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José Matias Alves | Ilídia Cabral (Eds.) | Maio 2020 | 

Edição: Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa

 

Prefácio

João Costa | Secretário de Estado Adjunto e da Educação

E de repente, sem termos tempo para nos prepararmos, o campo lexical da escola alterou-se e passou a incluir palavras como aula síncrona, distanciamento, plataforma, COVID19, máscara, chat, online, gel... Sabemos que os sistemas educativos europeus não tinham sido afetados tão negativamente desde a II Guerra Mundial. De um dia para o outro, as escolas fecharam-se e o sistema educativo viu-se alterado não por vontade, mas por imposição.

Os professores portugueses revelaram o seu profissionalismo e capacidade de adaptação, as escolas organizaram-se. Do lado do Ministério da Educação, fomos produzindo recursos, orientações, colhendo práticas, estabelecendo parcerias, para apoiar o trabalho às escolas e aos professores neste momento difícil (coligidas em http://apoioescolas.dge.mec.pt ).

Os testemunhos e os olhares deste livro, que tenho a honra de prefaciar, são prova desta capacidade de adaptação, da inquietação associada, da preocupação com os alunos. São também voz de um contexto que não se esperava, que gerou mais trabalho, muitos caos e muitas organizações, muito trabalho para todos, inversões de papéis, cansaço pelo trabalho e pela vontade de que o vírus desapareça depressa. (...)

 

Referência: (2020). Fep.porto.ucp.pt. Retrieved 31 May 2020, from http://www.fep.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/FEP/SAME/Ebook_Ensinar_e_aprender_em_tempos_de_COVID_19.pdf

Ensinar e aprender desde casa | guias educativos

Biblioteca de Media do Ministério da Educação de Espanha

09.05.20

A pandemia de coronavírus é um "big bang", um antes e um depois, em todas as esferas da sociedade. O confinamento de estudantes e professores nas suas casas quebrou o ritmo e as formas de ensino em sala de aula. Isso leva-nos a usar os recursos da Internet para continuar a ensinar e aprender em casa. 

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Diante desse novo cenário, a Edullab criou a coleção “Ensinar e aprender em casa”, composta por cinco guias que oferecem orientações e diretrizes gerais sobre como organizar e desenvolver o teletrabalho de ensino e a aprendizagem em casa, pela Internet.

Estes são os guias:

 

Cada um deles apresenta recomendações práticas, como um decálogo, sobre como ensinar e aprender a distância através da rede. 

Os guias foram publicados na  Biblioteca de Media do Ministério da Educação de Espanha  e também estão no  portal para famílias  criado pelo Ministério da Educação do Governo das Ilhas Canárias antes do COVID19. 
 
Estes guias são de acesso aberto, livres para descarregar, partilhar e divulgar onde se achar melhor.
 

Esta coleção foi produzida pelo Grupo de Pesquisa e Inovação do Laboratório de Educação e Novas Tecnologias (EDULLAB) da Universidade de La Laguna, em colaboração com a Área de Tecnologia Educativa (ATE) da Direção Geral de Organização, Inovação e Qualidade do Ministério da Educação, Universidades, Cultura e Desportos, do Governo das Ilhas Canárias.

 

ReferênciaColección Enseñar y Aprender desde Casa - EDULLAB. (2020). EDULLAB. Retrieved 9 May 2020, from https://edullab.webs.ull.es/wordpress/ensenar-y-aprender-desde-casa/

Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular | UNESCO

Experiência Chinesa na Manutenção da Aprendizagem durante o Surto de COVID-19

24.04.20

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O Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular relata a experiência  chinesa na Manutenção da Aprendizagem durante o Surto de COVID-19.

A versão portuguesa foi produzida com o apoio da UNESCO numa ação colaborativa coletiva e voluntária de um grupo de portugueses ligados ao meio académico.

A coordenação foi de Etelberto Costa (Lifelong Learning Platform) e do Laboratório de Inovação Pedagógica e Educação a Distância do Instituto Politécnico de Tomar. De salientar o apoio da Unidade de I&D Techn&Art do Instituto Politécnico de Tomar, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação e da APDSI (Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação).

Apesar de relatar a experiência chinesa, as respostas encontradas poderão ser replicadas e / ou reajustadas ao contexto português. 

Este manual está organizado em seis dimensões:

  1. Infraestrutura de rede
  2. Ferramentas de aprendizagem amigáveis
  3. Recursos digitais de aprendizagem adequados  
  4. Métodos de ensino e de aprendizagem
  5. Serviços de apoio para professores e alunos
  6. Cooperação entre empresas, governos e escolas

 

Uma nota para o papel que as bibliotecas poderão ter neste caminho, nomeadamente na criação e disseminação de recursos de aprendizagem (págª. 5 do manual). 

