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| por José Carlos Fernandes | Observador|

 

Ella Berthoud e Susan Elderkin sugerem livros para tratar os mais variados padecimentos que afligem as nossas vidas, mas há legítimas suspeitas de que não possuem habilitações para passar receitas

 

Em O consolo da filosofia (publicado originalmente em 2000 e editado em Portugal pela D. Quixote), Alain de Botton recorreu a filósofos célebres para dar resposta a problemas prosaicos que podem afligir qualquer um: Sócrates para a falta de popularidade (um padecimento que se reveste de maior gravidade na era do Facebook do que na Grécia Clássica), Epicuro para a falta de dinheiro (assunto intemporal, com ou sem políticas de austeridade), Séneca para a frustração, Montaigne para a “inadequação” (a palavra inglesa “inadequacy” é de difícil tradução e pode ser entendida como a incapacidade para enfrentar situações ou a vida em geral), Schopenhauer para os desgostos amorosos ou Nietzsche para enfrentar dificuldades.

O livro está elaborado com sageza e humor e a filosofia não é abastardada por aproximar-se do comum dos mortais e dos seus comezinhos problemas e ao ser vertida em linguagem clara e acessível – o que não impediu que Botton fosse rotulado, pejorativamente, de “filósofo pop”, por ter retirado a filosofia da sua torre de marfim e da sua teia de elucubrações abstrusas e de lhe ter devolvido a sua função primordial de dar resposta às indagações fulcrais da existência: como viver uma vida boa e justa? Como encontrar nela um sentido? 

(...)

 

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