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Imagem de Monsterkoi por Pixabay 

Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades, disse-nos o poeta Luís de Camões, na senda do pensamento de Heraclito, filósofo da antiguidade grega que chamou “devir” à constante mudança do mundo. Ao longo da nossa existência, passamos por mudanças. Inconscientes ou voluntárias. Intrínsecas, reguladas pela fisiologia que nos faz crescer e envelhecer. Exteriores como a que nos é imposta por uma pandemia que transformou radicalmente o modo como funcionamos em sociedade.

Do ponto de vista individual, vão-se clarificando os mecanismos mentais desencadeados pelas alterações da vida familiar (chegadas e crescimento, ruturas e perdas), contudo ainda estão por compreender as mudanças que o uso e exposição à tecnologia traz ao desenvolvimento do cérebro, nomeadamente em idades precoces.

De uma perspetiva coletiva, ouvimos dizer tantas vezes que as coisas não estão bem, a escola, a sociedade, … que é preciso mudar. Sim, é verdade; desde que não tenhamos que ser nós protagonistas dessa mudança, muito menos os seus agentes. Os que pedem a mudança são muitas vezes os que lhe resistem. Porque mudar é difícil, sugere uma falta de controlo e de previsão sobre a realidade que nos retira segurança e conforto.

E o que queremos mudar? A nossa vida, o meio que nos envolve, a nossa comunidade? Mudar é tantas coisas. Primeiro é preciso tomar a decisão. De mudar de alimentação, de hábitos, de forma de se relacionar, de atitude para com o planeta… De ir, de despedir-se, de (re)encontrar-se, consigo e com os outros. Mudar é recordar e é projetar o futuro. Envolve risco mas convoca o prazer de novos desafios.

A leitura mediada de livros álbum é uma oportunidade para criar um espaço/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experiências e emoções. Sugere-se um conjunto de álbuns que abordam diferentes situações de mudança, forçada ou desejada. Podem ser utilizados individualmente ou como um conjunto que apresenta a temática sob diferentes perspetivas, fomentando o pensamento crítico e o debate entre pares. As suas características textuais e gráficas permitem abordar esta questão com alunos de diferentes faixas etárias.

 

O Coala Que Foi Capaz, de Rachel Bright e Jim Field, Editoral Presença

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«O Kevin é um coala que gosta de manter tudo na mesma, exatamente na mesma. Mas quando um dia a mudança surge sem ser convidada, o Kevin descobre que a vida pode estar cheia de novidades e ser maravilhosa! Dos criadores de O Leão Que Temos Cá Dentro, esta é uma história bem engraçada para quem acha que a mudança é um bocadinho preocupante.» (resenha da editora)

 

O Que Aconteceu à Minha Irmã?, de Simona Ciraolo, Orfeu Negro

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«Esta é a história ternurenta de uma menina que, muito intrigada com a irmã adolescente, tenta desvendar a todo o custo este grande mistério. Quem é esta nova irmã? Porque já não quer brincar aos mesmos jogos e anda aos segredinhos pela casa? Um livro sobre o crescimento e a mudança de atitude entre duas irmãs, repleto de humor e de irreverência.» (resenha da editora)

 

A Menina com os Olhos Ocupados, de André Carrilho, Bertrand

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«A menina com os olhos ocupados não vê a carrinha dos gelados, os cãezitos com que se cruza na rua, os amigos. Nem sequer vê girafas, golfinhos, piratas, discos-voadores e montanhas-russas. Até que um dia o telemóvel parte-se, ela levanta a cabeça e… descobre o mundo que tem estado à sua espera!» (resenha da editora)

 

O Que Vamos Construir, Oliver Jeffers, Orfeu Negro

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«Uma novidade do premiado ilustrador Oliver Jeffers para enternecer e maravilhar leitores de todas as idades. Os tempos podem ser incertos e até intimidantes, mas o futuro está por construir e de mãos dadas reunimos as ferramentas necessárias: amor, imaginação, coragem e um pouco de magia.» (resenha da editora)

 

Pistas para discussão:

Haverá mudanças boas e mudanças más?

Como podemos saber se é necessária uma mudança?

Como lidamos com a mudança?

É possível mudarmos a forma como pensamos?

Faz sentido tentar mudar o mundo?

Os nossos pontos de vista sobre a realidade mudam a realidade?

Uma criança pode mudar alguma coisa?

