as atividades da Década das Nações Unidas para a Alfabetização, que prevê ações para promover a alfabetização para todos. A Iniciativa de Conhecimento para a Alfabetização do Poder (LIFE) é o mecanismo que apoia essas medidas e melhora as taxas de alfabetização em todo o mundo.

2000

  • O Marco de Ação de Dakar foi aprovado por ocasião do Fórum Mundial sobre Educação, organizado pela UNESCO em Dakar, Senegal. A alfabetização é uma prioridade em sua agenda e os objetivos aprovados foram: responder às necessidades fundamentais de aprendizagem de jovens e adultos por meio de uma abordagem de alfabetização funcional e reduzir a taxa de analfabetismo de adultos em 50%.

1997

  • A importância da alfabetização de adultos foi destacada durante a 5ª Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, a CONFINTEA V, em Hamburgo, Alemanha, com o documento final: A Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos.

1990

  • A ONU escolheu 1990 como o Ano Internacional da Alfabetização e o papel crítico da alfabetização foi destacado durante a Conferência Mundial sobre Educação para Todos em Jomtien, na Tailândia, bem como no Marco de Ação para responder às necessidades básicas de aprendizagem, aprovado na conferência.

1975

  • A UNESCO organiza o Simpósio Internacional de Alfabetização e aprova a Declaração de Persépolis em Persépolis, República Islâmica do Irão, que descreve a alfabetização como uma contribuição para a libertação do homem, ao invés de se limitar a "aprender a ler, escrever e calcular".

1966

  • A reunião da Conferência Geral da UNESCO proclama oficialmente o 8 de setembro como Dia Internacional da Alfabetização.

1965

  • Congresso Mundial de Ministros da Educação sobre a Erradicação do Analfabetismo, realizado em Teerão, República Islâmica do Irão. O conceito de literacia funcional é introduzido como um meio para alcançar o desenvolvimento e não como um fim em si mesmo. Durante o congresso surge a ideia do Dia Internacional da Alfabetização.

 

Referência: International Literacy Day 8 September. (2018). Un.org. Retrieved 8 September 2018, from http://www.un.org/en/events/literacyday/history.shtml

 

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8 de setembro de 2018

“Quando aprenderes a ler, serás livre para sempre”, escreveu Frederick Douglass, no século XIX, um escravo negro americano liberto, campeão da causa abolicionista e autor de várias obras. Este apelo à emancipação através da leitura e, de um modo mais geral, do domínio dos conhecimentos fundamentais - ler, escrever e contar - tem um alcance universal.

 

A alfabetização é o primeiro passo para a liberdade, para a libertação das condicionantes sociais e económicas. É o pré-requisito para o desenvolvimento, individual e coletivo. Reduz a pobreza e as desigualdades, cria riqueza e ajuda a erradicar problemas de nutrição e de saúde pública.

 

Desde a época de Frederick Douglass, e particularmente nas últimas décadas, foram alcançados progressos consideráveis em todas as regiões do mundo, e milhões de homens e mulheres foram resgatados da ignorância e da dependência através de um amplo movimento de alfabetização e de democratização do acesso à educação. No entanto, a perspetiva de um mundo em que cada indivíduo seja detentor de conhecimentos fundamentais permanece um ideal.

 

Hoje em dia, em todo o mundo, mais de 360 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculados na escola; seis em cada 10 crianças e adolescentes – ou seja, 617 milhões - não adquirem as competências mínimas em literacia e numeracia; 750 milhões de jovens e adultos ainda não sabem ler e escrever - e destes, dois terços são mulheres. Estas lacunas, que são extremamente incapacitantes, levam à exclusão de fato da sociedade e perpetuam a espiral de desigualdades sociais e desigualdades de género.

