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Fonte: https://alldigitalweek.eu/

A Quarta Revolução Industrial1em curso está ancorada na ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering e Mathematics - STEM) e é uma oportunidade que favorece a inclusão e bem-estar de todos os seres humanos, qualquer que seja a geografia, condição e características.

A utilização de tecnologia digital é relevante no trabalho, para todos os setores e carreiras e na forma como interagimos, nos divertimos e realizamos as tarefas no dia-a-dia.

Inteligência artificial, biotecnologia, realidade virtual e aumentada, impressão 3D, Internet das Coisas, 5G, criptomoeda, identidade digital são áreas de inovação tecnológica que integram esta revolução e que exigem cidadãos digitalmente fluentes (Digital fluencyFórum Económico Mundial 2021 2).

Na educação, a inovação tecnológica está a transformar todo o sistema: o modo como os recursos educativos são criados e distribuídos, como os alunos leem e interagem com os recursos, uns com os outros e com a comunidade e como as aprendizagens são avaliadas.

Neste contexto empresas tecnológicas – Amplify, Knewton… – e editoras digitalizam livros escolares e criam conteúdos personalizados e baseados em gaming e outras empresas, como a Khan Academy, edX, TED-Ed, Codeacademy, Stanford Online, Babbel (línguas), Class Central, “Os 7 principais sítios para educação na internet gratuita” da Forbes 3 e Coursera estão a transformar a educação através de Cursos Online Abertos Massivos (MOOC) gratuitos.

Esta oferta de educação informal constitui uma oportunidade para transformar o modo como os professores ensinam na escola e permite que:

- Todos possam ter uma experiência de aprendizagem mista (presencial e à distância) de qualidade;

- Comunidades rurais ou de difícil acesso, mas com internet, gozem de meios idênticos de acesso à educação;

- Sempre que a escola tenha que fechar, por razões de saúde, catástrofe ou conflito armado, a educação possa prosseguir.

Dada a sua importância, a formação em tecnologia digital deve ser incorporada transversalmente em todas as atividades educativas por parte de todos os professores. O DigCompEdu 4 é a estrutura de competências que os educadores necessitam desenvolver para realizar atividades de educação STEAM e a SELFIE 5 a ferramenta digital de autoavaliação STEAM para escolas e outras organizações com responsabilidades em educação.

Para incentivar e dar visibilidade ao desenvolvimento de competências digitais junto das crianças e jovens, a Rede de Bibliotecas Escolares propõe às bibliotecas a adesão à All Digital Week/ Semana Todos Digitais (vídeo 6), iniciativa da União Europeia que, desde 2010, apela a que todos os cidadãos e, sobretudo aqueles com responsabilidades em educação, incentivem e valorizem estas competências, sobretudo junto dos que delas mais estão privados.

Decorre na semana de 22 a 28 de março, mas a organização sugere que as atividades possam prolongar-se até 16 de abril e que, na atual situação pandémica, decorram em segurança, realizando-se preferencialmente na internet.

Sem que tal diminua a liberdade de intervenção de cada um, Todos Digitais sugere que as ações realizadas se foquem em quatro temas principais:

- Competências digitais básicas e literacia mediática;

- Codificação, STE(A)M e inteligência artificial;

- Aptidões digitais avançadas e empregabilidade;

- Património cultural digital.

Para além de recursos, apresenta exemplos de atividades realizadas e que podem inspirar a sua ação:

- STEM para o pré-escolar 7 que usa tecnologia com crianças dos 0 aos 6 anos, não pondo-as a trabalhar diretamente com ela (segundo Piaget, Tisseron e outros pedagogos e psicólogos infantis, esta é contraindicada pelo menos até aos 3 anos), mas para amplificar experiências como ler um poema ou contar uma história por pessoas familiares (educador, pais, amigos mais velhos).

- iRights.Lab: "O futuro da memória na Polônia e na Alemanha" - Simpósio online sobre educação histórica digital 8 que discute na comunidade questões:

  • Como podem instituições educativas, museus, lugares de memória e organizações da sociedade civil preservar a memória numa era digital?
  • Que tipos de ferramentas digitais podem envolver com sucesso um público e também ensinar sobre história?

