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No blogue De Rerum Natura, Carlos Fiolhais escreveu um post que é a reprodução da sua intervenção no Colóquio sobre Gestão Editorial organizado pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

A Internet mudou as nossas vidas. Mudou, por exemplo, os livros e as bibliotecas. Mas ainda não é muito claro, porém, o modo como vão evoluir o livro e as bibliotecas com a revolução digital em curso. Certo é que estão a evoluir e que irão evoluir mais.

Os livros mantiveram-se em papel (publicam-se aliás cada vez mais, em Portugal é um em cada meia hora!), mas apareceram também em versões digitais, ebooks – de alguns livros há só mesmo em versões digitais – que, em vários formatos, podem ser lidas por vários dispositivos dos quais ainda não existe um standard (há o Kindle, por exemplo, que já se vê muito nos Estados Unidos, e há recentemente o Ipad, que elimina o teclado e rato, mas cujo futuro se desconhece). A vantagem dos livros digitais é óbvia: a de evitar o "insustentável peso" do papel (as árvores e o clima agradecem!), a possibilidade de encontrar rapidamente a passagem que se quer, etc. Os meus alunos, por exemplo, já estudam por pdfs que guardam nos seus portáteis ou netbooks, qualquer dia será nos seus telemóveis. Os inconvenientes do digital, para além da dificuldade, permitida pela cópia rápida e barata, de reconhecer e recompensar devidamente os autores e editores, são também óbvios: um livro é um objecto material com umdesign tão perfeito para cumprir a função que desempenha, que, na minha opinião, nunca será inteiramente substituído. Também a roda, uma vez inventada, nunca mais veio a ser substituída.
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RBE


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