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Blogue RBE

Qua | 26.07.23

Bibliotecas do 1.º Ciclo de Ansião… lugares de conhecimento e diversão

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As Bibliotecas Escolares do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Agrupamento de Escolas de Ansião ganharam, neste ano letivo, um novo fôlego, com mais dinâmicas de promoção da leitura e de desenvolvimento de competências que estimulam a imaginação, a criatividade e a expressão artística.

Fruto de um trabalho articulado entre o Município de Ansião e o Agrupamento, foi possível afetar uma assistente operacional à equipa das Bibliotecas, que apoia e exerce funções nas seis bibliotecas das Escolas do 1.º Ciclo e Centros Escolares, em resposta aos anseios e necessidades manifestadas, todos os anos, pelas professoras bibliotecárias. Ao contrário dos restantes recursos humanos que apoiam e prestam serviço nas bibliotecas, esta assistente não ficou alocada a uma biblioteca, mas à equipa de trabalho, podendo deslocar-se em regime de rotação pelas diversas bibliotecas, de acordo com as necessidades e atividades a desenvolver.

O Agrupamento possui oito bibliotecas, todas integradas na Rede de Bibliotecas Escolares, com um Plano de Atividades estruturado e articulado e uma gestão partilhada entre as professoras bibliotecárias. Porém, ao longo dos anos, sentiram-se algumas dificuldades em manter o funcionamento regular das seis bibliotecas do 1.º ciclo, apesar dos esforços por parte da direção do agrupamento e da autarquia, no âmbito da Rede Concelhia de Bibliotecas, em colocar alguém que assegurasse, pelo menos, a sua abertura e o serviço de empréstimo (através da afetação de algumas horas de assistentes operacionais que prestavam serviço nas Escolas, ou através de contratos de emprego e inserção, mas que se revelavam manifestamente insuficientes e sem a regularidade desejável).

Explicando de outro modo, ainda que houvesse a referida articulação para garantir o funcionamento das seis bibliotecas, os assistentes que asseguravam o funcionamento eram recursos que todos os anos mudavam e não estavam dedicados apenas ao trabalho nas bibliotecas, além de não terem a formação e o perfil que se preconiza para estas funções. Frequentemente, eram colocados anualmente e, por vezes, já algum tempo depois do início das atividades letivas. O trabalho não tinha, por isso, a desejável continuidade, levando a que todos os anos se tivesse que reiniciar o processo.

Conscientes de que a solução encontrada não era a melhor, procurou-se sempre uma solução mais sustentável e duradoura, o que foi possível, no corrente ano letivo, com esta nova modalidade de afetação da assistente da biblioteca, que se traduziu numa melhoria significativa do funcionamento e serviços destas bibliotecas.

Para que este recurso possa ser um elo de ligação entre as diversas escolas e ser melhor rentabilizado, todas as bibliotecas têm uma assistente operacional com horas atribuídas destinadas a assegurar o seu funcionamento e a prestar apoio. O horário da Biblioteca é articulado entre as professoras bibliotecárias e o respetivo coordenador de estabelecimento, com vista a potenciar a abertura o máximo tempo possível, privilegiando intervalos e horas de almoço.

A assistente, que este ano integrou a equipa, circula pelas várias bibliotecas articulando o trabalho com as assistentes de cada biblioteca e respetivos professores e professoras. Além do exposto, prepara, sob orientação das professoras bibliotecárias, as iniciativas/atividades, cria e materiais que circulam entre as escolas e/ou são disponibilizados em linha.

Desta forma, para além de atividades de promoção da leitura e do livro, tem sido prática, também, a realização de leituras dramatizadas, teatro, a que se aliam também, outras artes como a pintura, a música e dança, impulsionado por esta assistente, com o apoio das outras funcionárias das bibliotecas.

 Os alunos são desafiados também a participar nas peças de teatro, em teatros de sombras, teatro de fantoches, entre outras, num trabalho que promove diversas competências como autoestima, comunicação, criatividade, pensamento crítico, responsabilidade e trabalho em equipa, competências preconizadas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

Paralelamente e integradas nas medidas do Plano de Ação de Desenvolvimento Digital da Escola, desenvolvem-se ações que fomentam o treino e a formação para as literacias digitais, dos media e da informação, sob a orientação das professoras bibliotecárias, com a colaboração desta assistente.

Esta articulação possibilita a implementação de um Plano de Atividades regular que favorece a utilização da biblioteca como espaço de fruição e conhecimento, desenvolvendo competências de pensamento crítico e criativo, para além de favorecer atitudes pessoais e sociais de autonomia e responsabilidade.

Podemos dizer que esta medida foi uma mais valia para o trabalho de toda a equipa e para todos os alunos e docentes que utilizam as bibliotecas, criando incentivos de trabalho em torno do livro, da leitura e das diferentes expressões associadas, enriquecendo as experiências dos leitores que se mostram mais motivados, interventivos e autónomos.

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