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Hoje, os pássaros cantam e as nuvens levantam pela Matilde Rosa Araújo.







Loas à Chuva e ao Vento



Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue...Pingue...Pingue...
Vu...Vu...Vu...



Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue...Pingue...Pingue...
Vu...Vu...Vu...



Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,
Mas cai de mansinho.
Pingue...Pingue...
Vu...Vu...



Muito de mansinho
Em meu coração.
Já não tenho lenha,
Nem tenho carvão...
Pingue...Pingue...
Vu...Vu...



Que canto tão frio
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno...
Pingue...



Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento,
O canto do Inverno...
Vu...



E os pássaros cantam
E as nuvens levantam!



                                               Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila

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2 comentários

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De Ana Cristina a 06.07.2010 às 18:47

Mais um texto delicioso, da própria escritora...

«Eu ensinava numa escola velha, escura. Cheia do barulho da rua, dos «eléctricos» que passavam pelas calhas metálicas. Dos carros que continuamente subiam e desciam a calçada. Até das carroças com os seus pacientes cavalos.
A escola era muito triste. Feia. Mas eu entrava nela, ou digo antes, em cada aula, e todo o sol estava lá dentro. Porque via aqueles rostos, trinta meninas, olhando para mim, esperando que as ensinasse.
O Quê? Português, francês. Hoje sei, acima de Tudo, o amor da vida. Com toda a minha inexperiência. Com todos os meus erros. Porque um professor tem de aprender todos os dias. Tanto, quase tanto ou até muito mais que os alunos.»

in A Fita Vermelha
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De Elisa Ramos a 14.07.2010 às 00:04

Maravilhosa Matilde Rosa Araújo, Drª:

Foi há cerca de 15 anos que com ela tivemos o grande prazer de com ela privar!
Foi em Bragança,na Escola Augusto Moreno, com auditório cheio,que nos falou e encantou de leituras!
Que docura lhe recordamos, que voz terna, melodiosa, poética,como toda a sua obra!

Bem-haja,Querida Matilde!
Partiu mas a sua companhia ficou connosco para sempre!

Cantem as vozes dos Deuses, uma Musa subiu!
Os violinos entoam suas cordas
A festa das palavras continua!

Para si, Matilde!

Elisa Ramos

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