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Um projeto de investigação do CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho que pretende identificar as linhas de interseção entre os planos estético e lúdico da Literatura para Crianças e Jovens e as suas virtualidades pedagógicas, especificamente no que toca à ecoliteracia.

Recorrendo a um corpus de publicações literárias para crianças da primeira década do século XXI e a duas abordagens concorrentes e complementares (a linguística e a literária), este projeto de investigação visa identificar as linhas de interseção entre os planos estético e lúdico da Literatura para Crianças e Jovens e a as suas virtualidades pedagógicas, especificamente no que toca à ecoliteracia (cf.: Capra, 2002).


Esta pode definir-se como a capacidade de os cidadãos desenvolverem um tipo de pensamento favorável à desconstrução do paradigma antropocêntrico que carateriza as sociedades ocidentais e as suas consequências mais diretas, nomeadamente a conceção do homem como legítimo explorador do meio natural em seu proveito e a da Natureza como uma inesgotável fonte de bens ao dispor de todas as necessidades e desejos humanos (o providencialismo). A essa desconstrução corresponde a edificação de uma conceção ecocêntrica, segundo a qual o homem se encontra integrado num sistema biológico complexo, cujo equilíbrio deve constituir uma aspiração individual e coletiva.


Tal objetivo exige uma definitiva alteração de mentalidades, de valores e de comportamentos, ou um novo estilo de vida. Isso deve ser desenvolvido desde a infância, preparando as crianças para um tipo de raciocínio não monolítico nem amputado, mas «ecológico», isto é, capaz de configurar as redes de relações em que cada ato se envolve.

A pertinência do estudo em causa, tomando como corpus textos do âmbito da literatura para a infância, reside no facto de esta, em diferentes níveis, revisitar e recriar literariamente a questão ambiental, propondo (ou pretendendo propor), implícita ou explicitamente, princípios, comportamentos e valores coincidentes com os preconizados pela Educação Ambiental. Importa, assim, fazer a análise destas produções, de um ponto de vista linguístico, evocando os princípios do construtivismo linguístico (Halliday, 2001), ou seja, do poder da língua e dos discursos na modelação do real, e do ponto de vista da teoria e análise literárias.Os produtos disponibilizados destinam-se, em primeira mão, a profissionais da educação e de bibliotecas, a animadores sociais e a outros mediadores de leitura. 



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RBE


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