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Na pandemia não há fuga possível | a filosofia pode ajudar?

Uma pequena ajuda da filosofia para a quarentena

30.03.20

Presente e futuro.

Desejo e previsões.

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Este artigo de Bárbara Reis, publicado no Público de 29 de março de 2020, foi elaborado na sequência da resposta dada por onze professores de filosofia e bioetecistas portugueses. Aqui são levantadas algumas questões indissociáveis da crise criada pela pandemia:

  • O medo da morte,
  • Quem salvar,
  • O poder do Estado,
  • O confronto com nós mesmos,
  • As marcas que vai deixar.

E, ao invés de encontrarmos respostas para as dúvidas que nos assolam, neste artigo são deixadas opiniões, perguntas e, sobretudo, lançadas pistas que nos obrigarm a refletir.

  • O que mudará na nossa sociedade?
  • Como reinventamos o nosso "habitar económico e social"?
  • Como serão as relações entre o cidadão e a medicina?
  • Qual o papel  da "mediação tecnológica"?
  • Há pessoas descartáveis? 
  • Voltaremos a uma tendência para o nacionalismo, em detrimento do global?
  • Qual o impacto que terá na forma de ser e estar dos jovens?

Esta crise irá ter (ou já está a ter) uma dimensão comparável com a das crises que se vivem em  tempo de guerra (o que não equivale a dizer que “é” uma guerra). O que isso pode provocar nas pessoas, sobretudo nas mais jovens, é um sentimento do peso, da urgência e da seriedade da vida que contrasta em absoluto com a leveza, a descontração e ligeireza com que se tende a viver hoje nas sociedades que são mais responsáveis pela destruição do planeta.

João Constâncio

 

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Autor : Philippe Delmotte | 2019

Descarregar a brochura - 1.º Nível do secundário (pdf - 2,7 Mo - 46p) 

Descarregar a brochura - 2º e 3º Nivel do secundário (pdf- 2,9 Mo- 35 p)

 

A educação para os media desenvolve-se em torno de três objetivos principais:

  1. desenvolver no aluno a capacidade de analisar de forma crítica as mensagens mediáticas;
  2. promover o desenvolvimento das competências de expressão e de comunicação, através dos media;
  3. permitir uma reflexão sobre os seus próprios comportamentos face aos media, quer como receptores quer como emissores.

A educação para os media favorece o desenvolvimento pessoal do indivíduo e a sua responsabilidade cívica. Por esse motivo, considera-se que o conhecimento do mundo, da nossa identidade e das nossas relações com os outros são tão condicionados pela utilização dos media que é fundamental dar-lhes um lugar de destaque, através do questionamento filosófico e cívico.

São disponibilizadas duas brochuras, organizadas em torno de quatro capítulos, que pretendem levar o aluno a:

  • construir um pensamento autónomo e crítico;
  • conhecer-se a si e abrir-se ao outro;
  • construir uma cidadania assente na igualdade de direitos e na dignidade;
  • envolver-se na vida social e no espaço democrático.

Tradução, com adaptações, do francês.

 

Referência: Pistes pédagogiques pour mettre l'éducation aux médias au service de l'éducation à la philosophie et la citoyenneté. (2019). CSEM. Retrieved 19 December 2019, from http://www.csem.be/mediasphilosophiecitoyennete

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No âmbito do protocolo de colaboração entre a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e a Associação de Professores de Filosofia (ApF), a RBE associa-se à divulgação do concurso Ensaio Filosófico, cuja 6.ª edição é lançada hoje, precisamente, no Dia Mundial da Filosofia.

Promovido para suscitar o interesse pela escrita e reflexão filosóficas, realçar a importância da disciplina de Filosofia na formação geral dos alunos do ensino secundário e consolidar competências em literacia da informação, o Concurso Ensaio Filosófico 2019-20 decorre até ao dia 1 de junho de 2020, de acordo com o respetivo regulamento. Qualquer esclarecimento adicional pode ser solicitado através do endereço eletrónico dir.apfilosofia@gmail.com.

portal da ApF agrega ainda um leque variado de recursos filosóficos bem como propostas de atividades que podem ser implementadas em diferentes contextos e que pretendem contribuir para a construção da autonomia e de uma cidadania ativa e responsável.

 

Para mais informações, consulte o regulamento do concurso AQUI.