 

A tudo isto se soma agora um novo desafio: um mundo em plena mutação, onde o ritmo das inovações tecnológicas está continuamente a acelerar-se. Para poder encontrar um lugar na sociedade, conseguir um emprego e responder aos desafios sociais, económicos e ambientais, as competências tradicionais em literacia e numeracia já não são suficientes; novas competências, inclusive em tecnologias da informação e comunicação, estão a tornar-se cada vez mais necessárias.

 

É um desafio preparar os jovens e os adultos para empregos que na sua maioria ainda não foram inventados. É por isso indispensável ter acesso a uma aprendizagem durante toda a vida, tirar proveito de caminhos e pontes entre as diferentes modalidades de formação e beneficiar de grandes oportunidades de mobilidade.

 

Em 2018, este Dia Internacional é subordinado ao tema “Alfabetização e desenvolvimento de competências” e foca-se numa abordagem evolutiva da educação. A UNESCO está ativamente envolvida nesta redefinição de políticas de alfabetização e incentiva práticas educacionais inovadoras. Também apoia as diferentes formas de cooperação entre o setor público e o setor privado, porque somente uma compreensão global da causa da educação pode responder adequadamente às necessidades de um mundo que parece reinventar-se a cada dia.

 

Neste Dia Internacional, convido todos os atores do mundo da educação, e de outros setores, pois trata-se de uma causa que a todos diz respeito, a mobilizarem-se a fim de que o ideal de uma sociedade mundial inteiramente alfabetizada se converta um pouco mais em realidade.

Audrey Azoulay

 

Referência: Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização. (2018). Comissão Nacional da UNESCO. Retrieved 3 September 2018, from https://www.unescoportugal.mne.pt/pt/noticias/mensagem-da-diretora-geral-da-unesco-por-ocasiao-do-dia-internacional-da-alfabetizacao-2

 

 

 

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 por José Manuel Burgueño | Ler artigo na fonte

 

Não estão limitadas a ambientes eleitorais: notícias falsas têm sido usadas há muitos séculos em períodos de guerra ou para justificar decisões difíceis. Desde o início dos tempos, a disseminação de informações distorcidas tem sido um recurso útil para qualquer esfera de poder que busque um objetivo

 

Hillary Clinton, a grande prejudicada pelo acumular de mentiras que foram espalhadas durante as eleições nos EUA que eventualmente deram o poder a Donald Trump, disse em dezembro de 2016 o que agora se tornou claro que "as assim - chamadas notícias falsas podem ter consequências no mundo real ". Dois erros: não é que elas possam ter consequências, é um facto que as têm; e não é agora quando isso foi evidenciado porque sempre, desde o começo dos tempos, tem sido assim.

(...)

 

A universalização das ferramentas de difusão, a sua facilidade de uso e a sua gratuidade multiplicam a capacidade de divulgação dessas notícias distorcidas.

(...)

 

Falsas notícias sempre serviram para obter apoio para medidas difíceis ou mobilizar as pessoas de acordo com certos interesses. A criação de um ambiente hostil para os judeus no final do século XVI em Espanha está documentada

(...)

 

Ler mais >>

 

Referência: Fake news, un fenómeno nuevo con siglos de historia | Telos Fundación Teléfonica. (2018). Telos Fundación Teléfonica. Retrieved 16 July 2018, from https://telos.fundaciontelefonica.com/fake-news-fenomeno-nuevo-siglos-historia/

 

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Histórias, histórias e mais histórias


A rádio ZigZag é uma rádio online, infantil, do grupo RTP. Com transmissão diária,  24h.

 

Pode ser ouvida online, numa transmissão linear, como qualquer outra rádio. Oiça-a aqui: radiozigzag.rtp.pt

 

A rádio ZigZag tem programas, locuções e música, como se fosse uma rádio de "crescidos", mas para crianças.

 

 

Público alvo 5/9 - 1º ciclo do Ensino Básico.

 

 

As rubricas estão disponíveis em separado, online e offline, on demand. Podem ser ouvidas episódio a episódio.

 

Algumas rubricas são já utilizadas em contexto escolar, em sala de aula e nas bibliotecas escolares.

