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O projeto con.Raízes  visa promover o conhecimento, a partilha e a divulgação das diferentes manifestações culturais dos concelhos de Alter do Chão, Castelo de Vide, Crato, Gavião, Nisa, Marvão e Ponte de Sor.

Os alunos são desafiados a descobrirem o seu património local, ao longo do ano letivo, com o apoio dos professores das disciplinas envolvidas e os professores bibliotecários, fomentando-se com regularidade situações de coensino.

A terceira edição deste projeto teve lugar no dia 4 de março do 2021 e foi subordinada ao tema O sagrado e o profano: ritos e tradições no Alto Alentejo.

Os trabalhos apresentados mostram a riqueza deste projeto transversal, a motivação dos alunos e as suas aprendizagens.

 As Bibliotecas Escolares de Alter do Chão, Marvão e Nisa, nas palavras das professoras bibliotecárias, Júlia Sombreireiro, Carla Cordeiro e Fátima Dias, contam-nos como se desenrolou o projeto e partilham o percurso feito, com os docentes e alunos.

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALTER DO CHÃO

Etapas do trabalho realizado:

- Escolha da turma de 10º ano para integrar.

- Professores envolvidos: professora de Filosofia, professora bibliotecária e professor de Português.

- Planificação e desenvolvimento do plano de trabalho:

          . Distinção entre Sagrado e Profano;

          . Pesquisa e tratamento de informação sobre as tradições do concelho de Alter do Chão e realização de entrevistas (Padre Rui Miguel Rodrigues e D. Maria Alice Meira);

          . Escolha das tradições a desenvolver no projeto;

          . Elaboração de um texto dramático para as várias cenas.

- Preparação da apresentação: dramatização e filmagem das tradições escolhidas.

 

Deixamos o testemunho da professora de Filosofia, Paula Amaral

“Foi extremamente gratificante participar no projeto con.Raízes, pois permitiu, de uma forma diferente, mais prática e vivida, trabalhar os conteúdos lecionados em contexto de sala de aula, tornando-se estes, mais significativos para os alunos. Nem sempre é fácil falar de religião, experiência religiosa, perceber a relação entre a vertente finita e contingente e o plano transcendente. Com este projeto, os alunos envolveram-se nas tradições da sua região, pesquisaram e entraram em contacto com o universo religioso, vivido pelos mais velhos de forma profunda, perceberam de que forma a religião molda a nossa visão do mundo, como nos oferece conforto e explicações sobre quem somos, qual a nossa origem e o que nos é permitido esperar. Creio que cresceram, amadureceram e compreenderam que apesar de todas as diferenças que nos caracterizam enquanto seres humanos, existem aspetos comuns a todos os homens. A Fé ou a ausência da mesma é uma delas. “

 

Bárbara Gordo, aluna do 10º ano

“Participar neste projeto trouxe-me muitos conhecimentos sobre a minha vila, Alter do Chão, que desconhecia. Foi uma experiência muito positiva e gostei muito de participar. Com os conhecimentos que adquiri pude falar com os meus pais sobre estas tradições que ainda ocorreram quando eles eram jovens.”

 

Carolina Rolo, aluna do 10º ano

“O projeto con.Raízes, no qual participei, foi uma mais-valia, dado que, apesar de a vila ser relativamente pequena eu não conhecia muitas das suas tradições e raízes. A realização deste projeto foi, tanto a nível pessoal como cultural, muito importante, dado que me enriqueceu sobre as tradições da minha vila. Percebi que havia muitas situações do passado da minha vila bastante importantes e faziam de Alter uma terra muito interessante. Foi algo muito divertido de se fazer e é importante continuar a passar às gerações futuras estas tradições.”

 

Sofia Cabaço, aluna do 10º ano

“A participação no projeto con.Raízes foi muito enriquecedora, pois fiquei com mais conhecimentos acerca das raízes e das tradições da nossa terra, que é uma vila pequena, mas com muitas memórias e costumes. Foi muito interessante e divertido pertencer a este projeto visto que nós recriámos várias crenças, costumes, tradições que eram vividas e praticadas e algumas, ainda, realizadas nos dias de hoje.”

