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«Eduardo Lourenço e José-Augusto França passaram os 90 anos, não jogaram à bola juntos, tratavam-se cerimoniosamente quando se conheceram. Nesse começo dos anos 1950, já tinham estudado Histórico-Filosóficas, agitado o meio cultural, interrogado o mundo. Pouco depois sairiam do país para perceber que “não estávamos tão orgulhosamente sós”, resumo de Eduardo Lourenço. Sentiram o deslumbramento do lá fora. Foram e voltaram. Escreveram cartas, encontros, “o que pensas tu disto?” (nessa altura, já tu). Alicerces de uma amizade.
Agora estão lado a lado no sofá da sala de José-Augusto França. Riem-se. Perguntam coisas um ao outro (coisas como: “Quando é que tu leste o Michelet?”). Partilham experiências. Divertem-se. Como rapazes.»

Anabela Mota Ribeiro entrevistou os dois amigos, o "ideólogo" e o "factólogo", para o jornal Público (11/05/2014). Na conversa perpassa quase um século de referências à história política e cultural do país e a uma geração de intelectuais que, sob a censura, era obrigada a abandonar o país para poder pensar e criar livremente. Pode ler aqui >>

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