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O GILM – Grupo Informal sobre Literacia Mediática organiza a 9.ª edição da iniciativa 7 dias com os media, que irá decorrer entre os dias 3 e 9 de maio de 2021.

Cidadãos e instituições - escolas, bibliotecas, associações, clubes, meios de comunicação social, plataformas digitais, universidades, famílias… - são convidados a criar uma ação (workshop, webinar, vídeo, apresentação, podcast, jogo, etc.) sobre o uso dos media e os seus efeitos na vida individual e coletiva. Atendendo ao contexto provocado pela pandemia Covid-19, o GILM sugere como temas centrais desta edição: a infodemia, a desinformação e as desigualdades sociais e digitais. Podem, no entanto, ser abordados outros temas, desde que se enquadrem no âmbito da iniciativa.

Num período em que os ecrãs se tornaram omnipresentes nas nossas vidas, é fundamental refletir sobre a importância que os media assumem no quotidiano, o modo como ajudam a formar opiniões e contribuem para a construção da perceção que temos do mundo e sobre aquilo que nos dão – ou não - a conhecer. Lançando o mote para esta reflexão, a iniciativa 7 dias com os media ajuda-nos a desenvolver um olhar crítico sobre a forma como usamos os media e como, através deles, comunicamos e nos expressamos.

Associe-se à semana dos media fazendo o registo da sua iniciativa na página do evento.

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Encontra-se disponível o estudo Literacia mediática nas bibliotecas escolares, que pretende contribuir para o conhecimento do panorama geral da Educação para os Media nas bibliotecas escolares.

O estudo, realizado através da colaboração entre o Observatório sobre Media, Informação e Literacia (MILObs) do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos. Foi validado um total de 723 questionários, que corresponde a 53% da população dos professores bibliotecários.

O fim último deste estudo é contribuir para o conhecimento do panorama geral da Educação para os Media nas bibliotecas escolares, fazendo o levantamento e identificando o tipo de atividades que nestas são realizadas naquele âmbito e, também, os principais obstáculos que se colocam ao seu desenvolvimento. O estudo pretende igualmente sugerir linhas de atuação nesta área.

Estudo disponível no portal da RBE (https://www.rbe.mec.pt/np4/2714.html).

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Fonte: https://alldigitalweek.eu/

A Quarta Revolução Industrial1em curso está ancorada na ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering e Mathematics - STEM) e é uma oportunidade que favorece a inclusão e bem-estar de todos os seres humanos, qualquer que seja a geografia, condição e características.

A utilização de tecnologia digital é relevante no trabalho, para todos os setores e carreiras e na forma como interagimos, nos divertimos e realizamos as tarefas no dia-a-dia.

Inteligência artificial, biotecnologia, realidade virtual e aumentada, impressão 3D, Internet das Coisas, 5G, criptomoeda, identidade digital são áreas de inovação tecnológica que integram esta revolução e que exigem cidadãos digitalmente fluentes (Digital fluencyFórum Económico Mundial 2021 2).

Na educação, a inovação tecnológica está a transformar todo o sistema: o modo como os recursos educativos são criados e distribuídos, como os alunos leem e interagem com os recursos, uns com os outros e com a comunidade e como as aprendizagens são avaliadas.

Neste contexto empresas tecnológicas – Amplify, Knewton… – e editoras digitalizam livros escolares e criam conteúdos personalizados e baseados em gaming e outras empresas, como a Khan Academy, edX, TED-Ed, Codeacademy, Stanford Online, Babbel (línguas), Class Central, “Os 7 principais sítios para educação na internet gratuita” da Forbes 3 e Coursera estão a transformar a educação através de Cursos Online Abertos Massivos (MOOC) gratuitos.

Esta oferta de educação informal constitui uma oportunidade para transformar o modo como os professores ensinam na escola e permite que:

- Todos possam ter uma experiência de aprendizagem mista (presencial e à distância) de qualidade;

- Comunidades rurais ou de difícil acesso, mas com internet, gozem de meios idênticos de acesso à educação;

- Sempre que a escola tenha que fechar, por razões de saúde, catástrofe ou conflito armado, a educação possa prosseguir.

Dada a sua importância, a formação em tecnologia digital deve ser incorporada transversalmente em todas as atividades educativas por parte de todos os professores. O DigCompEdu 4 é a estrutura de competências que os educadores necessitam desenvolver para realizar atividades de educação STEAM e a SELFIE 5 a ferramenta digital de autoavaliação STEAM para escolas e outras organizações com responsabilidades em educação.

