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Photo by Anna Samoylova on Unsplash

Mais do que nunca a colaboração está na ordem do dia. A pandemia acrescenta-nos a consciência de que a interdependência é uma realidade que condiciona as nossas vidas, crescem exemplos (maus, mas sobretudo bons) de como o trabalho colaborativo é o melhor caminho para encontrar as melhores soluções para os problemas que enfrentamos.

O desafio lançado às bibliotecas neste mês de janeiro foi ao encontro desta constatação e temos recebido muitos exemplos de como os processos de aprendizagem são enriquecidos quando se alargam horizontes de colaboração entre docentes, com os parceiros, entre outras possibilidades.

E entre as crianças/ alunos, como trabalhamos a questão da colaboração? O que fazemos para que compreendam o poder de ouvir diferentes perspetivas, ensaiar outras possibilidades e receber feedback de outros interlocutores?

Trabalhar a partir de bons álbuns ilustrados admite sempre uma paleta de hipóteses de leitura e exploração, transversal a diferentes idades e níveis de ensino, permitindo ao docente/ mediador aprofundar mais ou menos o texto, a imagem ou a interação de ambos consoante o grupo que tem pela frente.

«Tendo em conta uma conceção de biblioteca como espaço público de produção de sentidos, onde se ativam lugares sociais, vivências, relações com o outro, valores da época e da comunidade, conhecimentos das coisas do mundo (crenças, saberes, comportamentos, experiências estéticas e contemplativas, …), considerou-se necessário explicitar, para além da dimensão cognitiva e procedimental, uma dimensão valorativa e atitudinal, que oriente a ação dos jovens no uso da informação, no processo de aprendizagem, na aquisição do conhecimento e no relacionamento com o mundo que os rodeia.» (Referencial Aprender com a BE)

Assim, pretende-se que as crianças/ alunos demonstrem curiosidade, participem na troca e debate de ideias, manifestando espírito crítico e respeitando diferentes opiniões. Valoriza-se o espírito de interrogação e a iniciativa e criatividade na resolução de problemas.

As seguintes sugestões têm como foco a colaboração. São ideias que podem ser adaptadas e desenvolvidas consoante o ambiente de aprendizagem escolhido. Os livros são apenas a ignição para pensar e debater em conjunto.

 

Nadadorzinho, de Leo Lionni, Kalandraka

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«Algures, num cantinho no mar, vivia um cardume de peixinhos. Eram todos vermelhos, exceto um deles, que era tão preto, como a casca de um mexilhão. Nadava mais depressa do que os seus irmãos e irmãs e chamava-se Nadadorzinho... » (resenha da editora)

Pistas de discussão:
• O que é uma comunidade? Pode-se falar das diferentes comunidades a que pertencemos (bairro, família, escola, igreja, outros grupos de interesse, etc.). Pode o cardume desta história ser considerado uma comunidade? Porquê?
• Qual o talento especial que o Nadadorzinho pôs ao serviço do grupo? O que leva alguém a despender voluntariamente o seu tempo, ou talento ou dinheiro em prol do bem comum?
• Qual é o benefício da cooperação de um grupo? Pode-se evocar casos concretos que conheçam em que pessoas se uniram para um bem comum; que talentos foram partilhados?
• Porque pensam que o Nadadorzinho se ofereceu para ser o olho do peixe? O que sentimos quando conhecemos alguém com novas ideias?

 

E Que Posso Eu Fazer?, de José Campanari, OQO

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«O senhor Xis lê as notícias do jornal e o corpo enche-se-lhe de preocupações. E questiona-se a cada momento: “E que posso eu fazer?”. Um dia encontra uma resposta; noutro dia, outra; e outra mais…» (resenha da editora)

Pistas de discussão:
• O que é a solidariedade? Pode-se falar de casos concretos que conhecemos (pessoas/ instituições) que se esforçam por ajudar quem necessita.
• Como podemos saber quando devemos chegar-nos à frente e lutar por aquilo em que acreditamos? Quais as coisas/ os valores pelos quais devemos manter uma atitude ativa, no sentido de enfrentar os problemas do nosso tempo e produzir mudanças no planeta.
• Podemos fazê-lo sozinhos ou com outros? Quais os benefícios de juntar várias vozes a uma causa? Pode-se falar sobre a importância de sermos tolerantes e construir um diálogo com outras formas de ser e de estar, diferentes das nossas e, apesar das diferenças, conseguirmos unir-nos num bem comum.



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