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Blogue RBE

Sex | 17.06.22

ONU: Conferência dos Oceanos 2022 – Lisboa

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Leitura: 3 min |

Atualmente há consciência pública de que a ação humana tem efeitos destrutivos nos mares, oceanos e recursos marinhos devido à poluição plástica, pesca ilegal, aquecimento, acidificação e perda de oxigénio por emissões de dióxido de carbono e gases de efeitos de estufa.

Para alcançar o ODS 14, “Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos”, são necessárias abordagens mais ambiciosas e inovadoras baseadas em dados da ciência [1].

Portugal acolhe pela primeira vez a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, aprovada pela Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas n.º 73/292, de maio de 2019. Vai realizar-se em Lisboa, entre 27 de junho e 1 de julho de 2022, tem por tema Reforçar a ação dos oceanos com base na ciência e na inovação para a implementação do ODS14: avaliação, parcerias e soluções e visa discutir desafios, oportunidades e parcerias.

Esta Segunda Conferência dos Oceanos – a primeira realizou-se em 2017 - é organizada pelos governos de Portugal e Quénia e visa mobilizar a ação global para conservar e utilizar, de forma sustentável, mares, oceanos e recursos marinhos.

Dada a situação de emergência global que vivemos, seria fundamental que este encontro de especialistas, o maior realizado, se focasse nas prioridades e medidas a implementar por todos os países, designadamente os que têm uma ação mais destrutiva. O Dia Mundial dos Oceanos destaca esta necessidade de todos contribuirmos.

 

Salvar o Oceano, Proteger o Futuro – Vídeo [2]

A saúde e bem-estar humano e do planeta depende da saúde dos oceanos:

- Cobrem mais de dois terços da superfície da Terra e contêm 97% da água do planeta;

- Absorvem mais de 90% do excesso de calor do sistema terrestre, fornecem água e oxigénio;

- Contribuem para erradicação da pobreza e geram emprego a cerca de três bilhões de pessoas;

- Constituem reservatório essencial de vida na terra;

- São elemento central da história, cultura e identidade pessoal e coletiva - lembramos a poetisa Sophia de Mello Breyner: “Quando eu morrer voltarei para buscar/ os instantes que não vivi junto do mar” [3].

Para Portugal os oceanos são uma área estratégica, não só por razões de conservação e conhecimento, mas também por razões económicas e de governação, pois o país tem um território de mar exclusivo (Zona Económica Exclusiva), o Atlântico Nordeste, que é o terceiro maior da União Europeia - a maior parte do território nacional encontra-se submerso – e no qual circula mais de metade do comércio externo da UE e abundam uma diversidade de ecossistemas e recursos do novo paradigma energético, como sol e vento [4].

 

Referências

1. United Nations. (2015). Oceans and Seas. NY: UN. https://sdgs.un.org/topics/oceans-and-seas

2. Nações Unidas. (2022, 8 mar.). “Salvar o Oceano, Proteger o Futuro”. EUA: ONU, in: Direção-Geral de Política do Mar. (2022, 8 mar.). Vídeo da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, em Lisboa. Lisboa: DGPM. https://www.youtube.com/watch?v=lMTJ3rlMCa4

Notícias:

- Sessão de lançamento: República Portuguesa. (2022, 8 mar.). Apresentação de vídeo e debate sobre Conferência dos Oceanos da ONU 2022. Lisboa: RP. https://www.youtube.com/watch?v=8sKXM8QpzJo

- Contribuição da delegação portuguesa: United Nations. (2022). United Nations Ocean Conference. Lisboa: UN. https://sdgs.un.org/sites/default/files/2022-02/Interactive_Dialogues_Contribution_from_Portugal_2022.pdf

3. Andresen, S. (1920). Mar. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal. https://purl.pt/19841/1/1920/1920-1.html

4. República Portuguesa. (2021). Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030. Portugal: RP. https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=estrategia-nacional-para-o-mar-2021-2030

5. Fonte da imagem: Nações Unidas. (2022). Conferência do Oceano da ONU. Lisboa, Portugal: ONU. https://www.un.org/en/conferences/ocean2022