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Os tempos de antena de ‘Miúdos a Votos’ vão ser transmitidos entre 6 e 23 de abril, pela Rádio Miúdos

A partir de hoje, terça-feira, dia 6, a Rádio Miúdos começa a transmitir os tempos de antena. Serão transmitidos às 10h, 16h e 21h30, de segunda a sexta-feira, até ao dia 23 de abril. Constituem três blocos distintos de forma a poderem ser transmitidos o maior número possível de trabalhos enviados pelas escolas.
 
Seguindo as regras de umas eleições políticas, cada candidato (cada livro) dispõe do mesmo tempo, um minuto e meio, para ser defendido.
Não sendo possível transmitir na Rádio Miúdos os quase 200 podcasts recebidos, todos os trabalhos poderão, no entanto, ser ouvidos no dia a seguir à transmissão dos tempos de antena. Todos os podcasts sobre cada obra ficarão disponíveis no sítio da VISÃO Júnior, neste link, no qual também será possível ouvir a emissão do dia anterior da Rádio Miúdos.
 
O calendário de transmissão, com o nome dos livros, encontra-se aqui.  

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Fonte da imagem: https://www.cnedu.pt/content/Programa_DH_final.pdf

Movimentos, partidos políticos e governos discriminatórios, negacionistas e autoritários, inclusive eleitos democraticamente, manifestações e contramanifestações cívicas, feitas à margem das instituições democráticas, uso de redes sociais e algoritmos que propagam desinformação e manipulam indivíduos e nações, são uma realidade.

A necessidade de literacia da informação e media e de educação, tendo por referência a Declaração Universal dos Direitos Humanos 1 e demais tratados legais que a alargam e aprofundam (Convenção Europeia dos Direitos Humanos, Convenção sobre os Direitos Políticos das Mulheres, Convenção dos Direitos da Criança, Declaração dos Direitos do Deficiente Mental…) e a discussão de novos direitos e garantias (sustentabilidade do planeta, privacidade e esquecimento digital, água potável…) é fundamental.

Neste contexto, surge a recente publicação, feita por parte do Conselho Nacional de Educação, do seminário Os Direitos Humanos hoje: 70 anos da Declaração Universal 2, comemorativo dos aniversários 70.º da Declaração Universal e 40.º de adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, ocorrido em 2018.

Segundo Vital Moreira, comissário das comemorações desta efeméride universal e nacional, Portugal foi um dos países pioneiros a incorporar o conteúdo da Declaração Universal na sua Constituição da República Portuguesa de 1976, que marca a entrada do país na Ordem Internacional dos Direitos Humanos. Este orgulho deve tornar as populações portuguesas “conscientes daquilo que falta realizar, da ideia, mais uma vez, de que nada é irreversível e que os Direitos Humanos se conquistam todos os dias, que não podem ser dados por adquiridos e que estas celebrações devem ser o momento para nos propormos conquistar aquilo que ainda falta”, por exemplo, em matéria de desigualdades sociais e discriminação, assédio e violência sexual e doméstica (p. 29).

Segundo Fernando Rosas, o que é inovador e moderno na Declaração Universal é a especificação detalhada dos direitos individuais e políticos - contra a prisão arbitrária, tortura, exílio forçado e escravatura, direito à presunção de inocência e a julgamento justo e imparcial e direito à circulação – e o alargamento destes aos direitos económicos e sociais – trabalho com direitos, salário igual/ trabalho igual, remuneração equitativa e justa, liberdade sindical, direito à segurança social, à saúde e assistência, à dignidade do nível de vida - e aos direitos à educação e cultura, considerados agora direitos humanos universais (p. 35).

Uma das formas de desconstruir preconceitos e influenciar - “alterar o olhar” - para os direitos humanos é através da arte, tal como faz Filipa Reis, produtora do filme Balada de um Batráquio 3, ouvindo as populações vulneráveis e representando-as, “tentando sempre complexificá-los e nunca os simplificar”, de modo a transmitir a verdade da sua condição, circunstâncias e luta (p. 42).

Um dos problemas que limita o desenvolvimento individual e social e que preocupa as bibliotecas escolares é a desinformação. Num contexto em que a humanidade regista o maior progresso no alcance de níveis de escolaridade e educação em massa e avançada, inclusive a nível tecnológico e digital, o direito à informação e ao conhecimento surge, paradoxalmente, em risco, inclusive em sociedades democráticas desenvolvidas. Paulo Guinote (pp. 66 segs.) identifica causas desta ameaça, por exemplo:

- A sobreinformação e Grandes Dados (Big Data)/ “dataísmo”4 que tem a função de impedir o acesso aos factos e verdade, desempenhando o papel que a censura tinha nas ditaduras do passado 5. As redes sociais multiplicam e fragmentam exponencialmente este processo de comunicação, gerando passividade e indiferença perante a distinção entre verdade e falsidade, que passa a ser eufemisticamente identificada como pós-verdade e notícias falsas - tudo é relativo e efémero, triunfa a fluidez 6. O trabalho de processar informação e dados nesta escala passa a ser confiado a algoritmos, cuja capacidade eletrónica excede o cérebro humano. Aqueles que têm a capacidade de definir os algoritmos, têm o poder de manipular no espírito humano a representação da realidade e de controlar o mundo;

- A sociedade de informação caminha alinhada a uma sociedade de consumo 7, do espetáculo 8 e cultura do entretenimento/ infoentretenimento (Infotainment).

