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Photo by Joel Holland on Unsplash

E, finalmente, desconfinámos! Ainda com os devidos cuidados, somos autorizados a voltar a sair de casa e explorar o mundo que nos rodeia. E isto acontece num ano em que vivemos uma Primavera daquelas “à antiga”, com sol e chuva quanto baste para ter as características que estão descritas nos manuais. É um convite a um regresso à natureza, em pequenas/ grandes jornadas de (re)descoberta.

Não somos indiferentes ao alerta deixado por alguns autores acerca dos problemas de saúde física, como a obesidade infantil ou mesmo no âmbito do desenvolvimento global das crianças, como problemas comuns de aprendizagem, dificuldade de concentração, hiperatividade e déficit de atenção que poderão estar relacionados com o pouco tempo que os mais novos passam em contato com a natureza.

Educar para a curiosidade parece um conceito estranho se pensarmos que as crianças são naturalmente curiosas. Mas, enquanto educadores, devemos questionar-nos permanentemente sobre o que faz a escola para manter viva esta caraterística inata e desenvolvê-la no sentido de ajudar a formar pessoas cada vez mais criativas, críticas, e cooperantes entre si e com o mundo que as rodeia.

A acrescentar, a urgência da formação de uma consciência cívica relacionada com a sustentabilidade ambiental e preservação do planeta, impossível de se constituir sem ser experienciada, sentida e vivida num contacto sensorial e participado em ações em ambientes naturais.

A leitura mediada de livros álbum (desta vez talvez nem todos caibam nesta categoria mas… o importante é ler) é uma oportunidade para criar um espaço/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experiências e emoções sobre conhecer, estar e viver a natureza. Sugere-se um conjunto de livros que, pelas suas características textuais e gráficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas etárias.

Conhecem estes Inventários ilustrados?

 

Lá fora: Guia para descobrir a natureza, Inês Teixeira do Rosário e Maria Ana Peixe Dias; Bernardo P. Carvalho, Planeta Tangerina

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De quem será esta pegada? O que faz aqui esta minhoca? Será um sapo ou uma rã? Como se chama esta árvore?  Mesmo que moremos numa grande cidade, existe sempre natureza lá fora: nuvens e estrelas, árvores e flores, rochas e praias, aves, répteis ou mamíferos. O que esperamos então? Saltemos do sofá e iniciemos a exploração! (resenha da editora)

 

Antes Depois, de Anne-Margot Ramstein & Matthias Aregui, GATAfunho

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A magia do tempo em imagens! Neste livro extraordinário e «astuto», objetos, acontecimentos, paisagens e seres são apresentados em pares (de face uns para os outros ou em páginas duplas subsequentes), revelando dois estados de algo ou de uma situação. Sem texto, as ilustrações incitam o leitor a imaginar, pensar e compreender, e recontar a história destas mudanças de estado. (resenha da editora)

 

As Cores na Natureza, Jana Sedlackova e Štepánka Sekaninová; Magdalena Konecná, Texto

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A Natureza está repleta de cores incríveis. Mas já te questionaste sobre qual o sabor ou o cheiro das cores verde, amarelo, cor-de-rosa ou azul? Ou como soam? Ou ainda qual a sensação que terias se lhes tocasses? (resenha da editora)

 

O Destino de Fausto, Oliver Jeffers, Orfeu Negro

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Em tempos, existiu um homem que acreditava ser dono de tudo… "Tu és minha." — disse Fausto à flor. "Sim. Eu sou tua." — respondeu a flor. Satisfeito, Fausto prosseguiu, reclamando para si uma árvore, um lago, e ainda uma montanha. Tarde ou cedo, todos acabaram por ceder. E, sentindo-se confiante, Fausto avançou, em direção ao mar. Mas a sede de poder tem fins inesperados... (resenha da editora)

 

Onde vivem os monstros, Maurice Sendak, Kalandraka

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“O álbum ilustrado por excelência, que foi adaptado ao cinema, transporta o leitor para uma inesquecível viagem de ida e volta até ao território da imaginação.“ (resenha da editora)

É uma metáfora do reencontro com o “lado selvagem” numa ode ao que é natural, tanto no mundo exterior como no que sentimos dentro de nós.

