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A publicação «Ler, é para já!» apresenta um conjunto de sugestões de atividades para jovens avessos à escrita.

A publicação deste mês associa a divulgação de livros ao visionamento de filmes, com o objetivo  de promover a leitura recreativa junto de jovens com poucos hábitos de leitura. Esta metodologia requer empenho, imaginação e persistência e pode ter  sucesso, sobretudo quando os temas ou as personagens são do interesse dos jovens. Deve ser criado um espaço de diálogo, para que os alunos possam debater o livro e/ ou o filme baseado no livro, exprimindo as suas opiniões e desenvolvendo o pensamento crítico.

Mais informações no portal da RBE (https://www.rbe.mec.pt/np4/2703.html). 

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O Campeonato de Escrita Criativa inspira-se na coleção, O Clube dos Cientistas, de Maria Francisca Macedo, autora e professora distinguida pelo GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL 2018, com uma Menção Honrosa pelo elevado contributo para a Educação e Sustentabilidade.

Já com 14 títulos publicados, esta coleção alia o prazer da leitura ao gosto pela ciência. As histórias, empolgantes e cheias de ação, são protagonizadas por três irmãos, a Catarina, o Chico e o Carlos, fascinados pela ciência e sempre em busca de novos mistérios. Para ultrapassar os desafios que surgem ao longo das histórias, os jovens recorrem aos seus conhecimentos científicos.

O desafio desta proposta pedagógica consiste na leitura de um livro da coleção e à escolha, por parte dos estudantes, de um momento da história em que as personagens se deparam com um problema para resolver. A turma terá de propor uma nova solução, concorrendo com um texto que deve incluir a descrição de uma experiência, usando o protocolo experimental, tal como consta no final de cada livro (no Caderno de Experiências).

Dirigida a alunos do 1.º Ciclo (3.º e 4.º anos) e do 2.º Ciclo, a iniciativa visa estimular a leitura, a escrita e a experimentação; incentivar o pensamento crítico e a criatividade e fomentar a transdisciplinaridade e o trabalho colaborativo.

Trata-se, pois, de uma atividade que promove leitura, escrita e literacia científica junto dos alunos mais novos, com autoria portuguesa e que envolve, ao longo de todo o processo, o trabalho colaborativo entre professor bibliotecário e professor titular/ da disciplina, com prémios para os intervenientes e também para a biblioteca escolar.

A eventualidade de a biblioteca escolar não contar com os livros desta coleção no seu acervo não é impeditiva da sua participação, uma vez que a editora disponibiliza a leitura dos primeiros capítulos em formato digital.

É igualmente disponibilizada uma tabela que identifica a temática e os conteúdos pedagógicos das áreas curriculares ou disciplinas do 1.º e 2.º ciclo passíveis de abordagem, em cada volume.

Os trabalhos devem ser enviados até 23 de abril de 2021. As três turmas vencedoras serão anunciadas a 18 de junho de 2021.

O Regulamento, Ficha de Inscrição e restantes materiais de apoio encontram-se aqui neste link.

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Photo by Mathyas Kurmann on Unsplash

Vizinho, de acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa é um adjetivo que designa o próximo, que está perto, assim como, em sentido figurado, descreve a relação do que é semelhante ou tem alguma analogia ou afinidade.

As relações de vizinhança são muito diferentes consoante vivamos num centro urbano, numa aldeia ou no meio rural, num prédio, numa moradia ou numa quinta. As regras de confinamento, que nos obrigam a permanecer em casa muito mais tempo do que aquilo a que estávamos habituados, condicionam estas relações, aproximando ou, pelo contrário, gerando mal-estar.

Há vizinhos discretos e há vizinhos que nos atormentam a vida. Há vizinhos que são família e há vizinhos que são como fantasmas. Há vizinhos com rotinas que reconhecemos e há vizinhos com hábitos que não compreendemos. Há vizinhos que cantam no duche, que jogam à bola sem balizas, que nos abrem o apetite com os seus cozinhados, que discutem em estéreo ou que estão sempre em festa…

Se, por um lado, a pandemia acentuou a relação de interdependência entre as pessoas, por outro lado, tornou regra o distanciamento social. Num tempo em que estamos afastados dos que nos são mais queridos, como vivemos com os que nos estão mais próximos?

