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Encontra-se disponível o estudo Literacia mediática nas bibliotecas escolares, que pretende contribuir para o conhecimento do panorama geral da Educação para os Media nas bibliotecas escolares.

O estudo, realizado através da colaboração entre o Observatório sobre Media, Informação e Literacia (MILObs) do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos. Foi validado um total de 723 questionários, que corresponde a 53% da população dos professores bibliotecários.

O fim último deste estudo é contribuir para o conhecimento do panorama geral da Educação para os Media nas bibliotecas escolares, fazendo o levantamento e identificando o tipo de atividades que nestas são realizadas naquele âmbito e, também, os principais obstáculos que se colocam ao seu desenvolvimento. O estudo pretende igualmente sugerir linhas de atuação nesta área.

Estudo disponível no portal da RBE (https://www.rbe.mec.pt/np4/2714.html).

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Fonte da imagem: https://cutt.ly/fkB7tX5

Numa época em que o número de crianças e jovens com acesso à internet já se conta por muitos milhões em todo o mundo, não deixa de causar algum espanto pensarmos que esse número, efetivamente muito grande, corresponde afinal, apenas, a um terço da população mundial.

De facto, duas em cada três crianças ou jovens com menos de 25 anos não tem internet em casa.

A conclusão é de um estudo da UNICEF, realizado no final do ano passado, numa altura em que, por força da pandemia, o ensino a distância se tornou um imperativo, e a conectividade um bem de primeira necessidade. Afinal tão escasso.

O estudo cobre 87 países, espalhados por todas as regiões do globo, permitindo identificar assimetrias e discrepâncias.

Efetivamente, talvez mais impactante do que o valor global referido, são os valores regionais/ nacionais que estão por detrás dessa média aritmética. E esses revelam enormes contrastes: de um lado, os países com maior rendimento oferecem conectividade a cerca de 90 % das suas crianças e jovens; no outro extremo, os mais pobres ficam-se por uns confrangentes 6%. Entre uns e outros, os países de rendimento médio-alto andam em torno dos 50%.

Ironicamente, a média aritmética, sendo um indicador estatisticamente inquestionável, acaba, neste caso, por não corresponder à situação concreta de praticamente nenhum país. Quase todos estão muito acima ou muito abaixo.

Os investigadores da UNICEF quiseram levantar também, dentro de cada região, as diferenças entre zonas rurais e urbanas. Sem surpresa, foi identificado, em todos os países, um mais largo acesso à internet nas zonas urbanas do que nas rurais.

Mas essa diferença nunca é tão marcante como a que existe entre grupos de nações: nos países mais ricos, mesmo nas zonas rurais, a percentagem de jovens com acesso à internet é muito superior à das zonas urbanas dos países mais pobres.

Se começamos, talvez, por um instante de surpresa, este estudo vem, afinal, ao encontro do que já sabemos: a geografia do acesso à internet sobrepõe-se, sublinhando-a, à desigual distribuição dos (outros) bens essenciais, como medicamentos, segurança ou água.

Já conversou sobre isto com os seus alunos?

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Os resultados de um questionário realizado através de uma colaboração informal entre o MILObs e a RBE, em 2019, vão estar em foco no seminário “Literacia Mediática na Biblioteca Escolar”, a realizar no próximo dia 28 de janeiro, às 14h30, via Zoom. 

Um estudo sobre a situação da educação para os media em Portugal, publicado em 2011, identificava as bibliotecas escolares como atores emergentes na promoção da literacia mediática nas escolas. Desde então, o contexto foi evoluindo, salientando-se a publicação dos referenciais Aprender com a Biblioteca Escolar (RBE, 2012 e 2017) e Referencial de Educação para os Media (DGE, 2014); a formação de professores e professores bibliotecários nesta área; a atenção e importância crescente que a educação para os media tem assumido nos planos internacional e nacional, quer em termos sociais e políticos, quer educativos.