 

Seis chaves para aprender a conviver | nélida zaitegi

Professores, os facilitadores da humanização

19.03.20

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“Não deixe que ninguém lhe tire o seu desejo de ser o bom professor que é. Deve lembrar-se de que é uma pessoa muito importante na sociedade, porque os professores são "facilitadores da humanização" e ninguém nos pode tirar isso. Ensinamos os alunos a ser críticos, a pensar, a administrar bem, transmitimos valores e o desejo de viver dos alunos: esse é o grande trabalho do corpo docente ”.

 

A professora e pedagoga Nélida Zaitegi, hoje presidente do Conselho Escolar do País Basco, passou mais de quatro décadas a pesquisar e desenvolver programas de inovação educacional baseados na coexistência positiva e na resolução de conflitos. Conflitos que podem ser transformados em aprendizagem, após reflexão cuidadosa e calma.

Algumas das chaves do seu pensamento pedagógico incluem educação em valores, coeducação e participação dos alunos. Como aprende uma criança a viver com os outros? Vivendo juntos. Como se a escola fosse uma sociedade de pequena escala, onde os professores ajudam a desenvolver a inteligência interpessoal e intrapessoal. 

“Entre o macaco de Darwin e o homem ou mulher de Maslow, o que temos entre eles? Um professor. Temos de ajudar os jovens a continuarem a dar passos na humanização para alcançar uma sociedade melhor ", conclui Zaitegi.

Referência: “Para educar bien a un niño hace falta una buena tribu”. (2020). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 19 March 2020, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/seis-claves-para-aprender-a-convivir-nelida-zaitegi/


10 conselhos para acompanhar o estudo | encarregados de educação

Sugestões para apoiarem os seus educandos

16.03.20

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Margarida Pinto Correia, com o apoio da TVI, da RTP e da SIC, deixa-nos alguns conselhos para os Encarregados de Educação acompanharem os alunos durante esta fase, em que as aulas acontecem de forma diferente.


As famílias são fundamentais.

 

Conteúdo relacionado:

O ensino a distância na escola | etapas e plataformas

Ensinar e aprender online

13.03.20

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A maior parte das escolas dispõe de plataformas de gestão de aprendizagem (Moodle, Google Classrom, ...) que são excelentes meios para disponibilizar recursos educativos. 

Caso os professores/educadores desejem implementar o ensino a distância, podem seguir as seguintes etapas:

1. Disponibilização de conteúdos (em diferentes formatos) das diferentes áreas curriculares;

2. Criação de percursos educativos, por área disciplinar e ano de escolaridade;

3. Dinamização de atividade que que possam ser realizadas de forma autónoma e que permitam a aplicação / experimentação / reescrita / produção por parte dos alunos;

4. Implementação de momentos de avaliação formativa e de autoavaliação. Aqui sugere-se a plataforma Socrative que permite a elaboração de questionários, que são resolvidos pelos alunos ao seu próprio ritmo e cujo feedback é dado automaticamente.

Ao longo destas etapas, é fundamental que o professor marque sessões online, síncronas, isto é em tempo real, para que os alunos possam interagir com o docente e com os colegas, partilhando aprendizagens, dúvidas, problemas e até conquistas. A plataforma que se sugere é o Zoom, pois basta o acesso ao link enviado pelo professor para o aluno poder entrar na sala. Permite 40 minutos de interação, o que é apropriado para este tipo de sessão. O professor pode partilhar o seu écran com os alunos e podem trocar ficheiros. Caso o aluno necessite de um acompanhamento mais próximo, esta continua a ser a melhor ferramenta para o efeito e, no caso de 2 participantes, não existe a limitação de tempo.

 

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A Leya e a Porto Editora disponibilizam temporariamente, em regime gratuito, as suas plataformas de ensino e aprendizagem, a alunos e professores.

Está aqui uma boa oportunidade para os professores trabalharem a distância com os seus alunos.

Aqui ficam as ligações diretas a cada uma das plataformas:

 

O que é arte e o que não é arte? | ramon gener

Uma viagem pela arte e a música através das emoções

09.03.20

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O que é arte e o que não é arte? Ramon Gener, músico, humanista e escritor

 

Versão completa 1.22h.

A terceira vez que a música chegou à vida de Ramon Gener foi a final. A primeira, com apenas seis anos, foi quando entrou no conservatório para aprender piano. A segunda, quando estudou canto sob a tutela da grande soprano Victoria de los Ángeles. A terceira quando, como barítono, descobriu que o verdadeiro valor da música e da cultura em geral era partilhá-la com os outros.

Esta descoberta levou-o a iniciar uma nova carreira: a de disseminador musical e artístico. Em 2015, dirigiu o programa 'Opera in Texans' para a televisão pública catalã. Pouco depois, saltou para os ecrãs de 50 países como apresentador e diretor de 'This is Opera', um formato produzido pela televisão espanhola para divulgar, de uma maneira nova e inovadora, os meandros da ópera.