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O concurso “Ser leitor é cool!” é organizado pelos professores bibliotecários dos grupos interconcelhios da Rede de Bibliotecas Escolares dos concelhos de Alcácer do Sal, Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Estremoz, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Mora, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre, Torrão e Sousel, com o apoio das CIBE Ana Ferreira e Fátima Bonzinho e destina-se a todos os alunos destes concelhos.

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O concurso tem como objetivos a promoção da leitura e o desenvolvimento da expressão e compreensão escrita e oral. Está organizado em quatro escalões: 3.º ano, 4.º ano, 5.º ano e 6.º ano e compreende três fases. Na 1ª fase, da responsabilidade dos professores das turmas envolvidas, são selecionados 2 alunos por turma que irão à 2.ª fase a realizar ao nível do agrupamento/ escola. Esta fase é da responsabilidade da biblioteca escolar e tem como objetivo o apuramento de um aluno, por ano de escolaridade, que representará o seu agrupamento/ escola na fase final.

A fase final desta 3ª edição do concurso vai decorrer online, a partir de Estremoz, no dia 20 de maio e contará com a participação de 86 alunos, que representam 22 agrupamentos/ escolas. Será apurado um vencedor por cada ano de escolaridade e a todos os participantes será atribuída uma menção honrosa.

No dia 25 de outubro de 2021, Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, será feita a entrega dos prémios numa cerimónia pública, organizada pelo concelho responsável pela organização desta edição, Estremoz.

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O festival READ ON ALMADA está aí à porta e já vai na 4ª edição. Este ano o formato será totalmente em linha e realizar-se-á entre os próximos dias 11 a 14 de Maio 2021.

Esta é uma iniciativa coorganizada pelo Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, com o apoio da Câmara Municipal de Almada, tendo como parceiros o Projeto READ ON, o Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL 2027) e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), sendo que muitas outras entidades locais com atividades na área da leitura, da escrita, da ilustração, da BD, da música, estão também envolvidas nesta organização.

O festival READ ON ALMADA tem como objetivo a promoção e divulgação do gosto pela leitura entre os jovens dos 12 aos 19 anos, contudo é aberto a todos os públicos para os quais a leitura e a escrita seja objeto da sua atenção. O projeto Europeu READ ON 2017-2021 (www.readon.eu), financiado pelo programa Creative Europe, esteve na génese da organização deste evento em Almada.

O programa do festival READ ON Almada pode ser consultado e descarregado aqui.

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Re-word-it é um projeto fantástico que vale a pena explorar. É todo um programa de incentivo à escrita, à leitura, ao domínio das palavras e do seu universo de combinações, de significados, de ritmos, de imagens associadas…

‘Brincar a sério com as palavras’ é a forma como se nos apresenta (em https://re-word-it.wixsite.com/rewordit). E, em verdade, o próprio nome do projeto remete para um jogo de palavras e de sentidos.

Por um lado, há um convite à insistência, à revisitação de cada palavra. Porque um (bom) texto não se faz sem o apurar de uma ideia por sucessivas revisões dos esboços iniciais; e porque dominar da arte da escrita não se faz sem perseverança, sem um exercitar continuado e entusiasta.

Mas, por outro lado, há em ‘re-word it’ a insinuação de uma recompensa, no trocadilho com o verbo reward. E ela existe de facto! É o crescimento interior, o alargar de horizontes, o enriquecimento cognitivo, afetivo, relacional que essa ‘séria brincadeira’ consegue proporcionar.

