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Terminaram no dia 31 de março as inscrições para o Oeiras Internet Challenge Nacional, iniciativa promovida pelo Município de Oeiras, através das suas Bibliotecas Municipais, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares.

Dirigido à comunidade escolar do ensino secundário, o torneio de pesquisa, seleção e avaliação de fontes de informação em linha, em forma de quiz com recurso ao Kahoot, visa o desenvolvimento de competências digitais e de literacia da informação.

Estão inscritas quarenta e cinco equipas de doze distritos de norte a sul do país, um número bastante animador. Apesar da iniciativa ter sido lançada em pleno período de ensino a distância, as bibliotecas escolares organizaram-se e não perderam a possibilidade de dar continuidade ao trabalho na área da literacia da informação, prioritária no atual contexto.    

O apuramento destas equipas foi organizado localmente por cada biblioteca escolar, de modo descentralizado e com inteira autonomia, sendo de realçar o grande envolvimento dos professores bibliotecários e o interesse dos alunos em todo o processo, já que os Kahoot de treino disponibilizados pela organização no blogue da iniciativa foram realizados 896 vezes nos meses de fevereiro e março. A mobilização foi ainda maior em dez das escolas participantes, com provas de seleção interna bastante disputadas.

A final do torneio terá lugar no dia 28 de abril, entre as 10:00 e as 12:00. Entretanto, as equipas inscritas podem continuar a treinar as suas competências de pesquisa respondendo aos “Desafios Kahoot” que vão ser lançados pela organização, no Instagram das Bibliotecas Municipais de Oeiras, nos dias 16, 17, 23 e 24 de abril, sempre às 18:00.

A todos desejamos boa sorte e ótimas pesquisas!

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Fonte: https://alldigitalweek.eu/

A Quarta Revolução Industrial1em curso está ancorada na ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering e Mathematics - STEM) e é uma oportunidade que favorece a inclusão e bem-estar de todos os seres humanos, qualquer que seja a geografia, condição e características.

A utilização de tecnologia digital é relevante no trabalho, para todos os setores e carreiras e na forma como interagimos, nos divertimos e realizamos as tarefas no dia-a-dia.

Inteligência artificial, biotecnologia, realidade virtual e aumentada, impressão 3D, Internet das Coisas, 5G, criptomoeda, identidade digital são áreas de inovação tecnológica que integram esta revolução e que exigem cidadãos digitalmente fluentes (Digital fluencyFórum Económico Mundial 2021 2).

Na educação, a inovação tecnológica está a transformar todo o sistema: o modo como os recursos educativos são criados e distribuídos, como os alunos leem e interagem com os recursos, uns com os outros e com a comunidade e como as aprendizagens são avaliadas.

Neste contexto empresas tecnológicas – Amplify, Knewton… – e editoras digitalizam livros escolares e criam conteúdos personalizados e baseados em gaming e outras empresas, como a Khan Academy, edX, TED-Ed, Codeacademy, Stanford Online, Babbel (línguas), Class Central, “Os 7 principais sítios para educação na internet gratuita” da Forbes 3 e Coursera estão a transformar a educação através de Cursos Online Abertos Massivos (MOOC) gratuitos.

Esta oferta de educação informal constitui uma oportunidade para transformar o modo como os professores ensinam na escola e permite que:

- Todos possam ter uma experiência de aprendizagem mista (presencial e à distância) de qualidade;

- Comunidades rurais ou de difícil acesso, mas com internet, gozem de meios idênticos de acesso à educação;

- Sempre que a escola tenha que fechar, por razões de saúde, catástrofe ou conflito armado, a educação possa prosseguir.

Dada a sua importância, a formação em tecnologia digital deve ser incorporada transversalmente em todas as atividades educativas por parte de todos os professores. O DigCompEdu 4 é a estrutura de competências que os educadores necessitam desenvolver para realizar atividades de educação STEAM e a SELFIE 5 a ferramenta digital de autoavaliação STEAM para escolas e outras organizações com responsabilidades em educação.

Para incentivar e dar visibilidade ao desenvolvimento de competências digitais junto das crianças e jovens, a Rede de Bibliotecas Escolares propõe às bibliotecas a adesão à All Digital Week/ Semana Todos Digitais (vídeo 6), iniciativa da União Europeia que, desde 2010, apela a que todos os cidadãos e, sobretudo aqueles com responsabilidades em educação, incentivem e valorizem estas competências, sobretudo junto dos que delas mais estão privados.

