Ser assistente da biblioteca escolar, o espaço mais vivo da escola
por Lina Ramos, Assistente de Biblioteca na EB Professor Sebastião Teixeira, Salir.

Sou assistente de biblioteca na Escola Básica Sebastião Teixeira, em Salir, uma pequena localidade no interior do concelho de Loulé. Há quase vinte anos que faço parte desta comunidade e é unânime que a biblioteca é um dos espaços mais vivos desta escola. Aqui, todos os dias, recebemos alunos curiosos, com vontade de aprender mais e melhor e de o partilhar, o que mostra o valor do nosso trabalho.
Trabalhar na biblioteca é muito mais do que arrumar livros ou vigiar o espaço. É acolher utilizadores que procuram um lugar tranquilo para estudar, ajudar professores a encontrar os recursos certos para as suas aulas, apoiar projetos de leitura, organizar exposições, dinamizar atividades e, sobretudo, ouvir. Pois, muitas vezes, a biblioteca é também um espaço de encontro, onde se criam laços e se partilham histórias de vida.
Trabalhar numa escola num meio rural tem os seus desafios, mas tem também grandes recompensas. Conhecemos todos os utilizadores pelo nome, acompanhamos o crescimento dos alunos, celebramos as suas conquistas e prestamos apoio nas suas dificuldades.
Não há dúvida de que ter um assistente a tempo inteiro neste espaço faz toda a diferença: permite manter a biblioteca aberta mais tempo, com mais organização e prestando um apoio constante. Por isso, todas as escolas deveriam ter este apoio.
Não é um luxo, é uma necessidade!
A biblioteca é o coração da escola e é um privilégio poder cuidar dela todos os dias.