A ‘visão’ de que o projeto se reclama é tão clara que vale a pena citá-la: “Priorizar a escrita e a leitura ao trabalhar a inteligência cognitiva e emocional, focados na atenção e na motivação para o desenvolvimento da criatividade e da curiosidade enquanto âncoras da aprendizagem”. Assim se condensam as várias dimensões que encontramos depois, explanadas com mais detalhe:

- Recuperar o prazer na escrita – porque sim, é preciso recuperá-lo! – utilizando desafios de desbloqueio, para alunos de todas as idades.

- Fomentar a criação de hábitos de leitura, usando textos escolhidos por cada leitor, discutidos em contextos de grupo, mas incentivando, ao mesmo tempo, a curiosidade pela leitura silenciosa individual.

- Exercitar a atenção e a concentração, não com imperativos cuja rigidez bloqueia, mas, pelo contrário, usando a descontração como instrumento, de modo a que verdadeiras aprendizagens possam ocorrer.

- Estimular o exercício da audição interior, explorando a fluidez dos textos, e associando memória com emoção. 

- Trabalhar a metacognição – pensar sobre o pensamento – permitindo que cada aluno se observe e intervenha na sua própria evolução, promovendo, assim, a sua autonomia e motivação.

Na coordenação, Margarida Fonseca Santos, escritora e formadora com ligações à música, que há tantos anos trabalha nesta área. Associou-se-lhe Isabel Peixeiro, uma formadora e escritora com formação em biologia. Rosário Ribeiro e Paula Isidoro completam a equipe.

O projeto disponibiliza aulas continuadas e cursos para todas as idades – crianças, jovens, pais, educadores, professores; e possibilita o acesso a materiais didáticos, livros, guiões de leitura, toda uma gama de jogos e desafios adequados a diferentes necessidades, objetivos, níveis etários, etc.

Um dos desafios criado por Margarida Fonseca Santos, que já se tornou emblemático, é o das ‘Histórias em 77 palavras’, um projeto que tem o seu próprio sítio web (https://77palavras.blogspot.com/).

77 é uma espécie de número mágico: não é demais, não é de menos; é a quantidade certa de palavras para que um texto seja suficientemente curto para não intimidar, permitindo soltar a imaginação, mas não tão curto que não possibilite o desenvolvimento de um enredo ou de uma ideia com estrutura e consistência.

Quem se lança no desafio tenderá, naturalmente, a escrever mais do que 77 palavras. O objetivo é então que se façam sucessivas revisões, e nesse apuramento vão-se limando arestas, dispensando o que estava a mais ou podia dizer-se com mais clareza, porque a concisão é sinal de apuramento.

Atingir esse ‘número mágico’, em todo o caso, é apenas o pretexto da caminhada. O importante é o processo, a exercitação da escrita. Porque a criatividade não se encontra apenas numa ideia inicial que nos ocorra num momento inspirado. A criatividade é necessária, também, a cada passo da procura laboriosa da melhor palavra, da melhor expressão, do melhor encadeamento narrativo. “A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando”. Esta frase atribuída a Pablo Picasso, podia bem ter sido dita a respeito da escrita.

Não nos restam dúvidas do bem que fazem estes desafios, como exercício, como partilha, como pretexto lúdico. Por essa razão, fizemos, a Margarida Fonseca Santos, um pedido que prontamente aceitou: dedicar um desafio de 77 palavras à nossa Rede.

Dedica-lo aos professores bibliotecários, aos alunos, a todos quantos trabalham e vivem nas bibliotecas das nossas escolas. Um desafio-presente, em homenagem aos que tanto fazem pela leitura e pela escrita.

Assim, com um grande bem-haja à Margarida Fonseca Santos e à sua equipa, temos o prazer de anunciar que, neste dia 30 de abril, o tema do ‘desafio das 77 palavras’ é:

‘Fazer a diferença na biblioteca escolar!’