Identifica consequências: a criação de cidadãos ignorantes e permeáveis ao medo, terreno fértil para o crescimento de líderes autoritários próprios do populismo antidemocrático, anticientífico e que percebe na diferença e no contraditório uma ameaça.

Por conseguinte, Guinote incentiva todos, em particular os professores, a praticarem uma ação de resistência à infantilização de mentalidades, cultivando na escola as hard skills, de que fazem parte as Humanidades (História, Filosofia…) e que permitem interrogar e compreender o contexto e propósito desta tendência, bem como a Memória e o rigor na seleção crítica de fontes, factos, fundamentação de juízos e comunicação.

Nesta comemoração, o Conselho Nacional de Educação reconhece o papel das bibliotecas escolares, representadas pelo Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro, Sintra (pp. 96 segs.), cujo “Projeto Educativo estabelece como missão a educação inclusiva, intercultural e plurilinguística de todos os alunos, formando cidadãos autónomos, interventivos e conscientes dos seus deveres e direitos, privilegiando a criatividade, a adaptabilidade e a ousadia” (p. 98). Todas as atividades pressupõem os direitos humanos, apostando na “Equidade para permitir que todos tenham as mesmas oportunidades, dando a cada um o que necessita, tratando as diferenças de forma diferente para que consigam ser iguais” (p. 100).

Nas bibliotecas escolares os direitos humanos são abordados ao nível do currículo, de trabalhos interdisciplinares e na vida do dia-a-dia da escola, através do convívio e apoio a pessoas de diferentes origens, características e condições. Segundo o seu responsável, as bibliotecas escolares “têm um papel fulcral na organização de diversas atividades, em articulação com as diferentes disciplinas e turmas”, como por exemplo, atividades formativas sobre não violência, bullying, igualdade de género, Holocausto, desinformação, liberdade de imprensa, democracia e internet segura. As estratégias adotadas pelo Agrupamento e suas bibliotecas são muito diversificadas: debate de questões de direitos em Assembleia de Turma, alunos mais velhos orientam mais novos (apadrinhamento de alunos…), desenvolvimento de blogues e sítios na internet sobre direitos humanos e sustentabilidade do planeta, depoimentos de alunos feitos com base nas suas vivências e opiniões, debates, jogos, mostras de filmes solidários sobre diferentes temas com alunos de diferentes níveis de ensino, entre outras.

Das múltiplas formas e formatos em que se vivem e refletem os direitos humanos, a comunidade realiza o desígnio transcrito no n.º 2 do artigo 26.º da Declaração Universal: “A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e o reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.”

 

Referências

1. Organização das Nações Unidas. (1948, 10 de dezembro). Declaração Universal dos Direitos Humanos. https://dre.pt/declaracao-universal-dos-direitos-humanos

2. Conselho Nacional de Educação. (2021, março). Os Direitos Humanos hoje: 70 anos da Declaração Universal https://www.cnedu.pt/pt/publicacoes/seminarios-e-coloquios/1644-os-direitos-humanos-hoje-70-anos-da-declaracao-universal

3. Teles, L. (Dir.); Reis, F. (Prod.). (2016). Balada de um Batráquio. https://vimeo.com/ondemand/baladadeumbatraquio

4. Harari, N. (2020). Homo Deus - História Breve do Amanhã. Porto Editora.

5. Virilio, P. (2007). State of Deception. Verso.

6. Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida.

7. Baudrillard, J. (2008). Sociedade de Consumo. Edições 70.

8. Debord, G. (2021). Sociedade do Espetáculo. Antígona.

 

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Fonte da imagem: https://cutt.ly/pxksHm6

A Hora do Planeta é uma iniciativa global em que, através de uma ação simbólica - apagar as luzes a uma mesma hora – os cidadãos manifestam, perante si próprios e os líderes mundiais, a sua preocupação e compromisso pela defesa do planeta.