A leitura mediada de livros álbum é uma oportunidade para criar um espaço/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experiências e emoções. Sugere-se um conjunto de álbuns que, pelas suas características textuais e gráficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas etárias.

 

Os vizinhos, de Einat Tsarfati. Editora Fábula

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«O prédio onde eu moro tem sete andares. E em cada andar há uma porta um bocadinho diferente. Enquanto sobe as escadas para chegar a casa, uma menina curiosa observa os pormenores, sente os cheiros e ouve os sons de cada andar. Através deles, imagina o que haverá por detrás de cada porta e na sua cabeça os seus vizinhos são fantásticos acrobatas, ladrões de obras de arte, músicos… em contraste com os seus pais, que são muito aborrecidos. Mas será que é mesmo assim?.» (resenha da editora)

 

1.º Direito, Texto: Ricardo Henriques, Ilustrações: Nicolau, Editora Pato Lógico

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«Este é um livro para pessoas que gostam de observar pessoas, como acontece com Graça, a protagonista desta história, contada com cores quentes, contornos policiais e alguma intriga internacional. Graça desconfia que o vizinho do 1.º direito anda a planear um assalto. Será verdade? Pelo caminho vamos conhecer várias vidas do prédio em frente: os clientes do Café Dias, um músico que dá concertos para a vizinhança e um fotógrafo incompreendido, entre outras. Quem é que observa quem? Só saberemos no final da investigação em curso.» (resenha da editora)

 

Estranhóides, Eva Montanari, Livros Horizonte

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«Qual a melhor maneira de fazer amigos quando se muda para um prédio novo? Espreitando os seus moradores pelo buraco da fechadura! Só que, vistos desta maneira, mesmo nas suas tarefas mais normais, os vizinhos parecem personagens bizarros, estranhos. Estranhóides, está bem de ver. Até que decidimos passar a conhecê-los melhor…» (resenha da editora)

 

Perto, de Natalia Colombo, Kalandraka

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«O senhor Pato vai trabalhar todos os dias. O senhor Coelho também vai trabalhar todos os dias. Cruzam-se sempre...

"Perto" é uma fábula sobre a falta de comunicação, uma reflexão poética e profunda sobre as relações interpessoais e o individualismo, os desejos e as emoções. Do ponto de vista literário, destaca-se pela sua simplicidade narrativa e pela engrenagem interna do relato, que plasma o paralelismo entre as ações dos protagonistas: um pato e um coelho que vivem encerrados na sua solidão; nesse sentido, a obra convida o leitor a não voltar as costas aos outros.» (resenha da editora)

 

Pistas para discussão:

O que sabemos sobre os nossos vizinhos? Pode-se procurar histórias de vida, reais ou deixar a imaginação tomar as rédeas do nosso pensamento.

Que valores são realmente importantes para estabelecer relações de boa vizinhança? Podemos começar pelo ponto de vista ambiental: Como pensamos as questões da reciclagem e reutilização, dos consumos e conservação em partes comuns, do ruído? Do ponto de vista cultural, o que podemos ganhar com a diversidade? E do ponto de vista social, estaremos atentos e disponíveis para apoiar quem precisa?

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Coro de Leitura em Voz Alta da EB Professor João Dias Agudo,
Póvoa da Galega, Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro, Mafra

Era uma vez… Uma educadora responsável por uma biblioteca escolar de uma escola básica integrada.

Era uma vez… Um clube de leitura em voz alta – CleVA que funcionava na biblioteca municipal de Alcochete, dirigido pela Andante Associação Artística.