Para incentivar e dar visibilidade ao desenvolvimento de competências digitais junto das crianças e jovens, a Rede de Bibliotecas Escolares propõe às bibliotecas a adesão à All Digital Week/ Semana Todos Digitais (vídeo 6), iniciativa da União Europeia que, desde 2010, apela a que todos os cidadãos e, sobretudo aqueles com responsabilidades em educação, incentivem e valorizem estas competências, sobretudo junto dos que delas mais estão privados.

Decorre na semana de 22 a 28 de março, mas a organização sugere que as atividades possam prolongar-se até 16 de abril e que, na atual situação pandémica, decorram em segurança, realizando-se preferencialmente na internet.

Sem que tal diminua a liberdade de intervenção de cada um, Todos Digitais sugere que as ações realizadas se foquem em quatro temas principais:

- Competências digitais básicas e literacia mediática;

- Codificação, STE(A)M e inteligência artificial;

- Aptidões digitais avançadas e empregabilidade;

- Património cultural digital.

Para além de recursos, apresenta exemplos de atividades realizadas e que podem inspirar a sua ação:

- STEM para o pré-escolar 7 que usa tecnologia com crianças dos 0 aos 6 anos, não pondo-as a trabalhar diretamente com ela (segundo Piaget, Tisseron e outros pedagogos e psicólogos infantis, esta é contraindicada pelo menos até aos 3 anos), mas para amplificar experiências como ler um poema ou contar uma história por pessoas familiares (educador, pais, amigos mais velhos).

- iRights.Lab: "O futuro da memória na Polônia e na Alemanha" - Simpósio online sobre educação histórica digital 8 que discute na comunidade questões:

  • Como podem instituições educativas, museus, lugares de memória e organizações da sociedade civil preservar a memória numa era digital?
  • Que tipos de ferramentas digitais podem envolver com sucesso um público e também ensinar sobre história?

E-Teaching : projeto para responder a problemas e apoiar professores, pais e encarregados de educação no ensino à distância;

- Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos 10 

Porque as raparigas e mulheres e pessoas com mais idade estão sub-representadas nas STEM e evidenciam menor gosto e níveis de proficiência no uso de tecnologia digital, é fundamental que os professores bibliotecários as escutem na preparação destas atividades para que elas sintam que, se destinam a todos os públicos, mas também vão ao seu encontro.

 

E porque as nossas raízes devem ser locais, mas a nossa visão deve ser global, sugere-se que o professor bibliotecário colabore, dê o exemplo e ideias, partilhando com todos a sua proposta de atividade, contando a sua história, divulgando as suas fotos e vídeos na plataforma Unite-IT 11 e nas redes sociais (# AllDigitalWeek2021) da All Digital. Em alternativa, pode aderir, sozinho ou em grupo, a atividades apresentadas por outros parceiros. Em todo o caso, o importante é participar e, sentindo-se confortável, pôr Portugal no mapa da Europa Todos Digitais (ver e adicionar eventos 12 ).

 

Referências

1. World Economic Forum. (2021a). Fourth Industrial Revolution. Davos: Autor. Disponível em: https://www.weforum.org/focus/fourth-industrial-revolution [acedido em 11 de março de 2021].

2. World Economic Forum. (2021b). Strategic Intelligence: Education and Skills. Davos: Autor. Disponível em: https://intelligence.weforum.org/topics/a1Gb0000000LPFfEAO?tab=publications [acedido em 11 de março de 2021].

3. Friedman, Z. (2019). Here Are The Top 7 Websites For Free Online Education. S.l.: Forbes, Disponível em: https://www.forbes.com/sites/zackfriedman/2019/05/29/free-online-education/?sh=6fd24d0f342b [acedido em 11 de março de 2021].

4. Redecker, C. (2017). European Framework for the Digital Competence of Educators: DigCompEdu. Luxembourg: Publications Office of the European Union. Disponível em: https://ec.europa.eu/jrc/en/digcompedu [acedido em 11 de março de 2021].

5. European Commission. (2021a). Selfie [Self-reflection on Effective Learning by Fostering the use of Innovative Educational technologies]. S.l.: Autor. Disponível em: https://ec.europa.eu/education/schools-go-digital/about-selfie_en [acedido em 11 de março de 2021].

6. Europe Union. (2021b). All Digital Week: Why join All Digital Week? See what our partners say! [vídeo] S.l.: Europe Union. Disponível em: https://alldigitalweek.eu/videos/ [acedido em 11 de março de 2021].