 

Inclui na programação mais de 60 conteúdos, de várias áreas. Pode explorá-los e dispiblilizá-los aos seus alunos.

 

A rádio também pode ser ouvida nos canais de tv cabo:

Meo 520 e NOS 270.

 

APPS:

  • Na App - Zig Zag Play RTP (Disponível em iOS e Android)
  • Podcast - Itunes

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 por P. José Maria Brito, sj | Fonte

 

Assinala-se neste 13 de maio o 52º Dia das Comunicações Sociais. A mensagem do Papa Francisco aborda a temática das "fake news." Nesta reflexão, lembramos que as notícias tanto podem ser falseadas por quem as escreve, como por quem as lê

 

Aquela voz misturava espanto, desilusão e talvez um pouco de mágoa. Uma mágoa tenuemente enraivecida. Chegara de um desses locais que a guerra traz aos telejornais e aos vídeos viralmente partilhados nas redes socais e desabafava: “como é possível que as notícias que aqui se difundem fiquem tão longe da realidade.” E acrescentava: “querem tudo a preto e branco, reduzido às velhas histórias de índios e cobóis.”

 

Muitas notícias têm o selo de garantia de credíveis agências internacionais, são insuspeitas de serem “fake“. E, no entanto, estão prisioneiras da lógica da pressa, da avidez da difusão a que corresponde a avidez apressada do consumo.

 

Cada um de nós, sentado à frente do ecrã do seu computador, deslizando o dedo na superfície do telemóvel ou vendo TV, não pode, por si só, mudar a qualidade do jornalismo.

 

Mas as notícias tanto podem ser falseadas por quem as escreve, como por quem as lê. Não se trata de desresponsabilizar os media. Trata-se de entender que o consumo e a partilha acrítica de informação são pasto fértil para o fogo da deturpação e da mentira.

 

Como podemos exercer de um modo mais exigente a leitura das notícias tornando-a mais verdadeira?

 

1. Distinguir as fontes e situar os factos

Há um cada vez maior número de sites a difundir informação de notícias e muitas delas trazem a nota do escândalo ou da tragédia. Zangas entre famosos, mortes ocultadas, crimes de corrupção por descobrir. Ora, se uma notícia é dada por um site relativamente desconhecido, talvez se possa fazer um breve “zapping” por sites credíveis verificando se há vestígio da dita informação. Outra pequenina coisa que pode ajudar é verificar a data das notícias. Por vezes, são difundidas como atuais notícias com quatro ou cinco anos…

 

Devido às suas responsabilidades, algumas personalidades públicas tornam-se, em dados momentos, foco de um maior escrutínio por parte dos media. Isso é bom para a democracia. Mas há que estar atento. A pressa de fechar edições e se adiantar à concorrência pode levar a tropeções. Lembro-me de notícias sobre o doutoramento do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, na altura da crise dos contratos de associação. Uma leitura atenta da notícia levava a perceber que o que de menos certo pudesse ter existido, já tinha há muito sido corrigido pelo ministro. Por isso, a notícia foi extemporânea. Utilizá-la na contestação das escolas com contrato de associação ao Governo não teria sido apenas um tiro no pé, mas fomentar um jornalismo apressado que se alimenta à custa de emoções primárias e não discernidas.

 

2. A verdade existe…

O prefixo pós é amplamente utilizado: pós-modernidade, pós-humanidade, pós-verdade. Associado a ele aparece a ideia de superação, ultrapassagem de limites, libertação de ataduras. Há nestes movimentos boa matéria de reflexão. A verdade e o modo como esta é discernida, através de uma consciência culturalmente situada, não admite conclusões quimicamente puras. Mas deixar que a verdade se transforme em mera convenção cultural, simples deliberação de maiorias ou de grupos de pressão, é matar a possibilidade de que haja critérios que permitam distinguir o que existe daquilo que não existe, o bem do mal.

