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Alice no País das Maravilhas

A ficção do País das Maravilhas onde nasceu a Alice atravessa o mundo real em três séculos diferentes (XIX, XX, XXI). A verdade é que as necessidades da realidade (escrever para entreter uma menina chamada Alice Lidell) terão inspirado de tal maneira o autor (o matemático Charles Lutwidge Dodgson) que nunca mais a Alice deixou de povoar o País das Maravilhas do nosso imaginário. Com Lewis Carroll (pseudónimo do autor Charles Lutwidge Dodgson) e John Tenniel (ilustrador), as palavras e as imagens tornaram-se inseparáveis.

Tudo é relativo em Carroll, como na conversa entre os quatro comensais do chá maluco: «vejo aquilo que como, ou como aquilo que vejo?»; «respiro quando durmo ou durmo quando respiro?» Para um estudante de física avançada, o País das Maravilhas é um mundo quadridimensional, sempre a ser testado pelas novas concepções do espaço-tempo. Logo no início da história, quando a Alice cai em queda livre no poço da toca do coelho, o narrador observa que «Ou o poço era muito fundo ou ela descia muito lentamente». Mais tarde, quando encontra a chave da porta e não a consegue abrir, o dilema é semelhante: «ou a fechadura é demasiado grande ou a chave demasiado pequena.» [CALADO, Jorge (prefácio) in CORREIA, Clara Pinto. - Dodologia: um voo planado sobre a modernidade. Lisboa: Relógio d’Água Editores. 2001.]

No mundo maravilhoso quadridimensional de Alice tudo é tão relativo (e fantasioso) que nenhum suporte documental tem o exclusivo do contacto dos leitores com as aventuras de Alice. Todo o universo aliceano parece poder ser representado de múltiplas formas.

Iniciamos hoje uma incursão semanal por esse universo aliceano. Começamos pelas representações de Alice na 7.ª Arte, mais precisamente, pela 1ª versão cinematográfica da Alice (1903)

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