Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Captura de ecrã 2021-04-29, às 09.10.00.png

Re-word-it é um projeto fantástico que vale a pena explorar. É todo um programa de incentivo à escrita, à leitura, ao domínio das palavras e do seu universo de combinações, de significados, de ritmos, de imagens associadas…

‘Brincar a sério com as palavras’ é a forma como se nos apresenta (em https://re-word-it.wixsite.com/rewordit). E, em verdade, o próprio nome do projeto remete para um jogo de palavras e de sentidos.

Por um lado, há um convite à insistência, à revisitação de cada palavra. Porque um (bom) texto não se faz sem o apurar de uma ideia por sucessivas revisões dos esboços iniciais; e porque dominar da arte da escrita não se faz sem perseverança, sem um exercitar continuado e entusiasta.

Mas, por outro lado, há em ‘re-word it’ a insinuação de uma recompensa, no trocadilho com o verbo reward. E ela existe de facto! É o crescimento interior, o alargar de horizontes, o enriquecimento cognitivo, afetivo, relacional que essa ‘séria brincadeira’ consegue proporcionar.

A ‘visão’ de que o projeto se reclama é tão clara que vale a pena citá-la: “Priorizar a escrita e a leitura ao trabalhar a inteligência cognitiva e emocional, focados na atenção e na motivação para o desenvolvimento da criatividade e da curiosidade enquanto âncoras da aprendizagem”. Assim se condensam as várias dimensões que encontramos depois, explanadas com mais detalhe:

- Recuperar o prazer na escrita – porque sim, é preciso recuperá-lo! – utilizando desafios de desbloqueio, para alunos de todas as idades.

- Fomentar a criação de hábitos de leitura, usando textos escolhidos por cada leitor, discutidos em contextos de grupo, mas incentivando, ao mesmo tempo, a curiosidade pela leitura silenciosa individual.

- Exercitar a atenção e a concentração, não com imperativos cuja rigidez bloqueia, mas, pelo contrário, usando a descontração como instrumento, de modo a que verdadeiras aprendizagens possam ocorrer.

- Estimular o exercício da audição interior, explorando a fluidez dos textos, e associando memória com emoção. 

- Trabalhar a metacognição – pensar sobre o pensamento – permitindo que cada aluno se observe e intervenha na sua própria evolução, promovendo, assim, a sua autonomia e motivação.

Na coordenação, Margarida Fonseca Santos, escritora e formadora com ligações à música, que há tantos anos trabalha nesta área. Associou-se-lhe Isabel Peixeiro, uma formadora e escritora com formação em biologia. Rosário Ribeiro e Paula Isidoro completam a equipe.

O projeto disponibiliza aulas continuadas e cursos para todas as idades – crianças, jovens, pais, educadores, professores; e possibilita o acesso a materiais didáticos, livros, guiões de leitura, toda uma gama de jogos e desafios adequados a diferentes necessidades, objetivos, níveis etários, etc.

Um dos desafios criado por Margarida Fonseca Santos, que já se tornou emblemático, é o das ‘Histórias em 77 palavras’, um projeto que tem o seu próprio sítio web (https://77palavras.blogspot.com/).

77 é uma espécie de número mágico: não é demais, não é de menos; é a quantidade certa de palavras para que um texto seja suficientemente curto para não intimidar, permitindo soltar a imaginação, mas não tão curto que não possibilite o desenvolvimento de um enredo ou de uma ideia com estrutura e consistência.

Quem se lança no desafio tenderá, naturalmente, a escrever mais do que 77 palavras. O objetivo é então que se façam sucessivas revisões, e nesse apuramento vão-se limando arestas, dispensando o que estava a mais ou podia dizer-se com mais clareza, porque a concisão é sinal de apuramento.

Atingir esse ‘número mágico’, em todo o caso, é apenas o pretexto da caminhada. O importante é o processo, a exercitação da escrita. Porque a criatividade não se encontra apenas numa ideia inicial que nos ocorra num momento inspirado. A criatividade é necessária, também, a cada passo da procura laboriosa da melhor palavra, da melhor expressão, do melhor encadeamento narrativo. “A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando”. Esta frase atribuída a Pablo Picasso, podia bem ter sido dita a respeito da escrita.