Organizada pela World Wide Fund for Nature/ Fundo Mundial para a Natureza (WWF), surgiu pela primeira vez em 2007 em Sydney (Austrália) e decorre todos os anos no final de março, devido à proximidade entre o equinócio da primavera 1, no Hemisfério Norte e o equinócio de outono, no Hemisfério Sul. A aproximação de equinócios nesta data permite que o final do dia tenha a mesma duração, 12 horas, e aconteça em momentos próximos nos dois hemisférios, provocando um efeito visual maior - em latim equinócio significa noite (nox) igual (aequus).

Em 2021 a WWF elegeu como tema da sua ação Água e Alterações Climáticas e pede a todos para sábado, 27 de março, apagarem a luz durante uma hora para mostrarem o seu compromisso com o planeta. Em Portugal a hora do apagão é entre as 20:30 e as 21:30 horas.

No contexto da pandemia Covid-19 a organização solicita que, por razões de segurança, durante a hora assinalada as ações decorram em ambiente digital. Para o efeito, propõe um conjunto de 20 ações 2 inspiradoras que aprofundam conhecimentos e reforçam pertença à comunidade ambientalista. Exemplos destas ações:

- Desligar luzes não essenciais durante uma hora, ADN da iniciativa;

- Fazer uma refeição às escuras ingerindo alimentos saudáveis para pessoas e planeta;

- Fazer uma sessão de leitura – conversa de roda em família, tertúlia ou discussão digital (literária, científica, poética – 21 de março é Dia da Poesia 3 …) com amigos e convidados - à luz das velas.

 

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Fonte da imagem: https://cutt.ly/pxks0di

A organização sugere a utilização de recursos:

          - O documentário Our Planet 4 produzido com o WWF e Silverback Films, narrado pelo naturalista britânico David Attenborough, acerca da vida selvagem, da beleza da Terra e da ameaça que a crise climática representa para a sobrevivência das espécies, incluindo o homem. Nosso Planeta: Nosso Negócio - e O que é biodiversidade?  - faz parte desta série em 8 episódios.  que vem acompanhada de recursos para escolas e jovens 5 (guiões, livros, questionários, quizes…)

          - O Festival de Cinema Ambiental na Capital da Nação 6, cuja seleção de filmes está disponível por tempo limitado.

          - Saiba mais sobre as questões: Perda da natureza e biodiversidade (e.g. Porque a destruição da natureza aumenta o risco de pandemias?), Mudanças climáticas (e.g. Porque as mudanças climáticas impulsionam ainda mais a perda da natureza e da biodiversidade?), As soluções e como posso ajudar (e.g. Como posso reduzir a minha pegada de carbono?), O que posso eu fazer [para ter uma vida mais sustentável]?

Também pode gostar de consultar as curtas metragens premiadas do Mobile Film Festival 2019 da ONU (#ActNow​ on climate change): Wallet 7Scream 8Aquametragem 9Declaração 10 ou as histórias da rádio ZigZag, cantadas, como A menina do mar 11 ou ditas, como O rio em perigo pela voz das crianças ou a rubrica desta rádio Um minuto de ciência por dia (e.g. Porque é que a água é H2O? 12) ou pode ainda preferir visitar digitalmente locais como Aqueduto das Águas Livres 13Reservatório da Mãe de Água 14 Etar de Évora 15.

          - Petição sonora pelo planeta, juntando a sua voz às pessoas de todo o mundo, exigindo a tomada urgente e eficaz de decisões em prol da redução de emissões de dióxido de carbono;

          - Concurso de cartazes para sensibilizar à participação na Hora do Planeta – pode ganhar camisola da iniciativa e dinheiro;

          - Jogar Heads Up! 16, jogos de tabuleiro, criar o próprio jogo de cartas com perguntas ou elementos da biodiversidade para representar graficamente, criar um minigolfe com objetos de uso doméstico, praticar ioga (14 poses com nomes de animais17);

          - Desafios artísticos: fotografia noturna com pouca luz ou à luz das velas ou pintura com luz (guia 18), silhuetas, pintura com tinta néon que brilha no escuro, desfile de moda ecológico e inclusivo.

Porque 22 de março é Dia Mundial da Água O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva promove A última gota 19 que inclui um Ciclo de Conversas com especialistas sobre o tema transmitido em direto no YouTube, bem como recursos divertidos e acessíveis a todos os níveis de ensino.  

Neste contexto o bgreen // ecological film festival 20 da escola profissional do INA promove um concurso de vídeos sobre questões ambientais dirigido a estudantes do ensino básico e secundário de qualquer parte do mundo.  

