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Publicamos um excerto da entrevista realizada à investigadora e socióloga Ana  Nunes de Almeida, na última newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian, ainda a propósito da conferência que comissariou nesta instituição. Tal como nas conclusões do estudo que  divulgámos, as suas afirmações salientam a nova função do professor:    promover a literacia da informação. Função que é também,  acrescentamos nós, uma das principais razões de existência das actuais  bibliotecas escolares e do professor bibliotecário.


O uso da Internet coloca muitas questões ao nível da transmissão do saber. Pensa que o professor tem de estar hoje muito mais preparado que antes?

A própria função do professor, e até do ensino, deve ser repensada à luz destas novas tecnologias. Ainda estamos perante o professor como perante uma enciclopédia? Não. O professor não pode ser só um transmissor de conhecimentos e tem que fornecer instrumentos aos seus alunos que lhes permitam desenvolver critérios para a recolha de informação, para a selecção e para a interpretação. É muito mais difícil ser-se professor agora, como ser pai ou educador, em geral. Uma criança tem acesso á informação muito facilmente, mas depois precisa de competências para seleccionar essa informação, para perceber o que é prioritário e, sobretudo, para interpretar.
FCG, Newsletter n.º 108 >>



RBE


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