Músico, humanista e escritor, para ele "tudo em música é arte, é emoção". E é essa paixão contagiosa por essas duas disciplinas que o levou a lançar, em 2017, a série de documentários 'This is Art', uma jornada pela história da arte através das emoções.

Ramon Gener é colaborador regular dos programas de rádio 'Las manhãs de Pe a Pa' da RNE e 'Versió RAC1', da estação de rádio catalã Rac1. É também o autor dos livros 'Se Beethoven pudesse ouvir-me' (2013) e 'O amor fá-lo-á imortal' (2016).

 

Referência: ¿Qué es arte y qué no es arte?. (2020). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 9 March 2020, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/por-que-beethoven-es-el-heroe-de-mi-vida-ramon-gener/

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Prefácio

Vivemos em um mundo em que aquilo que é fácil de ensinar e testar também se tornou fácil de digitalizar e automatizar. Nesse aspecto, criatividade e pensamento crítico são cada vez mais importantes, para assegurar que tenhamos controle da tecnologia e continuemos a trabalhar juntos em direção a um mundo mais humano e sustentável. Não surpreende que a maior parte dos currículos dê mais ênfase a essas competências, nem que os professores as considerem difíceis de ensinar e avaliar.

As escolas do futuro têm de ajudar os alunos a pensar por si mesmos e a trabalhar com os outros. Eles devem entender os limites entre ações individuais e coletivas e melhorar sua capacidade de identificar e compreender os próprios pontos de vista e o mundo ao redor. No trabalho, em casa e na comunidade, as pessoas precisarão compreender profundamente como os outros vivem em diferentes culturas e tradições, e como pensam, sejam eles cientistas ou artistas. Também terão de melhorar a capacidade de imaginar novas soluções, identificar novas possibilidades, fazer novas conexões, e transformá-las em novos produtos ou modos de viver melhor juntos.

É por isso que as escolas precisam estimular a criatividade e o pensamento crítico de seus alunos, ajudando-os a olhar para tudo a partir de diferentes pontos de vista, a entender os limites de sua perspectiva e da dos demais e a transformar suas ideias em soluções inovadoras: questionar, imaginar, fazer e refletir, como é colocado pelas rubricas da OCDE sobre criatividade e pensamento crítico.

Nada disso é fácil nem se faz de um dia para o outro, mas este livro oferece oportunidades concretas para progredir. Proporciona aos professores e às escolas novas ferramentas para construir ambientes de aprendizagem nos quais os alunos possam exercitar suas competências de criatividade e pensamento crítico, sem diminuir o valor do conteúdo das disciplinas e do conhecimento formal. A obra também oferece aos gestores públicos inspirações sobre como apoiar os docentes no aprimoramento de suas práticas e como tornar seus sistemas educacionais mais embasados em evidências.

Todos os recursos aqui apresentados foram desenvolvidos e testados em uma rede de escolas e professores de 11 países. O trabalho também contribuiu para o desenvolvimento da estrutura conceitual de “pensamento criativo”, o domínio inovador do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), da OCDE, em 2021.

Todos os docentes que participaram do projeto estão comprometidos para que nossos sistemas educacionais desenvolvam seres humanos de primeira classe, e não robôs de segunda classe, e acreditam no valor da colaboração internacional para alcançar esse objetivo.

Andreas Schleicher Diretor de Educação e Competências da OCDE

 

Desenvolvimento da criatividade e do pensamento crítico dos estudantes : o que significa na escola / [coordenação geral Instituto Ayrton Senna ; tradução Carbajal Traduções]. – São Paulo : Fundação Santillana, 2020.

 

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A educação e a informação, os dois pilares da construção social | rosa maría calaf

Ser críticos com a informação converte-nos em cidadãos livres

25.02.20

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Ver programa completo.

[...]

Depois de uma vida de absoluta dedicação ao mundo da informação, Rosa Mª Calaf critica algumas práticas do jornalismo atual: "É essencial que os media repensem a informação de qualidade". Os cidadãos, especialmente os jovens, são avisados: "Vocês precisam ser muito exigentes e críticos com o fluxo de informações que recebem, para aprender a diferenciar o que é tóxico do que não é". 

Para ela, o exercício do jornalismo carrega uma enorme responsabilidade e é, juntamente com a educação, um dos pilares da construção social: "Porque o conhecimento é claramente o que nos liberta", conclui.

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Referência: “Ser críticos con la información nos convierte en ciudadanos libres”. (2020). BBVA Aprendemos juntos. Retrieved 25 February 2020, from https://aprendemosjuntos.elpais.com/especial/ser-criticos-con-la-informacion-nos-convierte-en-ciudadanos-libres-rosa-maria-calaf/

 


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