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Leitura em papel versus leitura em ecrã

Investigação sobre a evolução da leitura na era da digitalização

25.05.20

A evolução da leitura na era da digitalização (E-READ) é uma iniciativa de pesquisa financiada pela União Europeia, envolvendo quase duzentos académicos e cientistas de toda a Europa, estudiosos da leitura , publicação e alfabetização. 

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Abril 2020 | Publicado pelo Centro Regional para el Fomento del Libro en America Latina y el Caribe, Cerlalc -Unesco

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Este dossiê reúne artigos escritos por investigadores que estudam os efeitos que a introdução de tecnologias digitais podem ter na leitura. 

Algumas das questões abordadas nos artigos são:

  • As tendências para ler de maneira fragmentada e abrangente, promovidas pelos media digital, podem estar a afetar a nossa capacidade de ler profunda e concentradamente? 
  • Os materiais impressos têm vantagens para entender e lembrar o que lemos em comparação com os materiais digitais? 
  • Os chamados "nativos digitais" são mais competentes para a leitura de materiais digitais? 
  • Que efeitos teria o abandono da caligrafia?

 

Esta é a área de investigação que mais se tem debruçado sobre as diferenças na cognição e na compreensão que a leitura digital introduz por comparação à leitura em papel.

Referência: Dosier Lectura en papel vs. lectura en pantalla - Cerlalc. (2020). Cerlalc. Retrieved 25 May 2020, from https://cerlalc.org/publicaciones/dosier-lectura-en-papel-vs-lectura-en-pantalla/

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por Cassia Cordeiro Furtado

RESUMO

Estudo sobre um contexto singular e original, onde o fluxo da leitura é entremeado com interação, partilha e produção de conteúdo, a partir do uso de aplicativos e streamings. A associação entre essas novas tecnologias no oferecimento de livros literários interativos é denominada de plataformas de literatura-serviço, já que seu conteúdo é oferecido pela tecnologia digital e móvel, e apresentado em forma de serviços, transmutando o comportamento e a experiência do leitor no processo de leitura.

A Geração Alpha chega às instituições educacionais com um desempenho instrumental elevado das tecnologias, para uso multifuncional, com destaque para a interação, comunicação e produção síncrona, mas com pesada lacuna em relação à competência literária.

Apresenta-se um recorte de investigação, em desenvolvimento, que tem como objetivo analisar o comportamento e a experiência do leitor infantil de aplicativos de literatura-serviço.

Neste artigo, destaca-se, além do referencial teórico, a análise de hotspots do aplicativo TecTeca, objeto da pesquisa. Conjectura-se que os aplicativos de literatura-serviço, por usar mídias dinâmicas e ferramentas de interação, expressão e comunidade de leitores, ocasiona pontos relevantes no estímulo à prática de leitura literária para a Geração Alpha.

Portanto, recomenda-se seu uso, nas bibliotecas escolares, como um novo instrumento para as atividades com a literatura.

 

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Desde o início do século XIX, a prática de leitura e escrita mudou devido aos avanços tecnológicos e às diferentes necessidades de comunicação que surgiram a partir de ambientes de novos media. O constante desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação facilita o consumo e a criação de produtos digitais e, além disso, favorece a participação e a colaboração. 

 

Da mesma forma, essas tecnologias promovem a interatividade nos ecossistemas digitais que constroem significados através da interação de diferentes elementos icónicos, verbais e sonoros. 

 

No ecossistema do livro, a mediação da tecnologia levou à emergência do dispositivo de leitura, o que, juntamente com o aparecimento da web e hipertexto, modificou processo  leitor e a tradição secular baseada no uso de papel.

 

O tempo que antes se dedicava a ler o jornal, ver televisão ou escutar a rádio hoje distribuiu-se, de maneira atomizada, entre o Twitter, o Facebook, o WhatsApp, livro impresso, eBooks, Podcasts, Instagram, Wattpad, YouTube....