Sobre a crise climática há dois autores que pode querer ler: Paul Crutzen, químico especialista em meteorologia, vencedor do Prémio Nobel que, com o biólogo Eugene Stoermer, cunhou o termo Antropoceno (2020) e Bill Gates que recentemente publicou o livro Como evitar um desastre climático (último capítulo disponível no artigo do jornal Público Bill Gates: “O que cada um de nós pode fazer “para evitar o desastre climático).

Antropoceno, a era dos humanos, é marcada pelo aquecimento global, poluição atmosférica, contaminação da água e acidificação dos oceanos e extinção de espécies de seres vivos, numa escala sem precedentes que agravará as desigualdades sociais e colocará em perigo a sobrevivência do ser humano na Terra.

Bill Gates considera que, comparando com o problema da pandemia Covid-19, “O clima é muito mais difícil [de resolver] por causa da escala. Precisamos de construir fábricas de vacinas para vacinar o mundo, mas, para o problema do clima, temos de reconstruir todas as fábricas de aço, todas as fábricas de gás e de carvão, de cimento”, de criar toda uma infra-estrutura de produção e consumo verde em todos os países. Para “evitar um desastre climático” são precisas políticas criativas com uma visão de longo prazo que ponha empresas, cientistas e governos a trabalhar juntos; inovação tecnológica (e.g. captação direta de CO2, carros elétricos, combustível ecológico para aviação, carne artificial); alteração de setores económicos, como o da eletricidade que terá que ser planeado em muito maior escala e das energias alternativas; mudança da política fiscal (a produção de CO2 deverá ser taxada); nos países ricos consumir menos, inclusive carne; ter cadeias de fornecimento mais curtas. Quem tem que liderar o processo de transformação verde são os países ricos e não “os mais pobres que nada fizeram para criar o problema” e que são os mais afetados. “O número de pessoas com conhecimento no mundo, a capacidade dos cientistas para trabalharem em conjunto e o sentido de que os jovens querem um compromisso moral para algo maior do que o seu sucesso individual” são razões que permitem ao bilionário e filantropo norte-americano ser otimista (Bill Gates em entrevista: “Mudar o nível de vida dos países ricos não resolve as alterações climáticas” do Público).

Tendo por base a Estratégia Nacional de Educação Ambiental 21 cabe ao professor bibliotecário abordar o currículo com uma consciência ecológica baseada numa relação de proximidade e interdependência entre os seres humanos, as outras espécies e a Terra.

Além da divulgação dos recursos atrás elencados, a Rede de Bibliotecas Escolares associa-se ainda à ação A Hora do Planeta, propondo a atividade A hora do planeta: todas as horas contam, cuja planificação foi elaborada de acordo com as orientações do referencial Aprender com a biblioteca escolar.

 

Referências

1. 7 Graus. (s.d.). Calendarr: Equinócio de Primavera. S.l.: Autor. Disponível em: https://www.calendarr.com/portugal/equinocio-da-primavera/ [acedido em 19 de março de 2021].

2. World Wide Fund for Nature. (2021). Hora da Terra: Blogue e Notícias. Suiça: Autor. Disponível em: https://cutt.ly/Az6C4k5

3. 7 Graus. (s.d.). Calendarr: Dia da Poesia. S.l.: Autor. Disponível em: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-poesia/

4. Alastair Fothergill, A.; Scholey, K.; Butfield, C. (prod.) Attenborough, D. (nar.). (2019). Our Planet. Reino Unido: Netflix. Disponível em: https://www.netflix.com/pt/title/80049832

5. World Wide Fund for Nature. Netflix. (2019). Our Planet: Schools And Young People. UK: Autor. Disponível em: https://www.ourplanet.com/en/schools-and-youth/

6. Green Film Network. (2021). Environmental Film Festival in the Nation’s Capital. Washington, D.C.: Autor. Disponível em: https://dceff.org/2020online/

7. Mobile Film Festival: Wallet 7 https://www.youtube.com/watch?v=TFr_TcTZ5WI

8. Legout, G. Mobile Film Festival: Scream. Ftança: https://www.youtube.com/watch?v=hHprVYZrxJU

9. Lobo, M. (2019). Mobile Film Festival: Aquametragem. Lisboa: Agência de Energia e Ambiente de Lisboa; EGEAC. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5P6IA7hcUuQ

10. Murad, D. (2019). Mobile Film Festival: Déclaration. Brazil: Estúdio Lingus. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zZKHazxRyZM

11. Rádio ZigZag, (2017). Conta-nos uma história: A menina do mar.l.: Autor. Disponível em: https://www.rtp.pt/play/zigzag/p3935/e315909/conta-nos-uma-historia

