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Photo by Raisa Milova on Unsplash

A liberdade é, sem dúvida, um dos valores que temos sentido colocado em causa desde o início da pandemia. Assolados por um conjunto de regras, nem sempre absolutamente compreendidas, a viver entre confinamentos mais ou menos restritivos, as crianças e jovens são um grupo muito penalizado na vivência deste tempo estranho. Todos temos consciência dos constrangimentos trazidos pelo encerramento das escolas, certamente com algum comprometimento das aprendizagens curriculares, mas ainda estão por determinar as consequências desta experiência pandémica no seu desenvolvimento psicossocial.

Crescemos com a mensagem de que “a minha liberdade termina onde começa a do outro”. As medidas de controle da pandemia fazem sobressair este conceito coletivo de liberdade, como algo que é útil ao mundo e à humanidade. A relação de interdependência e de compromisso com o bem-estar dos outros, neste caso sobretudo com a sua saúde, tem regulado avanços e recuos nas relações familiares e sociais, pelo que esta consciência é, mais do que nunca, muito importante.

Na semana em que se festeja no nosso país a liberdade, por via da comemoração do 25 de abril de 1974, trazemos a proposta de, através da leitura mediada de livros álbum, se criar um espaço/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experiências e emoções em torno da liberdade. Por um lado, o valor da liberdade enquanto bem coletivo e, por outro, a sua importância no desenvolvimento individual, no autoconhecimento e na autodeterminação.

Sugere-se um conjunto de álbuns que, pelas suas características textuais e gráficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas etárias.

 

Com 3 novelos (o mundo dá muitas voltas), Henriqueta Cristina e Yara Kono, Planeta Tangerina

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«Em busca de um lugar mais livre onde todos os meninos possam ir à escola, uma família muda-se para outro país. No entanto, apesar de diferente, o país novo que a acolhe está longe de ser perfeito e, neste novo mundo cinzento, a falta liberdade sente-se em coisas tão simples como escolher a cor da camisola que se quer vestir pela manhã… É então que uma mãe entra em ação.» (resenha da editora)

 

O Ratinho e o muro vermelho, Britta Teckentrup, Edicare

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«Ninguém sabia onde começava ou acabava, ou sequer como lá tinha ido parar. Na verdade, ninguém parecia reparar nele. Mas o Ratinho era curioso. «O que estará para lá do grande muro vermelho?», pensava.

Uma história maravilhosa e inspiradora, sobre enfrentar os medos, descobrir a liberdade e abraçar a mudança, em nós e no mundo. Um livro com questões intemporais, essencial para todas as idades.» (resenha Wook)

 

Abril o Peixe Vermelho, Marjolaine Leray. Orfeu Negro

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«O Abril não gosta de se sentir como um peixe num aquário. É antes um peixe que gosta de refletir sobre questões espinhosas.

O Abril é vermelho, muito vermelho. Tem grandes sonhos, mas pouco espaço. O seu maior sonho é fugir, conhecer novos horizontes e dar sentido à vida. Mas como?» (resenha da editora)

 

Siga a seta, Isabel Minhós Martins e Andrés Sandoval, Planeta Tangerina

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Uma cidade repleta de setas, indicações e sentidos obrigatórios. Um rapaz que vive os seus dias entre setas, nunca ousando (ou sequer pensado) desviar-se do seu rumo. E uma ideia revolucionária que lhe invade os pensamentos e o faz, certo dia, aventurar-se…

Por isso, atenção, muita atenção: este livro é só para corajosos! Para todos aqueles que gostam de viajar até lugares inexplorados e não têm grande medo de se perder.

Este é um livro que nos convida a sair das rotinas, dos horários, dos dias sempre iguais. (resenha da editora)

 

Pistas para discussão:

Podemos fazer tudo aquilo que queremos? Porquê? Como podemos saber que escolhas fazer? Existem limites para as nossas escolhas?

Os outros impedem a nossa liberdade? Ou ajudam-nos a conquistá-la?

Os adultos são mais livres que as crianças? Porquê?

A pandemia retirou-nos liberdade? Como podemos ultrapassar o sentimento de perda de liberdade que as regras de controle da pandemia nos provocam?



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