7. Europe Union. (2021c). All Digital Week: STEM para o pré-escolar. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/stem-for-pre-schoolers-how-to-promote-stem-education-and-training?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

8. Europe Union. (2021d). All Digital Week: iRights.Lab: O futuro da memória na Polônia e na Alemanha - Simpósio online sobre educação histórica digital. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/irights-lab-invitation-the-future-of-memory-in-poland-and-germany?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

9. Europe Union. (2021e). All Digital Week: e-Teaching. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/e-teaching-1?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

10. Europe Union. (2021f). All Digital Week: Cinco projetos europeus que impulsionam as competências digitais dos idosos. S.l.: Europe Union. Disponível em: http://www.unite-it.eu/profiles/blogs/3-european-projects-that-boost-the-digital-skills-of-elderly?xg_source=activity [acedido em 11 de março de 2021].

11. Europe Union. (2021g). All Digital Week: Unite It – e-Inclusion. Network. S.l.: Autor. Disponível em: http://www.unite-it.eu/ [acedido em 11 de março de 2021].

12. Europe Union. (2021h). All Digital Week: Events. S.l.: Autor. Disponível em: ver e adicionar eventos https://alldigitalweek.eu/events/ [acedido em 11 de março de 2021].

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A edição de 2020/ 21 do Concurso Nacional de Jornais Escolares já foi lançada e traz algumas novidades. Os estabelecimentos de ensino interessados podem candidatar-se até 31 de março.

Nesta edição do Concurso Nacional de Jornais Escolares, as publicações podem ser inscritas como jornais de agrupamento (categoria A) ou jornais de escola (categoria B). Serão atribuídos primeiro e segundo prémios em cada uma destas categorias. Para além dos três prémios especiais — reportagem, trabalho de ciência e design gráfico —, este ano incluiu-se um prémio incentivo para publicações dinamizadas em contextos mais desfavorecidos, que contempla um workshop sobre como fazer um jornal. Em relação ao formato do jornal, são admitidas várias tipologias, desde que cumpram os critérios definidos, nomeadamente ter havido, pelo menos, duas edições. Assim, aceitam-se publicações em papel e/ ou em formato digital, sendo possível concorrer com um número em papel e outro digital; quanto às publicações online, devem ter sido atualizadas regularmente durante o presente ano letivo.

O Concurso Nacional de Jornais Escolares é uma iniciativa do jornal PÚBLICO, através do projeto PÚBLICO na Escola. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis na página do Concurso Nacional de Jornais Escolares do jornal PÚBLICO.

Artigo completo: PÚBLICO na escola

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Os resultados de um questionário realizado através de uma colaboração informal entre o MILObs e a RBE, em 2019, vão estar em foco no seminário “Literacia Mediática na Biblioteca Escolar”, a realizar no próximo dia 28 de janeiro, às 14h30, via Zoom. 

Um estudo sobre a situação da educação para os media em Portugal, publicado em 2011, identificava as bibliotecas escolares como atores emergentes na promoção da literacia mediática nas escolas. Desde então, o contexto foi evoluindo, salientando-se a publicação dos referenciais Aprender com a Biblioteca Escolar (RBE, 2012 e 2017) e Referencial de Educação para os Media (DGE, 2014); a formação de professores e professores bibliotecários nesta área; a atenção e importância crescente que a educação para os media tem assumido nos planos internacional e nacional, quer em termos sociais e políticos, quer educativos.

Tendo em conta o descrito e o trabalho crescente que os professores bibliotecários têm vindo a realizar no domínio da literacia mediática, como atestam os números de aplicação anual do Aprender com a Biblioteca Escolar, considerou-se importante efetuar um estudo atual sobre a situação da educação para os media no contexto da biblioteca escolar. Este estudo teve por base a aplicação, em 2019, de um questionário online, à totalidade dos professores bibliotecários em funções na rede pública de Escolas e Agrupamentos, tendo sido validados um total de 723 questionários. 

Os resultados deste questionário, que retrata o panorama da literacia mediática nas bibliotecas escolares – o que se tem feito e também os problemas identificados –  são apresentados no Seminário/ FILM online organizado pelo MILObs e RBE em parceria com o GILM.  

Convidamos todos os interessados na temática e, muito especialmente, os professores bibliotecários que participaram no questionário, a inscreverem-se aqui, a fim de receberem a hiperligação de acesso.


NOTA: A participação é gratuita, mas a inscrição no seminário é obrigatória.

 


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