12. Rádio ZigZag. (2019). Um Minuto de Ciência por dia não sabes o bem que te fazia: Porque é que a água é H2O? S.l.: Autor. Disponível em: https://www.rtp.pt/play/zigzag/p2739/e403973/1-minuto-de-ciencia-por-dia-nao-sabes-o-bem-que-te-fazia

13. Aqueduto das Águas Livres. Lisboa. Disponível em: https://roundme.com/tour/576333/view/1884839/

14. Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras – Jardim Amoreiras. Lisboa (Portugal). Disponível em: https://roundme.com/tour/578262/view/1884862/

15. EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A. (2021). Educação Ambiental: Visita guiada à ETAR de Évora. Évora: Autor. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zARiViyZd_4

16. WikiHow. (2020). Como jogar o Heads Up! S.l.: Autor. Disponível em: https://www.wikihow.com/Play-Heads-Up

17. Crawford, B. (s.d.). 14 poses de ioga com nomes de animais. S.l.: Love to Kow. Disponível em: https://yoga.lovetoknow.com/Yoga_Poses_with_Animal_Names

18. Canon. (s.d.). Fotografia light painting. S.l.: Autor. Disponível em: https://www.canon-europe.com/get-inspired/tips-and-techniques/light-painting-photography/

19. O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva. (2021). A última gota. Lisboa: Autor. Disponível em: https://www.pavconhecimento.pt/a-ultima-gota/

20. INA. (2021). bgreen // ecological film festival. Santo Tirso: Autor. Disponível em: http://www.bgreenfestival.com/como-posso-participar/

21. Agência Portuguesa do Ambiente. (2017). Estratégia Nacional de Educação Ambiental. S.l.: Autor. Disponível em: https://enea.apambiente.pt/

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Fonte: https://bit.ly/39eLyO3

A iniciativa Futuros da Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está a gerar um debate global para moldar o futuro do conhecimento e aprendizagem, da sociedade e do planeta.

Este debate é fundamental porque os problemas atuais são de natureza complexa e global, obrigando a que trabalhemos em conjunto para encontrar soluções.

A UNESCO sugere que cada um na sua comunidade e, sobretudo nas escolas e universidades, se organize em grupo e promova a reflexão e transformação, a partir de uma série de quatro vídeos e questões:

 

Como pode a educação realmente contribuir para resolver a crise climática?1

A ação humana está a provocar a extinção em massa das espécies biológicas, a destruição das florestas e a poluição do ar, levando, pela primeira vez, cientistas a considerar que a vida da humanidade na Terra pode vir a tornar-se impossível. Devemos abandonar a escola e dirigir todos os esforços para ações de campanha que mobilizem os líderes mundiais e a população para a alteração dos sistemas de produção e consumo? Uma vez que se verifica que as pessoas com níveis mais elevados de educação são quem tem maior pegada ambiental, a resposta à crise climática não passará também pela mudança da própria escola através, por exemplo, de um sistema híbrido de aprendizagem?

 

O novo normal: o que precisa ser diferente em relação ao passado [pré-Covid]? 2

A Covid-19 tornou o ser humano consciente da sua vulnerabilidade, das desigualdades sociais e da necessidade de outras pessoas, inclusive profissionais cuja visibilidade e voz têm tido pouca expressão nas decisões coletivas. O que aprendemos com a crise pandémica? Que novas necessidades surgiram e quais são essenciais e devem manter-se? Que novo normal temos intenção de construir?

 

O que precisa ser aprendido na escola com professores e alunos? 3

Por motivos de conflito armado, desastres naturais e pandemias a escola pode fechar, devendo repensar-se as suas atividades através de sistemas remotos acessíveis a todos (internet, televisão, rádio), em que o papel da família e comunidade na aprendizagem é essencial. Que competências e conteúdos de aprendizagem devem ser reforçadas? Que agentes devem ser mais envolvidos na educação e na escola?

 

As nossas opiniões são mais moldadas pelo que aprendemos em linha do que pelo que aprendemos nas escolas? 4

Crenças, sentimentos e comportamentos são mais orientados por empresas privadas (Google, Facebook, YouTube, Instagram, Twitter) a que recorremos informalmente, do que por profissionais de educação e ensino que trabalham em contexto formal? Quais são as consequências para a escola e o currículo do peso crescente do informal?

