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Fórum RBE

30.05.09
Há 13 anos uma revolução tranquila começava a dar os primeiros passos no nosso país, transformando o paupérrimo panorama das bibliotecas das escolas numa realidade nova:

2077 bibliotecas escolares instaladas;
1 milhão de alunos abrangidos;
1 milhão de registos bibliográficos em linha;
1400 professores coordenadores;
centenas de funcionários e de docentes nas equipas das bibliotecas;


provocam, em conjunto, mudanças no comportamento de alunos e professores em face da leitura, da informação e do conhecimento.


Cerca de 40 milhões de euros directamente investidos em requalificação de espaços, em mobiliário, equipamentos, fundos documentais e programas de gestão bibliográfica.


Um significativo investimento indirecto em recursos humanos, formação e serviços, e ainda o apoio técnico-financeiro de autarquias e bibliotecas municipais, centros de professores e universidades.

As bibliotecas escolares tornaram-se um instrumento essencial para o processo de ensino/aprendizagem e o apoio ao currículo, para o sucesso escolar, para a promoção da leitura e das literacias; são, hoje, um equipamento básico das escolas, tal como a cantina, o ginásio, o laboratório ou o recreio; são um interminável espaço de acesso ao conhecimento e à imaginação, passo necessário para a cidadania; são um lugar onde se cultiva o gosto pela leitura, as artes e as ciências.

As bibliotecas deixaram de corresponder à imagem dos armários fechados, cheios de pó e peixinhos de prata comendo livros tão velhos que ninguém os quereria ler. Estão hoje instaladas em espaços centrais dentro da escola, arejados e atraentes; têm mobiliário aberto, transparente e áreas de trabalho lado a lado com zonas de leitura informal, onde livros, jornais, revistas, dossiês, se encontram a par de música, filmes, jogos, computadores, Internet e recursos digitais organizados e disponíveis.

Os livros lêem-se na biblioteca ou levam-se para casa. O mundo abre-se a partir da biblioteca, onde a hibridez faz conviver o conhecimento impresso, reflectido e milenar, com as redes de informação e comunicação permanentes. Os recursos de informação e os serviços que a biblioteca presta podem ser livremente usados por alunos e professores que assumem os princípios da aprendizagem aberta e autónoma. A literatura está presente, bem como os seus autores, actores e animadores. Também a música, o cinema e a imagem em suportes variados. E há profissionais competentes que ajudam na pesquisa da informação, que aconselham leituras, que promovem actividades de animação e se empenham em contribuir para a construção de leitores.

Não chega colocar mais e novos recursos nas bibliotecas e abri-las livremente à comunidade escolar. É necessário organizar devidamente colecções e equipamentos, são necessários profissionais que avaliem, seleccionem e divulguem previamente os documentos, de forma a que todos encontrem facilmente informação pertinente. Uma função essencial dos professores bibliotecários é essa: organizar e “editar” a informação de acordo com princípios científicos e éticos. É na medida em que dispõem de professores devidamente preparados para gerirem a informação e a sua articulação ao currículo escolar, que as bibliotecas escolares oferecem às nossas crianças e jovens a possibilidade de passagem de um estádio de menos conhecimento para um grau mais complexo de competências e saberes. Mais do que isso: as bibliotecas escolares representam para muitas famílias pouco letradas, a oportunidade de acederem aos bens culturais.


Estamos a falar de um mundo imaginário? Não! 13 anos depois, esta é a realidade palpável das bibliotecas em muitas escolas do país. Uma rede que envolve múltiplos actores, institucionais e individuais, que implica formação, reflexão e acção, que é um motor da mudança e da inovação na Educação.É esta realidade que, neste blogue, queremos apresentar, discutir, analisar, nas suas qualidades e no muito que ainda há por fazer.

Queremos mesmo que a biblioteca seja o lugar mais fantástico do mundo!

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