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Vamos levar este ano letivo a bom porto | joão costa

A importância das vozes de proximidade

24.03.20

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, fala da importância das "vozes de proximidade" no contacto com os alunos e da mudança paradigmática que aconteceu graças à pandemia.

Clicar na imagem para aceder ao podcast, na Rádio Observador:

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Referência: João Costa: "Vamos levar este ano letivo a bom porto". (2020). Observador. Retrieved 24 March 2020, from https://observador.pt/programas/emissao-especial/joao-costa-vamos-levar-este-ano-letivo-a-bom-porto/

 

O ensino a distância na escola | etapas e plataformas

Ensinar e aprender online

13.03.20

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A maior parte das escolas dispõe de plataformas de gestão de aprendizagem (Moodle, Google Classrom, ...) que são excelentes meios para disponibilizar recursos educativos. 

Caso os professores/educadores desejem implementar o ensino a distância, podem seguir as seguintes etapas:

1. Disponibilização de conteúdos (em diferentes formatos) das diferentes áreas curriculares;

2. Criação de percursos educativos, por área disciplinar e ano de escolaridade;

3. Dinamização de atividade que que possam ser realizadas de forma autónoma e que permitam a aplicação / experimentação / reescrita / produção por parte dos alunos;

4. Implementação de momentos de avaliação formativa e de autoavaliação. Aqui sugere-se a plataforma Socrative que permite a elaboração de questionários, que são resolvidos pelos alunos ao seu próprio ritmo e cujo feedback é dado automaticamente.

Ao longo destas etapas, é fundamental que o professor marque sessões online, síncronas, isto é em tempo real, para que os alunos possam interagir com o docente e com os colegas, partilhando aprendizagens, dúvidas, problemas e até conquistas. A plataforma que se sugere é o Zoom, pois basta o acesso ao link enviado pelo professor para o aluno poder entrar na sala. Permite 40 minutos de interação, o que é apropriado para este tipo de sessão. O professor pode partilhar o seu écran com os alunos e podem trocar ficheiros. Caso o aluno necessite de um acompanhamento mais próximo, esta continua a ser a melhor ferramenta para o efeito e, no caso de 2 participantes, não existe a limitação de tempo.

 

O que ensinar hoje na escola? | cristóbal cobo

Objetivos da educação, o significado de escola e como pensar numa formação à prova de futuro

24.02.20

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Cristóbal Cobo é especialista sénior em políticas de educação e tecnologia e autor de vários livros essenciais para entender a educação, atualmente. Todos são publicados com licenças abertas e, se ainda não o fez, recomenda-se que leia especialmente Invisible learning , escrito em conjunto com John Moravec em 2011, The pendending innovation (2016) ou I accept the conditions , publicado em 2019, pela Santillana Foundation.

Oiça o podcast.

Precisamente para a Fundação Santillana e no âmbito do projeto #enclaveFS, conversou-se com Cristóbal Cobo sobre os objetivos da educação, o significado da escola, o que é importante trabalhar nas escolas hoje e, finalmente, como pensar numa formação à prova de futuro.

"É fundamental aprender a diferença", diz Cobo assim que a conversa começa. Eu acho, diz, "que vivemos numa sociedade onde as revoluções se sobrepõem". Onde existem diferentes maneiras de entender a realidade e pensar sobre que tipos de pessoas temos que preparar. Eu gosto de pensar, continua Cobo, numa sociedade em que tanto os da periferia como os dos centros têm oportunidades de transformação. Uma sociedade capaz de construir pontes.

Nas últimas décadas, e especialmente desde a queda do muro , muito tem sido dito sobre a globalização. Mas a verdade é que a globalização tem sido um processo bastante monocromático, diz Cobo. Em vez de experimentar um processo de multiplicação de pontos de vista que leve em conta uma variedade maior de culturas, a globalização significou, como argumenta Bruno Latour, a imposição de “uma visão única, absolutamente provincial, proposta por algumas pessoas que representam um pequeno número de interesses, limitado a alguns instrumentos de medição e alguns padrões e formas ”( Bruno Latour, Onde pousar, 2019 ).

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Referência: “Yo pensaría en una sociedad donde los que están más en las periferias también tengan oportunidades, así como los que están en los centros” - Fundación Santillana. (2020). Fundación Santillana. Retrieved 24 February 2020, from https://www.fundacionsantillana.com/ed21/entrevista-cristobal-cobo/

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educare.pt |

Investigação conclui que há fatores críticos que impedem que o sistema escolar seja mais democrático e, consequentemente, que os alunos obtenham melhores resultados. “Políticas educativas e desempenho de Portugal no PISA (2000-2015)” analisa 15 programas, entrevista professores, diretores e inspetores, para compreender o que mudou na Educação e que explique os resultados alcançados no programa internacional de avaliação.

