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por Ana Paula Alves Esperto | Download | 2013

 

Resumo

O presente estudo descreve e avalia as potencialidades e as dificuldades de uma iniciativa de ativismo centrada na resolução de problemas associados a questões socio-científicas (QSC), na promoção da literacia científica e no desenvolvimento de competências essenciais para o exercício de uma cidadania participada, interventiva e responsável. O estudo incidiu em 28 alunos de uma turma do sétimo ano do Ensino Básico, que realizaram atividades de resolução de problemas contextualizadas em situações do quotidiano, relacionadas com problemas sociais enquadrados no âmbito da temática, Educação Rodoviária.

 

Foi adotada uma metodologia de investigação mista, com orientação interpretativa, onde o investigador investiga a sua própria prática através da aplicação de uma proposta didática em contexto natural. Os instrumentos utilizados na recolha de dados incluem, a redação de notas de campo, os registos escritos (trabalhos dos alunos e respetivas apresentações), os questionários que foram aplicados antes e depois da intervenção (pré e pós teste) e as transcrições de entrevistas em grupo focal no final da intervenção. Os dados foram analisados com o objetivo de avaliar as potencialidades e as dificuldades de iniciativas de ativismo centradas na resolução de problemas associados a QSC e no desenvolvimento de competências.

(...)

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 por António José Meneses Aires Nogueira | 2012 | Download

 

 

Resumo:

 

O ensino elementar constituiu uma das preocupações fulcrais do regime político legitimado após a Constituição de 1933, num Portugal essencialmente rural e analfabeto.

 

Neste contexto, o combate ao analfabetismo implicou o investimento na escolarização da sociedade portuguesa, no qual a Biblioteca Escolar assumiu um papel relevante. Descobrir e mapear o seu percurso e a sua missão educativa e cultural num país dominado por um governo fortemente ideológico, avesso à modernização e à diversidade, tornou-se o grande desafio do presente estudo. Mais especificamente, o tema abordado na presente dissertação é a Biblioteca Escolar no Estado Novo, um período histórico preciso, situado entre os anos 30 e os anos 70 do século XX, caracterizado, então, por um regime político autoritário e por uma sociedade que possuía como atributo mais marcante o analfabetismo real e funcional. A metodologia seguida foi a meta-análise do boletim Escola Portuguesa, periódico editado pelo Ministério da Instrução Pública, Direcção Geral do Ensino Primário, que se manteve ativo entre outubro de 1934 e outubro de 1974, praticamente ao longo de toda a vigência do Estado Novo.

 

 

 

 

Referência: Nogueira, António José Meneses Aires - A biblioteca escolar no Estado Novo [Em linha] : meta-análise do Boletim Escola Portuguesa entre 1934 e 1974. Lisboa : [s.n.], 2012. 323 p.

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 Download | Tese de Maria Elisabete da Silva Bárbara

 

A minha tese de doutoramento debruça-se sobre as traduções portuguesas dos contos de Perrault que foram editadas e circularam em Portugal no período do Estado Novo (1933-1974). Ao longo de oito anos de investigação, confrontei essas versões (depois, claro, de correr o espólio de muitas bibliotecas à sua procura) com os respetivos originais, de 1697, no intuito de perceber até que ponto o contexto de chegada – na interseção dos códigos político, ideológico, cultural e literário – determinou ou não a tradução e, eventualmente, a colocou ao serviço da ideologia do regime.

Não houve a intenção de respeitar o texto original do autor francês nem a preocupação de manter o duplo destinatário contemplado por Perrault (crianças e adultos); houve, sim, o propósito de traduzir para crianças, ou melhor, para crianças portuguesas. Houve o propósito de inculcar nos jovens leitores os valores do Estado Novo.

As versões portuguesas de Perrault, no Estado Novo, entre muitas outras alterações "profiláticas", redesenham o perfil das personagens e as relações de família, de modo a conformar os comportamentos aos papéis que a mundividência estado-novista entende como próprios de homens e de mulheres.

Lembro, por exemplo, o caso de Cendrillon (A Gata Borralheira): a heroína das versões portuguesas perde muito da sua afirmação individual. Perde traços de rebeldia e de iniciativa pessoal, tornando-se uma menina exemplar, recatada, cheia de virtudes, que sonha com o seu príncipe encantado e com um casamento de conto de fadas. Não lhe cabe manifestar o mesmo grau de iniciativa e de autonomia da protagonista de Perrault. E nunca se impõe ou sobrepõe ao elemento masculino.

Já o Capuchinho Vermelho, desde tenra idade, ajuda a mãe nas tarefas domésticas e é descrita como uma “mulherzinha”. Este estereótipo da mulher como mãe extremosa e dona de casa exemplar opõe a vida doméstica à vida exterior e pública. É deste modo que, nas versões portuguesas de Perrault, se desenham claras fronteiras: ao passo que a mulher está confinada ao espaço doméstico, ao homem está reservado o espaço exterior, símbolo de independência e de um espírito “naturalmente” aventureiro.

Lembro que, no Capuchinho de Perrault, existem três figuras femininas: a avó, a mãe e a menina. Não há nenhum pai nem nenhum marido. As versões portuguesas não acham bem e aumentam a família.

 

Síntese feita pela autora, Maria Elisabete da Silva Bárbara.

 

Referência: BÁRBARA, Maria Elisabete da Silva - Os contos de Perrault em Portugal no Estado Novo. Coimbra : [s.n.], 2014. Tese de doutoramento. Disponível na Internet em: <URL:http://hdl.handle.net/10316/23758>.

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 por Hermínia de Fátima Morais Almeida Pires | Orientador: Jorge Serrano2013 | Download |

 

Dissertação apresentada para a obtenção de grau de Mestre em Ciências da Educação - na especialidade de Educação Especial e Domínio Cognitivo e Motor, conferido pela Escola Superior de Educação Almeida Garrett.


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