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Mote
Vai o rio a monte
Como passarei a ponte?

Voltas
É o vau mui arriscado,
Só nele é certo o perigo;
O tempo como inimigo
Tem-me o caminho tomado.
Num monte está meu cuidado,
E eu, posto aqui noutro monte,
Como passarei sem ponte?


Tudo quanto a vista alcança
Coberto de males vejo:
D'aquém fica meu desejo
E d'além minha esperança.
Esta, contínua, me cansa
Porque está sempre defronte:
Como passarei sem ponte?


Francisco Rodrigues Lobo                                                                             Ler mais >>

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1 comentário

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De Maria Almira Soares a 14.12.2009 às 10:50

Acho sempre preferível dar a ler do que falar de leitura.
Dar a ler Rodrigues Lobo,por exemplo. E outros que... desapareceram da frente do nosso olhar.
Dar a ler o literário para melhor perceber o mundo através da transcendência da Arte como diria Vergílio Ferreira.

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