E-Teaching : projeto para responder a problemas e apoiar professores, pais e encarregados de educação no ensino à distância;

- Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos 10 

Porque as raparigas e mulheres e pessoas com mais idade estão sub-representadas nas STEM e evidenciam menor gosto e níveis de proficiência no uso de tecnologia digital, é fundamental que os professores bibliotecários as escutem na preparação destas atividades para que elas sintam que, se destinam a todos os públicos, mas também vão ao seu encontro.

 

E porque as nossas raízes devem ser locais, mas a nossa visão deve ser global, sugere-se que o professor bibliotecário colabore, dê o exemplo e ideias, partilhando com todos a sua proposta de atividade, contando a sua história, divulgando as suas fotos e vídeos na plataforma Unite-IT 11 e nas redes sociais (# AllDigitalWeek2021) da All Digital. Em alternativa, pode aderir, sozinho ou em grupo, a atividades apresentadas por outros parceiros. Em todo o caso, o importante é participar e, sentindo-se confortável, pôr Portugal no mapa da Europa Todos Digitais (ver e adicionar eventos 12 ).

 

Referências

1. World Economic Forum. (2021a). Fourth Industrial Revolution. Davos: Autor. Disponível em: https://www.weforum.org/focus/fourth-industrial-revolution [acedido em 11 de março de 2021].

2. World Economic Forum. (2021b). Strategic Intelligence: Education and Skills. Davos: Autor. Disponível em: https://intelligence.weforum.org/topics/a1Gb0000000LPFfEAO?tab=publications [acedido em 11 de março de 2021].

3. Friedman, Z. (2019). Here Are The Top 7 Websites For Free Online Education. S.l.: Forbes, Disponível em: https://www.forbes.com/sites/zackfriedman/2019/05/29/free-online-education/?sh=6fd24d0f342b [acedido em 11 de março de 2021].

4. Redecker, C. (2017). European Framework for the Digital Competence of Educators: DigCompEdu. Luxembourg: Publications Office of the European Union. Disponível em: https://ec.europa.eu/jrc/en/digcompedu [acedido em 11 de março de 2021].

5. European Commission. (2021a). Selfie [Self-reflection on Effective Learning by Fostering the use of Innovative Educational technologies]. S.l.: Autor. Disponível em: https://ec.europa.eu/education/schools-go-digital/about-selfie_en [acedido em 11 de março de 2021].

6. Europe Union. (2021b). All Digital Week: Why join All Digital Week? See what our partners say! [vídeo] S.l.: Europe Union. Disponível em: https://alldigitalweek.eu/videos/ [acedido em 11 de março de 2021].

7. Europe Union. (2021c). All Digital Week: STEM para o pré-escolar. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/stem-for-pre-schoolers-how-to-promote-stem-education-and-training?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

8. Europe Union. (2021d). All Digital Week: iRights.Lab: O futuro da memória na Polônia e na Alemanha - Simpósio online sobre educação histórica digital. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/irights-lab-invitation-the-future-of-memory-in-poland-and-germany?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

9. Europe Union. (2021e). All Digital Week: e-Teaching. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/e-teaching-1?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

10. Europe Union. (2021f). All Digital Week: Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/3-european-projects-that-boost-the-digital-skills-of-elderly?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

11. Europe Union. (2021g). All Digital Week: Unite It – e-Inclusion. Network. S.l.: Autor. Disponível em: http://www.unite-it.eu/ [acedido em 11 de março de 2021].

12. Europe Union. (2021h). All Digital Week: Events. S.l.: Autor. Disponível em: ver e adicionar eventos https://alldigitalweek.eu/events/ [acedido em 11 de março de 2021].

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A 9 de dezembro de 2020, a IFLA publicou o documento “Libraries in Digital Skills Policies: policy areas, mechanisms, practices”, documento que pode ajudar a articular algumas ideias relativamente ao papel das bibliotecas no atual contexto português do Plano de Ação para a Transição Digital.

Nele, relembra-se o IFLA Statement on Digital Literacy, documento de 2018 em que são apresentadas algumas experiências de bibliotecas na área da literacia digital e em que estas são convidadas a oferecer oportunidades de aprendizagem nessa área e a mostrar o seu potencial de capacitação junto de decisores relevantes - governos, instituições educativas, setores económicos – para que estes as apoiem na sua missão de utilizar a sua experiência para ajudar a desenvolver a literacia digital nos seus utilizadores.