 

É uma análise extensa e pormenorizada sobre políticas educativas e o desempenho dos alunos portugueses no PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos entre 2000 e 2015. Analisaram-se 15 programas que materializam as políticas públicas das últimas três décadas para compreender o que mudou no sistema escolar que possa estar relacionado com a melhoria da qualidade da Educação, tendo em conta os resultados do PISA. “Políticas educativas e desempenho de Portugal no PISA (2000-2015)” reúne os resultados das análises feitas por uma equipa coordenada por Domingos Fernandes, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Há conclusões e recomendações.


A grande maioria dos 15 programas analisados teve efeitos positivos nas escolas, nos professores e nos alunos. Há, no entanto, alguns que merecem particular destaque quer nas intervenções dos participantes no estudo, quer nas avaliações, estudos ou reflexões que foram consultados. A RBE, por exemplo, é um programa cujo sucesso é referido unanimemente por todos os intervenientes. “A sua forma de organização e estrutura funcional, o facto de as escolas terem de criar um projeto para aderir ao programa, a forma como está inserido nas escolas, as dinâmicas criadas através dos projetos que se geram no seu âmbito e a colaboração próxima com os alunos e com os seus professores parecem ser aspetos, entre outros, que fizeram deste programa, já com cerca de 22 anos, um interessante exemplo que em muito tem contribuído para melhorar os níveis de literacia da leitura dos alunos portugueses, muito particularmente ao nível do Ensino Básico”.



O Presidente da República vê nos resultados do PISA um esforço em melhorar a qualidade da Educação e o peso do contexto socioeconómico. “Há duas realidades. Uma realidade é que aqueles que têm piores condições económicas e sociais também têm piores condições, às vezes, quer de afirmação, quer de recuperação, quer de progressão. Mas, em geral, há um esforço demonstrado por estes resultados no sentido de melhorar a qualidade do ensino e da educação em Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que “apesar de aspetos críticos no nosso sistema de educação, há passos positivos que estão a ser dados”.

 

Referência: Oliveira, S. (2019). PISA | Retenções, faltas às aulas, frequência no pré-escolar. Três pontos a aprofundarEducare.pt. Retrieved 15 December 2019, from https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=158386&langid=1

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por Bruno Vieira Amaral

Chegados à Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, caminhamos até à estrebaria. Uma rapariga escova o dorso de um cavalo. Cuida dele. Sílvia diz-me que estão muito ligadas aos animais. São imponentes, os cavalos. Portentosos. Ameaçadores. É natural a ligação entre as raparigas e os animais. O que se estabelece entre ambos não é uma relação de poder ou subjugação, mas uma cumplicidade até à união total em que o homem domina sem se impor e o cavalo obedece sem se sujeitar. A rapariga, bela como toda a juventude que se ignora, dá-me um pedaço de cenoura para que o cavalo venha comer à minha mão. É isso que ele faz. Por momentos, também participo nessa união, deixo de estar arredado desse grande convívio. Penso no conto de Leopoldo Lugones, "Os Cavalos de Abdera" e o que até hoje li como uma alegoria ou uma fábula, parece-me subitamente mais realista do que nunca. Nos seus movimentos cuidadosos, nos seus olhares um tanto abstraídos de tudo o que existe e não é cavalo, as raparigas dizem-me que a uni-las aos animais há algo mais profundo e decisivo do que aquilo que as liga aos outros humanos. Tenho a impressão justa e pavorosa, de que seriam capazes de sacrificar qualquer um de nós - desde logo a mim, forasteiro acabado de chegar, intruso nos seus domínios - para salvarem os seus belos cavalos. E isso, como tudo o que é terrível, também é belo.

 

Entrevista com os alunos junto aos respetivos cavalos. Cada aluno tem o seu cavalo pelo qual é responsável.

 

 
 
 
 
 
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Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes | escolas improváveis

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A Biblioteca Escolar

A EPDRA integra a rede de bibliotecas escolares do Ministério da Educação. O projeto consistiu na renovação do espaço, do equipamento da biblioteca e na aquisição de novos livros e outros recursos.

 

A Biblioteca situada no Centro Escolar pretende servir da melhor forma a comunidade educativa. Está aberta durante o dia em horário normal de funcionamento de aulas, consoante a disponibilidade dos docentes que compõem a equipa. À tarde em horário fixo, de domingo a 5ª feira das 18h30 às 22horas, com um pequeno intervalo para o jantar.

 

É um espaço agradável de encontro, estudo e partilha de leituras e amizades onde se pode encontrar audiovisuais, computadores, livros das áreas técnicas dos cursos que a escola disponibiliza e literatura em geral para ser consultada/requisitada. Para quem preferir ler de forma digital, só necessita requisitar um dos ereaders que existem para o efeito.

 

Às quartas-feiras das 10 às 12 horas a Biblioteca desloca-se para a Herdade e ganha cor e cheiro verde, para que os alunos possam também lá fazer as suas requisições e fazer os seus pedidos para a semana seguinte.

 

 

***

 

Nesta Escola os alunos aprendem a fazer vinho e cerveja artesanal de qualidade. Aqui fica a descrição do processo, feita na Adega, pelo prof. Paulo Vicente:

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