 

Referência: Lectoescritura digital - Publicaciones - Ministerio de Educación, Cultura y Deporte. (2019). Sede.educacion.gob.es. Retrieved 4 July 2019, from https://sede.educacion.gob.es/publiventa/d/22961/19/0

 

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 Retransmisión en directo del 11 de junio

 Retransmisión en directo (sesión de tarde)

 Retransmisión en directo del 12 de junio

 Retransmisión en directo del 12 de junio (sesión de tarde)

 

¿Cuáles son los desafíos de la lectura y de la formación de lectores en la actualidad? Esta es la propuesta del encuentro Leer Iberoamérica Lee 2019, que bajo el lema Las otras caras de la lectura se celebra en la Biblioteca Nacional de España, como parte de los eventos de la Feria del Libro de Madrid.

 

El encuentro, que pretende profundizar sobre cuáles son los desafíos de la lectura y de la formación de lectores en la actualidad, contará con representantes de treinta y cinco de las iniciativas más relevantes de distintos países iberoamericanos (Argentina, Brasil, Colombia, Chile, España, México, Portugal…) quienes van a dialogar críticamente, compartir espacios, experiencias y propuestas.

 

La pregunta movilizadora del encuentro: ¿Qué significa formar lectores hoy?, se desarrolla en torno a cinco ejes: la participación de la sociedad civil, las políticas públicas de lectura, la formación de nuevos lectores, las nuevas virtualidades, los espacios colectivos y los encuentros de lectores.

 

Algunos de los temas abiertos al debate son la lectura en la primera infancia, el papel de la literatura, la lectura independiente, la lectura en situaciones de crisis, las nuevas ficciones digitales, los lectores en red, los retos y desafíos de las políticas públicas…

 

Entre las experiencias, estarán: las salas de lectura en México, las bibliotecas en Medellín, las bibliotecas comunitarias en Brasil, los clubs de lectura en Galicia, los proyectos participativos del Ayuntamiento de Madrid, los espacios de lectura en Portugal, la red de lectura pública en Chile, los proyectos comunitarios en Argentina, los laboratorios ciudadanos y la formación de lectores…

 

Este acto se organiza por el Laboratorio Emilia, JCastilho - Gestión & Proyectos, la Feria del Libro de Madrid y la Biblioteca Nacional de España; con la colaboración del Colectivo Álbum y el Clúster Fesabid, el CRIF Las acacias, Medialab Prado y la Residencia de Estudiantes. Además cuenta con el apoyo del Ayuntamiento de Madrid, el Ministerio de Cultura y Deporte, la Fundación Monte Madrid, la Fundación Santillana y el CERLALC.

 

Referência: España, B. (2019). Biblioteca Nacional de EspañaBne.es. Retrieved 13 June 2019, from http://www.bne.es/es/Actividades/2019/06-junio/leer-iberoamerica-2019.html

 

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Foto: Rafael Marchante

 

"A culpa é das estrelas" é o livro preferido dos alunos do ensino secundário.

 

"Não abras este livro" e as aventuras de Harry Potter são alguns dos livros preferidos dos alunos do ensino básico e secundário que participaram numa eleição nacional em que estiveram 70 obras a votos.

 

"Não abras este livro" foi a obra com mais votos entre os alunos do 1.º ciclo, conseguindo o primeiro lugar com 13,9% dos 33.733 votos, graças à iniciativa "Miúdos a votos".

 

Este é o resultado da participação de mais de 15 mil alunos de cerca de 500 escolas de todo o país que fizeram parte da terceira edição da iniciativa, em que foram contabilizados 78.382 votos.

 

Os alunos mais novos foram os mais entusiastas, com 33.733 votos, segundo os dados disponibilizados pela organização que mostram que à medida que os alunos vão crescendo a adesão vai diminuindo.