 

A objetividade total no relato de um facto é impossível, podemos apenas exigir honestidade. Mas, da subjetividade do relato não se pode deduzir a morte do facto. Acreditar que a verdade existe, recusar o subjetivismo total é um bom antídoto para não alinhar em leituras falseadoras da realidade.

 

3. … e o cinzento também

A verdade existe, mas nós não a podemos captar de um modo definitivo. Uma das nossas grandes tentações é a simplificação, reduzindo a complexidade da vida a etiquetas comodistas: bons e maus, progressistas e conservadores, santos e pecadores. Esta simplificação sossega o espírito, mata o cinzento, mas adormece a consciência. Exime-nos de buscar com paciência a causa das coisas. Impede-nos de aceitar os meios-tons da vida. Compreender o mundo dá trabalho.

 

É bom lembrar que o Facebook e o Google vão registando os nossos hábitos, apreendendo os nossos gostos e preconceitos e que, por isso, acabam por nos dar muito daquilo que queremos ver. É, por isso, necessário uma saudável auto-suspeita que nos leve a perguntar: não estou apenas a ver aquilo que me querem mostrar, a deixar que me envolvam na minha bolha preguiçosa?

 

 

 

sj, P., Pires, J., sj, P., Vala, J., Carvalho, R., Carvalho, R. and Pereira, I.

Referência: sj, P., Pires, J., sj, P., Vala, J., Carvalho, R., Carvalho, R., & Pereira, I. (2018). O falso consumo das notícias - Ponto SJPonto SJ. Retrieved 12 May 2018, from https://pontosj.pt/especial/o-falso-consumo-das-noticias/

 

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 Usar os media |

 

Um sítio Web sobre educação com e para os media, com a chancela RBE, indispensável nas bibliotecas e de aplicação fácil nas salas de aula.

 

Apresentação

Os alunos pesquisam sobre matérias escolares e temas do seu interesse. Recorrem à informação disponível em fontes documentais físicas e digitais - em redes sociais, na Internet, nos media, livros, revistas, jornais. Avaliam e validam a informação recolhida, cruzando diferentes fontes, para testar a sua credibilidade.

 

Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória (2017)

j) Assunção da importância da natureza transdisciplinar das aprendizagens, da mobilização de literacias diversas, de múltiplas competências, teóricas e práticas, promovendo o conhecimento científico, a curiosidade intelectual, o espírito crítico e interventivo, a criatividade e o trabalho colaborativo;

Despacho n.º 5908/2017 (Projeto de autonomia e flexibilidade curricular) - Princípios orientadores

O futuro do planeta, em termos sociais e ambientais, depende da formação de cidadãs/ãos com competências e valores não apenas para compreender o mundo que os rodeia, mas também para procurar soluções que contribuam para nos colocar na rota de um desenvolvimento sustentável e inclusivo. 

 

Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania

As práticas de literacia dos media visam dotar os alunos de conhecimentos necessários para o seu uso criativo e informado. O aluno usa os media e espaços sociais de interação e comunicação de forma ética e responsável para produzir, comunicar e participar civicamente. A biblioteca escolar cria condições de acesso e oportunidades de aprendizagem, capacitando os jovens para a compreensão crítica da mensagem mediática, de forma a contribuir para a sua inclusão numa sociedade dominada pelas tecnologias e pelos media.

 

Aprender com a biblioteca escolar (2017)

A biblioteca escolar está em condições de se integrar plenamente na concretização das atuais orientações educativas, contando, para o efeito, com um dos seus documentos orientadores, o referencial Aprender com a biblioteca escolar.

 

relatório de implementação do referencial em 2016-17 evidencia que a literacia dos media é ainda pouco trabalhada pela biblioteca, na sua articulação com as várias áreas curriculares. 


