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Um texto de José Afonso Furtado, publicado em 2011 pela FFMS,  da maior pertinência e atualidade:

[...] estamos a assistir à desconstrução da tradicional cadeia de valor e à emergência de novos modelos mais flexíveis, dinâmicos e em rede, adaptados à nova era em que vivemos. Poder-se-ia dizer que o que se passa na edição, como em muitas outras outras indústrias, é uma espécie de uma “lentidão” na reacção da sociedade perante as mutações que se perfilam, o que se pode verificar nos campos do consumo e da distribuição, tradicionalmente centrados na oferta, e onde hoje assistimos à interacção directa e em tempo real entre consumidor e fornecedores de produtos e serviços. Este é o cenário em que o empowerment do consumidor se transforma numa nova força de mercado. Com a difusão das tecnologias Web 2.0, todos têm à mão os recursos que lhes permitem produzir, e distribuir à escala global toda a sorte de conteúdos, de forma praticamente gratuita, através de ferramentas como blogs, wikis, podcasts ou plataformas nas redes sociais. Para operarem neste ambiente, as organizações devem desenvolver sensibilidades e processos para interagirem com as pessoas (consumidores, autores, agentes, etc.) sobre um conjunto de tópicos muito mais alargado (Christopher S. Rollyson & Associates, 2007). A emergência de múltiplos modelos de edição criou um ecossistema muito diferente daquele que foi dominado pelos editores tradicionais, além de obrigar os players a dominarem diferentes tipos de competências para enfrentar a mudança. A crescente qualidade e ubiquidade da print on-demand, e a sua progressiva utilização transparente por editores, está a fazer aumentar o número de títulos impressos disponíveis e a diluir a tradicional noção das origens tecnológicas do livro impresso e, provavelmente, a concepção tradicional do próprio livro. 
 José Afonso Furtado Chegámos ao mundo em que todos podemos ser autores29.11.2011

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