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Um grupo espanhol de escritores de literatura juvenil – Serra i Fabra, Cornélia Funke, Laura Gallego, Elvira Lindo e Maite Carranza – apresenta as suas propostas para conquistar leitores perdidos, crianças e jovens que deixam de ler à medida que vão crescendo. A Federación de Grémios de Editores de Espanha, referindo estatísticas de 2007, indica que os adolescentes de 13 anos lêem em média 8 livros por ano, enquanto nos jovens de 25 anos a média desce para 1 a 4 livros. Entre a narrativa fantástica que primeiro atrai os jovens, ou mesmo alguma literatura mais realista e os chamados livros para adultos, parece existir um vazio. O fenómeno é antigo e até certo ponto normal, dizem aqueles escritores, que apontam várias razões:


  • a explosão hormonal e as mudanças no corpo, que passa a estar demasiado ocupado com as suas próprias transformações;
  • a importância que adquire a vida social: as saídas, os amigos, pertencer a um grupo;
  • o pouco tempo que sobra depois das actividades lectivas, extracurriculares e de estudo;
  • a preferência dada à televisão - a que os jovens dedicam 4 vezes mais tempo que à leitura - e à internet;
  • a leitura exige paciência e não oferece gratificação imediata, o oposto da educação que muitos jovens recebem, estimulando constantemente actividades novas, o que é uma receita, diz Elvira Lindo, para os tornar permanentemente insatisfeitos e neuróticos;
  • as leituras escolares obrigatórias, seleccionadas unicamente em função de critérios pedagógicos. Não existem antídotos infalíveis, mas será bom termos em conta alguns princípios que parecem óbvios, mas às vezes esquecemos:
  • a finalidade principal da leitura deve ser o próprio prazer de ler e não a aprendizagem;
  • é necessário atender às competências leitoras dos jovens, ou a incompreensão será o 1º factor de desmotivação;
  • as leituras não têm que ser solitárias, a internet oferece páginas e fóruns de apresentação e comunicação sobre livros, e encontro entre os leitores, como Laura Gallego promove na sua página http://www.lauragallego.com/noticias.html
  • embora alguns clássicos sejam imprescindíveis, podem ser combinados com títulos modernos e não há que ter medo se os adolescentes não gostam do que consideramos a boa literatura;
  • encontrar o género, o autor ou o livro de que gostamos é, dizem os escritores, como encontrar o amor, distinto para cada um de nós e uma procura difícil.
    Quantos de nós podem dizer que só leram "bons livros" na sua adolescência? E não é o prazer e não a aprendizagem que nós, adultos, procuramos na literatura?
    Segundo aquele grupo de escritores, os livros para jovens devem oferecer: boa dose de entretenimento e um desenvolvimento da intriga que aguce a curiosidade, como as novelas policiais; fantasia, épica e iniciação como o realismo mágico.
    Algumas sugestões de leitura juvenil:







  • Encontre outras sugestões aqui:
    http://www.elpais.com/articulo/narrativa/conquista/lectores/perdidos/elpepuculbab/20090103elpbabnar_4/Tes

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