O desafio é lançado, como sempre, em https://77palavras.blogspot.com/ e os textos deverão ser enviados com nome, idade e cidade para 77palavras@gmail.com. Não esquecer de Consultar a proteção de dados em https://77palavras.blogspot.com/p/como-participar.html.

Todos os que dão vida, rosto e alento às bibliotecas escolares estão convidados. Esperamos que o aceitem com tanto prazer quanto o que nos deu prepará-lo.

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Aproxima-se o momento para o qual nos preparámos ao longo deste ano: finalmente os “miúdos” vão votar nos seus livros preferidos. Depois da campanha possível decorrente da situação epidemiológica da doença COVID-19, no dia 27 de abril, é o dia da eleição nacional.

Sabemos que vivemos tempos estranhos que nos exigem uma adaptabilidade permanente mas, paralelamente à promoção da leitura, esta é uma atividade de cidadania que privilegia a participação dos alunos em todas as etapas do processo, pelo que se apela à vontade dos professores responsáveis para que esta possa continuar a acontecer na medida do possível.

O voto é um direito e um dever. Da mesma forma que deve ser dada oportunidade de votar a todos os alunos da escola, nenhum aluno deve ser coagido a votar caso entenda não o fazer.

De acordo com o regulamento, a votação poderá ser organizada por cada escola, de acordo com diferentes modalidades. A votação pode ser realizada na habitual assembleia de voto, que corresponde a um espaço na escola onde deverá haver uma urna de voto por cada ciclo/ nível de ensino. Nos casos em que não seja possível criar as condições de segurança sanitária para a implementação de a assembleia de voto, a escola pode optar pela recolha de votos porta a porta, em cada turma/ sala de aula, através de uma urna móvel por cada ciclo/ nível de ensino. Se não for possível a votação presencial, a escola pode organizar uma votação eletrónica. Neste caso, o boletim de voto pode ser transposto para um formulário, utilizando as plataformas digitais adotadas na escola, facultando o direito de votar a todos os alunos desde que se salvaguarde, tal como nas outras modalidades, a unicidade do voto e o seu anonimato.

Qualquer que seja a modalidade escolhida, deverá ser fixado e comunicado aos alunos um horário para a votação.

O boletim de voto é o fornecido pela organização (em anexo) e terá de conter o nome de todos os livros que vão a votos no respetivo ciclo de ensino. Caso seja transposto para um formulário online deve seguir a ordem e a informação constante dos respetivos boletins de votos.

Tal como aconteceu nas edições anteriores, é necessário que existam cadernos eleitorais (corresponderão às pautas das turmas), onde se vai anotando quem já votou, de forma a que, no final, seja possível contabilizar se o número de votos corresponde ao número de votantes. Devem também ser constituídos grupos de alunos que acompanhem a votação, ajudem o professor responsável e supervisionem a contagem de votos (tal como acontece nas eleições políticas).

O escrutínio e comunicação de resultados, após a contagem dos votos, coordenados pelo professor bibliotecário/ professor responsável (ou quem ele designar) e pelo grupo de alunos nomeado para o efeito, terá de ser comunicado à Pordata até 30 de abril de 2021, através dos formulários disponibilizados por nível de ensino.

1.º ciclohttps://forms.gle/CWbPYYJU8i36K21H8

2.º ciclohttps://forms.gle/whbDTuxkrzgZXd6G9

3.º ciclohttps://forms.gle/1RKkfFSG1nbpxzZEA

Secundário - https://forms.gle/xSauda3JyRY4KQJc8

As escolas deverão guardar os votos até 14 de maio de 2021, para o caso de ser necessário fazer uma recontagem de votos.

A escola poderá tornar públicos os resultados da votação ali efetuada, se assim o entender, antes da divulgação dos resultados a nível nacional.

Disponibiliza-se um vídeo, realizado em colaboração com a Comissão Nacional de Eleições, que ajudará alunos e professores que estiverem nas mesas de voto e que forem responsáveis pela contagem de votos.


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