Para a resposta a esta última questão e vídeo a UNESCO sugere a leitura de Tristan Harris, americano de 37 anos, especialista em ética da persuasão humana na Google (2013-2016), onde criou a apresentação, A Call to Minimize Distraction & Respect Users’ Attention/   Uma Chamada para Minimizar a Distração e Respeitar a Atenção do Utilizador 5, co-fundador e presidente do Center for Humane Technology/ Centro para a Tecnologia Humana 6, organização sem fins lucrativos criada em 2018 para gerar uma alternativa à tendência de manipulação e adição das grandes plataformas digitais. Harris é também co-apresentador do podcast sobre tecnologia Your Undivided Attention/ A sua Atenção Indivisível e a principal voz de  The Social Dilemma/ O Dilema das Redes Sociais, documentário baseado em testemunhos de ex-trabalhadores de topo destas empresas e que as bibliotecas podem usar para reforçar a reflexão, com as crianças e jovens, sobre os riscos de normalização de comportamentos aditivos em relação a tecnologias digitais, designadamente dispositivos móveis - o sítio dispõe de um guia 7 para promover, inclusive à distância, a discussão em grupo.

Para Tristan Harris a tecnologia digital não é um instrumento neutro que evolui ao acaso. A criação de tecnologia tem um conteúdo, a mente humana, que o seu fabricante, à semelhança de um mágico, conhece e explora as vulnerabilidades e limites para um interesse específico, a obtenção de lucro que consegue sempre que conquista a atenção do utilizador.  Para o efeito, usa técnicas que moldam as mentes e comportamentos, agarrando o utilizador aos produtos de publicidade e propaganda que empresas que as financiam vendem. Exemplos destas técnicas são o incentivo e exploração de: 

          1. Narcisismo do eu, alimentando a necessidade humana de aprovação social e não o confrontando com conhecimentos e opiniões diferentes (contraditório). Pode gerar infantilização e, no limite, um sistema de human downgrading/ degradação humana em grande escala que pode provocar um retrocesso civilizacional;

          2. Emoções sobre a razão, expressas por exemplo, em títulos de notícias que fomentam a desinformação, mais apelativos porque chocam ou são dissonantes da realidade. Segundo o MIT Computer Science & Artificial Intelligence Lab referido no documentário, “’Notícias falsas’ [oxímoro ou expressão enganosa que deve evitar-se] espalham-se seis vezes mais rápido do que notícias verdadeiras” e “De acordo com o Conselho Europeu de Investigação, um em cada quatro americanos visitou pelo menos um artigo noticioso falso durante a campanha presidencial de 2016” 8. A par da desinformação circulam teorias da conspiração, explicações alternativas da realidade e formam-se opiniões extremas (polarização) e discurso de ódio que apelam mais ao cérebro instintivo (límbico) do que ao bom senso ou reflexão lógica fundamentada (cérebro frontal), descredibilizando os media e instituições democráticas. Neste contexto compreende-se, por exemplo, o ataque ao Capitólio dos EUA, a 6 de janeiro;

          3. Síndrome de FOMO (fear of missing out/ medo de perder algo), distúrbio psicológico induzido por técnicas como a das notificações ou da transmissão automática, no fim de um conteúdo, do início do conteúdo seguinte ou de conteúdos que apelam ao “novo” ou “mais recente lançamento”, critério puramente comercial que nada indica sobre a qualidade de um conteúdo. O uso aditivo de equipamentos tende a provocar desconcentração, isolamento social, depressão e mesmo suicídio.

Formas mais subtis de suscitar a interação com o equipamento são likes, tags, emojis, reticências que aparecem quando alguém está a escrever e que preveem e interferem na ação humana, mantendo o utilizador ligado o máximo de tempo possível. Também o scroll em busca de algo que se possa vir a ganhar liberta dopamina (hormona do prazer), aproximando o utilizador do contexto das slotmachines em que o jogador acredita ganhar na próxima jogada;

          4. Obsessão com métricas – e.g. quantidade de cliques ou likes observados que supostamente medem a atenção dispensada ou preferência do utilizador – e que podem ser gerados por falsos utilizadores que alimentam e garantem a aparente eficácia do sistema.

 

Devemos, por isso, mudar os paradigmas:

          - De uso e ensino de tecnologia nas escolas porque, mais importante do que conhecer e usar novas ferramentas, é necessário perceber como a tecnologia funciona e está a moldar e a aprisionar a mente e perceção humana da realidade, degradando as suas decisões e relações sociais.

Uma das instituições parceiras do Center for Humane Technology é a Common Sense Education/ Educação para o Senso Comum que disponibiliza recursos (idiomas inglês e espanhol) que ajudam as escolas nesta missão 9.

          - De construção da tecnologia que deve devolver o controlo e bem-estar ao utilizador, incentivar a sua consciência e atenção plena e ser usada para o bem comum.