Decorre na semana de 22 a 28 de março, mas a organização sugere que as atividades possam prolongar-se até 16 de abril e que, na atual situação pandémica, decorram em segurança, realizando-se preferencialmente na internet.

Sem que tal diminua a liberdade de intervenção de cada um, Todos Digitais sugere que as ações realizadas se foquem em quatro temas principais:

- Competências digitais básicas e literacia mediática;

- Codificação, STE(A)M e inteligência artificial;

- Aptidões digitais avançadas e empregabilidade;

- Património cultural digital.

Para além de recursos, apresenta exemplos de atividades realizadas e que podem inspirar a sua ação:

- STEM para o pré-escolar 7 que usa tecnologia com crianças dos 0 aos 6 anos, não pondo-as a trabalhar diretamente com ela (segundo Piaget, Tisseron e outros pedagogos e psicólogos infantis, esta é contraindicada pelo menos até aos 3 anos), mas para amplificar experiências como ler um poema ou contar uma história por pessoas familiares (educador, pais, amigos mais velhos).

- iRights.Lab: "O futuro da memória na Polônia e na Alemanha" - Simpósio online sobre educação histórica digital 8 que discute na comunidade questões:

  • Como podem instituições educativas, museus, lugares de memória e organizações da sociedade civil preservar a memória numa era digital?
  • Que tipos de ferramentas digitais podem envolver com sucesso um público e também ensinar sobre história?

E-Teaching : projeto para responder a problemas e apoiar professores, pais e encarregados de educação no ensino à distância;

- Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos 10 

Porque as raparigas e mulheres e pessoas com mais idade estão sub-representadas nas STEM e evidenciam menor gosto e níveis de proficiência no uso de tecnologia digital, é fundamental que os professores bibliotecários as escutem na preparação destas atividades para que elas sintam que, se destinam a todos os públicos, mas também vão ao seu encontro.

 

E porque as nossas raízes devem ser locais, mas a nossa visão deve ser global, sugere-se que o professor bibliotecário colabore, dê o exemplo e ideias, partilhando com todos a sua proposta de atividade, contando a sua história, divulgando as suas fotos e vídeos na plataforma Unite-IT 11 e nas redes sociais (# AllDigitalWeek2021) da All Digital. Em alternativa, pode aderir, sozinho ou em grupo, a atividades apresentadas por outros parceiros. Em todo o caso, o importante é participar e, sentindo-se confortável, pôr Portugal no mapa da Europa Todos Digitais (ver e adicionar eventos 12 ).

 

Referências

1. World Economic Forum. (2021a). Fourth Industrial Revolution. Davos: Autor. Disponível em: https://www.weforum.org/focus/fourth-industrial-revolution [acedido em 11 de março de 2021].

2. World Economic Forum. (2021b). Strategic Intelligence: Education and Skills. Davos: Autor. Disponível em: https://intelligence.weforum.org/topics/a1Gb0000000LPFfEAO?tab=publications [acedido em 11 de março de 2021].

3. Friedman, Z. (2019). Here Are The Top 7 Websites For Free Online Education. S.l.: Forbes, Disponível em: https://www.forbes.com/sites/zackfriedman/2019/05/29/free-online-education/?sh=6fd24d0f342b [acedido em 11 de março de 2021].

4. Redecker, C. (2017). European Framework for the Digital Competence of Educators: DigCompEdu. Luxembourg: Publications Office of the European Union. Disponível em: https://ec.europa.eu/jrc/en/digcompedu [acedido em 11 de março de 2021].

5. European Commission. (2021a). Selfie [Self-reflection on Effective Learning by Fostering the use of Innovative Educational technologies]. S.l.: Autor. Disponível em: https://ec.europa.eu/education/schools-go-digital/about-selfie_en [acedido em 11 de março de 2021].

6. Europe Union. (2021b). All Digital Week: Why join All Digital Week? See what our partners say! [vídeo] S.l.: Europe Union. Disponível em: https://alldigitalweek.eu/videos/ [acedido em 11 de março de 2021].

7. Europe Union. (2021c). All Digital Week: STEM para o pré-escolar. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/stem-for-pre-schoolers-how-to-promote-stem-education-and-training?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

8. Europe Union. (2021d). All Digital Week: iRights.Lab: O futuro da memória na Polônia e na Alemanha - Simpósio online sobre educação histórica digital. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/irights-lab-invitation-the-future-of-memory-in-poland-and-germany?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

9. Europe Union. (2021e). All Digital Week: e-Teaching. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/e-teaching-1?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

10. Europe Union. (2021f). All Digital Week: Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/3-european-projects-that-boost-the-digital-skills-of-elderly?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

11. Europe Union. (2021g). All Digital Week: Unite It – e-Inclusion. Network. S.l.: Autor. Disponível em: http://www.unite-it.eu/ [acedido em 11 de março de 2021].