Não nos restam dúvidas do bem que fazem estes desafios, como exercício, como partilha, como pretexto lúdico. Por essa razão, fizemos, a Margarida Fonseca Santos, um pedido que prontamente aceitou: dedicar um desafio de 77 palavras à nossa Rede.

Dedica-lo aos professores bibliotecários, aos alunos, a todos quantos trabalham e vivem nas bibliotecas das nossas escolas. Um desafio-presente, em homenagem aos que tanto fazem pela leitura e pela escrita.

Assim, com um grande bem-haja à Margarida Fonseca Santos e à sua equipa, temos o prazer de anunciar que, neste dia 30 de abril, o tema do ‘desafio das 77 palavras’ é:

‘Fazer a diferença na biblioteca escolar!’

O desafio é lançado, como sempre, em https://77palavras.blogspot.com/ e os textos deverão ser enviados com nome, idade e cidade para 77palavras@gmail.com. Não esquecer de Consultar a proteção de dados em https://77palavras.blogspot.com/p/como-participar.html.

Todos os que dão vida, rosto e alento às bibliotecas escolares estão convidados. Esperamos que o aceitem com tanto prazer quanto o que nos deu prepará-lo.

2021-04-27 sandra-seitamaa-7-3cGWyQlV0-unsplash.jp

Foto de Sandra Seitamaa em Unsplash

 No mundo interconectado e em veloz transformação, não se pode esperar o futuro como extensão do presente, mas como incerteza, imprevisibilidade, da qual a pandemia Covid 19 é exemplo. É com lentidão que a educação se adapta às possibilidades da internet, à inteligência artificial e à Quarta Revolução Industrial. Daí perguntar-se: quando o conhecimento é omnipresente, gratuito e à medida de cada um, como educar para uma realidade que desconhecemos?

Provavelmente já não precisamos ensinar rios e montanhas de Portugal ou cronologia dos Descobrimentos, mas precisamos que as crianças e jovens aprendam a pensar e a desenvolver soluções criativas para um problema, identificar informação relevante e ler criticamente notícias, construir um portfólio e desenvolver um projeto, discutir e comunicar em público, falando fluentemente diferentes línguas e usando vários media, ajudar colegas e a associação local, nadar ou brincar.

Segundo Ken Robinson 1 para educar para a imprevisibilidade é preciso fomentar a criatividade - capacidade de ter ideias originais com valor social - e as artes, tão importantes como aprender a ler e escrever. Quando chegam à escola, as crianças são criativas, mas “a escola mata a criatividade” porque as prepara para um modelo de aprendizagem académico, verbal e lógico-matemático que incide a sua ação na cabeça, esquecendo o resto do corpo. É assim que currículos do mundo inteiro privilegiam matemáticas, ciências e línguas e desprezam educação física e artes e, dentro das artes, também criam hierarquias: artes visuais e música têm estatuto mais elevado do que teatro ou dança - “Não há um sistema educacional no planeta que ensine dança todos os dias às crianças da mesma forma que ensina matemática.  Por quê?  Por que não? 2

Para Howard Gardner, autor da Teoria das Inteligências Múltiplas (MI), a criatividade tem duas características principais: exige domínio aprofundado da matéria e é, não uma inteligência independente, mas uma característica da personalidade associada ao gosto em correr riscos, não ter medo de falhar e tentar novamente, ser atraído pelo desconhecido, ir além do status quo 4. Este traço de personalidade pode manifestar-se em diversas inteligências independentes entre si que, para o psicólogo da Harvard School of Education, são sete principais:

- Verbal ou linguística, manifesta em escritores como Agustina Bessa-luís ou jornalistas como Fátima Ferreira;

- Lógico-matemática, em cientistas como Elvira Fortunato ou Vítor Cardoso;

- Visual ou espacial, em pintoras como Sarah Afonso e arquitetos como Souto Moura;

- Musical, em maestros como Joana Carneiro;

- Cinestésica e física, em bailarinos como António Casalinho e futebolistas como Jéssica Silva;

- Interpessoal, em líderes como António Guterres;

- Intrapessoal [capacidade de se conhecer a si próprio], em terapeutas como Júlio Machado Vaz.