Neste contexto, Tristan Harris inicia o movimento Time Well Spent/ Tempo Bem Gasto que pretende transformar o design de software, de modo a que ele seja impedido de explorar as vulnerabilidades psicológicas do utilizador, contando inclusive com um “juramento de Hipócrates” no qual se compromete a tratar as pessoas com respeito.

Com base nesta tendência há empresas de software e dispositivos móveis que passaram a apresentar funcionalidades nesta área, embora não sejam suficientes e contradigam a maioria das opções disponíveis pelas mesmas empresas.

É assim que Harris desafia cada um a Take Control/ Tomar o Controlo 10 da própria vida através de sugestões, das quais damos exemplos:

          - Desligue notificações;

          - Nunca siga as Recomendações: Escolha sempre;

          - Controle o tempo de utilização, procurando outras fontes de informação e de prazer, desfrutando do mundo e das pessoas reais e desconecte totalmente um dia por semana;

          - Confirme a informação antes de a partilhar e interromper outra pessoa;

          - Fomente o espírito crítico e um certo ceticismo saudável;

          - Abandone sítios que promovem a indignação;

          - Siga vozes com as quais discorda;

          - Remova aplicações tóxicas: em vez de Facebook amigos, preferir Signal, em vez de TiKToK usar Marco Polo, em vez de Instagram, usar VSCO. Também podem ser úteis as seguintes ferramentas: Flux (sono), Moment (mudança de hábitos no ecrã), Pocket (leitura); Insight Timer (mindfulness).

No período de confinamento, devido à Covid-19, aumentou o uso e dependência das tecnologias digitais, pelo que urge refletir sobre as implicações desta tendência. A propósito, celebrou-se a 5 de março de 2021 o Dia Nacional da Desconexão11 que promove uma pausa de 24 horas na tecnologia “para desacelerar vidas num mundo cada vez mais agitado”. Esta é uma data que se comemora desde 2009 na primeira sexta-feira de março, mas pode ser lembrada regularmente na biblioteca. O sítio oficial contém inúmeras propostas de ação, mas ler um livro, não conversar sobre trabalho (w-talk), fazer pão ou praticar ioga podem ser possibilidades a ter em conta. Já agendou o seu próximo detox digital?

 

Referências

1. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO). (2020a). Debating the Futures of Education: How can education really contribute to solving the climate crisis? Paris (França): Autor. Disponível em: https://bit.ly/34E674m [acedido em 4 de março de 2021].

2. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO). (2020b). Debating the Futures of Education: The new normal. Paris (França): Autor. Disponível em: https://bit.ly/33zxf3V [acedido em 4 de março de 2021].

3. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO). (2020c). Debating the Futures of Education: What needs to be learned at school? Paris (França): Autor. Disponível em: https://bit.ly/2OFBKTD [acedido em 4 de março de 2021].

4. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO). (2020d). Debating the Futures of Education: Are our views more shaped by what we learn online than what we learn in schools? Paris (França): Autor. Disponível em: https://bit.ly/39eLyO3  [acedido em 4 de março de 2021].

5. Harris, T. (2013). A Call to Minimize Distraction & Respect Users’ Attention. EUA: Google. Disponível em: http://www.minimizedistraction.com/ [acedido em 4 de março de 2021].

6. Center for Humane Technology Foudation. (2018). Center for Humane Technology. EUA: Autor. Disponível em: https://www.humanetech.com/ [acedido em 4 de março de 2021].

7. Orlowski, J. (Dir.). (2020). The social dilemma. EUA: Netflix. 89’. Disponível em: https://www.humanetech.com/the-social-dilemma [acedido em 4 de março de 2021].

8. Gordon, R. (2019). Melhor verificação de fatos para notícias falsas. EUA: MIT Computer Science & Artificial Intelligence Lab. Disponível em: https://www.csail.mit.edu/news/better-fact-checking-fake-news [acedido em 4 de março de 2021].

9. Common Sense Education. (2003). Everything You Need to Teach Digital Citizenship. EUA: Autor. Disponível em: https://www.commonsense.org/education/digital-citizenship [acedido em 4 de março de 2021].

10. Center for Humane Technology Foudation. (2018). Center for Humane Technology: Take Control. EUA: Autor. Disponível em: https://www.humanetech.com/take-control [acedido em 4 de março de 2021].

11. Unplug Collaborative. (2020). National Day of Unplugging. EUA: Autor. Disponível em: https://www.nationaldayofunplugging.com/ [acedido em 4 de março de 2021].

 


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