A par de outras iniciativas, este sítio web, Saber usar os media, destina-se a apoiar uma abordagem dos media nas três dimensões consideradas nas estratégias de operacionalização do referencial: conhecer, refletir, produzir. Optou-se por sugestões de atividades, formuladas de modo sintético para permitirem uma primeira leitura rápida. Incluem-se as aprendizagens definidas no referencial Aprender com a biblioteca escolar, referidas apenas pelo respetivo número e somente na área da literacia dos media. São também propostas algumas possíveis ligações ao currículo.

 

A partir destas sugestões, e sempre procedendo à sua adaptação ao contexto de cada escola e de cada biblioteca, os professores bibliotecários e os docentes com quem colaboram poderão depois planificar mais detalhadamente cada atividade, recorrendo à grelha-matriz do Aprender com a biblioteca escolar.

 

Apresentação::Saber usar os media

Referência: Apresentação::Saber usar os media. (2018). Saber usar os media. Retrieved 10 May 2018, from https://media-rbe.webnode.pt/apresentacao/

 

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por Ana Paula Alves Esperto | Download | 2013

 

Resumo

O presente estudo descreve e avalia as potencialidades e as dificuldades de uma iniciativa de ativismo centrada na resolução de problemas associados a questões socio-científicas (QSC), na promoção da literacia científica e no desenvolvimento de competências essenciais para o exercício de uma cidadania participada, interventiva e responsável. O estudo incidiu em 28 alunos de uma turma do sétimo ano do Ensino Básico, que realizaram atividades de resolução de problemas contextualizadas em situações do quotidiano, relacionadas com problemas sociais enquadrados no âmbito da temática, Educação Rodoviária.

 

Foi adotada uma metodologia de investigação mista, com orientação interpretativa, onde o investigador investiga a sua própria prática através da aplicação de uma proposta didática em contexto natural. Os instrumentos utilizados na recolha de dados incluem, a redação de notas de campo, os registos escritos (trabalhos dos alunos e respetivas apresentações), os questionários que foram aplicados antes e depois da intervenção (pré e pós teste) e as transcrições de entrevistas em grupo focal no final da intervenção. Os dados foram analisados com o objetivo de avaliar as potencialidades e as dificuldades de iniciativas de ativismo centradas na resolução de problemas associados a QSC e no desenvolvimento de competências.

(...)

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 “Fale com livros”

 

"Fale com livros" é um projeto da Google que permite encontrar respostas em livros usando linguagem natural e Inteligência Artificial.

 

Esta nova ferramenta de pesquisa da Google responderá a qualquer pergunta lendo milhares de livros. É uma nova maneira de encontrar respostas sobre o que é perguntado na Internet, recuperando informações diretamente dos livros. Basta escrever uma pergunta no "Talk to Books" e a ferramenta, que funciona com AI, verificará cada frase de 100.000 volumes da Pesquisa de Livros do Google e gerará uma lista de possíveis respostas com a passagem correspondente em negrito.

 

A compreensão da linguagem natural evoluiu substancialmente nos últimos anos, em parte devido ao desenvolvimento de vetores de palavras que permitem que os algoritmos aprendam sobre as relações entre palavras, com base em exemplos de uso real da linguagem. Esses modelos vetoriais mapeiam frases semanticamente semelhantes aos pontos próximos com base na equivalência, similaridade ou parentesco de ideias e linguagem.

 

" Talk to Books " é uma maneira completamente nova de explorar livros que começam com o nível de oração, em vez de autor ou assunto. O sistema - na experimentação - é capaz de descobrir livros de citações que respondem às questões colocadas por um leitor em potencial, obtendo melhores resultados do que usando palavras-chave.

 

Como funciona?

