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© STR New / Reuters | por Ana Margarida de Carvalho | Revista VISÃO

 

Nas comemorações dos 20 anos da rede de Bibliotecas Escolares, conta-se com a presença, no dia 14 de Outubro, de uma das maiores referências da área no mundo: Ismail Serageldin, diretor da mítica e ultra-digital Biblioteca de Alexandria.

 

Criadas em 1996, por despacho conjunto entre o Ministério de Educação e da Cultura, a rede escolar portuguesa conta já com 2426 bibliotecas, em escolas de todas as tipologias e níveis de ensino.

 

Para comemorar os 20 anos da existência da rede de Bibliotecas Escolares, o Ministério da Educação, em parceria com o Instituto Calouste Gulbenkian, está neste momento a organizar um fórum, previsto para o dia 14 de Outubro, que contará com a prensença de, entre outros oradores, Ismail Serageldin, Diretor da Biblioteca de Alexandria.

 

 

Erguida, em 2002, a moderna Biblioteca de Alexandria, exatamente no mesmo local onde terá existido a antiga referência cultural da antiguidade, a nova instituição recebe anualmente cerca de um milhão e meio de visitantes e alberga milhões de livros. Prossegue o intuito de captar o espírito da original biblioteca, no sentido de abertura, diálogo entre culturas e desenvolvimento do conhecimento. Por isso se diz que esta biblioteca egípcia é muito mais do que uma biblioteca, tornando-se um referência de topo no que se refere às tecnologias e aos processo digitais de consulta.

 

Além do vasto arquivo digital, funcionam no complexo seis bibliotecas especializadas, quatro museus, um planetário, oito centros de investigação académica, quinze exposições permanentes, quatro galerias de arte para exposições temporárias e um centro de conferências.

 

É hoje considerada um dos mais prestigiados centros de conhecimento a nível mundial, e isso deve-se ao incansável trabalho de Ismail Serageldin, que, já em 2013, recebeu das mãos de Jorge Sampaio e Artur Santos Silva um prémio no valor de 250 mil euros, atribuído anualmente, entre cerca de sete dezenas de nomeações, a instituição ou personalidade, portuguesa ou estrangeira, que se tenha distinguido pelo seu papel na defesa dos valores essenciais da condição humana.

 

Na ocasião o júri internacional considerou Ismail Serageldin, doutorado em Harvard e com vários doutoramentos honoris causa em universidades de todo o mundo, um "académico e dirigente cultural de excelência" e definiu a Biblioteca de Alexandria como "única no mundo": "representa uma grande biblioteca egípcia com dimensão internacional cuja missão é ser um centro de aprendizagem, tolerância, diálogo e compreensão entre culturas e povos, bem como uma instituição líder da era digital".

 

Ismail Serageldin, em 2011 agraciado pelo governo francês com a Comenda da Ordem das Artes e Letras, estará em Lisboa no dia 14 de Outubro.

 

 

 

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