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MARVÃO

Etapas do trabalho realizado:

Todas as semanas, a professora bibliotecária e os professores de Português, Inglês, História e Geografia de Portugal, Matemática, Educação Visual, Educação Tecnológica, Educação Musical e Educação Física reuniam com os alunos do 2º ciclo, durante 90 minutos, num tempo destinado aos domínios de articulação curricular (DAC) e articulavam saberes e conteúdos com o objetivo de trabalhar o tema.

O que se fez:

- Apresentação, por parte dos alunos do 6.º ano, dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos no ano letivo passado sobre o significado de DAC, com recurso a fantoches;

- Pesquisa sobre o tema a trabalhar “O Sagrado e o Profano: Ritos e Tradições no Alto Alentejo”, junto dos familiares;

- Visita aos Lares de Santo António das Areias e S. Salvador de Aramenha para a realização de entrevistas aos utentes sobre o tema (tradições, mezinhas, rituais…).

- Realização de um encontro, na biblioteca escolar, com a D. Adelaide Martins e com a D. Mila Mena, para falarem sobre chás e mezinhas;

- Construção de um livro digital “Rezas, Mezinhas e Crendices" – para a construção deste livro, os alunos utilizaram as recolhas feitas nos lares e juntos dos familiares e dos desenhos que elaboraram das plantas utilizadas nesses chá e mezinhas;

- Participação no encontro final do projeto con.Raízes.

 

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE NISA

O projeto integrou o Plano Curricular da turma A, do 6º ano. Constituindo-se como Domínio de Autonomia Curricular envolveu as disciplinas de História e Geografia de Portugal), Inglês, Matemática, Português, Cidadania e Desenvolvimento, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação.

 A colaboração das famílias e de diferentes elementos da comunidade foi determinante, enquanto depoentes e colaboradores na cedência de documentos.

Para começo do desenho deste projeto, foi realizada uma Assembleia de Turma, em Cidadania e Desenvolvimento, refletindo sobre o Património Local  e as tradições que, mantendo-se vivas, necessitam de ser protegidas e preservadas.  Estava identificado o problema. Os alunos apontaram, de imediato, as romarias, festas e a necessidade da preservação  das gastronomia pascal. Nasceu o Baú de Receitas!

Mas, à tradição das Romarias, está estreitamente ligada a religião. Foi assim que surgiu a necessidade de explicitar o conceito de “sagrado”, por oposição a “profano”. E pedimos ajuda ao Professor de Filosofia, José Fonseca.

Alunos e docentes partilham  teias, mapas  concetuais que se organizam e, às 4ª feiras, durante o tempo de trabalho colaborativo, são refletidos pelos docentes envolvidos. Privilegiando a metodologia de trabalho de projeto, a biblioteca escolar foi a parceira para o caminho, na promoção de competências de literacia da informação,  tecnologica e digital, conduzindo o processo de pesquisa.

Entre o Sagrado e Profano, por todo o concelho de Nisa, o dia do feriado municipal é dia de Romarias e é vivido com fé e alegria, por esses caminhos, por esses campos fora, seja qual for o cantinho do nosso concelho de Nisa.

Pela mão dos alunos do 6º A, hoje no 7º A, apresentam-se as Romarias do Concelho de Nisa:

- Ebook | Romarias no Concelho de Nisa   I  Baú de Receitas

- Apresentação I Romarias no Concelho de Nisa

 

A apresentação final dos projetos pode ser consultada aqui.

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Tendo em mente o lema “distinguir para inspirar”, a iniciativa Fazer em Rede pretende dar rosto e voz aos professores bibliotecários, líderes na sua comunidade e profissionais capazes de enfrentar as mudanças com confiança.

Na Boa Prática em destaque, Cristina Cruz e Ludovina Rosa, professoras bibliotecárias do Agrupamento de Escolas da Caparica, conversam sobre o projeto de escrita que desenvolvem desde 2015 e que se desenrola atualmente em duas vertentes: a coleção O meu amigo e o Livro em viagem. Assumem que é um projeto de continuidade, sem ingredientes secretos, e não receiam reinventá-lo no futuro.

Artigo completo: Fazer em rede • Prémio Boas Práticas | novembro 2020

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Tal como vem sendo hábito, ao longo do mês de dezembro, a rede de bibliotecas escolares lançou um desafio para divulgação no seu Instagram. Era tempo de partir para férias e o pedido foi que as bibliotecas escolares partilhassem formas criativas de expor as suas propostas de leitura para férias.