Captura de ecrã 2021-04-27, às 10.14.18.png

Fonte da Imagem: Gardner, H. (2006). Multiple Intelligences. Basic Books. https://www.basicbooks.com/titles/howard-e-gardner/multiple-intelligences/9780786721870/

Segundo Gardner todos os seres humanos possuem todas estas inteligências/ talentos num certo grau, mas o modo, estilo e contexto com que cada um as combina e aprende é diverso, razão pela qual é preciso centrar a educação no indivíduo e suas diferenças, seguindo uma abordagem personalizada e desenvolver estratégias de aprendizagem diversificadas: histórias, debates, jogos, filmes, diagramas, exercícios práticos, dramatizações, visitas guiadas… Habitualmente estas inteligências manifestam-se de forma articulada - a inteligência tecnológica resulta da combinação entre as inteligências lógica, espacial e física e o humor das inteligências lógica e intrapessoal – e desta interação gera-se criatividade. Outro aspeto a destacar é que “As crianças [sobretudo as mais novas, abaixo dos 10 anos] aprendem melhor quando estão ativamente envolvidas na matéria; elas querem trabalhar diretamente com materiais e media; nas artes estas forças e inclinações traduzem-se quase sempre em fazer/ produzir algo” 5.  Também é importante que a aprendizagem seja significativa, que o currículo se enraíze em temas-problemas e materiais ligados à vida das crianças. Sobre a construção de portefólios -“processfolios”, termo que prefere - de que é adepto, Gardner sugere que integrem não apenas os melhores trabalhos, pelos quais o estudante seria julgado numa competição, mas o trabalho integral em curso - “esboços provisórios, críticas de si próprio e de outros, obras de arte de outros que admira ou não gosta”, devendo expressar a consciência sobre suas forças e fraquezas, capacidade de refletir com rigor, autocriticar-se e fazer uso de críticas dos outros, identificar e resolver novos problemas, estabelecer marcos de desenvolvimento pessoal 6.

Na escola, a biblioteca distingue-se dos outros espaços de sala de aula por dispor de oportunidades para desenvolver a inteligência de modo integral. Esta é a descrição de Gardner de uma das primeiras bibliotecas escolares MI 7:

“a expressão biblioteca de múltiplas inteligências parece um oxímoro porque as bibliotecas sugerem a hegemonia de livros e, portanto, de uma ou duas inteligências. De facto, a biblioteca MI [da New City School em St. Louis, Escola Básica do Estado de Missouri, EUA] tem generosamente guardados livros, quer para as crianças, quer para os pais e adultos interessados. Os livros são organizados tendo em vista as inteligências que o seu conteúdo implica. Mas o que torna a biblioteca diferente é o seu aprovisionamento de uma variedade de ambientes de aprendizagem nos quais as crianças podem exibir e desenvolver várias inteligências – áreas para desenhar e fazer construções tridimensionais; para criar em filmes e media digitais; para espetáculos de teatro; para explorações musicais; para trabalho de grupo para as crianças, tal como áreas confortáveis onde os adultos se podem sentar, relaxar (…) ler sozinhos ou com as suas crianças.”

Fundador do Projeto Spectrum 8, Gardner trabalha no sentido de desenvolver em cada criança um perfil de competências ou espectro de inteligências dinâmico, por meio da educação e ambientes ricos em recursos e atividades.

No futuro considera que o desafio da sociedade não está tanto em formar indivíduos mais inteligentes, mas em humanizar a inteligência, dando-lhe um sentido de responsabilidade ética, de modo a que os fins que a dirigem sejam orientados para a prática universal do bem 9. Desenvolver um modelo de aprendizagem holístico centrado no relacionamento deverá ser uma tendência a aprofundar.

 

Referências

1. Robinson, K. Blog. http://sirkenrobinson.com/blog/

2. Robinson, K. (2006). As escolas matam a criatividade? TED conference. https://www.ted.com/talks/sir_ken_robinson_do_schools_kill_creativity/transcript

3. Robinson, K. Sir Ken Robinson (still) wants an education revolution. TED [interview]. https://www.ted.com/talks/the_ted_interview_sir_ken_robinson_still_wants_an_education_revolution/transcript

4. Gardner, H. (2006). Multiple intelligences – New Horizons. Basic Books, p. 67.

5. Ibid., p. 153.

6. Ibid., pp. 161, 162.

7. Ibid., p. 250.

8. Harvard School of Education. Project Spectrum. Project Zero. http://www.pz.harvard.edu/projects/project-spectrum

9. Gardner, H. (2006), p. 240.

2021-03-26 dest_classicosemrede_2.jpg

“Para quem nunca concorreu a este concurso, eu queria dizer que a cultura clássica não é ‘uma seca’; ela ajuda-nos a perceber muitas coisas da nossa própria cultura!”

