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Mia Couto  foi o vencedor do Prémio Camões deste ano, o mais importante dos prémios literários para autores de língua portuguesa. Reproduzimos a intervenção realizada pelo escritor moçambicano nas Conferências do Estoril de 2011, a propósito de um tema bem pertinente "o medo". A intervenção termina assim: 

Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos mas não há hoje no mundo um muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente.
Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e diz ele: 

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras e, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.


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