O sistema usa biliões de linhas de diálogo para ensinar a uma IA como as conversas humanas reais fluem. Uma vez que a IA tenha aprendido com esses dados, ela é capaz de prever a probabilidade de uma declaração seguir outra como resposta. A técnica que ele usa para ensinar a linguagem dos computadores é chamada "aprendizagem de máquina", de modo que o programa constrói um modelo preditivo a partir de dados de entrada. A IA simplesmente leva em conta o que está escrito e analisa um conjunto de muitas respostas possíveis para encontrar as que provavelmente se seguiriam. Assim, quando uma pergunta ou declaração é escrita, o modelo examina cada frase em mais de 100.000 livros para encontrar as respostas que provavelmente seriam as seguintes numa conversa.

 

As respostas em português parecem-nos ainda limitadas.

 

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 fonte: SAPOTEK |

 

Ontem, 2 de abril, foi o dia internacional de verificação dos factos, marcado logo a seguir ao dia das mentiras. O Poynter Institute criou um site onde agrega a informação sobre fact checking.

 

O site Fact-Checking Day resulta de uma iniciativa que junta várias organizações para criar uma rede internacional de verificação de informação e que pretende que este seja um trabalho distribuído e colaborativo, onde todos participem.

 

A partilha de notícias falsas tem-se tornado uma preocupação global e o site reúne várias ferramentas que podem ser usadas por todos os internautas para fazer verificação de informação, e ainda cursos e materiais para estudantes e professores usarem nas aulas.

 

Há ainda um quiz para quem quiser testar os seus conhecimentos e capacidade de detectar fake news.

 

Artigo reproduzido da fonte com pequenas alterações.

 

Referência: 

Verificar os factos para evitar fake news. Há um site que ensina como fazer - SAPO Tek

Verificar os factos para evitar fake news. Há um site que ensina como fazer - SAPO Tek. (2018). SAPO Tek. Retrieved 3 April 2018, from https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/verificar-os-factos-para-evitar-fake-news-ha-um-site-que-ensina-como-fazer

 

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 DownloadPrimera edición 2013

 

Tenemos un yacimiento —un tesoro— de literatura que se remonta a los egipcios, a los griegos, a los romanos. Todo está allí, esta abundancia de literatura por descubrir una y otra vez para quien tenga la suerte de encontrarla. Un tesoro. Supongamos que no existiera. Qué empobrecidos, qué vacíos estaríamos.

 

Poseemos una herencia de idiomas, poemas, cuentos, relatos, que jamás se agotará. Podemos disponer de ella, siempre.

 

Tenemos un legado de cuentos, relatos de los antiguos narradores, algunos cuyos nombres co- nocemos y otros no. Los narradores retroceden más y más en el tiempo hasta un claro del bos- que donde arde una enorme hoguera, y los antiguos chamanes bailan y cantan, porque nuestro patrimonio de cuentos se originó en el fuego, la magia, el mundo de los espíritus. Y es allí donde permanece, hasta el presente.

 

Si consultamos a algún narrador moderno, nos dirá que siempre existe un momento de contacto con el fuego, con aquello que nos gusta llamar inspiración y que se remonta al pasado remoto, hasta el origen de nuestra raza, al fuego, al hielo y a los fuertes vientos que nos dieron forma y que conformaron nuestro mundo.

 

El narrador vive dentro de todos nosotros. El creador de historias siempre va con nosotros. Su- pongamos que nuestro mundo padeciera una guerra, los horrores que todos podemos imaginar con facilidad. Supongamos que las inundaciones anegaran nuestras ciudades, que el nivel de los mares se elevara..., el narrador sobrevivirá, porque nuestra imaginación nos determina, nos sus- tenta, nos crea: para bien o para mal y para siempre. Nuestros cuentos, el narrador, nos recrearán cuando estemos desgarrados, heridos e incluso destruidos. El narrador, el creador de sueños, el inventor de mitos es nuestro fénix, nuestra mejor expresión, cuando nuestra creatividad alcanza su punto máximo.

Doris Lessing Premio Nobel de Literatura 2007

 

Anon

(2018). Bibliotecas-cra.cl. Retrieved 30 March 2018, from http://www.bibliotecas-cra.cl/sites/default/files/publicaciones/avivavoz_web.pdf

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