São igualmente referidos vários relatórios e orientações internacionais que apresentam exemplos de diferentes papéis que as bibliotecas têm desempenhado em abordagens e ambientes de capacitação digital.

Tendo em conta essas práticas e perceções, o documento analisa a presença das bibliotecas em muitas políticas de nível nacional que procuram promover competências digitais para a população.

Enquanto alguns documentos das políticas nacionais analisadas definem metas de alto nível e outros delineiam planos mais detalhados, alguns contêm também referências a medidas específicas destinadas a impulsionar ainda mais o desenvolvimento da literacia digital a partir das bibliotecas.

As medidas possíveis incluem:

• Envolver as bibliotecas na planificação, tomada de decisão e /ou avaliação de ações no âmbito das políticas de promoção de competências digitais;
• Promover a colaboração e implementação conjunta de iniciativas de promoção da literacia digital, envolvendo várias partes interessadas;
• Oferecer oportunidades de aprendizagem e aperfeiçoamento de competências digitais para bibliotecários e outros profissionais que trabalham nas bibliotecas;
• Desenvolver e apoiar o setor de bibliotecas para garantir que estas têm os recursos necessários para darem o seu contributo.

Um breve olhar sobre as várias políticas de nível nacional que visam envolver as bibliotecas na construção da literacia digital permite várias reflexões:

• Políticas com medidas para apoiar o desenvolvimento de competências digitais contando com as bibliotecas, podem ser encontradas numa grande variedade de tipos de documentos de políticas, desde planos e políticas de TIC e banda larga, referenciais estratégicos de competências digitais ou agendas de inclusão digital, estratégias e visões de educação e desenvolvimento e muito mais.

• Todos os tipos de bibliotecas - desde públicas e comunitárias a escolares e académicas - podem oferecer suporte a várias formas de capacitação digital, desde competências digitais básicas e avançadas a competências digitais para tarefas e áreas específicas (por exemplo, e-saúde ou e-governo).

• As bibliotecas podem apoiar a literacia digital de diferentes formas, não apenas oferecendo suporte e oportunidades de aprendizagem de competências digitais, mas também servindo como um espaço para a aprendizagem informal, fornecendo materiais e recursos educativos e de autoformação, colaborando com instituições de ensino formal e outras partes interessadas e ajudando a desenvolver ferramentas ou plataformas que oferecem suporte às aprendizagens de competências digitais.

• Diferentes medidas políticas podem apoiar o trabalho das bibliotecas no campo da literacia digital. Por exemplo, as políticas podem envolver as bibliotecas na planificação, monitorização ou avaliação de intervenções; fomentar a colaboração entre bibliotecas e outras partes interessadas e construir e apoiar o setor das bibliotecas - desde a formação do pessoal até à conectividade, equipamentos ou outros recursos.

Considerando a importância que as bibliotecas escolares assumem atualmente, sobretudo na área do digital, terão um papel importante a desempenhar, colaborando com as suas escolas na elaboração e implementação dos respetivos planos de ação para a transição digital, pelo que a Rede de Bibliotecas Escolares disponibilizará brevemente orientações e exemplos práticos.

 

Referências

IFLA (2020). Libraries in Digital Skills Policies: policy areas, mechanisms, practices. Disponível em https://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/info-society/documents/libraries_in_digital_skills_policies.pdf.

IFLA (2018), IFLA Statement on Digital Literacy. Disponível em https://www.ifla.org/publications/node/11586.

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Download .pdf | Download .ePub | 2016 |

Um dos produtos do Projeto LIDIA é um livro de atividades com tecnologias destinadas a adultos. Este livro, em formato e-book, mas também em impressão convencional, integra propostas de atividades com tecnologias especialmente criadas para promover a literacia e a inclusão digitais, em especial dos adultos com menos oportunidades para aceder e utilizar o potencial que o desenvolvimento tecnológico coloca hoje à nossa disposição.