Era uma vez… Um ano letivo em que essa educadora frequentou esse clube de leitura. Quinzenalmente lá ia, na companhia de outra colega de escola e de “carolice”, ao abrir da noite e no final do dia de trabalho, de Mafra a Alcochete, para ler em voz alta com os restantes companheiros do clube. A experiência desse ano foi marcante, mas acabou. E outro ano se seguiu, em que já não foi possível continuar a aventura.

E esse ano passou… E outro, e outro… A saudade, a vontade de regressar lutavam com a consciência de não ser possível conciliar todas as tarefas e responsabilidades para voltar, e assim corriam os dias. Quando o clube de leitura de Alcochete se transformou em coro de leitura foi a gota de água!

E a decisão surgiu: formar um coro de leitura na biblioteca escolar. E dia a dia foi-se desenhando mais e mais nítido o contorno do projeto. Foi um tempo de reflexão, de pesquisa, de tomada de opções para que, no ano letivo de 2018/ 2019, o convite fosse lançado às crianças.

Não vou alongar-me a descrever como funciona o coro, o que faz, pois tudo isso está disponível no nosso mural.

Prefiro refletir um pouco sobre o percurso que trilham crianças que o frequentam:

E vale a pena olhar para esse percurso de vários pontos de vista: falemos desde já das competências leitoras. Todos sabemos que elas enraízam num ponto fulcral, encontrar sentido(s) para ler, fazer da leitura um passaporte pessoal e intransmissível para olhar a vida, o mundo, nós mesmos. E este é o alicerce do CLeVinhA. Desde sempre.

A proposta que o coro de leitura faz às crianças é descobrir a leitura juntamente com outros colegas. Não importa ler bem, não importa ter ou não dificuldades de leitura, não importa sequer gostar de ler. Importa, sim, querer experimentar e ser leitor minimamente autónomo. Por esta razão o convite é feito a todos os alunos da escola a partir o segundo ano de escolaridade.

Após ser feito o convite nas turmas, os alunos aparecem na biblioteca para a primeira reunião. É o tempo de explicar, de confrontar expectativas, de expor as condições fundamentais para fazer parte. E saliento: sentido de comprometimento, os alunos que ficam a fazer parte do coro sabem que não devem faltar às sessões, desde que estejam na escola. Período de reflexão e de avaliação das expectativas: combina-se que o primeiro mês será, para todos, experimental, qualquer um pode dizer que afinal não quer continuar… Com uma regra: deve anunciar essa decisão numa sessão do coro, todos ficamos informados, é uma questão de aprendizagem de respeito pelo grupo e de saber assumir as decisões pessoais.

Findo esse mês inicial o coro fica apto a funcionar ao longo do ano letivo, com um grupo de alunos estável e permanente.

E assim vamos percorrendo o caminho, normalmente trabalhamos em duas sessões semanais de meia hora cada.

Desde o primeiro ano de funcionamento que é usual o coro apresentar-se nas festas e comemorações da comunidade escolar. Assim, naturalmente, as crianças que o compõem aprendem a gerir a exposição, a vergonha e timidez e a sentir alegria e orgulho de terem sido capazes e de ouvirem dos outros um retorno positivo. Claro que esta é uma consequência da existência do coro, não é a sua razão de existir. O coro trabalha fundamentalmente para usufruto dos seus membros, para veicular e consolidar experiências leitoras significativas, alargar competências diversificadas e possibilitar a proximidade das crianças com o texto literário, poético ou narrativo.

Que dizer mais? Que é uma paixão trabalhar com os meninos neste contexto. Que é uma descoberta constante. Que é tão envolvente, tão fascinante, como um bom livro.

Ana França
4 de fevereiro de 2021

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Photo by Ed Leszczynskl on Unsplash

A morte é um mistério. Ninguém parece pensar na morte com naturalidade, o que distingue  do nascimento,  fenómeno natural tão igualmente misterioso mas que nos levanta menos inquietações. Na cultura ocidental, os adultos tendem a afastar os mais novos da vivência destas experiências e da partilha de emoções com ela relacionadas, numa tentativa de preservação de sentimentos de dor e sofrimento, esquecendo-se que morrer faz parte da existência.
 