Como sempre fazem, elas foram pródigas nos seus contributos, a partir dos quais produzimos o vídeo abaixo.

No dia 31/12/2020, no Instagram da ONU Portugal, podia ler-se:
“A maior lição deste ano tão difícil é que, se trabalharmos juntos, em união e solidariedade, conseguimos mesmo fazer do mundo um lugar melhor.”
(https://bit.ly/2L0fEgn)

Nestes tempos em que, em todas as áreas, o sucesso se atinge trabalhando juntos, as bibliotecas são por excelência espaços de colaboração e partilha entre todos (docentes, alunos, pais, avós…) e com todos!

Fazendo o balanço de 2020 e aceitando o desafio da própria IFLA, certamente todas as bibliotecas encontrarão momentos onde a colaboração as levou mais longe: conselhos oferecidos, tarefas repartidas, trabalhos facilitados, recursos sugeridos, ideias partilhadas, aprendizagens em comum, visões conjuntas…

Assim, durante o mês de janeiro, desafiamos as bibliotecas a fazerem uma retrospetiva ao ano de 2020 e a expressarem o seu reconhecimento pelo valor da colaboração, partilhando, numa imagem estática ou animada, as suas histórias de sucesso, através dos seus canais e do Instagram RBE.

Sendo também uma estratégia de marketing das nossas bibliotecas, recomenda-se que associem à imagem uma frase/ um breve texto que reforce o poder das bibliotecas na criação de ambientes onde se trabalha e aprende em conjunto.
Para partilhar o seu trabalho, siga a hiperligação aqui.

Ficamos a aguardar os contributos.

Tendo em mente o lema “distinguir para inspirar”, a iniciativa Fazer em Rede dá rosto e voz aos professores bibliotecários, líderes na sua comunidade e profissionais capazes de enfrentar as mudanças com confiança.

Estes testemunhos partem da experiência pessoal e apresentam-nos soluções por vezes simples, mas engenhosas e criativas. Mostra-se, assim, que os professores bibliotecários que têm boas ideias e disponibilidade para continuar a aprender podem contagiar todos com o seu entusiasmo, colocando a biblioteca no centro da escola.

Na Boa Prática em destaque, Isabel Rego, professora bibliotecária no Agrupamento de Escolas de Búzio, em Vale de Cambra, apresenta o projeto Sementes de Leitura e conta como evoluiu para dar resposta à pandemia.

Materiais disponibilizados pela escola aqui>>

Lista de Boas Práticas - maio 2020 [PDF]
Lista maio 2020 [PDF]

Ver também:
• Regulamento Fazer em Rede 2019/ 20
• Boas Práticas RBE
 

Referência: Fazer em rede • Prémio Boas Práticas | maio 2020. (2020). Retrieved 6 July 2020, from https://rbe.mec.pt/np4/2580.html

Fazer em rede • Prémio Boas Práticas

Distinguir para inspirar

25.05.20

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Tendo em mente o lema “distinguir para inspirar”, a iniciativa Fazer em Rede dá rosto e voz aos professores bibliotecários, líderes na sua comunidade e profissionais capazes de enfrentar as mudanças com confiança.

Estes testemunhos partem da experiência pessoal e apresentam-nos soluções por vezes simples, mas engenhosas e criativas. Mostra-se, assim, que os professores bibliotecários que têm boas ideias e disponibilidade para continuar a aprender podem contagiar todos com o seu entusiasmo, colocando a biblioteca no centro da escola.

Na Boa Prática em destaque, Marco Lobato, professor bibliotecário, e Joaquim Trovão, coordenador dos projetos TIC, explicam como desenvolveram o projeto BE CODE no Agrupamento de Escolas Professor Agostinho da Silva, em Sintra, criando desafios de código que inspiraram alunos e professores.

Materiais disponibilizados pela escola aqui>>

Lista de Boas Práticas - março 2020 [PDF]
Lista de Boas Práticas - março 2020 [PDF]

Ver também:
• Regulamento Fazer em Rede 2019/ 20
• Boas Práticas RBE


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