Tendo em conta o descrito e o trabalho crescente que os professores bibliotecários têm vindo a realizar no domínio da literacia mediática, como atestam os números de aplicação anual do Aprender com a Biblioteca Escolar, considerou-se importante efetuar um estudo atual sobre a situação da educação para os media no contexto da biblioteca escolar. Este estudo teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online, à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos, tendo sido validados um total de 723 questionários. 

Os resultados deste questionário, que retrata o panorama da literacia mediática nas bibliotecas escolares – o que se tem feito e também os problemas identificados –  são apresentados no Seminário/ FILM online organizado pelo MILObs e RBE em parceria com o GILM.  

Convidamos todos os interessados na temática e, muito especialmente, os professores bibliotecários que participaram no questionário, a inscreverem-se aqui, a fim de receberem a hiperligação de acesso.


NOTA: A participação é gratuita, mas a inscrição no seminário é obrigatória.

 

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O volume V dos Relatórios PISA 2018 torna públicos os resultados relativos às políticas educativas dos 79 países/ economias participantes neste inquérito e a sua relação com os níveis de desempenho dos alunos. Algumas das suas conclusões globais relevantes são:
- Na generalidade dos países da OCDE, 6% dos alunos inquiridos não frequentou educação pré-primária. Os seus níveis de leitura, aos 15 anos de idade, revelaram-se inferiores aos dos colegas que frequentaram entre 1 e 3 anos de pré-escolar, confirmando a importância deste ciclo.
- De um modo geral, os dados reiteram o enorme impacto do nível socio-económico dos alunos sobre o seu desempenho e, sobretudo, sobre a probabilidade de retenção ao longo do percurso escolar. Os jovens dos sistemas vocacionais de ensino apresentam, em todos os países, resultados bastante inferiores aos dos outros estudantes.
Para as bibliotecas escolares, o inquérito de 2018 é particularmente importante, já que o domínio de análise principal foi a leitura. Assim, vale a pena a consulta de alguns dados específicos revelados neste volume, como, por exemplo, o capítulo onde se mostra que o desempenho em leitura é mais elevado nas escolas que proporcionam aos alunos locais onde estes possam estudar e/ou fazer trabalhos.
Igualmente interessante é a conclusão de que os países/ economias cujos alunos apresentam níveis mais elevados de desempenho têm em comum um conjunto de políticas, tais como um forte investimento em formação e desenvolvimento profissional e um currículo escolar desenvolvido com base na partilha de recursos e materiais.
O investimento na formação e o trabalho colaborativo, preconizados desde sempre pela RBE, são, portanto, aqui confirmados como peças-chave no trabalho dos professores em prol do bom nível de leitura dos seus alunos.

Fonte: PISA 2018 Results (Volume V) Effective Policies, Successful Schools

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Está a ser desenvolvido, desde o corrente ano de 2020 e prolongando-se até 2022, o estudo ‘Educação Literária no Ensino Básico e no Ensino Secundário’, da responsabilidade de uma equipa que integra elementos da RBE, do IAVE, do PNL2027, do PNPSE, da DGE e da DGEEC.
Tem como objetivo apresentar propostas fundamentadas para a melhoria da Educação Literária no quadro do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, das Aprendizagens Essenciais e da missão do Plano Nacional de Leitura 2027, partindo da análise do desempenho dos alunos portugueses em Provas Internacionais e Nacionais.
Em 2020, está a ser realizado o retrato da educação literária do ponto de vista dos estudos internacionais e dos resultados da avaliação externa nacional (provas de aferição e provas finais do ensino básico); em 2021, avançar-se-á para um trabalho de campo junto de um conjunto de escolas e professores com vista ao levantamento e caracterização das práticas escolares no âmbito da educação literária e em 2022, far-se-á a análise dos resultados e produção de recomendações e boas práticas.

Ler mais: Educação Literária - Estudo

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