 

No 2.º ciclo participaram 22.479 alunos, no 3.º ciclo foram 19.229 e, no ensino secundário, a iniciativa só conseguiu mobilizar a participação de 2.941 eleitores.As regras eram simples: As turmas escolhiam um livro a seu gosto, depois faziam campanha, tentavam angariar votantes e os que conseguiam ter 50 votos passavam a integrar a lista de finalistas.

 

Este ano foram a concurso 70 obras, através da iniciativa da Rede de Bibliotecas Escolares e a Visão Júnior, em parceria com outras entidades como o Plano Nacional de Leitura.Assim, os livros preferidos entre os mais novos são "Não abras este livro" (13,9%), "O Diário de um Banana" (13,5%), o "Cuquedo" (9,3%), "Tubarão na Banheira (8,9%) e "A girafa que comia estrelas" (7,4%).

 

No segundo ciclo, a "Avozinha Gansgster" foi a que angariou mais votos (16,2%), seguindo-se "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (8%) e "Harry Potter e a câmara dos segredos" (7,3%).

 

Os livros de aventuras de J. K. Rowling também estão entre os preferidos dos alunos do 3.º ciclo que elegeram "Harry Potter e a Pedra Filosofal" como o melhor de todos, com 14,8% dos votos, seguindo-se dois livros que remetem para o tempo do holocausto: o "Diário de Anne Frank" (14,4%) e "O Rapaz do pijama às riscas" (12,6%).

 

"A culpa é das estrelas" é o livro preferido dos alunos do ensino secundário, segundo a votação hoje divulgada que mostrou que 20% dos votantes o escolheram.

 

"A rapariga que roubava livros" e o "Diário de Anne Frank" foram as outras duas obras preferidas pelos mais velhos, com 16,2% e 14,1% dos votos, respetivamente.

 

O objetivo principal do "Miúdos a Votos" é escolher os livros preferidos, mas acaba por ser também uma forma de aproximar os mais novos dos métodos de eleição e processos democráticos, sublinhou o ministro da Educação em declarações à Lusa. Um objetivo sério que conta com a participação da Comissão Nacional de Eleições: A CNE está presente "para ajudar em todo o processo e para poder esclarecer as crianças que tenham dúvidas relativas ao processo de eleição", disse Tiago Brandão Rodrigues.

 

Além da "promoção da leitura e aproximação ao objetivo livro", é também uma forma de "aumentar a literacia para os métodos de eleição e processos democráticos", acrescentou o ministro, à margem do lançamento de um livro dos alunos da Escola Secundária de Ponte da Barca.Os mais novos passam a "entender verdadeiramente os métodos de eleição e o que é isso de votar mas também para que servem as nossas eleições", acrescentou.

 

Portugal foi um dos países com as mais baixas taxas de participação nas eleições europeias, com uma taxa de abstenção próxima dos 70%.

 

As escolas têm vários projetos para promover uma cultura de cidadania e participação democrática desde as idades mais precoces, como é o caso do Orçamento Participativo das Escolas, em que os alunos podem apresentar uma ideia para melhorar a sua escola, ou a Voz do Aluno, em que os estudantes debatem internamente questões que os preocupam.

 

O ministro da Educação esteve hoje numa outra iniciativa que considerou ser também essencial neste processo: A apresentação do livro "Opiniões de Segunda", com os artigos de opinião dos alunos da Escola Secundária de Ponte da Barca escritos durante o ano letivo.

 

Trata-se de um "exercício de cidadania e de debate plural, potenciando o espírito crítico, a capacidade argumentativa e a expressão escrita", sublinhou em declarações à Lusa.

 

Neste caso, a iniciativa partiu da Associação de Estudantes da escola e a receita da venda do livro reverterá a favor da organização não governamental Helpo, que promove projetos educativos em Moçambique.

Lusa

 

Referência: Quais são os livros preferidos dos alunos portugueses?SIC Notícias. Retrieved 2 June 2019, from https://sicnoticias.pt/cultura/2019-05-31-Quais-sao-os-livros-preferidos-dos-alunos-portugueses-

 


RBE


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