De repente, vimos a nossa vida comum ser regulada por um boletim epidemiológico que apresenta, entre outras notícias preocupantes, recordes de número de mortes a cada dia. Esta realidade traduziu-se sempre em pessoas de carne e osso que eram avós, pais, filhos de alguém mas que, durante os primeiros tempos da pandemia, nos pareciam longínquos e pontuais. Já não. Neste momento todos fazemos parte de, ou conhecemos, famílias assoladas por esta tragédia sanitária. E isso também é válido para as crianças e jovens com quem estamos no outro lado do écran.
 
Perceber que todos morreremos um dia, entender que a morte, assim como a vida, não é percecionada por todos da mesma maneira e compreender melhor (através da consciência da nossa finitude) o valor da vida, aceitando os limites por ela impostos, faz parte do crescimento.
 
Ao abordar este assunto com crianças e jovens, abrindo caminhos de diálogo, de desmistificação e de partilha, permite-se experienciar situações de tristeza e confrontar-se com sentimentos menos positivos, já vividas na pele ou, para quem teve a sorte de ser poupado a uma perda significativa, a possibilidade de desenvolver empatia e solidariedade com os colegas que estão a viver situações mais dolorosas. 
 
Apesar de estar na ordem do dia, este não é um tema obrigatório. No entanto, não deve ser proibido. O docente atento encontrará formas de perceber se é ou não relevante falar sobre o assunto no momento. 
 
A leitura mediada de livros álbum é uma ótima oportunidade para criar condições para que, num ambiente tranquilo e confortável, adultos e crianças possam falar sobre a morte e a perda. As seguintes sugestões têm como intenção criar um espaço de diálogo sobre o tema. São álbuns que, pelas suas características textuais e gráficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas etárias. Apresentamo-los como auxiliares para criar um espaço/ tempo seguro para pensar em conjunto e partilhar ideias e emoções.
 
 
A cadeira que queria ser sofá, de Clovis Levi e Ana Biscaia, Clube de Memórias

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«Este livro contém 3 histórias, com uma delicada abordagem sobre a morte. Um excelente apoio para adultos que se defrontam com dificuldades para explicar às crianças o  desaparecimento definitivo de um ente  querido.» (resenha da editora)

 
Jack e a Morte, de Tim Bowley e Natalie Pudalov, OQO
 

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«Jack encontra-se com a Morte e, ao intuir que ela lhe vai levar a sua mãe, que está doente, engendra um plano para se livrar dela. Com incrível astúcia, Jack é capaz de encurralar a sinistra personagem num frasco; mas as consequências do ato são imprevisíveis – já nada pode morrer – e o que parecia, inicialmente, um motivo de alegria – a mãe recupera de súbito da sua grave doença – acaba por se transformar num caos.» (resenha da editora)

 
Para onde vamos quando desaparecemos?, de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, Planeta Tangerina
 

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«À parte algumas exceções, ninguém consegue responder com certeza absoluta à pergunta que dá título a este livro.

“Para onde vamos quando desaparecemos?” aproveita a ausência de respostas “preto no branco” para lançar novas hipóteses – mais coloridas e poéticas, mais sérias ou disparatadas, conforme o caso… – e assim iluminar um tema inevitavelmente sombrio.» (resenha da editora)

 

O coração e a garrafa, de Oliver Jeffers, Orfeu Negro
 

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«O Coração e a Garrafa fala-nos de uma menina fascinada com o mundo à sua volta. Até que um dia algo aconteceu que a fez pegar no seu coração e guardá-lo num sítio seguro. Pelo menos durante algum tempo… Só que, a partir daí, nada parecia fazer sentido. Saberia ela quando e como recuperar o seu coração?

Com esta história comovente, Oliver Jeffers explora os temas difíceis do amor e da perda, devolvendo-nos, de maneira notável, um sopro de alento e de vida.» (resenha da editora)


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