12. Europe Union. (2021h). All Digital Week: Events. S.l.: Autor. Disponível em: ver e adicionar eventos https://alldigitalweek.eu/events/ [acedido em 11 de março de 2021].

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O Oeiras Internet Challenge (OIC) é uma iniciativa promovida pelo Município de Oeiras, através das suas Bibliotecas Municipais, que consiste na realização de um torneio de pesquisa, seleção e avaliação de fontes de informação em linha. Dirigido à comunidade escolar do ensino secundário, visa o desenvolvimento de competências digitais e de literacia da informação. 
 
Nesta edição, realizada em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), o torneio em forma de quiz, com recurso ao software pedagógico Kahoot, é alargado a nível nacional. São destinatárias todas as Bibliotecas Escolares integradas na RBE, através da participação de alunos do ensino secundário.
 
Os conteúdos aos quais os participantes devem responder incidem sobre cultura geral, literacia digital, língua portuguesa e capitais europeias de cultura, em linha com a candidatura de Oeiras para 2027. As inscrições decorrem até 19 de março de 2021 em formulário próprio. 
 
Mais informações no portal da RBE ( https://www.rbe.mec.pt/np4/2696.html). 

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Fonte: https://en.unesco.org/news/seoul-declaration-media-and-information-literacy-everyone-and-everyone-0

Há dez anos que a UNESCO, em conjunto com outras instituições, promove, no mês de outubro, a Semana Global da Literacia dos Media e da Informação (Media and Information Literacy - MIL). Em 2020 comemorou-se o décimo aniversário da iniciativa, tendo os eventos principais desta semana mundial sido dinamizados em linha, a partir da República da Coreia. Assim, as deliberações da Conferência Principal e do Fórum da Agenda da Juventude ficaram plasmadas na Declaração de Seul sobre Literacia dos Media e da Informação para Todos e por Todos: Uma Defesa contra a Desinfodemia.
 
Esta declaração vem na sequência de várias outras, em anos anteriores, entre as quais: a Declaração de Fez (2011), a Declaração de Moscovo (2012), a Declaração de Paris sobre MIL na Era Digital (2014), as Recomendações de Riga sobre MIL num Contexto Mediático e Informativo em Mutação (2016), a Declaração da Juventude sobre MIL (2016) e o Quadro Global da UNESCO para as Cidades MIL (2018).   
 
Aprovada em plena pandemia de COVID-19, a Declaração de Seul propõe-se enfrentar outro risco maior que é o impacto da torrente de desinformação no mundo atual e que designa como “desinfodemia”. Para a combater, a literacia da informação e dos media é uma competência central, já que reforça o pensamento crítico das pessoas e o seu poder de discernimento sobre a forma como se envolvem com as tecnologias de informação e comunicação - especialmente em tempos de crise.
 
A MIL é apresentada em todas as suas dimensões: facilitadora do acesso à informação, da liberdade de expressão, da proteção da privacidade; promotora da segurança digital, da prevenção do extremismo violento, do combate ao discurso do ódio e à desigualdade; incentivadora da diversidade, capacitando as minorias marginalizadas para criar e disseminar conteúdos que expressem a sua visão do mundo.
 
A Declaração de Seul apela a que a MIL, ainda que não constitua a panaceia universal, seja mais reconhecida e valorizada em todos os sistemas educativos, sociais e económicos, através de uma abordagem mais proativa, tendo em vista uma sociedade sustentável e inclusiva. Este apelo tem vários destinatários a quem cabem medidas de vária ordem.
 
Aos governos, desde o nível nacional até ao das cidades, pede-se que: 
• desenhem políticas e atribuam recursos nas mais diversas áreas de ação, desde a educação e a saúde até ao clima e à igualdade de género;
• integrem ações de MIL nas suas estratégias nacionais de combate à desinformação, sobretudo no contexto da atual crise da COVID-19 e de outras que possam surgir;
• desenvolvam programas de MIL para todas as gerações;
• garantam as competências em MIL dos atuais e futuros formadores;
• deem prioridade a grupos em risco de marginalização, nomeadamente mulheres e raparigas;
• promovam a participação dos jovens e da sociedade civil em geral na elaboração das políticas de MIL;
• transformem as cidades em Cidades MIL da UNESCO, capacitando os seus residentes no domínio da informação e comunicação;
• colaborem com cientistas e universidades para sustentar as políticas;
• melhorem a cooperação entre as entidades governamentais, educação, comunicação social, bibliotecas;
• considerem a MIL como ferramenta-chave na governação dos meios de comunicação e tecnologia, desenvolvimento de bibliotecas e design tecnológico.
 
