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Blogue RBE

Ter | 24.10.23

Fórum RBE 2023: Bibliotecas Escolares - Liberdade e transformação

Por Manuela Pargana Silva, Coordenadora Nacional RBE

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Hoje, no Fórum RBE 2023: Bibliotecas Escolares - Liberdade e transformação, teremos oportunidade de, juntos, celebrarmos o presente e o futuro da nossa Rede de Bibliotecas.

Imagem 1.pngSendo inúmeros os desafios que a humanidade atualmente enfrenta é imperioso à condição humana ser mais exigente sobre o seu papel no mundo, sendo para isso fundamental aprofundar o conhecimento, exercitar o diálogo e o sentido crítico.

A procura da felicidade, que é um desígnio sobre o qual todos estaremos de acordo, está ela própria relegada para uma espécie de segundo plano, substituída pela procura da sobrevivência.

O enorme feito da inteligência humana que é a inteligência artificial apresenta-nos tantas oportunidades como riscos.

Neste cenário, o saber, mas também a adaptação, a resiliência, a flexibilidade, a solidariedade e a empatia tornam-se essenciais às pessoas no sentido de as capacitar para encontrar as respostas mais consentâneas às circunstâncias específicas, conscientes de que as questões são cada vez mais globais, multidimensionais e complexas, o tempo cada vez mais acelerado e a realidade cada vez mais instável.

Para isso a biblioteca, na escola, tem por missão “acolher, apoiar, colaborar, desafiar, transformar e empoderar”[1] o que significa criar, para as crianças e os jovens, um ambiente inclusivo e seguro, um lugar onde os mais frágeis recebam alento e todos se sintam acolhidos, onde todos trabalhem em conjunto por objetivos comuns, onde a inteligência de cada um se sinta desafiada a pensar, a interrogar-se, a refletir sobre problemas, a procurar soluções e, sempre que possível, a pô-las em prática. Assim, a biblioteca será capaz de manter vivo o gosto por aprender, promovendo, de forma colaborativa, estratégias que preparem as crianças e jovens para lidarem com a incerteza, para serem mais empáticas, para seguirem caminhos individuais e coletivos de construção do saber, interligando conhecimentos, conhecendo diferentes perspetivas e pontos de vista, como base para uma melhor compreensão de si próprios e do seu lugar no mundo.

Tenho consciência de que a missão que a RBE definiu para si própria é muito exigente. Mas só o é, porque pode ser. Porque somos uma rede e temos a força de ser uma rede. Uma rede de pessoas, que abrange quem está mais diretamente implicado no desenho e na operacionalização dos programas e dos projetos, quem quotidianamente desenvolve a ação, os nossos professores bibliotecários e os assistentes de biblioteca, passando pela indispensável coordenação intermédia e dedicação dos nossos coordenadores interconcelhios e, por fim, pelo Gabinete RBE que define e gere os fios condutores desta rede.

A diferentes níveis, local, regional, nacional e internacional, a RBE conta com muitos parceiros que enriquecem a sua ação.

E tudo isto, tendo em vista aqueles que queremos que sejam os atores principais, os nossos alunos, para quem trabalhamos no sentido de que desenvolvam "saberes e competências indispensáveis numa sociedade cada vez mais dinâmica, imprevisível, digital e global." [2]

O Fórum RBE, estou certa, trará pensamento e novos contributos sobre as questões mais emergentes da atualidade, ajudando-nos a refletir sobre as alterações necessárias à escola e à educação, com tradução na biblioteca escolar enquanto lugar de leitura, de desenvolvimento de literacias, de acesso à cultura e conhecimento do mundo, de encontro, de interação, de co construção e enriquecimento do património da humanidade, garante que é de valores civilizacionais essenciais à condição humana como a liberdade e a democracia.

[1] Bibliotecas Escolares: Presentes para o futuro. Programa Rede de Bibliotecas Escolares: Quadro Estratégico 2021-2027. Lisboa, p. 27.

[2] Idem.

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