Veja também: Ensaios outras edições
 
Regulamento [PDF]
Regulamento

 

Referência: Ensaio filosófico • Associação de Professores de Filosofia. (2019). RBE: Rede de Bibliotecas Escolares. Retrieved 21 November 2019, from http://rbe.mec.pt/np4/2436.html

Adela Cortina | Filósofa

 

Referência: Una lección de ética frente a la intolerancia. (2019). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 14 October 2019, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/aporofobia-no-se-rechaza-al-extranjero-sino-al-pobre-adela-cortina/

 

 

 

“Hoje as pessoas só escutam opiniões que reforçam o que já creem” | Michael Sandel, filósofo e professor.

Visionar programa completo.

 

Michael Sandel

Es el filósofo contemporáneo más popular del mundo. Michael Sandel, profesor en la Universidad de Harvard y Premio Princesa de Asturias de las Ciencias Sociales 2018, tiene como objetivo poner la educación cívica sobre la mesa y conectar la filosofía con nuestra vida cotidiana. 


“Sócrates vagaba por las calles y dialogaba con la gente, la filosofía surgía de la vida de la ciudad, de las opiniones y convicciones que tenían esos ciudadanos”, argumenta. Y, veintiséis siglos después, este profesor de Filosofía Política trata de revivir el espíritu socrático y se para a hablar con la gente para indagar qué es la justicia o qué significa el “bien común”. Lo hace dentro y, sobre todo, fuera de las aulas. En la serie de la BBC 'The Global Philosopher', lidera las discusiones en vídeo con participantes de más de una treintena de países sobre los aspectos éticos de temas como la inmigración o el cambio climático. Sus escritos sobre justicia, ética, democracia y mercados se han traducido a más de 25 idiomas, entre los que destaca el libro 'Lo que el dinero no puede comprar: Los límites morales del mercado'. El filósofo también imparte "Justicia", el primer curso de Harvard disponible gratuitamente en línea y en televisión. 


Michael Sandel ha sido un pionero en el uso de nuevas tecnologías para promover el discurso público global, pero critica las redes sociales y la adicción a las pantallas de las que sostiene: “si las dejamos que actúen solas, compiten con la educación y son una de las mayores barreras para el aprendizaje”.

 

Referência: "Hoy la gente solo escucha opiniones que refuerzan lo que ya cree". (2019). BBVA Aprendemos Juntos. Retrieved 22 February 2019, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/hoy-la-gente-solo-escucha-opiniones-que-refuerzan-lo-que-ya-cree-michael-sandel/

 

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Regulamento | Recursos | Plano de aula

 

O Plano de Aula

Pensamento crítico no mundo da hiperinformação

 

Partindo das competências do “Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória”, a Associação de Professores de Filosofia disponibiliza um plano de aula, que possibilita uma atividade da articulação curricular da Biblioteca Escolar com a área de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito da Educação para os Media.

 

O Concurso

Nos últimos anos, o desenvolvimento da tecnologia informática e da linguagem computacional tem sido vertiginoso. A realidade aumentada, as cidades inteligentes, as impressoras 3D e, de um modo geral, os algoritmos e a inteligência artificial começam a transformar o mundo em que vivemos. Que efeitos tem tudo isso nas nossas representações e crenças? Na relação com o Outro? No modo como lidamos com a Natureza? Nos caminhos que procuramos para a felicidade?

 

Há um lado inquietante nesta vertigem tecnológica que não podemos abdicar de pensar e de discutir. Ainda que vários especialistas, filósofos e homens de ciência, se dediquem a esse estudo, as questões não deixam de afetar a vida de cada um de nós.

 

Por isso, neste Dia Mundial da Filosofia, convidamos os estudantes do ensino secundário a produzir uma reflexão sobre um tema atual e pertinente que os inquiete, participando na 5.ª edição do Concurso Ensaio Filosófico, uma iniciativa da Associação de Professores de Filosofia (ApF) em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares.


 

Esta publicação contou com a participação da Coordenadora Interconcelhia: Isabel Nina

 

 

 

a tv, o rádio, a revista e, nos últimos 20 anos, o mundo digital “multiplicaram” a nossa professora. e, em vez de desenvolver “informatofobia”, a professora precisa entender que é preciso trazer novas ferramentas para a sala de aula. no café filosófico cpfl especial sobre “a era da curadoria: o que importa é saber o que importa!”, o filósofo e educador mario sergio cortella afirmou que passamos o tempo todo por um “tsunami informacional” nos dias atuais.

 

esse tsunami, no entanto, não é sinônimo de “conhecimento”. conhecimento é o que sai com a gente ao fim da aula. a informação é cumulativa, o conhecimento é seletivo.