À sociedade civil, meios de comunicação social, juventude, instituições académicas e investigadores, apela-se, entre outras ações, a que:
• integrem redes relevantes para a MIL, tais como a Aliança MIL da UNESCO;
• planeiem e implementem ações de colaboração a nível nacional, regional e global para responder à desinfodemia da COVID-19 e preparar outras futuras desinfodemias;
• se envolvam mais nas políticas nacionais e internacionais relativas à MIL;
• exerçam a sua influência para que os documentos de enquadramento da MIL contemplem a comunicação multicultural e multilingue, a preservação dos direitos linguísticos, e a quebra de barreiras à comunicação com grupos vulneráveis e marginalizados;
• incentivem a investigação multidisciplinar sobre como a MIL pode contribuir para a saúde psicológica e social.
 
Ao setor privado, incluindo empresas de comunicações na Internet apela-se, entre outras ações, a que:
• manifestem responsabilidade institucional estabelecendo a colaboração entre vários stakeholders, num esforço conjunto de combate à desinformação e de construção de comunidades capacitadas em MIL;
• promovam a MIL entre os jovens;
• desenvolvam programas específicos para apoiar a investigação científica e académica relativa à MIL;
• fomentem a inovação social, utilizando a IA e outras novas tecnologias, com a participação de grupos vulneráveis nestas iniciativas.
 
Finalmente, à UNESCO, em cooperação com outras Agências da ONU, apela-se, entre outras ações a que:
• mantenha o seu papel de influenciadora internacional de políticas na área da literacia da informação e dos media;
• continue a integrar a MIL noutras intervenções temáticas da resposta da UNESCO à COVID-19;
• mobilize os vários intervenientes, incluindo o setor privado, para combater a desinformação e assegurar que a MIL seja incluída nos esforços para colmatar as clivagens digitais, nomeadamente no que toca às competências digitais;
• amplie os seus esforços para que a “MIL para todos” seja declarada uma prioridade urgente.
 
Esta Declaração salienta a importância do contributo da MIL para a realização dos dezassete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ponto 10 do ODS 16 (acesso à informação) sobre Paz, justiça e Instituições eficazes, o ODS 4 sobre Educação de qualidade, o ODS 5 sobre Igualdade de género, o ODS 8 sobre Trabalho digno e crescimento económico, e o ODS 11 sobre Cidades e comunidades sustentáveis.
 
O combate à desinfodemia deve estar no centro das preocupações das bibliotecas. As prioridades definidas pela RBE para 2020-21 espelham bem essas preocupações. 
 
As bibliotecas escolares em Portugal estão em condições de responder ao apelo feito nesta declaração: são norteadas por documentos orientadores que promovem a literacia da informação e dos media (Aprender com a biblioteca escolar, Modelo de avaliação da biblioteca escolar) ; dispõem de instrumentos de apoio ao seu trabalho neste domínio (https://www.rbe.mec.pt/np4/recursos/); são geridas por professores bibliotecários cuja formação lhes permite porem em prática as orientações. 
 
No entanto, nunca será demais aperfeiçoar a intervenção da biblioteca no sentido de a tornar, na escola, o lugar por excelência onde, através do desenvolvimento da literacia da informação e dos media, se promova o acesso a informação validada e de qualidade, se exerça e exercite a liberdade de expressão, se aprenda e reflita sobre proteção da privacidade, se promova a segurança digital, se previna e combata a violência, o discurso do ódio e a desigualdade, se valorize a diversidade, conduzindo os alunos num percurso de crescimento em que o pensamento crítico, a empatia, a capacidade de diálogo e de ação sustentada em informação e em valores, tenham lugar de destaque.

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Está em marcha o segundo ano do projeto piloto WEIWE(R)BE que, em 2020-21, abrange mais seis escolas que no ano passado.
Coordenada pela Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a Universidade Aberta, esta iniciativa tem por objetivo promover estratégias de desenvolvimento das competências de literacia da informação, enquadrando-as nas práticas curriculares a partir das bibliotecas escolares.
Neste projeto são envolvidas turmas de 10.º ano de escolas do ensino secundário. O lançamento é no dia 3 de novembro de 2020, numa sessão aberta a todos.

Artigo completo: WEIWE(R)BE . Ano 2


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