Estas são as palavras do Rodrigo, um dos alunos premiados nas Olimpíadas da Cultura Clássica do ano letivo passado, registadas no testemunho que gravou para o vídeo de Celebração 2019-20 / Lançamento 2020-21.

Vale a pena revisitar este vídeo para ouvir a voz dos alunos: a sua experiência sobre a descoberta dos mitos gregos que são o mote, em cada ano, para ficar a conhecer um pouco da Antiguidade Clássica. Na sua autenticidade, esta frase toca no ponto essencial: a cultura clássica permite-nos conhecer a nossa!

Por outras palavras, no mesmo vídeo, o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Prof. Doutor João Costa, lembra: “se chegámos ao nível civilizacional e de conhecimento que temos, isso deve-se a o facto de termos tido saberes, construções e idealizações desde a antiguidade clássica que nos levam a ser o que somos hoje”.
É um facto! Muitas das estruturas de pensamento, das formas de arte, dos modelos de organização da sociedade que temos hoje, vão beber ao caminho desbravado pelos Clássicos.

Mas não só: os próprios heróis e personagens fantásticos, fruto da imaginação dos Antigos, estão vivos nas histórias, nos filmes, nos livros que marcam, hoje, o imaginário de crianças e adolescentes! Basta pensar em Cérbero, o monstruoso cão de três cabeças que guardava o mundo dos mortos na mitologia grega, que nos reaparece, com todos os atributos, no cão de três cabeças que Harry Potter e os seus amigos enfrentam na narrativa de J. K. Rowling.

São estas razões e motivação suficientes para que as Olimpíadas da Cultura Clássica tenham tido, mais uma vez, a adesão de escolas de norte a sul do país, neste ano tão difícil que vivemos.

Toda a informação está disponível na página do portal RBE. O calendário dos desafios escritos foi obrigado a sofrer uma atualização: mantêm-se as datas para os escalões A e B (respetivamente 13 e 14 de abril), mas a prova do escalão C, do ensino secundário, foi adiada para o dia 22 de abril, uma vez que os alunos só regressam às escolas a 19.

Quanto aos desafios de artes/ multimédia, já estão disponíveis os formulários para a sua submissão: Para as escolas pertencentes à RBE: no Sistema de Informação; para todas as outras: aqui. Ambos ficam abertos para submissão de trabalhos até 5 de maio.

Espera-se que os trabalhos dos alunos, neste ano letivo, constituam fonte de inspiração para que as escolas que ainda não experimentaram concorrer às Olimpíadas da Cultura Clássica, se inscrevam na próxima edição, de 2021-22!

2021-02-15 vf.png

Coro de Leitura em Voz Alta da EB Professor João Dias Agudo,
Póvoa da Galega, Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro, Mafra

Era uma vez… Uma educadora responsável por uma biblioteca escolar de uma escola básica integrada.

Era uma vez… Um clube de leitura em voz alta – CleVA que funcionava na biblioteca municipal de Alcochete, dirigido pela Andante Associação Artística.

Era uma vez… Um ano letivo em que essa educadora frequentou esse clube de leitura. Quinzenalmente lá ia, na companhia de outra colega de escola e de “carolice”, ao abrir da noite e no final do dia de trabalho, de Mafra a Alcochete, para ler em voz alta com os restantes companheiros do clube. A experiência desse ano foi marcante, mas acabou. E outro ano se seguiu, em que já não foi possível continuar a aventura.

E esse ano passou… E outro, e outro… A saudade, a vontade de regressar lutavam com a consciência de não ser possível conciliar todas as tarefas e responsabilidades para voltar, e assim corriam os dias. Quando o clube de leitura de Alcochete se transformou em coro de leitura foi a gota de água!