As sugestões de atividades de inclusão digital incluídas no eBook partiram do levantamento de situações concretas em que o cidadão adulto encontra dificuldades para exercer a sua autonomia por não saber utilizar as tecnologias digitais. Estas propostas de atividades visam sobretudo constituir um estímulo e inspiração sobre o que pode ser feito com tecnologias digitais para promover uma cidadania efetiva de todos os cidadãos, e têm como principais destinatários formadores, animadores, técnicos de educação e técnicos da área social inseridos em contextos de formação formal e não formal que intervenham na mediação e concretização de ações dirigidas a públicos tipicamente mais afastados da “sociedade da informação”.

Destina-se nomeadamente a profissionais responsáveis pelas áreas culturais, educativas e de ação social de câmaras e juntas de freguesia, IPSS, associações culturais e recreativas, museus, universidades seniores, centros de dia, mas também a docentes e outros educadores.

 

Referência: E-book · LIDIA · Literacia Digital de Adultos. (2018). LIDIA · Literacia Digital de Adultos. Retrieved 14 January 2020, from http://aprendercomtecnologias.ie.ulisboa.pt/e-book/

Manual de educação para a cidadania digital

Ser criança na era da tecnologia

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As crianças de hoje vivem num mundo em rápida mudança, cujos horizontes se estão a ampliar. A tecnologia trouxe-lhes não apenas novas experiências para viver, mas também uma dimensão totalmente nova às suas vidas diárias num mundo etéreo a que chamamos "estar online". Crianças e jovens devem, portanto, ter valores, competências, atitudes, conhecimentos e entendimento crítico para enfrentar os desafios colocados pelas tecnologias digitais e pela Internet, bem como para aproveitar uma ampla gama de oportunidades. 

Manual de educação para a cidadania digital - Ser criança na era da tecnologia fornece informações, ferramentas e as melhores práticas para apoiar o desenvolvimento dessas competências, em consonância com a vocação do Conselho da Europa para proteger as crianças e capacita-as para viverem juntas em pé de igualdade nas sociedades democráticas culturalmente diversas de hoje, tanto online como offline.

Este manual é destinado a professores, pais e decisores políticos. Descreve detalhadamente as múltiplas dimensões que compõem cada um dos 10 domínios da cidadania digital e inclui uma ficha informativa sobre cada um deles, que oferece ideias, as melhores práticas e outras referências para ajudar os educadores.

O Manual para a educação e para a cidadania digital baseia-se no quadro de competências do Conselho da Europa para uma cultura de democracia e complementa o Manual da Internet como parte de uma abordagem coerente para a educação dos cidadãos e para a sociedade do futuro.

 Faça o download do Manual de educação para a cidadania digital (disponível apenas em inglês)

 

Referência: numérique, E., presse, S., technologie, E., & l'Europe, C. (2019). Etre enfant à l'ère de la technologieEducation à la citoyenneté numérique. Retrieved 28 November 2019, from https://www.coe.int/fr/web/digital-citizenship-education/-/being-child-in-the-age-of-technology-difgital-cititzenship-education-handbook

 

 

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Quels que soient les projets (numérisation ou dématérialisation native) des concepts clés doivent être maîtrisés pour bien dématérialiser. (Illustration Freepik/studiogstock)

La dématérialisation des documents regorge de concepts ! Parce qu'il est toujours utile de revenir aux fondamentaux, voici LE glossaire de la dématérialisation contenant une sélection arbitraire de 10 mots-clés de la dématérialisation avec leurs définitions. Celles-ci privilégient non l’aspect technique, mais les préoccupations pratiques de l’utilisateur cherchant à appuyer son projet de dématérialisation zéro papier sur un vocabulaire clair. Qu'est-ce que l'archivage électronique ? En quoi consiste le cloud ? Que contient un référentiel documentaire ? Et que veut dire l'acronyme Ged ? Voici les réponses :

Le glossaire de la dématérialisation:

1. Archivage électronique
2. Cloud
3. Conception centrée sur l'utilisateur (user centered design)
4. Droit d’accès
5. Ged, Gec, ECM, RM, RSE
6. Interopérabilité, CMIS, service web, API
7. Référentiel documentaire
8. Saas, on premise
9. Sécurité
10. Versioning

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