 

tem gente que não navega, naufraga”, disse. “falamos da democratização da informação, mas há também a banalização da edição da informação.” a tarefa da curadoria, definiu, é dificultar que fiquemos iludidos com o que é mera abstração. “a ideia de curador é a daquele que cuida. com a internet, perdemos a exclusividade da edição. a novidade é que a curadoria pode ser feita de outros modos. a maioria lê outras fontes além de jornais.” segundo ele, conhecimento é algo que não se esquece.

 

“não importa que alguém decore o que está no livro, importa que ele saiba usar o que está no livro.” de acordo com o especialista, “aprendemos de tudo na escola, menos a estudar”. “na faculdade é que vamos aprender sobre metodologia e pesquisa.” para transmitir este conhecimento, é preciso levar o mundo para dentro das escolas. “o que importa é o que está em nosso cotidiano. é o ponto de partida”, disse. “a matemática foi ensinada como um suplício porque não foi explicado como funcionava em nossa vida.

 

”embora defenda o uso da tecnologia como ferramenta para o conhecimento, cortella alertou: recursos como os emoticons, usados para expressar sentimentos em redes como o whatsapp, “são a falência da palavra escrita”. ele disse ainda que as ferramentas analógicas não perderão a importância em meio à era digital. “a mais antiga plataforma de ensino a distância é o livro. as tecnologias trouxeram outras plataformas. mas o livro não desapareceu.”

 

Referência: Café Filosófico - A era da curadoria; o que importa é saber o que importa - Mario Sergio Cortella. (2018). YouTube. Retrieved 26 September 2018, from https://www.youtube.com/watch?time_continue=328&v=sFKNpkpf9Iw

 

Oiça aqui, se preferir, o Café Filosófico em formato podcast. Ideal para ouvir no smartphone e em qualquer lugar, ou no automóvel...  poupando dados de tráfego de Internet.

This podcast is available on...


Todos Os Sonhos Do Mundo
 (todos os programas) 

Mário de Carvalho nasceu em 1944, estudou Direito, é escritor. | 30 Jun, 2017

 

"Tristeza não tem fim, felicidade sim", diz uma conhecida canção. Porque é que é tão difícil ser feliz se todos os nossos movimentos são no sentido de nos dizermos felizes? Vamos falar: para que a tristeza, pelo menos, conheça fim. Com Anabela Mota Ribeiro.

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 Ensina RTP |

 

O documentário “Regresso sem Fim” de Anabela Saint-Maurice viaja das origens, às reflexões e obra de um dos maiores pensadores do século XX.

 

Filósofo, crítico e ensaísta literário associado ao existencialismo, Eduardo Lourenço tomou a poesia como fonte preferencial da sua obra. Fernando Pessoa, o Modernismo e Portugal são temas recorrentes nos seus ensaios.

 

Eduardo Lourenço de Faria, nasceu no Distrito da Guarda em 23 de Maio de 1923.  Estudou no Colégio Militar e licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas em Coimbra. Foi Leitor na Universidade de Grenoble e tornou-se professor jubilado em Nice em 1988.

 

Recebeu vários prémios ao longo da carreira dedicada às artes e letras e publicou uma extensa lista de ensaios como Heterodoxia I e II, O Labirinto da Saudade – Psicanálise Mítica do Destino Português, ou Fernando, Rei da Nossa Baviera.

 

Eduardo Lourenço:

Referência: Eduardo Lourenço: . (2018). Eduardo Lourenço: . Retrieved 25 May 2018, from http://ensina.rtp.pt/artigo/eduardo-lourenco/

 

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Porque é que as crianças deviam aprender filosofia? | Jordi Nomen

 

Jordi Nomen é professor de Filosofía na Escuela Sadako de Barcelona e autor do livro ‘El niño filósofo. Cómo ayudar a los niños a pensar por sí mismos’.

 

Nomen, explica-nos neste vídeo o sentido que tem a filosofia na educação das crianças destacando o valor das perguntas para as fazer pensar: ‘temos muitas respostas, mas fazem-nos falta as perguntas e isso não está no Google’, afirma. Defensor do papel das humanidades, Jordi Nomen destaca o papel da literatura, da música e filosofia na educação e afirma que ‘renunciar às humanidades é renunciar à humanidade’.

 

Visualizar o programa completo. | A filosofia faz-nos críticos, criativos e cuidadosos

 

 

¿Por qué los niños deberían aprender Filosofía?

Referência: ¿Por qué los niños deberían aprender Filosofía?. (2018). BBVA Aprendemos Juntos. Retrieved 18 May 2018, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/por-que-los-ninos-deberian-aprender-filosofia-jordi-nomen/

 

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