E a decisão surgiu: formar um coro de leitura na biblioteca escolar. E dia a dia foi-se desenhando mais e mais nítido o contorno do projeto. Foi um tempo de reflexão, de pesquisa, de tomada de opções para que, no ano letivo de 2018/ 2019, o convite fosse lançado às crianças.

Não vou alongar-me a descrever como funciona o coro, o que faz, pois tudo isso está disponível no nosso mural.

Prefiro refletir um pouco sobre o percurso que trilham crianças que o frequentam:

E vale a pena olhar para esse percurso de vários pontos de vista: falemos desde já das competências leitoras. Todos sabemos que elas enraízam num ponto fulcral, encontrar sentido(s) para ler, fazer da leitura um passaporte pessoal e intransmissível para olhar a vida, o mundo, nós mesmos. E este é o alicerce do CLeVinhA. Desde sempre.

A proposta que o coro de leitura faz às crianças é descobrir a leitura juntamente com outros colegas. Não importa ler bem, não importa ter ou não dificuldades de leitura, não importa sequer gostar de ler. Importa, sim, querer experimentar e ser leitor minimamente autónomo. Por esta razão o convite é feito a todos os alunos da escola a partir o segundo ano de escolaridade.

Após ser feito o convite nas turmas, os alunos aparecem na biblioteca para a primeira reunião. É o tempo de explicar, de confrontar expectativas, de expor as condições fundamentais para fazer parte. E saliento: sentido de comprometimento, os alunos que ficam a fazer parte do coro sabem que não devem faltar às sessões, desde que estejam na escola. Período de reflexão e de avaliação das expectativas: combina-se que o primeiro mês será, para todos, experimental, qualquer um pode dizer que afinal não quer continuar… Com uma regra: deve anunciar essa decisão numa sessão do coro, todos ficamos informados, é uma questão de aprendizagem de respeito pelo grupo e de saber assumir as decisões pessoais.

Findo esse mês inicial o coro fica apto a funcionar ao longo do ano letivo, com um grupo de alunos estável e permanente.

E assim vamos percorrendo o caminho, normalmente trabalhamos em duas sessões semanais de meia hora cada.

Desde o primeiro ano de funcionamento que é usual o coro apresentar-se nas festas e comemorações da comunidade escolar. Assim, naturalmente, as crianças que o compõem aprendem a gerir a exposição, a vergonha e timidez e a sentir alegria e orgulho de terem sido capazes e de ouvirem dos outros um retorno positivo. Claro que esta é uma consequência da existência do coro, não é a sua razão de existir. O coro trabalha fundamentalmente para usufruto dos seus membros, para veicular e consolidar experiências leitoras significativas, alargar competências diversificadas e possibilitar a proximidade das crianças com o texto literário, poético ou narrativo.

Que dizer mais? Que é uma paixão trabalhar com os meninos neste contexto. Que é uma descoberta constante. Que é tão envolvente, tão fascinante, como um bom livro.

Ana França
4 de fevereiro de 2021

criatividade.png

Criatividade – mudar a educação, transformar o mundo, o novo livro digital do programa Escolas Transformadoras, apresenta a criatividade como um valor e uma habilidade essenciais para a formação de pessoas capazes de transformar a educação e a sociedade. 

 

Aqui, mais de 40 autores e autoras, entre estudantes, professores, gestores de escola, investigadores, profissionais do terceiro setor e professores universitários, abordam a criatividade como um dos valores transformadores essenciais para a superação de desafios na educação.

 

A publicação tem a sua origem no Encontro Nacional realizado pelo programa em agosto de 2018, no Instituto Brincante (Brasil). Naquela oportunidade, a coordenação do programa organizou vivências sobre criatividade com o intuito de fomentar os diálogos e trocas entre a sua rede. Uma dessas vivências foi um painel de cocriação que visava, justamente, assentar as bases para a edição deste livro.

 

Visualize na íntegra o painel de conversa sobre criatividade: 

 

Referência: Criatividade: mudar a educação, transformar o mundo. (2019). Escolas Transformadoras. Retrieved 15 June 2019, from https://escolastransformadoras.com.br/materiais/criatividade-educacao-mundo/

 

Conteúdo relacionado:

         – 5 maneiras de estimular a criatividade
         – Criatividade não é uma festa


RBE


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Blogue RBE em revista

Clique aqui para subscrever


Twitter



Perfil SAPO

foto do autor