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"O almanaque foi, durante séculos, um ilustre antepassado de muito do que são hoje as redes sociais", escreve Manuel Pinto no Página 1 de hoje. "Quando o mais antigo resistente da espécie, o Seringador, se prepara para assinalar os 150 anos de vida, vale a pena olhar esse veículo de conhecimento, instrução e divertimento. 

Pautando os meses e as semanas do ano seguinte, o almanaque anunciava as fases da lua, as horas do nascer e pôr do sol e a tabela das marés. Esse lado estruturador e securizante da vida quotidiana é sublinhado por Eça de Queirós, no prefácio que escreveu para o Almanaque Enciclopédico de 1896: “o almanaque contém essas verdades iniciais que a humanidade necessita saber, e constantemente rememorar, para que a sua existência, entre uma Natureza que a não favorece e a não ensina, se mantenha, se regularize e se perpetue. A essas verdades, chamam os Franceses, finos classificadores, ‘verdades de almanaque’. São as altas verdades vitais. O homem tudo podia ignorar, sem risco de perecer, excepto o mês em que se semeia o trigo.” (Notas Contemporâneas, Círculo de Leitores, Lisboa, 1981, p. 385)."

 

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